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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Dexter

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DEXTER

A primeira metade da década “zero” dos anos 2.000 foi uma das melhores para as séries de Tv: Lost, House, Heroes, e companhia, todas no auge, dando as caras na Tv. Nesta esteira de séries boas (ou que pelo menos eram boas nas primeiras temporadas) vem DEXTER.

Resultado de imagem para DEXTER, A MAO ESQUERDA DE DEUS

Leia o livro, veja a série!

Baseado no livro “Dexter, a mão esquerda de Deus” (de Jeff Lindsay), acompanhamos a história de Dexter Morgan, um pacato perito forense do departamento de polícia de Miami, introvertido, gente boa a ponto de levar rosquinhas para todos, alvo da paixão de sua chefe, a Tenente Maria Laguerta, mas que esta engatando um romance com a problemática Rita, ex-esposa de um traficante/viciado e mãe de duas crianças que o adoram.

Os colegas de trabalho são sua irmã, a aspirante a detetive Debra, o pervetido Massuka, o detetive gente boa Angel Batista e o sargento linha dura Doakes, completam o ambiente da equipe principal da divisão de polícia, que é mostrada em seu dia a dia, investigando os assassinatos da cidade mais latina nos Estados Unidos.Resultado de imagem para dexter morgan e equipe

Essa descrição seria a de uma série policial normal, tão comum na tv norte-americana, não fosse um único detalhe: Resultado de imagem para dexter matandoDexter também é um psicopata metódico e frio, que tem necessidade de matar tanto quanto tem de comer ou respirar. Todas as suas interações sociais, seja com os amigos ou com a namorada são para manter a aparência de normalidade, e suas reações totalmente planejadas.

Imagem relacionadaCom o desenrolar da história, aprendemos que Dexter era filho de uma prostituta que foi assassinada com uma motosserra na sua frente (quando ele tinha 3 anos) e sozinho, foi deixado por 3 dias ao lado do corpo da mãe. O seu pai adotivo, o policial Harrison Morgan, foi seu mentor e é visto na série como a manifestação da consciência de Dexter.

A série não abranda nas cenas de sexo, palavrão e violência gráfica, mas não é nem um pouco gratuita, e na excelente primeira temporada somos apresentados à um antagonista à altura de Dexter, o ITK, que mata suas vítimas e após drenar todo o sangue delas, as deixa em locais estratégicos.Resultado de imagem para itk vitima

Após as duas intensas temporadas, a série da uma caída drástica de qualidade, na qual temos que fazer um sacrifício incrível para superá-la. Mas a qualidade que estávamos acostumados nas duas primeiras, volta pra valer na excelente 4º Temporada, quando Dexter realmente encontra um vilão/ídolo à altura, o Trinity Killer, interpretado pelo ator John Lithgow. O final desta temporada é um dos mais impactantes da tv, e seria perfeito como season finale!

Resultado de imagem para dexter e trinity killer

Infelizmente a série continua, e pega a direção da ladeira! A qualidade das histórias cai absurdamente a cada temporada, e é incrível como a trama consegue se arrastar até ao seu 8º ano.
Vilões fracos, conclusões inverossímeis, mudanças drásticas na personalidade dos personagens, historias sem conclusão, e para finalizar, uma season finale decepcionante.
Para quem se tornou fã da qualidade da série no seu início, foi triste a forma como a série foi concluída. Uma história que merecia um final melhor. Não feliz, mas melhor!
Vale uma maratona até a 4ª Temporada. As demais veja sem compromisso (ou pode nem ver que não perde muita coisa)

DEXTER

 (Temporada 1 e 2)

 (Temporada 3)

 (TEMPORADA 4)

 (Demais temporadas)

Emissora de televisão: Showtime
Transmissão original 1 de outubro de 2006 e 22 de setembro de 2013.
N.º de temporadas 8
N.º de episódios 96 (!!!)
Disponível na NETFLIX?: SIM

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Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | The Good Place

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The Good Place, a série da Netflix que chegou ao fim da sua segunda temporada é um mar de criatividade. Impressiona como a complexidade do “bom lugar” pode ser divertida, numa trama que vai ficando cada vez mais espremida, e as saídas são sempre algo que não se espera. É uma série que sai do lugar comum e até agora não se acomodou, pelo contrário, arrisca-se e reinventa-se o tempo todo.

Criada por Michael Schur (The Office, Parks And Recreation) a série tem a ótima Kristen Bell (Veronica Mars), no papel de Eleanor Shellstrop, que após morrer de maneira estranha e até vergonhosa, é recepcionada por Michael (Ted Danson), o líder e arquiteto do “Bom Lugar”.

Muito elogiada pela sua honrada vida na Terra, e feitos humanitários, Eleanor é recebida com bastante alegria, mas…bem, as coisas não são o que parecem, aliás nada é o que parece e explicar mais que isso é risco de Spoiler.

A série brinca com Paraíso e Inferno, com a questão das boas e más ações e suas consequências vindouras, e com muita criatividade sem cair em momento algum na mesmice. O fato de cada temporada ser curta e dos episódios serem de apenas 22 minutos em média, deixa tudo rápido e ágil, mas sem afobação.

Ted Danson está divertidíssimo, as cenas com ele sempre rendem bem, ele nos cativa. Tanto que Danson faturou o Critics’ Choice Awards 2018 na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia, prêmio merecidíssimo.

Mas tão interessante quanto ele é Janet (D’Arcy Carden), uma espécie de inteligência artificial possuidora de todo o conhecimento da terra com poderes quase ilimitados e onipresença e que é a assistente de Michael, é uma das melhores coisas da série. Sua interpretação vai evoluindo e ela aos poucos vai ganhando mais espaço e atenção à ponto de muitas vezes roubar a cena.

Aliás esse é o ponto forte da série, a evolução de seus personagens somado com a criatividade da história que também evolui e surpreende o tempo todo, principalmente no fim da primeira temporada. Competentemente os episódios nos prendem ao próximo e quase automaticamente maratonamos a série.

The Good Place é inovadora, criativa e divertida, tem um elenco afinado que se desenvolve bem numa trama inteligente. As duas temporadas da série estão disponíveis na Netflix, e a terceira já foi encomendada e contará com 13 episódios.

E sim, Vale a Maratona.

Nota para a série: 5 / 5 

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VALE A MARATONA? | River

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Se existe uma categoria de séries que podemos dizer que a TV nunca se cansa são as séries de investigação. Mas como se sobressair em uma categoria no limite da saturação?

A minissérie britânica River tem como diferencial brincar com uma questão interessante: o detetive John River (o excelente ator sueco Stellan Skarsgård) realmente vê e fala com os mortos ou tudo é fruto de sua mente perturbada?

 Ao longo dos 6 episódios, acompanhamos River em sua investigação para solucionar o assassinato de sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada com um tiro na cabeça, onde a única pista disponível é um vídeo do crime e o carro utilizado pelo assassino. River encara uma cruzada pessoal em busca do suspeito, e ao longo de sua investigação vai mergulhando em um mundo de corrupção e intimidação, e revelando segredos que talvez ele seria mais feliz em não saber.

Se não bastasse seus problemas no trabalho, sua vida está uma completa bagunça, e ele tenta salvar seu casamento falido com terapia de casal, ao mesmo tempo em que se entrega em uma relação sadomasoquista com sua amante de longa data.

Durante a investigação, o detetive é atormentado pelos fantasmas (ou alucinações) da própria Stevie e de pessoas que morrem durante o processo. A série nunca deixa claro o que são estas visões, o que cria uma ambiguidade interessante no personagem, nos fazendo duvidar de sua sanidade, ao mesmo tempo que criamos empatia com ele por seu sofrimento (claro que ajuda e muito a atuação competente de Skarsgård).

A solução do conflito é inesperada e surpreendente, mas muito bem amarrada e construída, condizente com toda a trama desenvolvida ao longo da série, e o final absurdamente satisfatório e que encerra em alto estilo uma série com uma proposta simples e um resultado incrível.

 Nota para a 4ª Temporada: 4,5/ 5

 

Emissora original:  BBC One

Transmissão original: 13 de outubro de 2015

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM


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VALE A MARATONA? | Crazyhead

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Dois caçadores que precisam parar um plano diabólico e evitar que demônios, que possuem as pessoas através de uma fumaça negra entrando pela boca, acabam abrindo os portões do inferno e causam o fim do mundo. Parece familiar? Sim, mas não estamos falando daquela série famosa por não saber quando parar de contar uma história, mas da totalmente despretensiosa comédia de humor negro (com umas pitadas de piadas escatológicas), CrazyHead!

A série acompanha a trajetória da improvável dupla Amy (Cara Theobold) e Raquel (Susan Wokoma), duas jovens em tratamento psiquiátrico devido a visões. O que as une é que na verdade o que se julga loucura é na verdade uma maldição: poder ver o verdadeiro rosto das pessoas que estão possuídas.

Reconhecemos que é uma história bem batida e explorada, mas a forma com que a série coloca faz toda a diferença. A química entre Theobold e Wokoma é incrível, e se complementam incrivelmente. Amy é a garota assustada e que está descobrindo toda a verdade por trás de seu problema, já Raquel é a que aprendeu a conviver com as visões e que introduz a amiga no universo repleto de demônios. A relação é complementada ainda como o autodeclarado “babaca com coração puro” Jake (Lewis Reeves) que acaba por ser o amigo que enfrenta tudo de peito aberto.

Os vilões são aqueles típicos personagens de comédia britânica. Extremamente sádicos, mas com um ar de comédia involuntária (como a demônio que possuiu uma mãe solteira, e que interrompe um sacrifício para ligar para a babá fazer mais uma hora extra com o filho). A trama é extremamente simples, até bem amarrada para uma comédia, e o final, mesmo aberto para uma segunda temporada que não veio ainda, é bem condizente com a história e conclui a primeira temporada de maneira satisfatória.

Vale a pena dar uma chance para esta curta série (apenas 6 episódios) perfeita para se ver sem compromisso de algo além da diversão.

(P.s.: a versão dublada ainda traz uma das melhores adaptações de piadas que já vi na dublagem, e envolve um dos mais famosos dubladores brasileiros).

Nota para a 1ª Temporada: 3,5/ 5

Emissora original: Channel 4 
Transmissão original: 19 de outubro de 2016
N.º de temporadas: 1
N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

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