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Confabulando Letras

CONFABULANDO LETRAS | Como escrever um livro? (Parte 03)

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(Foto – Reprodução)

– Capítulo 2 –

Criando um personagem – (Segunda Parte)

Para escrever seu livro, você precisará de protagonistas, vilões e personagens secundárias. Mas sempre dê a essas criações as motivações que justifiquem seus atos, para que o leitor não pense: “Que coisa mais estúpida! Quem age dessa maneira?” Isso mesmo! Precisam ter conduta justificada. Seus motivos e motivações precisam ser reais e verdadeiros. Para que crie empatia em quem lê e isso fará com que esse consumidor de literatura, vire a próxima página para descobrir onde essas ações os levará.

Resultado de imagem para personagens

(Foto – Disney Company © – Reprodução)

Ainda acho que vale dizer… Atente para a idade que você escolheu para cada uma delas. Quando escreve para uma criança, o seu encorajamento pode ser algo mais infantilizado. Para um pré-jovem ou jovem, você deve levar em conta a imaturidade da época da vida em que essa criatura passa a existir. Se ele ou ela é adulto, você precisará escrever sobre uma pessoa mais madura, que de maneira geral age diferente das outras duas faixas etárias.

Se é homem ou mulher, eles precisam pensar e agir de forma condizente ao seu gênero. O fato de termos homens muito preocupados com sentimentalismo, por exemplo, caso queira criar uma personagem assim, precisa ser bem esclarecido o motivo pelo qual age desta maneira. Pois o segredo está em ser diferente, mas sem nos afastarmos da realidade e do concreto. Essas atitudes justificadas são o que criará empatia.

Se você quiser personagens contraditórias, ainda pode brincar e passear por esse gênero. Mas lembre-se de definir como ela será, pois uma vez escrita as suas regras, mesmo sendo o autor, você não pode ignorá-las. E se o fizer, justifique para o seu leitor o motivo disso, e seja convincente, sob pena de perdê-lo para sempre.

Não é porque você inventou a história que ela será à sua maneira e “pronto acabou”. Quando você dá vida a uma personalidade, precisa ser fiel ao que criou, para garantir a verossimilhança de atitudes. Ainda que a sua criação seja um louco assassino, ele precisa ter uma maneira crível e padronizada de atuar e essa construção precisa ser sistematizada e organizada. A surpresa deve ser um instrumento de escrita, e não uma justificativa para agir de maneira deliberada e sem noção.

Uma lista balanceada com todos os prós e contras pode ser bem útil. Lembrem-se de uma verdade universal. Não há uma pessoa tão boa que a torne livre de cometer alguma maldade; e que não há no mundo uma personificação da maldade totalmente incapaz de ser bom em alguma altura da vida. Até as personagens mais ranzinzas e com chatices generalizadas gostam de alguma coisa, mesmo que seja observar-se num espelho.

Lembra que te falei sobre montar uma ficha como se fosse no RPG? Pois é, atribua peculiaridades e defeitos a todos. Bons e maus hábitos, manias e preocupações, características e defeitos físicos. Coisas inofensivas, mas que indiquem como eles se sentem e agem, diga isso apenas uma vez ao leitor, não subestime a inteligência e percepção de quem lê. Saiba que toda vez que a personagem estiver executando o “TOC” a sua intenção será entendida. Muitas coisas no livro não precisam ser ditas de maneira direta, aprenda a presentear o leitor com um modo único de contar que ela correu desesperadamente, apenas dizendo, “a plenos pulmões”. Não seja óbvio, pois o óbvio é entediante!

E sim, encontre medos, motivações e grandes segredos. Pois pessoas são complexas e ainda que sua personagem seja fictícia, ela deve existir pelo menos de maneira bidimensional. Nosso material de criação são as pessoas, então use-as. Preste atenção nos que te rodeiam. Supermercados, rodoviárias, praças e lugares em que tenha contato com gente de todo o tipo são excelentes laboratórios de criação. Contudo, todavia e entretanto… nunca copie totalmente uma pessoa ou personalidade, construa tudo como uma colcha de retalhos e assegure-se de criar algo único e inesquecível.

Como pode perceber, criar personagens é uma tarefa difícil, que não é impossível e ao final é muito gratificante. Lembre-se do trabalho que teve em fazer essa tarefa e não conte todas as suas dimensões logo de cara, no primeiro parágrafo do seu livro. Como num namoro, entregue-o ao leitor aos poucos, para manter o interesse da descoberta. Tendo em mente que o mais difícil é sempre o melhor!

Sua tarefa como escritor no restante do livro é criar problemas para essas “personas” de maneira que elas fiquem encrencadas e com poucas chances de sucesso. Lembrando que o fácil é chato; e o obvio e sem justificativa é entediante.

Seja maléfico e maldoso com todas essas criaturas que você inventar. Pois ao final de cada problema, assim como na vida, elas sairão das crises melhores e mais sábias do que entraram. Gerando essa prática de “crises e vitórias”, você construirá um enredo que cativará as pessoas. Mas isso, fica para próxima matéria.

Fique por aqui no Nerdtrip, pois falarei mais disso muito em breve… Chegou a hora de dar “Tchau”… “Tchaau”!

Leia as últimas edições da coluna e não perca nenhum detalhe!

CONFABULANDO LETRAS | Como escrever um livro? (Parte 02)

CONFABULANDO LETRAS | Como escrever um livro? (Parte 01)


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Autora de A Senhora do Caos - A Viajante e o Dragão e coautora de Sociedade dos Corvos, com o conto Vida Perfeita. Nasci no Espírito Santo, mas vivo no interior paulista com minha família. Sou graduada em Pedagogia, atuo na área de administração de empresas, escritora e redatora do NerdTrip. Iniciei minha carreira literária publicando na plataforma de leitura online Wattpad e em 2016 lancei meu primeiro livro impresso. Com verdadeiro fascínio por histórias fantásticas, gibis, livros e pelo mundo nerd, sou jogadora assumida de RPG. Comecei a escrever por volta dos doze anos e convicta digo que os livros salvaram minha vida, tornaram-me um adulto mais completo e possibilitaram que obtivesse sucesso em minha carreira.

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CONFABULANDO LETRAS | Como Escrever um Livro – Vídeo Tutorial #01

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Você gosta de literatura? Quer escrever um livro? Não sabe como começar? Chegou a série em formato de tutorial, que é exclusiva e perfeita para tirar todas as suas dúvidas! Aviso aos viajantes, sou a autora W. F. Endlich e estou aqui com vocês para o primeiro Confabulando Letras na telinha.

E é isso pessoal, segue o vídeo tão prometido da nossa série sobre como escrevermos nossos livros. Essa que vos fala conta com o apoio e comentários de todos, para que possamos sempre produzir conteúdos cada vez melhores e mais úteis para nossos amigos e leitores.

Um grande abraço, fiquem por aqui no Nerdtrip e acompanhem as novidades.

 


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CONFABULANDO LETRAS | Como escrever um livro? (Parte 02)

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(Foto – Reprodução)

– Capítulo 2 –

Criando um personagem – (Primeira Parte)

Se você perguntar para dez autores: “Como você começa seu livro?” Sem medo de errar, diria que nove deles responderiam: “Pela personagem”. É para ela que a coisa toda é feita. É por ela que as pessoas criam empatia. É por ela que temos medo e torcemos para que seja feliz. Bom, então vamos falar um tantinho sobre essa importante figura. Contar histórias é uma das mais, se não a mais, antiga arte da humanidade, e precisa ser estudada como qualquer outra arte.

(Foto – DC Comics ©/ Marvel Comics ©/ Reprodução)

Bom, eu vim do RPG então, gostaria de sugerir que cada um que pretende começar a escrever uma narrativa, procure uma espécie de ficha para montar sua personagem. Sim, escreva como é o sujeito que você inventou. Sua personalidade, suas características, seus gostos, onde mora, o que quer, como age e pensa, saiba suas necessidades.

O autor “empresta” muito de sua história para as figuras que cria. Pois na verdade, somos a única pessoa que conhecemos o suficiente para analisar nossas reais intenções. É apenas sobre nós mesmos que sabemos as complexidades que envolvem as atitudes humanas. Mas aqui vão algumas dicas, que podem ser úteis na hora de “inventarmos” nossos amados ou odiados seres da ficção.

Tenha um local e cenário em mente, faça num caderno, atrás de uma folha, ou num papel de pão… mas faça. De maneira estilosa ou mesmo de modo rudimentar. Com desenhos elaborados, colando recortes de revistas, ou ainda desenhando lugares rabiscados que apenas você entenderá. Pois esse ser deve existir em um local pré-determinado. De preferência, escreva sobre lugares que você conheça bem, pois isso dará verossimilhança às suas descrições. Lembre-se de anotar tudo sobre todos, pois se seu enredo for de um romance, precisará de alguns que sejam bons, maus, masculinos, femininos, ou até aqueles que não são nenhum desses.

Você sabe a diferença entre arquétipo e estereótipo?

A grosso modo, eu gosto de definir que os arquétipos seriam ligados às imagens, experiências, intuições e todos os processos de memórias pessoais e coletivas, vindo da história da humanidade. Isso dá um aspecto mais humano à personalidade que criamos para os indivíduos presentes em nossas narrativas. Aproximando-os da realidade, que é repleta tanto de qualidades como de defeitos. Tornando-os seres praticamente únicos, ainda que estejam categorizados dentro de um modelo esperado pelo leitor. O herói, o vilão ou mesmo a mocinha, mas todos eles se parecem conosco por serem únicos e possuírem individualidades. O fato de criarmos profundidade, objetivos e motivações para eles, servem para afastá-los de uma categoria superficial que gostamos de denominar como clichê.

Já os estereótipos são mais voltados às imagens e contatos que estabelecemos com os elementos que existem à nossa volta no decorrer da vida diária. Contudo, de uma maneira mais superficial e que ocorre sempre de forma padronizada, tornando-os muito perfeitos, previsíveis e um tanto entediantes. A um exemplo disso, posso citar o homem de sucesso, rico e dominador; o atleta másculo e atraente ou a mulher magra e bela. Figuras que estão mais relacionadas às nossas ambições e desejos profissionais e pessoais. São tipos mais interligadas com um modelo e não à uma personalidade, o que acaba por afastá-los da realidade propriamente dita, pois a vida é imperfeita e caótica e não gira como que em um encaixe de engrenagem.

Você pode sim começar por um modelo, mas dê a ele profundidade exclusiva, tornando-o real à medida que adquire defeitos e qualidades. A personagem que você criará dependerá muito do seu enredo, mas você precisará definir suas características de maneira gradual. Por isso anotar esses detalhes é sempre uma boa pedida. Gosto de exemplos, então, como um escultor, você pode começar por um molde, mas a maneira em que trabalhará os detalhes tornará seu trabalho perfeito, adquirindo imperfeições que lhes tornarão único e valioso pela sua singularidade.

Fique por aqui no Nerdtrip, pois falarei mais sobre isso na semana que vem… Até lá! Chegou a hora de dar “Tchau”… “Tchaaau”!


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CONFABULANDO LETRAS | Como escrever um livro? (Parte 01)

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– Capítulo 1 –

Eu venho responder pra vocês uma pergunta que ouço bastante, acho que o pessoal sabe que eu tenho alguns livros já publicados, por isso tenho algumas dicas pra vocês. Claro que não existe uma fórmula mágica, mas começarei uma série para quem gosta de se aventurar nas páginas de uma boa narrativa. Qualquer um que tenha uma história para contar pode escrever um livro – mesmo que seu motivo seja o próprio divertimento, ou para que as outras pessoas o leiam, e quem sabe… você possa até vender a sua tiragem.

Acho que o primeiro passo é que você se veja como um escritor. Ainda que seja uma tarefa desafiadora qualquer um pode escrever uma história caso se esforce o suficiente. Então, trago algumas dicas pra quem deseja começar, e se quiserem tirar dúvidas, ou mesmo compartilhar algo, deixe um comentário e assim poderemos pesquisar isso juntos.

Pra começo de conversa, você precisa ter um método. Como assim? Sua história será contada por um narrador onisciente, na terceira pessoa? Ou por uma das personagens do livro, na primeira pessoa? O que seria isso? Bom, contar algo na primeira pessoa é como muitos autores escolhem, embora eu não seja amante dessa narrativa. Neste estilo há uma personagem na trama que é o narrador e ele não sabe de alguns detalhes, por causa da sua perspectiva dentro do enredo.

Caso ele conte para o leitor algo que não viu ou teoricamente não saberia, você precisa encontrar um meio de explicar em algum momento quando foi que ele teve acesso a essa informação, ou do contrário, terá um imenso furo na história. Mas poderemos falar mais sobre estilo de narrativa no futuro. Hoje darei algumas dicas para começarem.

Arrume um caderno! Ou vários e se puder, de tamanhos diversos, para sempre carregá-lo com você. Mesmo se for digitar seu livro num computador, pode não ser possível tê-lo por perto quando a inspiração surgir. Assim, é bom sempre carregar o bom e velho “papel e caneta”. Mas para os amantes da tecnologia, ainda temos notas que podem ser colocadas no celular. Ou ainda notas de voz, caso a ideia seja algo que precise ser trabalhada nos detalhes.

Dê liberdade às suas ideias! Agora que você já tem um caderno, é hora de enfrentar a terrível, imensamente temida e muito monstruosa “primeira página”. Para essa fase eu indico trabalhar em um “resumo” do começo meio e fim da sua história em algumas poucas linhas ou parágrafos. Sem se importar ainda em fazer sentido para as demais pessoas. Pois aqui você terá apenas o que eu chamo de coluna dorsal da sua trama.

Anote tudo e abuse dos absurdos e… permita-se! Essa fase é o que eu chamo de “tempestade de ideias”. Depois você decidirá se deve ou não usar tudo o que produziu aqui. Mas essas primeiras páginas são para criar uma visão global de sua história incluindo um esboço, notas sobre as personagens (possíveis nomes, descrições, histórias passadas, etc.), lugares, época; enfim, todos os detalhes que compõem uma grande história. Existem muitas vantagens nesse tipo de visualização, acredite!

Por exemplo, você sempre terá algum material para usar como referência quando ficar sem ideias. E é bom criar o hábito de olhar o dicionário. Assim, você localizará palavras bonitas e difíceis que darão mais vida ao seu texto. Você terá “insights” para sua história enquanto descreve detalhadamente e dando vida às partes que havia planejado.

Nada vai para o lixo, mas… não tenha apego aos seus “parágrafos”. Saiba que pode descrever um personagem, por exemplo, que nunca aparece na história propriamente dita, mas que influencia diretamente outra personagem. Mas falar sobre personagens ficará para a próxima matéria sobre esse assunto. Até lá!

Fique por aqui no Nerdtrip e acompanhe todas as dicas que trarei pra vocês!

Abraços e… “Hora de dar tchau”… Tchaau!


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