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Angellus Domini Awards

ANGELLUS DOMINI AWARDS | 8 filmes em funerais

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A morte sempre incomoda e fascina. E os rituais funerários  são momentos que forçam a família a estar junta, e esta união nem sempre é uma boa ideia. Para o cinema é um prato cheio, e diversas obras utilizam este momento para contar ótimas histórias. A lista abaixo apresenta ótimos filmes, que giram em torno de um funeral.

Morte no funeral – 

Morte no Funeral Poster

Tem clichês? Sim, aos montes. O filho mais velho que busca a aceitação da mãe, que prefere o caçula; o namorado branco que não é aceito pela família negra da namorada, o tio ranzinza, e muito mais. Só que esta despretensiosa obra é tão bem amarrada, que ela oferece o que se espera de uma comédia: muitas risadas ao acompanharmos as dificuldades de uma família ao organizar o funeral do patriarca.  Os irmãos vividos por Chris Rock e Martin Lawrence estão em disputa para quem terá a honra de fazer o discurso em memória do pai, quando um misterioso personagem (vivido por Peter Dinklage) aparece trazendo uma revelação destruidora.
E isso leva uma sequência de erros, intercaladas por tramas que aumentam ainda mais o potencial divertido do filme. É um marco do cinema? Não. Mas uma boa pedida para uma tarde de preguiça.


Capitão Fantástico – 

Capitão Fantástico PosterViggo Mortensen se despe (literalmente) de todas as amarras sociais e decide criar seus sete filhos isolados do modo capitalista. E fazer isto no paraíso do capitalismo é considerado loucura. A vida da família, em meio a treinamento de sobrevivência na selva e estudos de Dostoievski segue em seu isolamento, até que o suicídio da esposa os forçam a reencontrarem o mundo, para cumprir o desejo da falecida de ter um funeral budista, e não o enterro cristão pretendido pelos sogros. Um filme de atuações incríveis (não só a de Mortensen, indicado ao Oscar, mas de todos os 7 filhos) que nos faz refletir sobre o que realmente é ser família. E o funeral oferecido à esposa, com uma versão estrondosa de Sweet Child O’ Mine, é uma das cenas mais belas já gravadas.


O que nós fizemos em nosso feriado – 

O Que Nós Fizemos no Nosso Feriado PosterDavid Tennant ( O Killgrave da série Jessica Jones) estrela esse filme inglês, que está escondidinho no catálogo da Netflix, mas que é uma grata surpresa a quem o garimpou no meio do gigantesco catálogo do serviço de streaming. Na obra, Tennant interpreta Doug, que mesmo divorciado de Abi (Rosamund Pike), mantém um casamento de aparências até passarem pela festa de aniversário de seus pai. Mas uma morte inesperada, e o funeral que as duas crianças oferecem ao defunto muda os rumos da história. Comédia inglesa, que não é tão escrachada como as americanas e mais baseada em diálogos e situações absurdas, é uma pérola a ser garimpada. Imperdível.


Os três enterros de Melquíades Estrada – 

Três Enterros PosterUm faroeste moderno, trazendo Tommy Lee Jones no papel que ele adora fazer: um capataz amargurado que deseja cumprir o desejo de um amigo, de ser enterrado na sua cidade natal, no México. Mas isso não será fácil, já que Melquíades Estrada, o amigo em questão, já foi enterrado. E duas vezes! Para isso ele sequestra o policial, e assassino de Melquíades, para que eles possam desenterrar o corpo do amigo e cumprir sua vontade póstuma. Um filme cerebral, com excelentes diálogos e uma atuação arrasadora de Lee Jones. Mesmo se não curte muito faroeste, vale a pena conferir.

 

Jackie – 

Jackie PosterO recente trabalho de Natali Portman, que lhe rendeu a indicação ao Oscar de Melhor Atriz, gira em torno de um dos mais marcantes funerais do século XX, o do presidente americano John Kennedy. A história trabalha com uma edição interessante, alternando a linha do tempo ao longo de uma entrevista em que a ex-primeira dama relembra os dias seguintes ao assassinato que abalou o mundo, e todos os detalhes engendrados por ela para transformar o funeral do marido em um evento que marcaria a história. Um registro poderoso de nossa História recente, que mostra um lado não muito glamoroso daquela que se tornou um ícone da moda.


Manchester a Beira Mar – 

Manchester À Beira-Mar PosterO filme da vida de Cassey Afleck, gira em torno da morte e preparação do funeral de seu irmão, que junto com os bens lhe deixa como herança a missão de cuidar do sobrinho. Porém, fantasmas do passado o impedem de voltar para sua cidade e cumprir o desejo do irmão. Além disso, o clima gelado congelou o solo dos cemitérios, o que os obriga a adiar o funeral em alguns meses, e o força a enfrentar seus medos e suas tragédias enquanto tenta se entender com o sobrinho adolescente. Um impactante filme sobre superação e tragédias, que traz na atuação do irmão mais novo do Batman sua maior força, conseguindo passar toda a dor e desesperança de uma pessoa em um momento de perda. Quando descobrimos a real história por trás de sua amargura, a revelação é forte como um soco no estômago.


Cemitério maldito – 

O Cemitério Maldito Poster

Um terror clássico dos anos 80, baseado na obra do mestre do horror Stephen King. A vida da pacata família suburbana é abalada com o trágico atropelamento do filho de cinco anos do casal. Ao ignorar os avisos e enterrar o filho em um cemitério indígenas de animais, as consequências são trágicas. É daqueles terror que mesmo antecipando o que vai acontecer, você se desespera com as consequências, e mesmo assim entende os motivos que levam o protagonista a agir daquela maneira.

 

 

A Rainha – 

A Rainha PosterOs dias que se seguem à morte, e ao funeral que foi um dos mais assistidos no mundo, da Princesa Diana Spencer quase puseram fim à tradicional monarquia britânica. A Elizabeth II, a rainha do título (na interpretação da vida de Hellen Miren) foi acusada de não reagir satisfatoriamente aos eventos e viu sua popularidade despencar. Os dramas da família real, e os embates políticos da Rainha com o primeiro-ministro Tony Blair (Michael Shenn) movem este drama político, que faz um raio x sobre a monarquia mais acompanhada pelo mundo, trazendo uma imagem mais pessoal e menos fria da realeza. A Elizabeth II de Miren é passional, humana, que embora precise se mostrar impassível, deixa que emoções dominem suas ações. Sublime.

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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ANGELLUS DOMINI’s AWARD | O Papa é Pop: O cinema e os papas

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O papa é pop? Pelo menos no cinema, são diversas obras que apresentam pontífices, reais ou fictícios, que buscam tentar entender e desmistificar essa figura.

Quais as mais complexas, diferentes ou divertidas representações de papas no cinema? Esta lista apresenta algumas destas obras.

HABBEMUS PAPA (2011)

Michel Picolli

Um papa em conflito de identidade, um conselho de cardeais perdidos e um psiquiatra ateu (vivido pelo diretor Nanni Moretti) tendo que resolver tudo. Tudo embalado em uma deliciosa comédia italiana, que analisa como poucos a pressão do cargo de chefe da Igreja . O veterano ator Michel Picolli convence como o cardeal em fuga e com medo, e sua comparação do cargo de papa com o de ator é profundo e comovente. Uma obra pequena e singela, que vai provocar reflexão, mas também boas risadas. O filme ainda previu a possibilidade de renuncia de um papa na era moderna, o que ocorreu dois anos depois.

IRMÃO SOL, IRMÃ LUA (Fratello sole, sorella luna – 1972)

Sir Alec Guinness

Antes de dar a vida ao grande mestre Jedi, Sir Alec Guiness viveu outro líder espiritual, dando vida ao Papa Inocêncio II no clássico de Franco Zefirelli. Sua participação foi pequena, mas marcante, emprestando sua imponência nobre ao líder católico que fez contraponto ao personagem mais conhecido do catolicismo.

ANJOS E DEMÔNIOS (Angels & Demons – 2009)

Ewan McGregor

Parece que os interpretes de Obi Wan acabam ficando especialistas em fazer papel de papas no cinema. Na adaptação da obra de Dan Brow, Mcgregor dá vida ao Carmelengo (o responsável pela Igreja na ausência do Papa) que integra uma intrincada rede de conspirações. 

EUROTRIP – PASSAPORTE PARA A CONFUSÃO (EuroTrip – 2004)

Scott Mechlowicz

Não é um “papa”, mas a cena é muito divertida ao misturar todo o complexo ritual de eleição e apresentação do papa com uma comédia adolescente escrachada. Ao ficarem perdidos dentro do Vaticano, os dois amigos acabam em meio a muitas confusões “matando e elegendo” um novo papa, diante de olhares incrédulos da multidão que se reuniu na praça de São Pedro, e da perplexidade do Papa verdadeiro. Um filme para muitas risadas.

AS SANDÁLIAS DO PESCADOR (The Shoes of the Fisherman – 1968)

Anthony Quinn

O livro de Morris West é considerado uma previsão do futuro, ao anunciar com anos antes a eleição de um papa de um país comunista. Anthony Quinn vive o papa Kiril Lakota, um russo prisioneiro politico que é eleito com a missão de intermediar a crise entre o Ocidente, a Russia e a China. A força da mensagem do livro se perde em partes com o fim da Guerra Fria, mas mesmo assim o filme serve como uma interessante obra pra se conhecer o período.
O filme ainda apresenta o ficitício Pio XIII, que morre no inicio, interpretado pelo ator John Gielgud… – que é o ator que mais viveu papas no cinema, interpretando ainda os reais Paulo IV (Elizabeth) e Pio XII em “O Escarlate e o Negro”.

PAPISA JOANA (Die Päpstin – 2009)

Johanna von Ingelheim

E se o papa fosse uma mulher? A lenda da papisa Joana é mostrada com tons de veracidade na obra alemã estrelada por Johanna von Ingelheim . Uma mulher à frente do seu tempo que se disfarça de homem para poder fazer parte do universo religioso e político de sua época. Segundo a lenda morre ao dar à luz durante uma procissão, e até hoje sua história gera controvérsias. Provocativo.

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ANGELLUS DOMINI’s AWARDS | Deus e Diabo na terra do Cinema (Parte II)

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DEUS E O DIABO NA TERRA DO CINEMA (PARTE II)

Continuando minha análise sobre as representações das figuras máximas da cultura judaico-cristã no cinema, esta semana vamos analisar algumas das mais controversas representações de Deus no cinema.

Se os deuses das mitologias antigas, como Loki ou Thor por exemplo, são tratados como um personagem comum da ficção, o Deus principal das três maiores religiões monoteístas do mundo é tratado com reverencia na maioria das obras, a não ser quando o objetivo do filme é realmente chocar a sociedade (como uma das obras apresentadas abaixo):

TODO PODEROSO 1 e 2 (Bruce Almighty – 2003 / Evan Almighty – 2007)

 (Média dos dois filmes)

Morgan Freeman

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MORGAN FREEMAN

O ator chegou ao ponto de sua carreira de ser considerado uma unanimidade quando se pensa em alguém para dar a voz a Deus: seu jeito bondoso de “vovô”, sua voz calma e forte que transmite sabedoria e sua presença intimidadora e serena ao mesmo tempo pareceu ter sido a escolha óbvia para interpretar Deus, que mesmo em duas obras de comédia (a primeira ligeiramente supResultado de imagem para morgan freeman deuserior por contar com Jim Carrey no melhor momento de sua carreira) e não tão levadas a sério pela crítica, agradou ao público a ponto de ser considerado por muitos a interpretação definitiva de Deus. O filme é totalmente reverente com a figura de Deus, e a mensagem que transmite agrada em cheio aos religiosos.

DEUS É BRASILEIRO – 2003

ANTONIO FAGUNDES

Se em Hollywood o “Deus definitivo” é Morgan Freeman, em terras tupiniquins a escolha óbvia para o Todo Poderoso foi Antônio Fagundes. O eterno galã global, com seus cabelos brancos e anos  interpretando os mocinhos das telenovelas foi o responsável por protagonizar o filme onde Deus se cansa do trabalho e resolve tirar férias. Mas antes resolve buscar um substituto em terras brasileiras. Acompanhado de um borracheiro e uma prostituta, eles viajam pelo interior do Brasil atrás do candidato a Deus, um santo ateu (?!?). Uma visão interessante sobre o tema, que adapta a fenomenal obra “O santo que não acreditava em Deus”, de João Ubaldo Ribeiro.

O PRINCIPE DO EGITO (The Prince of Egypt – 1998)

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VAL KILMER

Quando a DreamWorks teve a intenção de fazer um remake em animação do épico dos épicos, “Os Dez Mandamentos”, os críticos surtaram. Daria certo mexer em uma das obras mais icônicas do cinema, do mestre Cecil B. de Mille e com os astro Charlton Heston? Bom a obra foi um incrível sucesso de público e critica (além de levar o Oscar de Melhor Canção Original). Mas os produtores tiveram uma crise criativa em como resolver um dilema: como representar Deus? Hans Zimmer deu a solução: e se Deus e Moisés tivessem a mesma voz, sobrepostas ainda com as vozes de quase todos os personagens hebreus. Foi dai que surge a voz que fala com o profeta hebreu através do arbusto em chamas: Val Kilmer empresta sua voz a ambos os personagens, e enquanto esta representado Deus, os demais dubladores o acompanham no fundo. Um efeito belíssimo.

EXODUS: DEUSES E REIS (Exodus: Gods and Kings – 2014)

ISAAC ANDREWS

Quando Ridley Scott quis dar realismo à sua própria narrativa da História de Moisés, ele já sabia que compraria uma boa briga, tanto com cristãos tradicionalistas quanto com judeus. E conseguiu desagradar a todos, e isto teve um grave reflexo na bilheteria. O filme não chegou a ser um fracasso retumbante, mas ficou longe de um sucesso. Embora a reconstrução histórica esteja com um nível incrível, reproduzindo com fidelidade o Egito de Ramsés, o público acostumado com obras religiosas ficou pouco à vontade em ver a narrativa bíblica ganhar contornos humanos. Mas é na representação de Deus que está o foco da maior polemica deste filme. O escolhido foi o ator britânico de 11 anos, e que faz da divindade máximas dos judeus um menino autoritário e as vezes cruel, que não aceita ser contrariado e impõe sua vontade. Impactante e provocativo.

DOGMA (Dogma – 1999)

ALANIS MORISSETTE

Deus em um filme de Kevin Smith é um convite para polêmica. A história parece ter uma placa dizendo “PROVOCAÇÃO”: Dois anjos caídos (Matt Damon e Ben Affleck)  encontram na doutrina católica uma brecha para voltarem ao céu, e com isso acabarem com a Onipotência de Deus. E para impedirem isso se unem a Metraton, a Voz de Deus (Allan “Snape”Rickman), a última descendente de Cristo e Chris Rock no papel de Rufus, o apóstolo tirado da Bíblia por ser negro. Se não estava provocativo o suficiente, temos a hilária participação da cantora Allanis Morrissete como Deus, dando cambalhotas, brincando no parque e usando sua voz para destruir cabeças. Por conta dessa obra, Smith chegou a sofrer duas ameaças de morte.

A CABANA (The Shack – 2017)

OCTAVIA SPENCER

Deus é mulher, e negra (A vencedora do Oscar Octavia Spencer). O Espírito Santo também é mulher, e pra ajudar um israelense (Avraham Aviv Alush) para interpretar Jesus. E mesmo assim o filme agradou milhões de cristãos que lotaram as salas de cinema, e saíram de lá com lágrimas nos olhos. O segredo por traz dessa façanha é ser baseado uma um best-seller de auto ajuda que já vendeu mais de 18 milhões de copias no mundo todo. O filme aborda a história de um homem que perde a fé em um momento de tragédia pessoal, e recebe a visita da Santíssima Trindade disfarçados em figuras humanas. Feito sobre medida para emocionar.

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ANGELLUS DOMINI AWARDS | Deus e o Diabo na Terra do Cinema  (PARTE I)

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As figuras de Deus e do Diabo sempre despertaram fascínio na sociedade Ocidental. Desde os tempos do antepassado medieval do cinema, o teatro de rua, a figura satírica e amedrontadora do diabo tem algumas das características, como chifre, casco e cheiro de enxofre, com o objetivo de amedrontar os vivos mortais.

Com o advento do cinema, diversas vezes o tinhoso foi retratado, das mais diversas maneiras, de comédias a filmes de terror.

Selecionamos nesta coluna sete incursões do pé-preto na ficção:

1A PAIXÃO DE CRISTO (The Passion of the Christ – 2004) – 

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Rosalina Celentano

A atriz romena, com seu visual andrógeno e olhar intenso, é a representação crua do mal ancestral cristão. A atriz não transpassa emoção, sempre fria e intensa, em um dos momentos mais dramáticos da narrativa cristã, a tentação de Jesus antes de sua morte. O diabo nunca foi retratado tão sobriamente nas telas, deixando de lado todo o visual grotesco e amedrontador, mas transpondo para a tela sua face mais humana, e por isso mesmo mais intimidador.

 

 

 

2 – ENDIABRADO (Bedazzled – 2000) – 

Elizabeth Hurley

Uma das mais sedutoras imagens do diabo nas telas do cinema americano, esta comédia bobinha é um prato cheio para a diversão descompromissada. Na trama, um escritor (interpretado pelo sumido Brandon Fraser) vende sua alma em troca de sete desejos. Claro que o diabo prepara uma série de armadilhas para o pobre infeliz. O final, moralista como toda comédia água com açúcar do inicio dos anos 2000, não tira a diversão descomprometida de acompanhar as pequenas maldades (e sensualidade) do diabo em pele de mulher.

 

3 – O AUTO DA COMPADECIDA (1999) – 

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Luis Mello

O cinema brasileiro nos brinda com um dos diabos mais interessantes do cinema, buscando resgatar a imagem dos autos medievais, onde o diabo é ao mesmo tempo o acusador dos fiéis, mas também uma figura satírica e funesta. O embate jurídico pelas almas e a disputa final com a Virgem Maria da esplêndida Fernanda Montenegro são uma das obras mais interessantes do cinema nacional.

 

 

 

 

4 – CORAÇÃO SATÂNICO (Angel Heart – 1987) – 

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Robert de Niro

Se o nome, Louis Cyphre, já não fosse o suficiente, suas ações ao longo da história mostram toda crueldade do Príncipe das Trevas ao atormentar o detetive de Mike Rourke. Um clássico que envelheceu super bem como um trilher na busca de alguém que deve algo, e já devemos supor o que é para o sete peles. Se o plot twist do final já não seja surpresa mais, a interpretação de De Niro é uma grata recompensa.

 

 

5 – ADVOGADO DO DIABO (The Devil’s Advocate – 1997) – 

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Al Pacino

Nenhuma lista que se preze sobre a representação do diabo no cinema estará completa sem a presença do incomparável John Milton, interpretado por um Al Pacino no auge de sua capacidade como ator. Hipnotizante. Ele realmente convence como o Anjo Caído, ao seduzir, literalmente, mãe e filha, e (sem trocadilhos) infernizar a vida de Keanu Reeves. O filme tornou famosa a frase, utilizada até mesmo por grupos religioso, “O maior trunfo do diabo foi fazer as pessoas acreditarem que ele não existe!”

 

6 – A MARVADA CARNE (1985) – 

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Regina Casé

O filme pode parecer estranho para o público mais jovem, mais é uma deliciosa e ingênua comédia brasileira da década de 80, em que o ingênuo Quin faz de tudo para comer carne de boi. O desejo por carne e suas tentativas de finalmente comer a iguaria o leva a inúmeras desventuras, que vai de se casar com a filha de um vizinho (que “tortura” uma imagem de Santo Antônio) até se aventurar pela cidade grande. A participação do diabo vem na forma de Regina Casé, quando ele tenta numa ato desesperado vender sua alma ao chifrudo por um pedaço da “marvada carne”. A participação de Casé é pequena, mas hilária. Vale a pena perder o preconceito e conferir.

7 –  A Casa da Árvore dos Horrores IV (Treehouse of Horror IV – 1993) – 

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Ned Flanders

Tá, eu sei que prometi uma lista sobre cinema! Mas não poderia deixar de lado esta deliciosa história dos Simpsons, em que o certinho Ned revela que, na verdade, é o próprio Demônio, que compra a alma de Homer por uma rosquinha. A história ainda se desdobra em um insano julgamento pela alma do patriarca amarelo e termina com uma intensa declaração de amor de Homer para Marge. Um dos melhores episódios dos Simpsons em mais

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