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ESCONDIDO NA NETFLIX | Onde os Fracos Não Têm Vez

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Enquanto caçava, Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontrou vestígios de uma venda de drogas. Apesar de saber que não deve, ele não resiste e leva o dinheiro encontrado consigo. O caçador se transforma em caça quando o impiedoso assassino Anton Chigurh (Javier Bardem) encontra seus rastros. Como se não bastasse um matador atrás de Moss, o xerife (Tommy Lee Jones), também passa a procurá-lo. Vencedor de 4 Oscars na edição de 2008 nas categorias: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Melhor Direção e Melhor Filme.

Tanto o filme dirigido pelos irmãos Coen quanto o livro de Cormac McCarthy trazem a necessidade e a marcante participação de Anton Chigurh, simbolizando o mal em um mundo de más escolhas e grandes falhas. A operação promovida pelos irmãos cineastas nesta obra é bastante complexa no que diz respeito a sua obra em geral por conta do seu final polêmico.

A ausência da trilha sonora só pontua o tom seco que a ação se desenvolve – tal qual o olhar gélido e a voz mansa que a figura psicótica que Javier Bardem representa na obra, um indivíduo que não polpa sua personalidade sombria em cenas em que demonstram sua natureza sem qualquer indício de afetividade ou conexão com o humano. Um assassino que promove o sangue na tela. O Oscar de coadjuvante foi um prêmio justo à altura de uma composição tão transparente e cuidada em cena. Suas sequências colocam a narrativa em ponto de maior tensão por conta do medo que transmite – aos personagens e ao público.

“Essa sociedade vai te matar. Mas, você não vai desistir”. O roteiro articula a situação do homem disposto a mudar de vida de qualquer forma, através do exercício de sua ganância – Josh Brolin defende bem essa persona em cena, contrapondo-se a Tommy Lee Jones que questiona essa terra “Sem país para homens velhos”, representando o homem cansado, um policial que ainda acredita na retratação de uma sociedade insana e caótica, mas que não vê alternativas para transformar o caos.

Mas, temos a ganância também expressa na imagem do assassino psicopata que permanece no encalço e acentua a noção de violência na narrativa: são inúmeros os momentos em que vemos esse personagem agir com brutalidade sem medo de qualquer retaliação. A dureza na fria atuação de Bardem simboliza essa noção crua de um cinema que quer dialogar sobre o humano, sem estereótipos e cacoetes, através de possíveis reflexos de um mundo sem sentimentos, mas brutal.

Outro fato impressionante é como o filme aborda o niilismo no sentido em como  Anton de forma sempre extremamente calma enxerga completa ausência de sentido em absolutamente tudo. Para Anton, a ideia que tudo é obra do acaso é algo extremamente importante e verdadeiro e isso nunca abala a sua calma. E ele ainda tenta fazer com que suas vítimas também enxerguem as coisas dessa forma. “Se a regra que você seguiu, Ihe trouxe aqui, de que serviu a regra?”

Contudo, é uma trama que retrata sobre a maturidade. Ou melhor, sobre a impossibilidade e imprecisão da ideia de maturidade num mundo, em última análise, incompreensível. A experiência humana marcada pela incerteza, a tendência quase inexorável ao erro e a impotência plena frente a uma lógica que coloca o homem em posição diminuta diante de sua natureza ao mesmo tempo implacável e incompreensível são características presentes em toda a obra dos irmãos Coen.

Destacando também a parte técnica do filme: o design de produção consegue nos levar com êxito ao início dos anos 80, e principalmente, a fotografia de Roger Deakins (constante colaborador dos diretores) está impecável em seus enquadramentos muito precisos. Ele conseguiu criar o visual do noir contemporâneo que ainda possui muitas características da cinematografia original dos filmes de 1950, porém com toques difusos, sombras mais delicadas e tratamento barroco expressivo para a iluminação principal. As altas luzes da contraluz permanecem intocadas.

Onde Os Fracos Não Têm Vez é um filme onde temos um estudo onde os personagens são o foco principal da trama. Nota-se a angústia de Tom Bell durante todo o filme e, principalmente, nos minutos finais, onde ele vê que não está mais inserido naquele “novo mundo”. É o exemplo de filme em que você precisa compreender a verdadeira mensagem transmitida. Há apenas uma quebra de elementos já estereotipados em filmes que envolvem o bem e o mal.  A maioria das respostas está nos diálogos e não nas cenas de ação. Interpretar um diálogo parece muito mais difícil do que interpretar qualquer outra imagem e, nesse caso, interpretar é imensamente necessário. A trama, por si só, compreende uma formidável obra cinematográfica. Um triunfante final e uma espetacular adaptação de uma estória, no mínimo, aberta a interpretações.

Nota para o filme: 5 / 5

 

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Amante da sétima arte. Fascinada na relação entre cinema, história e filosofia. Devoradora de quadrinhos, aprecia um bom clássico e combate o crime em Gotham City nas horas vagas.

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ESCONDIDO NA NETFLIX | O Jogo da Imitação – Benedict Cumberbatch dá um show como o pai da informática!

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Por trás de toda mente brilhante existem segredos, mas quem liga para esses segredos quando um gênio resolve algo crucial?

(Foto – Reprodução)

 

Na vida todos nós temos segredos, quando as pessoas descobrem eles acabam usando contra a gente para tirar o que temos de melhor ou para nos maltratar. No filme o Jogo da Imitação esse mal é seguido, se passando em um momento importante da história do nosso planeta (em plena 2º Guerra Mundial) e coloca o desacreditado, inseguro, inteligente e brilhante Alan Turing para resolver um dos maiores enigmas da guerra e do mundo, a máquina Enigma que enviava e recebia códigos criptografados dos Nazistas.

O filme se prende no passado de Turing e no presente da guerra, um desafio que o brilhante matemático irá conseguir com o apoio de sua equipe que não confiava nele no começo e ao longo do filme começam a ter mais fé no brilhante Turing, o matemático irá pensar em milhões de ideias para tentar descobrir o código, até ele que consegue quebrar os códigos nazistas de uma forma genial.

O filme em si tem um roteiro fantástico e o brilhantismo de Benedict Cumberbatch em conduzir as cenas são eternamente fantásticas, o ator passo a expressão de solidão, tristeza e inocência de uma pessoa que em si tem um lado eternamente brilhante. Considerado o pai da Ciência da Computação (pai da informática moderna), pois ele foi um dos primeiros a criar um possível computador, Alan Turing  possui uma historia rica e encantadora onde o matemático nos propõe considerar a questão:

“Máquinas podem pensar? ‘Isso deve começar com definições do significado dos termos ‘máquina’ e ‘pensar’ “.

 

Nota para o filme: 4 / 5

 

Sinopse:

Esta biografia de Alan Turing (Benedict Cumberbatch) acompanha sua ascensão no mundo da tecnologia, quando seus conhecimentos inestimáveis em matemática, lógica e ciência da computação contribuíram com as estratégias usadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, este homem tinha diversos conflitos com sua própria homossexualidade, buscando soluções de cura, e vindo a cometer suicídio em 1954.

Trailer:


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ESCONDIDO NA NETFLIX | A Entidade 2

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(Foto – Reprodução)

Filmes de terror são muito comuns hoje em dia com o público adolescente e até com uns saudosistas adultos do gênero. E pra deixar a relação entre espectador e atores bem próxima, algumas estrelas de Hollywood resolvem participar às vezes de um filme mais sombrio.

Em “A Entidade” temos Ethan Hawke (Boyhood, Dia de Treinamento) carregando o filme nas costas, com um bom suspense e ótimos sustos, o primeiro filme teve uma boa recepção que acabou ganhando a sua continuação, A Entidade 2”, que resolve partir afundo no gênero de sustos. Como de costume, a pessoa mais famosa do primeiro filme não retorna para a continuação, mas é lembrada no filme tendo assim uma importância coerente na trama que acompanha uma mãe solteira que esta fugindo com seus filhos, e do outro lado temos o ex-policial que participou do primeiro filme (sendo o protagonista agora) agindo agora por conta própria e investigando casos sobrenaturais que envolvem crianças e mortes em porões de várias casas.

Na história inicial o ex-policial pega o costume de queimar estas casas para que o demônio maligno não tome conta das casas e dos porões e justamente a casa que ele ia queimar está à mãe com seus filhos. A partir daí que começa o envolvimento das crianças com os demônios do porão sombrio no qual é um dos grandes pontos altos do filme.

Com o desenrolar da trama, boas cenas de sustos e uma apresentação de histórias brutais e envolventes que tem um suspense gostoso são jorradas na cara do espectador que acaba nos levando em um desfecho já esperado pelos clichês que envolvem ao longo da trama, como brigas familiares com seus problemas comuns que já são percebidos inicialmente e que são de costumes nos filmes de terror, mas tirando isso, o filme apresenta outros defeitos.

Como algumas desconexões não explicadas do primeiro filme, por mais que continue usando a historia inicial como pano de fundo e abrindo o leque da historia com novos elementos, estes tais elementos ficam confusos nos quais resta até perceber alguns momentos forçados na comédia, algo que fica desnecessário em cima do protagonista que não consegue tapar os erros do filme, pois o personagem não consegue ser convincente para carregar a trama com equilíbrio no qual Ethan Hawke controlou magistralmente no primeiro filme que é infinitamente melhor que a sequência, faltou mais confiança tanto na atuação do ator como no desenvolvimento do personagem que ao termino do filme continua demonstrando ainda ter medo dos demônios e a sua continuação em investigar estes fatos acaba sendo para um “vazio comum” de que é somente acabar com o “velho mal” por uma vez de todas e ele se livrará desta entidade maligna. Infelizmente não é tão simples assim, mas está continuação é boa, destaque para o retorno da atriz Shannyn Sossamon (Coração de Cavaleiro) voltando aos holofotes e também da impecável atuação das crianças que são atacadas pela entidade, aqui o grande ponto do filme que vale com toda certeza ser  assistido. lembrando que ele está “Escondido na Netflix”, assista e claro tome alguns sustos com está boa continuação de terror.

Nota para o filme: 3 / 5

Trailer:

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ESCONDIDO NA NETFLIX | We are Twisted F***ing Sister!

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Capa do album Stay Hungry de 1984

Meu primeiro contato com a banda Twisted Sister foi em meados de 1984 quando lançaram o album Stay Hungry. Eu já era fã do Kiss e do Iron Maiden e quando vi a capa do LP nas mãos de um colega de escola (eu tinha 11 anos de idade na época) minha mente explodiu. Sem nem ao menos ouvir uma música, já me tornei fã daqueles malucões. Vestindo uma roupa bizarra, com uma maquiagem pesada em um enorme cabelo loiro de aparência suja, o vocalista Dee Snider estava agachado segurando um enorme osso e com um semblante de psicopata. Ao lado dele, o nome da banda e o logotipo da mesma estilizada também em ossos, como vocês podem ver na reprodução ao lado.

Posteriormente comprovei que o som pesado dos caras me agradava tanto quanto seu visual agressivo e cômico ao mesmo tempo. O Twisted Sister provavelmente é a banda que popularizou o termo Glam Rock ou Glam Metal, apesar de não serem os criadores do estilo. Com o advento da MTV, emplacaram dois clips sensacionais (I wanna rock We’re not gonna take it), alardeando a rebeldia juvenil e repudiando velhos costumes e tradições como ultrapassados. Como todo bom rock deve ser.

Desde então, sempre me gabei de ser fã daquela banda com caras vestidos de mulher e que faziam um som da pesada, mas a verdade é que nunca me aprofundei realmente na história da banda. Eu entendia que Dee Snider era o cabeça da banda, por ser o frontman e também por um episódio onde o mesmo precisou defender não só sua música como o rock and roll e a liberdade de expressão  diante do senado americano em 1985 após uma comissão de púdicas esposas de senadores decidirem que o ritmo em questão estava deturpando a mente da inocente  juventude norte americana e deveria ser banido das radios e TVs. Seu discurso aos senadores, vestido como se apresentava em seus shows, foi épico e definitivo para a decisão final que acaboui entendendo que o banimento seria uma afronta aos direitos garantidos pela constituição. Eu também achava que como a maioria dos rockeiros, o pessoal do Twisted estava imerso em um ambiente de “sexo, drogas e rock and roll”.

Qual não foi minha surpresa então, ao assistir agora ao documentário  We are Twisted F***ing Sister!, disponível na rede de streaming Netflix. Lançado em 2014, o filme dirigido por Andrew Horn se utiliza do formato já clichê quando se trata de documentários sobre músicos, com entrevistas longas com os membros da banda, fãs, produtores, e outras pessoas envolvidas, recortadas em trechos curtos e intercaladas com imagens de palco, tanto antigas como mais recentes. Porém, o que me surpreendeu foram os fatos da história do Twister que eu desconhecia.

ALERTA DE SPOILER – SPOILERS A PARTIR DAQUI

Já de cara fiquei boquiaberto ao saber que o dono da banda, o cabeça e o responsável pela luta e pela sobrevivência da mesma desde 1975 não era Dee Snider, mas sim o guitarrista Jay Jay French. Claro que o vocalista conquistou sua importância dentro da banda com o passar do tempo, mas no começo, era apenas um moleque arrogante que French tinha que aturar. E meu queixo caiu ainda mais ao descobrir que tanto Snider quanto French, nunca usaram drogas, beberam ou fumaram. Sempre estiveram sóbrios apesar da aparência de doidos. E foi graças a essa sobriedade que passaram 7 duros anos na estrada tocando em clubes e bares até conseguirem gravar seu primeiro album em 1982. 

A história de como resolveram se vestir de mulher e se maquiar, a participação da namorada de Snider como figurinista da banda, a recepção por parte do público. Está tudo no longa, além de curiosidades como quando o dono de uma das casas onde tocaram veio parabenizá-los por seu racismo, quando a mensagem que queriam passar era totalmente outra. O documentário é leve e até mesmo engraçado em vários pontos, e não cansa o espectador apesar de suas duas horas e dezesseis minutos de duração. 

Muito pelo contrário, chegou a me decepcionar quando acabou sem citar a passagem de Snider pelo senado ou a produção dos clipes já no auge da fama. Porém a culpa foi minha por não ter dado muita atenção à sinopse, pois o filme entrega exatamente o que promete, ou seja, a história da banda antes da fama e da gravação do primeiro album. 

Diante disso tudo, fica minha recomendação para qualquer fã de rock. O documentário vale muito a pena. Abaixo, minha nota e o trailer:

4/5

 

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