Connect with us

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | The Tudors

Publicado

em

Uma série histórica pode não atrair muita atenção a um primeiro momento. Mas em mãos hábeis, com um bom roteiro e um elenco afiado, pode render bons entretenimentos.É o caso de The Tudors, série exibida pela Showtime entre 2007 a 2010.

Jonathan Rhys Meyers

Jonathan Rhys Meyers

O show acompanha a trajetória de Henrique VIII, e sua vida que foi feita sob medida para ser adaptada para o cinema ou TV. Não por acaso, são inúmeros filmes que abordam a turbulada vida do rei que fez de sua vida pessoal uma extensão da história do próprio povo.

Jonathan Rhys Meyers e Jeremy Northam

Jonathan Rhys Meyers e Jeremy Northam

Se no início a escalação do jovem ator Jonathan Rhys Meyers, por ser jovem (e bonito demais!) para representar Henrique, a desconfiança logo se desfez. Seu Henrique, sedutor como deveria ser, sabe ter o peso dramático necessário, segurando as cenas mais complexas, principalmente em seus embates intelectuais com Thomas More (Jeremy Northam), e também conseguiu convencer como um já envelhecido monarca no fim da última temporada.

As mulheres da vida de Henrique também têm seus destaques, em especial as duas primeiras: Catarina de Aragão e Ana Bolena.

Resultado de imagem para the tudors catarina de aragão

Maria Doyle Kennedy

Catarina, defendida com intensidade por Maria Doyle Kennedy, transmite toda a realeza da filha dos mais famosos dos reis espanhóis, Fernando e Isabel, caprichando inclusive no sotaque espanhol da rainha. A serenidade e devoção dela à Henrique fica totalmente crível com a atuação de Maria Doyle, mas também consegue passar uma frieza no trato dos inimigos e mesmo uma crueldade em certos momentos, mas que são demonstrados apenas pelo olhar.

Resultado de imagem para the tudors natalie dormer

Natalie Dormer é a rainha Margery… quer dizer Ana Bolena

No lado oposto, vemos Natalie Dormer vivendo sua primeira rainha. Sua Ana Bolena é como entrou para a história: fria, sedutora e um tanto ingênua. Ela mesmo querendo parecer uma mulher forte, acaba sendo usada pelo tio e pelo pai, e vê no irmão seu único aliado, e é justamente ele que vai arrastá-la para a ruina. A cena de sua morte (ah na história não tem spoiler) é emocionante!

A construção histórica é um trabalho incrível. Figurinos, cenários, objetos de cena, tudo convence. Claro que muitos puristas vão reclamar de licenças criativas em adaptar fatos, acelerar acontecimentos ou fundir personagens históricos, mas isto é um mal necessário para dar fluidez à história, que em momento algum de suas quatro temporadas fica maçante. E também não economiza em cenas de violências.

Falta de semelhança físcia desagradou os críticos.

Falta de semelhança físcia desagradou os críticos.

Resultado de imagem para the tudors henry cavill

Henry Cavil, o Homem de (armadura) Aço

No elenco, ainda temos nomes consagrados como Sam Neil, James Frain e Peter O’Toole, além do atual Homem de Aço, Henry Cavil.

A série com temporadas curtas, de apenas 10 episódios (com exceção da 3ª que contou com apenas 8), proporciona uma jornada pela história inglesa, e que deixou um gostinho de quero mais, que poderia ser focado na trajetória das irmãs Mary e Elizabeth.

NOTA PARA THE TUDORS: 4 / 5

Emissora de televisão: Showtime
Transmissão original 1 de abril de 2007 – 20 de junho de 2010
N.º de temporadas 4
N.º de episódios 38

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

Resultado de imagem para the tudors

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | The Good Place

Publicado

em

 

The Good Place, a série da Netflix que chegou ao fim da sua segunda temporada é um mar de criatividade. Impressiona como a complexidade do “bom lugar” pode ser divertida, numa trama que vai ficando cada vez mais espremida, e as saídas são sempre algo que não se espera. É uma série que sai do lugar comum e até agora não se acomodou, pelo contrário, arrisca-se e reinventa-se o tempo todo.

Criada por Michael Schur (The Office, Parks And Recreation) a série tem a ótima Kristen Bell (Veronica Mars), no papel de Eleanor Shellstrop, que após morrer de maneira estranha e até vergonhosa, é recepcionada por Michael (Ted Danson), o líder e arquiteto do “Bom Lugar”.

Muito elogiada pela sua honrada vida na Terra, e feitos humanitários, Eleanor é recebida com bastante alegria, mas…bem, as coisas não são o que parecem, aliás nada é o que parece e explicar mais que isso é risco de Spoiler.

A série brinca com Paraíso e Inferno, com a questão das boas e más ações e suas consequências vindouras, e com muita criatividade sem cair em momento algum na mesmice. O fato de cada temporada ser curta e dos episódios serem de apenas 22 minutos em média, deixa tudo rápido e ágil, mas sem afobação.

Ted Danson está divertidíssimo, as cenas com ele sempre rendem bem, ele nos cativa. Tanto que Danson faturou o Critics’ Choice Awards 2018 na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia, prêmio merecidíssimo.

Mas tão interessante quanto ele é Janet (D’Arcy Carden), uma espécie de inteligência artificial possuidora de todo o conhecimento da terra com poderes quase ilimitados e onipresença e que é a assistente de Michael, é uma das melhores coisas da série. Sua interpretação vai evoluindo e ela aos poucos vai ganhando mais espaço e atenção à ponto de muitas vezes roubar a cena.

Aliás esse é o ponto forte da série, a evolução de seus personagens somado com a criatividade da história que também evolui e surpreende o tempo todo, principalmente no fim da primeira temporada. Competentemente os episódios nos prendem ao próximo e quase automaticamente maratonamos a série.

The Good Place é inovadora, criativa e divertida, tem um elenco afinado que se desenvolve bem numa trama inteligente. As duas temporadas da série estão disponíveis na Netflix, e a terceira já foi encomendada e contará com 13 episódios.

E sim, Vale a Maratona.

Nota para a série: 5 / 5 

SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK:  facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER:  twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM:  instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE:  www.nerdtrip.com.br

Leia outras notícias do  Nerdtrip  e confira também:

TOY FAIR NEW YORK l Neca Toys queima a larga e antecipa o anuncio de três novas figuras!

TEEKNEWS #67 | O Podcast mais divertido da Galáxia

CRUSADER: NO REMORSE | O primo distante de Fallout que merece ser lembrado

 

Continue lendo

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | River

Publicado

em

Se existe uma categoria de séries que podemos dizer que a TV nunca se cansa são as séries de investigação. Mas como se sobressair em uma categoria no limite da saturação?

A minissérie britânica River tem como diferencial brincar com uma questão interessante: o detetive John River (o excelente ator sueco Stellan Skarsgård) realmente vê e fala com os mortos ou tudo é fruto de sua mente perturbada?

 Ao longo dos 6 episódios, acompanhamos River em sua investigação para solucionar o assassinato de sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada com um tiro na cabeça, onde a única pista disponível é um vídeo do crime e o carro utilizado pelo assassino. River encara uma cruzada pessoal em busca do suspeito, e ao longo de sua investigação vai mergulhando em um mundo de corrupção e intimidação, e revelando segredos que talvez ele seria mais feliz em não saber.

Se não bastasse seus problemas no trabalho, sua vida está uma completa bagunça, e ele tenta salvar seu casamento falido com terapia de casal, ao mesmo tempo em que se entrega em uma relação sadomasoquista com sua amante de longa data.

Durante a investigação, o detetive é atormentado pelos fantasmas (ou alucinações) da própria Stevie e de pessoas que morrem durante o processo. A série nunca deixa claro o que são estas visões, o que cria uma ambiguidade interessante no personagem, nos fazendo duvidar de sua sanidade, ao mesmo tempo que criamos empatia com ele por seu sofrimento (claro que ajuda e muito a atuação competente de Skarsgård).

A solução do conflito é inesperada e surpreendente, mas muito bem amarrada e construída, condizente com toda a trama desenvolvida ao longo da série, e o final absurdamente satisfatório e que encerra em alto estilo uma série com uma proposta simples e um resultado incrível.

 Nota para a 4ª Temporada: 4,5/ 5

 

Emissora original:  BBC One

Transmissão original: 13 de outubro de 2015

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM


SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br

Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

OS NOVOS MUTANTES | Atriz fala sobre adiamento do filme

MAKAI MAIL | Conheça um pouco mais sobre essa hq de arrepiar!

LIGA DA JUSTIÇA | Ator que dubla o Lobo da Estepe reclama da versão lançada nos cinemas!

 

Continue lendo

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Crazyhead

Publicado

em

Dois caçadores que precisam parar um plano diabólico e evitar que demônios, que possuem as pessoas através de uma fumaça negra entrando pela boca, acabam abrindo os portões do inferno e causam o fim do mundo. Parece familiar? Sim, mas não estamos falando daquela série famosa por não saber quando parar de contar uma história, mas da totalmente despretensiosa comédia de humor negro (com umas pitadas de piadas escatológicas), CrazyHead!

A série acompanha a trajetória da improvável dupla Amy (Cara Theobold) e Raquel (Susan Wokoma), duas jovens em tratamento psiquiátrico devido a visões. O que as une é que na verdade o que se julga loucura é na verdade uma maldição: poder ver o verdadeiro rosto das pessoas que estão possuídas.

Reconhecemos que é uma história bem batida e explorada, mas a forma com que a série coloca faz toda a diferença. A química entre Theobold e Wokoma é incrível, e se complementam incrivelmente. Amy é a garota assustada e que está descobrindo toda a verdade por trás de seu problema, já Raquel é a que aprendeu a conviver com as visões e que introduz a amiga no universo repleto de demônios. A relação é complementada ainda como o autodeclarado “babaca com coração puro” Jake (Lewis Reeves) que acaba por ser o amigo que enfrenta tudo de peito aberto.

Os vilões são aqueles típicos personagens de comédia britânica. Extremamente sádicos, mas com um ar de comédia involuntária (como a demônio que possuiu uma mãe solteira, e que interrompe um sacrifício para ligar para a babá fazer mais uma hora extra com o filho). A trama é extremamente simples, até bem amarrada para uma comédia, e o final, mesmo aberto para uma segunda temporada que não veio ainda, é bem condizente com a história e conclui a primeira temporada de maneira satisfatória.

Vale a pena dar uma chance para esta curta série (apenas 6 episódios) perfeita para se ver sem compromisso de algo além da diversão.

(P.s.: a versão dublada ainda traz uma das melhores adaptações de piadas que já vi na dublagem, e envolve um dos mais famosos dubladores brasileiros).

Nota para a 1ª Temporada: 3,5/ 5

Emissora original: Channel 4 
Transmissão original: 19 de outubro de 2016
N.º de temporadas: 1
N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

_________________________________

SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br

Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

BATMAN NINJA | Novo trailer confirma a data de estreia do anime!

RAINBOW SIX SIEGE | Invitational começa hoje e terá quatro brasileiros disputando pela Final

TEEKCAST #37 | Games Clássicos

Continue lendo

Mais lidos da semana

%d blogueiros gostam disto: