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A ORIGEM DO DRAGÃO | Visão hollywoodiana estraga filme sobre o passado de Bruce Lee – Crítica do Viajante!

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Recentemente, Hollywood vem insistindo em explorar adaptações do mercado ocidental. Após os recentes desastres com Dragon Ball Evolution e Death Note, os fãs do lado sol nascente estão com medo sobre o que pode acontecer no futuro.

Vale destacar que a maioria desses problemas nas produções americanas estão focados nos maneirismos da Terra do Tio Sam em tornar a história mais comercial e romantizada. Parece que é necessário que exista o bem vs. o mal, um maniqueísmo em seus personagens, para que a história fique mais atrativa ao grande público.

Atualmente se encontra nos cinemas o filme A Origem do Dragão, um produto que infelizmente não escapa dessas garras que eu acabei de citar, mas ainda assim, consegue reunir bons momentos em algumas cenas de ação.

O filme nos mostra o mestre das artes marciais Bruce Lee (Philip Ng) antes de se tornar um grande astro do cinema, aqui Lee é diminuído em um mestre arrogante e que ensina os alunos a “chutar bundas” somente. Com a chegada de Wong Jack Man nos Estados Unidos, um mestre shaolin que é contra o ensinamento das técnicas wing chun para brancos, o embate entre os dois se torna inevitável em questão de tempo no filme.

Sim, aquele famoso embate entre Lee e outro mestre das artes marciais é o grande pano de fundo aqui. Por ter o foco somente nisso, pois um dos maiores trunfos do filme é justamente as cenas de luta bem coreografadas, temos boas sequências com uma câmera bem posicionada e sem inúmeros cortes que cansariam as vistas do espectador. Tudo ali é visível, e o melhor, sabemos o que está acontecendo.

É interessante notar também que o diretor George Nolfi (Os Agentes do Destino) se preocupou em chamar uma dupla chinesa para os papéis de Bruce Lee e Wong Jack Man, o que dá maior valor à cultura e língua oriental.

Apesar disso, o filme é fraco e infelizmente essas tentativas não acabam salvando A Origem do Dragão em falhar em alguns pontos que o tornariam menos genérico. É notável que diversos dos fatos históricos foram modificados para serem extremamente fantasiosos, mas isso não chega a incomodar.

O grande problema está justamente em colocar os “dois grandes astros” do longa em segundo plano, tendo um foco exagerado no personagem Steve (Billy Magnussen), que a princípio é um aluno de Bruce Lee, mas que começa a se encantar com o estilo de Wong Jack Man. Muito do foco que poderia ir para Lee ou Wong acaba passando para Steve e seu romance com uma prisioneira da máfia chinesa em Chinatown. (aquele velho vício hollywoodiano!)

Com isso, as personalidades de Lee e Wong são tratadas de maneira extremamente rasa, pouco vemos dos conflitos internos de ambos, Lee é arrogante a todo instante, enquanto Wong é sempre pacífico e contido, o que entristece os fãs do astro e também de quem já leu um pouco sobre o clássico encontro entre os dois mestres.

No geral, A Origem do Dragão serve como um filme descompromissado de “sessão da tarde”, pois a história da origem de Bruce Lee não tem tanto foco como poderia ter e isso acaba sendo frustrante para todos os grandes fãs de uma das maiores lendas das artes marciais no cinema.

Nota para o filme: 2,5 / 5

 

 

 

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast e futuro youtuber, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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MENTES SOMBRIAS | Crítica do Don Giovanni

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Depois da popularização dos filmes de super-heróis, que após “Vingadores: Guerra Infinita” atingiu status de gênero consolidado, deixando claro que definitivamente veio para ficar, inúmeros roteiristas, diretores e estúdios, sonham em emplacar novas e rentáveis franquias para suprir a incrível demanda existente em todo mundo. A “receita” parece fácil, mas não se engane, produzir um filme sobre o tema, sem se entregar aos inúmeros clichês existentes sobre o assunto, não é uma tarefa para qualquer um. Pegue a história base dos “X-Men”, coloque elementos de “Jogos Vorazes”, com toques de “Preacher” e “Superman 2”, todo esse “amalgama” de referências, aparentemente fizeram os produtores de “Mentes Sombrias” acreditarem que essa “colcha de retalhos” seria o suficiente para o sucesso do longa junto ao seu público alvo.

 

 

Infelizmente de boa intenção o reino de Mephisto está lotado e a nova produção da 20th Century Fox “Mentes Sombrias” acaba sendo um filme desinteressante, previsível e totalmente esquecível.

Na trama dirigida por Jennifer Yuh Nelson e escrita por Chad Hodge (baseado no romance de mesmo nome de Alexandra Bracken) somos apresentados a Ruby Daly (Amandla Stenberg) uma jovem que desenvolveu incríveis poderes de “persuasão” após uma pandemia causada por uma doença conhecido como “neurodegeneração aguda do adolescente idiopático”, ou IAAN, que matou 90% das crianças  e adolescentes com menos de dezoito anos. Os poucos sobreviventes são dotados de “fabulosas” habilidades. Temidos e odiados pelo governo, eles são mandados para campos de custódia, onde são classificados com base em seus poderes psiônicos.

 

Destinado exclusivamente ao publico teen, “Mentes Sombrias” peca por apresentar um roteiro totalmente desinteressante, lotado de clichês, que em momento algum funcionam como homenagens e sim como  forma de cópia descarada, transformando todo longa em uma versão simplista e equivocada dos “Novos Mutantes”.

 

 

Pontuação de 0 a 5

Nota: 2

 

 

 

 

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O PROTETOR 2 | Crítica do Don Giovanni

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Qualquer filme que tenha em seu elenco o maravilhoso ator Denzel Washington, sendo dirigido por Antoine Fuqua, que trabalhou com o ator em “Dia de Treinamento” (2001) e “O Protetor” (2014), já são motivos suficiente para qualquer um ir ao cinema. Poder conferir o ganhador de dois Oscars e três Globos de ouro, atuando no gênero policial, em uma produção com a boa e velha história de vingança, é sempre uma ótima experiência cinematográfica. Porém, algumas subtramas apresentadas pelo longa, não conseguem acompanhar a narrativa principal, fazendo com que algumas cenas se tornem desinteressantes.

 

Na trama o ex-agente naval da inteligência Robert McCall (Denzel Washington) portador do “TOC” (transtorno obsessivo compulsivo) vive em Massachusetts , trabalhando como motorista, enquanto ajuda pessoas de forma altruísta e corajosa, usando métodos violentos, brutais, mas extremamente eficazes. Certo dia, sua amiga de longa data Susan Plummer (Melissa Leo) chega à cidade para investigar o “suposto” assassinato/suicídio de um agente e sua esposa, junto com o ex-companheiro de equipe de McCall, Dave York (Pedro Pascal). Susan é assassinada misteriosamente, deixando “o exercito de um homem só” inconsolável e com uma sede de vingança que só será saciada quando o responsável pela morte de sua melhor amiga encontrar seu derradeiro fim.

 

 

Outro ponto negativo da produção, fica por conta das poucas cenas entre McCall e Susan, que acabam dando pouca profundidade a amizade dos dois, fazendo com que o espectador não tenha tempo de desenvolver grandes laços afetivos com a personagem, minimizando assim o impacto de sua morte.

Infelizmente “O Protetor 2” não consegue ser tão competente e excepcional como seu antecessor, porém Denzel Washington em uma jornada pessoal de vingança, com uma determinação inabalável, sempre rende ótimos momentos e grandes emoções na tela grande.

 

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Nota: 3,5

 

 

 

 

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MEGATUBARÃO | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Jon Turteltaub e roteirizado por Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber, a co-produção entre Estados Unidos e China “Megatubarão”, está longe de ser uma das grandes produções do gênero (como o clássico “Tubarão” do mestre Steven Spielberg), mas como “Blockbuster” o filme estrelado por Jason Statham, segue a mesma linha dos recentes filmes de monstros protagonizados por “The Rock” e deve agradar os fãs de “filmes de Tubarão” que normalmente são obrigados a se contentar com filmes de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

 

 

Na trama baseado no livro de 1997 “Meg: A Novel of Deep Terror” de Steve Alten, Jonas Taylor (Jason Statham), é um mergulhador de resgate que é atormentado por uma missão de salvamento mal sucedida, que resultou na morte de vários tripulantes. Cinco anos depois, em uma avançada instalação de pesquisa subaquática, um pequeno grupo de exploradores liderados por Lori (Jessica McNamee), a ex-mulher de Taylor, ficam presos dentro de um pequeno submarino, após o ataque de uma criatura pré-histórica, enquanto estudavam a fossa mais profunda do oceano pacifico. Somente um homem pode fazer esse resgate, mas será que o atormentado mergulhador “bêbado” conseguirá superar seus traumas, para chegar a tempo de salvar os três pesquisadores do temido Megalodon? Além disso, como impedir que a monstruosa criatura chegue até uma praia chinesa repleta de civis? Todas essas perguntas são respondidas após 113 minutos de sustos, tensão e alguns momentos decepcionantes.

 

 

O primeiro ato da produção é interessante e rende bons sustos, porém, o velho truque de retardar ao máximo o aparecimento por completo da criatura, acaba deixando o segundo ato do longa um pouco cansativo. O CGI está bastante competente, o que é determinante para esse gênero de filme, pois um visual “fake” tira por completo o espectador da história, comprometendo a experiência e quebrando o ritmo do longa. Isso não acontece em nenhum momento em “Megatubarão”, quando ficamos cara a cara com a monstruosidade de mais de 20 metros de comprimento, não sentimos medo… Sentimos pavor. “Meg” é gigantesco e suas aparições são realmente impactantes, principalmente conferidas em IMAX.

 

O maior pecado do filme está no terceiro ato da produção, onde o roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista (que permearam os dois primeiros atos) para apostar em situações inverossímeis, semelhante às apresentadas em franquias como “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, que colocam um ser humano normal fazendo coisas que só são críveis nos universos Marvel e DC.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 3,5

 

 

 

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