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Angellus Domini Awards

ANGELLUS DOMINI AWARDS | Uma viagem pelo tempo

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Quem nunca sonhou em poder voltar no tempo?

Corrigir erros do passado; revisitar momentos de alegria; ou simplesmente conferir se o tempo dos nossos pais eram realmente melhores!

Como atualmente a maioria dos cientistas acredita que a viagem ao passado seja impossível, a única forma de realizar este desejo humano é através do cinema.

E  é um tema que tem dado origem a uma infinidade de filmes, de todos os gêneros e de qualidade discutíveis.

A lista de hoje  foi escolhida por demonstrar formas diferentes e criativas para se viajar no tempo:

(Ps: Pode conter spoilers!)

A máquina do Tempo (The Time Machine – 2002)

Tipo de viagem: física

Meio: máquina

  O passado é mutável? NÃO!

Resultado de imagem para a máquina do tempoUma trama interessante, baseada na obra prima de H G Welss. Pena que o filme não ficou à altura do original, mas a tentativa é válida como interpretação de viagem no tempo.

Um cientista busca um meio de salvar a vida de sua noiva morta em um acidente, porém em todas as vezes em que volta, ela morre da mesma maneira. Determinado a encontrar a resposta para o sentido da vida, viaja quase mil anos para o futuro, quando uma catástrofe com a Lua quase destruiu a vida na Terra, separando a humanidade em duas raças distintas. Uma abordagem de futuro completamente diferente do habitual, mas com um final previsível.  Bom para assistir em um fim de tarde preguiçoso.

 

 

Alta Frequência (Frequency – 2000)

Tipo de viagem: Ondas de rádio

Meio: radio-comunicador

O passado é mutável? SIM

Resultado de imagem para alta frequencia filmeUma tempestade elétrica que ocorre ao mesmo tempo no passado e no futuro, une pai e filho separados por 20 anos. E através dessa conexão, o filho vai tentar salvar o pai de ser assassinado. Todas as suas tentativas de mudar o passado acabam tendo consequências não previstas. Com situações preguiçosas e não muito críveis, funciona como um filme estritamente para diversão, não aproveitando o potencial narrativo do recurso. Gerou uma série recentemente, que deverá estrear entre setembro e outubro de 2017.

 

 

 

Efeito Borboleta (The Butterfly Effect – 2004)

Tipo de viagem: mental

Meio: estimulação mental através de fotografias

O passado é mutável? SIM

Resultado de imagem para time travel butterfly effectUma das premissas mais interessantes para viagem no tempo. O protagonista (Asthon Kutcher) projeta sua consciência para o passado, e com isso pode alterar suas decisões. Mas como o título sugere, mínimas mudanças de ações no passado têm consequências incalculáveis no futuro. O filme se segura até o último ato, quando uma decisão criativa sacrifica uma boa história por um final romântico e clichê. Teve duas continuações, com a qualidade despencando a cada filme.

 

 

 

 

Te amarei para sempre (The Time Traveler’s Wife – 2009)

Tipo de viagem: física

Meio: modificação genética

O tempo é mutável: NÃO

Resultado de imagem para the time Traveler's Wife first dateHenry e  Claire se encontram a primeira vez quando ela ainda é uma criança. Mas ele já sabe que eles estão casados em um futuro. A próxima vez que se encontrarão, ela saberá que eles se amam, mas ele não a conhece. Está é uma das abordagens mais interessantes de viagem no tempo em romances. Um filme que trabalha a dimensão das relações humanas ao longo do tempo e como a percepção vai mudando à medida que as noções  de passado e futuro se invertem em suas vidas. Um belo filme romântico para se ver acompanhado.

 

 

 

Os 12 Macacos (Twelve Monkeys – 1995)

Tipo de viagem: física

Meio: máquina do tempo

O tempo é mutável: NÃO

Resultado de imagem para time travel 12 monkeys movieUma ficção imperdível, que traz uma ótima atuação de Bruce Willis, e um Brad Pitt ligado no máximo de sua capacidade de atuação (e que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar). A história do prisioneiro em um futuro pós-apocalíptico que retorna para o passado (1997), no ano em que uma organização terrorista chamada de “Os 12 Macacos” espalha um vírus mortal que quase dizima toda a raça humana. Por um erro de cálculo, ele vai parar no ano errado e a partir daí sua sanidade é posta em prova, e seus atos no passado vão ter impactos gigantescos em seu futuro. Um dos filmes mais inteligentes a utilizar o conceito de viagem no tempo.

 

 

X-men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past – 2014)

Tipo de viagem: mental

Meio: poder tirado do nada para Kitty Pride

O tempo é mutável: SIM

Um filme que assim como X-men 3: O confronto final prometeu mais que entregou. A história, clássica dos quadrinhos, e aguardada com ansiedade pelos fãs, traz um Logan envelhecido em um futuro onde os mutantes foram caçados e estão sendo exterminados (não, infelizmente não é o mesmo universo do excelente Logan, de 2017!), e tem sua consciência enviada para o passado por meio da manipulação mental de Kitty Pride. Este filme foi a tentativa de unir a linha do tempo do universo mutante da Fox, mas o X-men: Apocalipse zoneou tudo de novo. Ótimos efeitos, boas lutas, mas ainda sim um filme pequeno e cansativo.

Exterminador do Futuro (I e II) (The Terminator – 1984 / Terminator 2: Judgment Day – 1991)

Tipo de viagem: física

Meio: máquina do tempo

O tempo é mutável: SIM (E NÃO!)

Resultado de imagem para terminator time travelFilme de ação e viagem do tempo que ficou na cabeça de muita gente como um dos melhores do gênero. Tanto o I quanto o II trabalham as noções de paradoxo temporal: seria matar alguém antes mesmo dele nascer; e também que ações no futuro são responsáveis por atos do passado. Ambos os filmes envelheceram muito bem (mesmo os efeitos especiais em stop motion). Pena que foram desonrados de forma vergonhosa por todas as sequências que vieram após.

 

 

 

De volta para o futuro (TRIOLOGIA) (Back to the Future- 1985 / Back to the Future Part II – 1989 / Back to the Future Part II – 1990)

 

Tipo de viagem: física

Meio: a Máquina do tempo definitiva: DeLorean

O tempo é mutável: SIM (mas gera novas linhas temporais)

Resultado de imagem para back to the future

Não tem discussão: é o filme mais querido e famoso sobre viagens no tempo da história do cinema! A trilogia sobre a saga de Marty Macfly e
o Doc Emeret Brow conquistou gerações e segue forte até hoje. Os três filmes funcionam como uma grande obra cinematográfica única, mesmo tendo um fechamento em si de cada uma das três histórias, que tem como ponto espacial a cidade de Hill Valley. Sem contar o grande número de “profecias” anunciadas no filme e concretizadas até 2015 (o ano do futuro na trama). Clássico insuperável. E que todos os deuses do cinema o mantenham livre das tentações de reboots ou continuações!

E você tripulante, qual seu filme de viagem de tempo favorito? Acredita que o passado é mutável? Para qual época gostaria de viajar?

Compartilhe conosco nos comentários!

 

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas “Vale a Maratona” e “Papo de Cinema”.

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ANGELLUS DOMINI’s AWARD | O Papa é Pop: O cinema e os papas

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O papa é pop? Pelo menos no cinema, são diversas obras que apresentam pontífices, reais ou fictícios, que buscam tentar entender e desmistificar essa figura.

Quais as mais complexas, diferentes ou divertidas representações de papas no cinema? Esta lista apresenta algumas destas obras.

HABBEMUS PAPA (2011)

Michel Picolli

Um papa em conflito de identidade, um conselho de cardeais perdidos e um psiquiatra ateu (vivido pelo diretor Nanni Moretti) tendo que resolver tudo. Tudo embalado em uma deliciosa comédia italiana, que analisa como poucos a pressão do cargo de chefe da Igreja . O veterano ator Michel Picolli convence como o cardeal em fuga e com medo, e sua comparação do cargo de papa com o de ator é profundo e comovente. Uma obra pequena e singela, que vai provocar reflexão, mas também boas risadas. O filme ainda previu a possibilidade de renuncia de um papa na era moderna, o que ocorreu dois anos depois.

IRMÃO SOL, IRMÃ LUA (Fratello sole, sorella luna – 1972)

Sir Alec Guinness

Antes de dar a vida ao grande mestre Jedi, Sir Alec Guiness viveu outro líder espiritual, dando vida ao Papa Inocêncio II no clássico de Franco Zefirelli. Sua participação foi pequena, mas marcante, emprestando sua imponência nobre ao líder católico que fez contraponto ao personagem mais conhecido do catolicismo.

ANJOS E DEMÔNIOS (Angels & Demons – 2009)

Ewan McGregor

Parece que os interpretes de Obi Wan acabam ficando especialistas em fazer papel de papas no cinema. Na adaptação da obra de Dan Brow, Mcgregor dá vida ao Carmelengo (o responsável pela Igreja na ausência do Papa) que integra uma intrincada rede de conspirações. 

EUROTRIP – PASSAPORTE PARA A CONFUSÃO (EuroTrip – 2004)

Scott Mechlowicz

Não é um “papa”, mas a cena é muito divertida ao misturar todo o complexo ritual de eleição e apresentação do papa com uma comédia adolescente escrachada. Ao ficarem perdidos dentro do Vaticano, os dois amigos acabam em meio a muitas confusões “matando e elegendo” um novo papa, diante de olhares incrédulos da multidão que se reuniu na praça de São Pedro, e da perplexidade do Papa verdadeiro. Um filme para muitas risadas.

AS SANDÁLIAS DO PESCADOR (The Shoes of the Fisherman – 1968)

Anthony Quinn

O livro de Morris West é considerado uma previsão do futuro, ao anunciar com anos antes a eleição de um papa de um país comunista. Anthony Quinn vive o papa Kiril Lakota, um russo prisioneiro politico que é eleito com a missão de intermediar a crise entre o Ocidente, a Russia e a China. A força da mensagem do livro se perde em partes com o fim da Guerra Fria, mas mesmo assim o filme serve como uma interessante obra pra se conhecer o período.
O filme ainda apresenta o ficitício Pio XIII, que morre no inicio, interpretado pelo ator John Gielgud… – que é o ator que mais viveu papas no cinema, interpretando ainda os reais Paulo IV (Elizabeth) e Pio XII em “O Escarlate e o Negro”.

PAPISA JOANA (Die Päpstin – 2009)

Johanna von Ingelheim

E se o papa fosse uma mulher? A lenda da papisa Joana é mostrada com tons de veracidade na obra alemã estrelada por Johanna von Ingelheim . Uma mulher à frente do seu tempo que se disfarça de homem para poder fazer parte do universo religioso e político de sua época. Segundo a lenda morre ao dar à luz durante uma procissão, e até hoje sua história gera controvérsias. Provocativo.

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ANGELLUS DOMINI’s AWARDS | Deus e Diabo na terra do Cinema (Parte II)

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DEUS E O DIABO NA TERRA DO CINEMA (PARTE II)

Continuando minha análise sobre as representações das figuras máximas da cultura judaico-cristã no cinema, esta semana vamos analisar algumas das mais controversas representações de Deus no cinema.

Se os deuses das mitologias antigas, como Loki ou Thor por exemplo, são tratados como um personagem comum da ficção, o Deus principal das três maiores religiões monoteístas do mundo é tratado com reverencia na maioria das obras, a não ser quando o objetivo do filme é realmente chocar a sociedade (como uma das obras apresentadas abaixo):

TODO PODEROSO 1 e 2 (Bruce Almighty – 2003 / Evan Almighty – 2007)

 (Média dos dois filmes)

Morgan Freeman

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MORGAN FREEMAN

O ator chegou ao ponto de sua carreira de ser considerado uma unanimidade quando se pensa em alguém para dar a voz a Deus: seu jeito bondoso de “vovô”, sua voz calma e forte que transmite sabedoria e sua presença intimidadora e serena ao mesmo tempo pareceu ter sido a escolha óbvia para interpretar Deus, que mesmo em duas obras de comédia (a primeira ligeiramente supResultado de imagem para morgan freeman deuserior por contar com Jim Carrey no melhor momento de sua carreira) e não tão levadas a sério pela crítica, agradou ao público a ponto de ser considerado por muitos a interpretação definitiva de Deus. O filme é totalmente reverente com a figura de Deus, e a mensagem que transmite agrada em cheio aos religiosos.

DEUS É BRASILEIRO – 2003

ANTONIO FAGUNDES

Se em Hollywood o “Deus definitivo” é Morgan Freeman, em terras tupiniquins a escolha óbvia para o Todo Poderoso foi Antônio Fagundes. O eterno galã global, com seus cabelos brancos e anos  interpretando os mocinhos das telenovelas foi o responsável por protagonizar o filme onde Deus se cansa do trabalho e resolve tirar férias. Mas antes resolve buscar um substituto em terras brasileiras. Acompanhado de um borracheiro e uma prostituta, eles viajam pelo interior do Brasil atrás do candidato a Deus, um santo ateu (?!?). Uma visão interessante sobre o tema, que adapta a fenomenal obra “O santo que não acreditava em Deus”, de João Ubaldo Ribeiro.

O PRINCIPE DO EGITO (The Prince of Egypt – 1998)

Imagem relacionada

VAL KILMER

Quando a DreamWorks teve a intenção de fazer um remake em animação do épico dos épicos, “Os Dez Mandamentos”, os críticos surtaram. Daria certo mexer em uma das obras mais icônicas do cinema, do mestre Cecil B. de Mille e com os astro Charlton Heston? Bom a obra foi um incrível sucesso de público e critica (além de levar o Oscar de Melhor Canção Original). Mas os produtores tiveram uma crise criativa em como resolver um dilema: como representar Deus? Hans Zimmer deu a solução: e se Deus e Moisés tivessem a mesma voz, sobrepostas ainda com as vozes de quase todos os personagens hebreus. Foi dai que surge a voz que fala com o profeta hebreu através do arbusto em chamas: Val Kilmer empresta sua voz a ambos os personagens, e enquanto esta representado Deus, os demais dubladores o acompanham no fundo. Um efeito belíssimo.

EXODUS: DEUSES E REIS (Exodus: Gods and Kings – 2014)

ISAAC ANDREWS

Quando Ridley Scott quis dar realismo à sua própria narrativa da História de Moisés, ele já sabia que compraria uma boa briga, tanto com cristãos tradicionalistas quanto com judeus. E conseguiu desagradar a todos, e isto teve um grave reflexo na bilheteria. O filme não chegou a ser um fracasso retumbante, mas ficou longe de um sucesso. Embora a reconstrução histórica esteja com um nível incrível, reproduzindo com fidelidade o Egito de Ramsés, o público acostumado com obras religiosas ficou pouco à vontade em ver a narrativa bíblica ganhar contornos humanos. Mas é na representação de Deus que está o foco da maior polemica deste filme. O escolhido foi o ator britânico de 11 anos, e que faz da divindade máximas dos judeus um menino autoritário e as vezes cruel, que não aceita ser contrariado e impõe sua vontade. Impactante e provocativo.

DOGMA (Dogma – 1999)

ALANIS MORISSETTE

Deus em um filme de Kevin Smith é um convite para polêmica. A história parece ter uma placa dizendo “PROVOCAÇÃO”: Dois anjos caídos (Matt Damon e Ben Affleck)  encontram na doutrina católica uma brecha para voltarem ao céu, e com isso acabarem com a Onipotência de Deus. E para impedirem isso se unem a Metraton, a Voz de Deus (Allan “Snape”Rickman), a última descendente de Cristo e Chris Rock no papel de Rufus, o apóstolo tirado da Bíblia por ser negro. Se não estava provocativo o suficiente, temos a hilária participação da cantora Allanis Morrissete como Deus, dando cambalhotas, brincando no parque e usando sua voz para destruir cabeças. Por conta dessa obra, Smith chegou a sofrer duas ameaças de morte.

A CABANA (The Shack – 2017)

OCTAVIA SPENCER

Deus é mulher, e negra (A vencedora do Oscar Octavia Spencer). O Espírito Santo também é mulher, e pra ajudar um israelense (Avraham Aviv Alush) para interpretar Jesus. E mesmo assim o filme agradou milhões de cristãos que lotaram as salas de cinema, e saíram de lá com lágrimas nos olhos. O segredo por traz dessa façanha é ser baseado uma um best-seller de auto ajuda que já vendeu mais de 18 milhões de copias no mundo todo. O filme aborda a história de um homem que perde a fé em um momento de tragédia pessoal, e recebe a visita da Santíssima Trindade disfarçados em figuras humanas. Feito sobre medida para emocionar.

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ANGELLUS DOMINI AWARDS | Deus e o Diabo na Terra do Cinema  (PARTE I)

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As figuras de Deus e do Diabo sempre despertaram fascínio na sociedade Ocidental. Desde os tempos do antepassado medieval do cinema, o teatro de rua, a figura satírica e amedrontadora do diabo tem algumas das características, como chifre, casco e cheiro de enxofre, com o objetivo de amedrontar os vivos mortais.

Com o advento do cinema, diversas vezes o tinhoso foi retratado, das mais diversas maneiras, de comédias a filmes de terror.

Selecionamos nesta coluna sete incursões do pé-preto na ficção:

1A PAIXÃO DE CRISTO (The Passion of the Christ – 2004) – 

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Rosalina Celentano

A atriz romena, com seu visual andrógeno e olhar intenso, é a representação crua do mal ancestral cristão. A atriz não transpassa emoção, sempre fria e intensa, em um dos momentos mais dramáticos da narrativa cristã, a tentação de Jesus antes de sua morte. O diabo nunca foi retratado tão sobriamente nas telas, deixando de lado todo o visual grotesco e amedrontador, mas transpondo para a tela sua face mais humana, e por isso mesmo mais intimidador.

 

 

 

2 – ENDIABRADO (Bedazzled – 2000) – 

Elizabeth Hurley

Uma das mais sedutoras imagens do diabo nas telas do cinema americano, esta comédia bobinha é um prato cheio para a diversão descompromissada. Na trama, um escritor (interpretado pelo sumido Brandon Fraser) vende sua alma em troca de sete desejos. Claro que o diabo prepara uma série de armadilhas para o pobre infeliz. O final, moralista como toda comédia água com açúcar do inicio dos anos 2000, não tira a diversão descomprometida de acompanhar as pequenas maldades (e sensualidade) do diabo em pele de mulher.

 

3 – O AUTO DA COMPADECIDA (1999) – 

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Luis Mello

O cinema brasileiro nos brinda com um dos diabos mais interessantes do cinema, buscando resgatar a imagem dos autos medievais, onde o diabo é ao mesmo tempo o acusador dos fiéis, mas também uma figura satírica e funesta. O embate jurídico pelas almas e a disputa final com a Virgem Maria da esplêndida Fernanda Montenegro são uma das obras mais interessantes do cinema nacional.

 

 

 

 

4 – CORAÇÃO SATÂNICO (Angel Heart – 1987) – 

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Robert de Niro

Se o nome, Louis Cyphre, já não fosse o suficiente, suas ações ao longo da história mostram toda crueldade do Príncipe das Trevas ao atormentar o detetive de Mike Rourke. Um clássico que envelheceu super bem como um trilher na busca de alguém que deve algo, e já devemos supor o que é para o sete peles. Se o plot twist do final já não seja surpresa mais, a interpretação de De Niro é uma grata recompensa.

 

 

5 – ADVOGADO DO DIABO (The Devil’s Advocate – 1997) – 

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Al Pacino

Nenhuma lista que se preze sobre a representação do diabo no cinema estará completa sem a presença do incomparável John Milton, interpretado por um Al Pacino no auge de sua capacidade como ator. Hipnotizante. Ele realmente convence como o Anjo Caído, ao seduzir, literalmente, mãe e filha, e (sem trocadilhos) infernizar a vida de Keanu Reeves. O filme tornou famosa a frase, utilizada até mesmo por grupos religioso, “O maior trunfo do diabo foi fazer as pessoas acreditarem que ele não existe!”

 

6 – A MARVADA CARNE (1985) – 

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Regina Casé

O filme pode parecer estranho para o público mais jovem, mais é uma deliciosa e ingênua comédia brasileira da década de 80, em que o ingênuo Quin faz de tudo para comer carne de boi. O desejo por carne e suas tentativas de finalmente comer a iguaria o leva a inúmeras desventuras, que vai de se casar com a filha de um vizinho (que “tortura” uma imagem de Santo Antônio) até se aventurar pela cidade grande. A participação do diabo vem na forma de Regina Casé, quando ele tenta numa ato desesperado vender sua alma ao chifrudo por um pedaço da “marvada carne”. A participação de Casé é pequena, mas hilária. Vale a pena perder o preconceito e conferir.

7 –  A Casa da Árvore dos Horrores IV (Treehouse of Horror IV – 1993) – 

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Ned Flanders

Tá, eu sei que prometi uma lista sobre cinema! Mas não poderia deixar de lado esta deliciosa história dos Simpsons, em que o certinho Ned revela que, na verdade, é o próprio Demônio, que compra a alma de Homer por uma rosquinha. A história ainda se desdobra em um insano julgamento pela alma do patriarca amarelo e termina com uma intensa declaração de amor de Homer para Marge. Um dos melhores episódios dos Simpsons em mais

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