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CRISE NA TERRA-X | CW acerta no tom e produz brilhante crossover! Crítica sem spoilers

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E finalmente tivemos o lançamento do tão aguardado super crossover entre as séries de heróis do canal CW. Neste segundo mega encontro, a ameaça não vem do espaço e sim de outra Terra, para ser mais exato da inescrupulosa Terra-X, que é dominada pelos nazistas que foram convencidos de que precisam ampliar os seus poderes dominando a principal Terra em questão, a Terra-1.

Caso você não seja um fã básico do Universo DC Comics ficará confuso com a existência de 52 tipos de Universos diferentes, claro que agora podemos falar em 53 Terras, se formos contar com a novíssima e maldosa Terra-X, mas o esquema segue praticamente o que Universo DC Comics adora brincar, seres poderosos parecidos brigando entre em si em uma batalha interdimensional.

Gods vs Monsters

E para termos um bom entendimento desta filosofia, o roteiro das quatro partes (que foram divididas entre os episódios das séries Supergirl, Arrow, Flash e Legends of Tomorrow) são extremamente bem amarrados e o nível entre o enredo e as cenas de ação são extremamente satisfatórios. Percebe-se que neste mega crossover os produtores tiveram mais tempo para trabalhar na história e também para soltarem aquele bom e velho easter-egg do Universo DC Comics.

Tivemos muitas referências ao Escoteiro Azul que está estabelecido neste Universo da CW, mas para não ofuscar a sua prima, o personagem é sempre deixado de lado. Entretanto, fica claro que este universo televisivo tem a sua “Trindade” definida com a Supergirl (sendo o Superman na força), o Flash (se consolidando com sabedoria igual a Mulher-Maravilha) e o Arqueiro Verde (como líder respeitado e sendo de fato o Morcegão verde da TV).

A química entre a “Trindade” da CW está afiada!

O crossover explora bem o lado pessoal dos 3 personagens principais, para alguns pode parecer estranho, mas o pouco que foi explorado foi riquíssimo para a evolução estrutural do enredo desta história que foi brilhante.

No final, os heróis conseguem derrotar a superpotência vinda de outro Universo, mas infelizmente temos uma grande perda para dar ainda mais força aos nossos heróis. Esta derrota fica clara pela determinação e união no grande número de heróis que é maior e também pelos erros individuais que os vilões sósias resolveram seguir por conta da ajuda de um vilão que já se tornou o maior desafeto deste universo televisivo da DC.

Parabéns pelo ótimo crossover DC e CW, pois as dúvidas pairam no ar, como a DC consegue trabalhar bem na TV o seu Universo e no cinema é uma bagunça? Eita dúvida cruel!

Nota para o crossover: 4,5 / 5

 

Editor-Chefe do Nerdtrip e Professor de Biologia e Educação Física Escolar.
Amante de Animações, Seriados, Games, Ficção, Mundo Mágico, HQs e lunático pela 7º Arte.
Entendedor de Oscar e outras premiações frescurites que ninguém liga e repara nos filmes (aqueles detalhes bobos).
Ama a ‘Trindade’ que é conhecida nos 7 cantos do mundo e nas horas vagas escuta aquela música eletrônica para ficar na vibe ou curte também aquele bom e velho rock’n’roll.

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STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI | O segundo melhor filme da franquia! Crítica sem spoilers

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Ao falar de Star Wars temos que ter sempre o cuidado para opinar sobre os novos rumos desta incrível saga. Espalhados por uma galáxia muito, muito distante, os fãs mais assíduos provavelmente estão estranhando e vão estranhar como este novo episódio é o mais ousado, diferente, empolgante e inovador filme da franquia.

Sim, esse mix dá um passo importante para tal passagem de bastão entre os clássicos e novos personagens, a homenagem ao “velho” é cabível e o olhar para o futuro é esperançoso. Rian Johnson, diretor e roteirista nos dita um lado peculiar da galáxia onde temos muitas surpresas com cenas encantadoras e nos revela que algumas cenas foram feitas por “deuses”.

Deuses, crenças, força, poder também são discutidos por um olhar de um Luke Skywalker sem esperança, Rey carrega a faísca rebelde de que as respostas do presente estão no passado e Kylo Ren nos mostra a ganância de ignorar o passado e pensar em um novo futuro.

Este choque de ideologias nos faz perguntar se existe um lado da força bom ou ruim, outra questão para refletir também é a possibilidade da centralização da força, será que por meio dela a possibilidade de evoluir é maior do que escolher o lado negro que trabalha melhor a ambição por poder?

Tivemos algo transcendental no filme, aliás podemos apontar alguns momentos inexplicáveis que pode cegar e enganar alguém que ainda não compreendeu as lindas ligações que Star Wars possui, o poder pode ser transmitido de geração em geração ou pode surgir do nada.

No final, Os Últimos Jedi não é um título que te engana e sim te mostra uma nova perspectiva sobre o futuro desta brilhante franquia, o novo precisa ser aceito sim, mas com o dever de ensinar sobre o importante passado ao preservar e encantar a todos com o endeusamento do clássico.

Nota para o filme: 5 / 5

Sinopse:

Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

País: EUA

Classificação: 12 anos

Estreia: 14 de Dezembro de 2017

Duração: 152 min.

Direção: Rian Johnson

Roteiro: Rian Johnson

Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, John Boyega, Domhnall Gleeson, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Anthony Daniels, Benicio Del Toro, Carrie Fisher e Mark Hamill.

 

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THE ORVILLE | Fechando a temporada com chave de ouro! – Episódio 12: Mad Idolatry – Crítica do Viajante

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Sem palavras. Assim eu fiquei ao terminar de assistir ao último episódio da primeira temporada de The Orville. O show fechou com chave de ouro uma temporada que surpreendeu positivamente a todos, até mesmo o mais rabugento e conservador dos Trekkers. Sim, pois da sensacional atração criada e produzida por Seth MacFarlane,  esperava-se uma paródia, um sitcom, uma comédia pastelão. E não foi nada disso que aconteceu. The Orville está sendo considerada por muitos “mais Star Trek do que a própria Star Trek Discovery”, e apresentou a nós trekkers, conservadores ou não, uma série que tocou-nos o coração fazendo uma referência digna à franquia criada por Gene Roddenberry nos anos 60, caindo sim, um pouco mais para o lado do humor, porém, sem em momento algum, faltar com o respeito à série que a inspirou. The Orville não é uma paródia, mas sim uma homenagem esplendorosa a Star Trek.

Em Mad Idolatry, temos a confirmação que na União Planetária existe sim uma política de não interferência na cultura de povos mais primitivos, assim como a lei máxima da Federação de Planetas de Star Trek, a 1º Diretriz. Eu mesmo  havia dito erroneamente que isso não existia em The Orville a julgar pelo 4º episódio, “If the Stars Should Appear“, quando a tripulação da nave que nomeia o show aborda sem grandes crises de consciência ou grandes discussões filosóficas uma sociedade primitiva que habita, sem saber, uma gigantesca astronave que ruma para a destruição iminente em rota para uma estrela. Porém, agora, podemos entender que isso ocorreu pela necessidade iminente de salvar da morte aquela população.

Porém, nesse 12º episódio, a mesma tripulação encontra um planeta que aparece e desaparece misteriosamente na órbita de uma estrela e cuja população se encontra num nível de desenvolvimento similar à nossa “Idade do Bronze”. Seguindo o protocolo, os membros do grupo avançado  que descem ao curioso astro tentam não manter contato com os nativos, porém, a 1º oficial Kelly Grayson (Adriane Pallick), ao ver uma criança ferida após uma queda que ela mesma causara ao assustá-la acidentalmente, não resiste a tentação de ajudá-la e cura seu ferimento usando um aparelho médico sofisticado. O que ela não percebe, é que estava sendo observada por outros aldeões.

De volta à nave, os tripulantes da Orville, chegam à conclusão de que o tal planeta está em uma órbita “multifásica”, e que em determinado ponto atravessa para outra dimensão onde passa 11 dias até regressar. Porém, o que ninguém esperava, é que o tempo funcionasse de maneira diferente nessa outra dimensão, e que ao retornar, ao invés de terem se passado apenas os tais 11 dias, se passaram 700 anos para os habitantes daquele mundo.

Em sua segunda visita ao planeta, o grupo avançado descobre que nesses 7 séculos, uma religião se formou ao redor da figura de Kelly. Fundamentalista e agressivo, o clero que governa agora se assemelha muito aos moldes de poder da igreja católica na idade média. Inclusive na parte de arquitetura, arte e figurinos dos sacerdotes são bem parecidos. O capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane), indo contra as ordens de seus superiores, tenta consertar as coisas, contudo 11 dias ou 700 anos depois, percebe que nada mudou e o planeta continua atolado em guerras e perseguições religiosas, de maneira bem semelhante aos nossos séculos XX e XXI, para o desespero de Kelly.

No final, a lição que o episódio transmite é corretíssima e acerta o espectador como uma bomba no cérebro, nos fazendo refletir e, porque não, ter esperanças num futuro melhor. O “Efeito Borboleta” pode até ocorrer, mas mesmo que tivesse sido evitado, os rumos da evolução daquela sociedade, não teriam sido tão afetados assim.

Episódio triunfal, capaz de nos emocionar como os mais filosóficos de Star Trek, tão bom que considero o melhor dessa primeira temporada. Conseguiu me deixar mais ansioso ainda pela segunda temporada. E também me fez tornar-se fã incondicional de Seth MacFarlane, a quem passo a considerar um gênio da TV/cinema. Mas é só minha opinião. Se pudesse dar 6 estrelas para essa série, daria sem pestanejar. Ou 10. Classificação segue máxima:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio Piloto

Episódio 02

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Episódio 11

Obs: Não há links para os episódios 05 e 06 porque eu estava fora de minha cidade na época em que foram exibidos e não tive tempo de escrever as críticas sobre ambos ainda.

 

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THE ORVILLE | Despedidas e promoções no penúltimo episódio da temporada – Episódio 11: New Dimensions – Crítica do Viajante

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Dizer que um episódio qualquer de “The Orville” é sensacional está se tornando redundante. A primeira temporada inteira da série foi sensacional até este penúltimo episódio foi sensacional. Não consigo citar nenhum dos 11 apresentados até agora como sendo fraco. Os piores da temporada ainda são ótimos.

Yaphit

New Dimensions se inicia “SPOILER” com a despedida do engenheiro-chefe da Orville, Steve Newton (Larry Joe Campbell) que abandona a nave para trabalhar em novos projetos. Começa então a corrida para ocupar o cargo vago. O ser gelatinoso Yaphit (voz de Norm MacDonald) é o primeiro na linha de sucessão. É interessante ver como esse desbocado e gosmento tripulante vem ganhando destaque e importância dentro da série. Suas primeiras aparições davam a entender que serfia apenas uma peça cômica com pequenas cenas esporadicamente, mas não é isso que vem ocorrendo.

Seguindo com a trama do episódio, a 1º oficial comandante Kelly Grayson (Adriane Pallick) sugere ao capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane) outro nome para o cargo de engenheiro chefe: tenente John LaMarr (J. Lee), o relaxado  e aparentemente irresponsável navegador da Orville. Em seguida, a espaçonave colide com uma anomalia e se danifica, e sua competência será levada à prova ao comandar a equipe de reparos que deve salvar a espaçonave.

New Dimensions foi um dos episódios mais parecido com sua “série-inspiradora”: Star Trek. Estava tudo ali: os espírito científico, a fraternidade utópica, a meritocracia que num mundo utópico onde todos tem iguais oportunidades é muito cabível. Até a sala de reunião de oficiais no melhor estilo “Picard” esteve presente. Tudo isso sem deixar de lado  a parte cômica em vários momentos, pertinente à premissa da série. Não tem como não rir por exemplo, da aparição pirata alienígena interpretado pelo ator convidado Paul Vogt com seus péssimos hábitos de higiene enquanto como macarrão instantâneo (acho que era isso).

Outro personagem que vem se destacando nos dois últimos episódios é o engraçadíssimo alien cabeçudo Dann (no meio na foto de capa) interpretado pelo ator Mike Henry. Dann é o típico sujeito que de tão medíocre, não é notado por ninguém, por mais que tente se sobressair. Quer fazer amizade com todos, mas na maioria do tempo é ignorado por não ter atrativos. Pode vir a ter suas participações aumentadas no futuro também.

A concepção do universo bidimensional foi genial e muito bem apresentada, e provavelmente teremos mais episódios com essa temática (espero muito que sim). Com certeza a maioria dos fãs da série ficaram curiosos para saber mais sobre aquela suposta sociedade de pontinhos luminosos.

Faltando apenas um episódio para encerrar a primeira temporada de The Orville, já sinto saudades da mesma e repito que será dureza esperar um ano pela próxima temporada. Minha classificação para The Orville ainda é a melhor:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio Piloto

Episódio 02

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Obs: Não há links para os episódios 05 e 06 porque eu estava fora de minha cidade na época em que foram exibidos e não tive tempo de escrever as críticas sobre ambos ainda.

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