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ALIEN: COVENANT | Crítica do viajante!

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O filme começa  modesto e cresce, mas cresce pouco e caminha pro óbvio. Alien: Covenant é uma tentativa de trazer de volta a franquia que, como seu antecessor Prometheus, fracassa.  O longa começa com um discurso sobre criação e criador, levanta uma questão e termina sem respondê-la – isso pode ser até algo metafórico, porém o filme nem se quer tenta responder.

Existem duas linhas de filmes dentro da franquia Alien (três, no caso de contarmos Alien vs Predador e a sequência, mas este eu sinceramente nem conto), os primeiros filmes, cujo o primeiro é um dos grandes clássicos do gênero do terror/ficção científica e suas sequências diretas, e também a linha de Prometheus, que é a dos prelúdios mais voltados pra ficção científica/ação com um pequeno tom de suspense. Alien: Covenant segue a linha de Prometheus, seu antecessor, mas ainda sim tenta resgatar o terror, um dos pontos fortes da marca e creio que isso matou o filme.  Ao final, acaba que o filme se perde ao tentar entrar e seguir nos dois caminhos e termina não sendo um bom filme de terror, pois não tem os sustos e clima característico, nem é um bom filme de sci-fi, por ser óbvio demais (em alguns momentos demais mesmo).

PONTOS FORTES:

A ótima atuação de Michael Fassbender é um dos ponto altos do filme, na verdade, mesmo preso em seu papel de androide (sem poder fazer muita expressões naturais), o ator rouba a cena em todos os momentos, ofuscando os outros nomes do elenco (que mal aparecem e quando aparecem não cativam, até mesmo Daniels, a mocinha de cabelo curto que está em todos os cartazes e é uma clara alusão a Ripley, deveria ser a protagonista), aliás, o protagonista deveria ser David/Walter (Fassbender), pois este carrega o filme nas costas, você não chega nem a se importar com os membros da tripulação que morrem no filme.

David, personagem de Fassbender.

O CGI/FX (computação gráfica e efeitos especiais) estão muito bons, totalmente convincentes, procurei com atenção e realmente me impressionou, efeitos muito realistas também e muita coisa prática, o que torna o filme visualmente fantástico, principalmente as cenas espacias que são de tirar o fôlego. O roteiro do filme, apesar de ser lento e uma demorar pra desenrolar, é bem conciso e tem pouco erros, amarrado no sentido de história, mesmo sendo óbvia, chega a ter um plot twist no final. A fotografia do filme também é um ponto alto, o diretor soube trabalhar as luzes nas cenas escuras. A direção de arte também trabalha muito bem, deixando você imerso no universo Alien, onde desde a indumentária até o design das naves/instrumentos você percebe que foram trabalhados cuidadosa e detalhadamente.

Pequeno Xenormorfo ainda em desenvolvimento.

PONTOS FRACOS:

A trama do filme demora pra se desenrolar, o diretor e os roteiristas apesar de serem bons e desenvolverem uma boa historia, não souberam contá-la de forma objetiva, demora para chegar ao clímax, o primeiro e o segundo ato chegam a ser cansativos pra quem espera suspense e ação de fato, se você esperava isso, a história pode não te prender.  

Eu não sou nenhum astronauta, muito menos biólogo, mas em nenhuma ocasião eu sairia perambulando num planeta estranho por aí sem nenhuma máscara ou proteção contra micro-organismos, muito menos fazer coletas, pesquisar e”explorar” a vida extraterrestre.  No filme explica porque não há mais vida no planeta, mas eles (os astronautas) não sabiam disso, logo não poderiam fazê-lo e cometem esse erro primário. Eles estavam sem nenhum preparo, um grande furo no filme (Astronautas burros? Acho que são piores que os de Prometheus…).

Parte da tripulação da Covenant.

CONCLUSÃO

O longa apesar dos erros é um bom filme no conjunto da obra. Uma das grandes questões dos prólogos é que eles sabem exatamente onde chegar, uma vez que contam histórias das quais já sabemos os finais (dammmmm, por isso são prólogos), mas não exatamente como se chegou lá, e isso pode parecer fácil, mas de certa forma engessa o filme, pois não importa que caminho siga, ele obrigatoriamente  tem que chegar ali, naquele final pra compor o início da sequência original.  Aqui o problema tenta ser contornado sem sucesso, mas mesmo assim Ridley Scott parece não ter chegado onde queria. 

NOTA FINAL: 3/5

 CONFIRA OS TRAILERS :

TRAILER 1:

TRAILER 2:

Direção: Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, James Franco, Noomi Rapace, Billy Crudup, Demian Bichir, Danny McBride.

Sinopse: Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário. Sequência de Prometheus (2012). O prólogo  revela o que aconteceu aos membros da tripulação – Dra. Elizabeth Shaw e o sintético David – após os eventos de Prometheus.

Instalado a bordo de uma nave abandonada, a Dra. Shaw repara David enquanto continuam sua busca pelos criadores da humanidade.

Alien: Covenant, 11 de maio nos cinemas.

 

Engenheiro de Produção, amante da sétima e da nona arte. Apaixonado por música boa e amante dos Engenheiros do Hawaii. "Não! Tentar não. Faça ou não faça. Tentativa não há." YODA, Mestre.

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PANTERA NEGRA | Crítica do Don Giovanni

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Poderoso, imponente, emocional e uma verdadeira declaração de amor a cultura africana.
 
Depois de receber praticamente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova produção da Marvel studios chega aos cinemas suprindo as expectativas geradas pelos fãs. Com um elenco estelar e sem medo de ser fiel a mitologia do Rei de Wakanda, o filme tira o estúdio de sua zona de conforto, apresentando uma história sólida, ótimos personagens, roteiro bem amarrado, eletrizantes cenas de ação e vilões críveis, com motivações verdadeiras.
 
Após uma linda e rápida introdução onde descobrimos a origem do “vibranium” e parte da história do primeiro “Pantera Negra”, somos levados a uma viagem alucinante ao reino de Wakanda, onde mergulhamos de cabeça na maravilhosa cultura Africana.
 
A cidade de Wakanda ganha ares de protagonista no primeiro ato da produção, seja na sua linda arquitetura (que mescla modernidade futurista, com características tribais), no maravilhoso figurino dos personagens, ou nas cores vibrantes escolhidas pelo diretor. Toda essa riqueza cultural é emoldurada com uma trilha sonora incrível e eclética, que passeia por diversos estilos da black music.
 
Ao longo da produção podemos notar inúmeras referências ao clássico da Disney “Rei Leão”, não só em parte da estrutura do roteiro, mas também em algumas imagens e momentos emocionantes. O competente diretor e co-escritor de Credd (2015), Ryan Kyle Coogler (de apenas 31 anos), também assina parte do roteiro e dá um show criando belas imagens, frenéticas cenas de ação e lindos momentos de intensa carga emocional.
 
Além de conseguir tocar em pontos sociais importantes, sem rodeios e de forma clara, o filme tem como uma de suas principais armas, personagens carismáticos, interpretados por atores incrivelmente maravilhosos.
 
Chadwick Boseman (T’Challa / Pantera Negra) comanda o espetáculo. Além de conseguir dar um tom elegante e extremamente forte ao seu personagem, conferindo ao herói uma postura impecável como soberano de Wakanda, o ator fez uma árdua preparação física que pode ser notada em suas excelentes cenas de ação.
 
Lupita Nyong’o (Nakia) brilha na tela. A vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Doze anos de Escravidão” (2013) surpreende nas cenas de ação e entrega uma personagem atual, independente, e carismática. O interesse amoroso de T’Challa e membro secreto da Dora Milaje (as forças especiais femininas de Wakanda, que servem como guarda-costas do Rei) contribui de forma efetiva para o desenrolar da história.
 
Os fãs de Walking Dead que me perdoem, mas Danai Gurira (Okoye) encontrou o papel de sua vida. Okoye rouba praticamente todas as cenas em que aparece. A fiel Líder das Dora Milaje se mostra uma ótima personagem, graças a interpretação intensa e convincente da atriz.
 
E o que dizer da divertidíssima Letitia Wright (Shuri), irmã de T’Challa e princesa de Wakanda? Seu carisma é impressionante e sua parceria com o irmão, deliciosa.
 
Ainda temos que citar o sempre competente Forest Whitaker (Zuri) e a incrível Angela Bassett (Ramonda) que dão suporte a essa nova geração de maravilhosos atores.
 
Os vilões, quase sempre criticados nas produções do gênero, são também responsáveis pelo grande sucesso da produção.
 
Andy Serkis (Ulysses Klaue) está irreconhecível, não só pelo fato de estar mais forte, mas por conseguir entregar um Garra Sônica, extremamente surtado e ameaçador, diferente de tudo que o ator já fez até então.
 
O filme é bastante fiel aos personagens. A origem do Pantera está idêntica, com direito a “erva sagrada”(achei que a Disney não usaria esse nome) e a impactante cerimônia de coroação, onde o pretenso Rei pode ser desafiado para um combate mortal. Mas nada foi mais gratificante pra mim, do que poder ver um dos maiores inimigos do Pantera Negra, ser retratado de forma tão eficiente como foi a interpretação de Michael B. Jordan, como Erick, o terror Negro. Se já não bastasse a perfeita motivação do vilão, tenho que confessar que uma referência em especial me deixou com lágrimas nos olhos.
 
 
 
SPOILER ALERT! SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!
 
 
A principal imagem que me vem a cabeça quando penso em Erick, o terror negro, é uma cena de uma antiga hq do herói, em que o vilão está de costas, erguendo o Pantera Negra por cima da cabeça, para atira-lo de um precipício…e não é que temos essa cena na produção…nem acreditei, passou um filme na minha cabeça, quer dizer….uma “Hq”.
 
Pantera Negra é um grande acerto da Marvel, não só por fazer justiça a um dos membros mais legais dos Vingadores, mas por levanta a bandeira da representatividade e elevar ao máximo o orgulho de um povo sofrido, que ansiava por um herói, que pudesse se tornar um espelho para as novas gerações, como um ícone de orgulho, determinação e esperança em dias melhores.
 
 
 
“LONGA VIDA AO REI!”
 
 
 
NOTA PARA O FILME: 5/5

 
 
PS – Antes de você fazer aquele textão, dizendo que temos o Blade, o Super Choque, o Falcão, o Máquina de Combate, o Luke Cage e etc. E que Pantera Negra não é tudo isso em questão de representatividade, lembre-se que a grande maioria dos heróis negros, nãos são protagonistas. Blade não é uma superprodução de quase 200 milhões de dólares, Super Choque ainda é mega desconhecido pelo grande público e ao contrario de Luke Cage e Raio Negro, que vivem no Harlem, nosso grande felino é Rei do País mais evoluído do planeta. E isso faz uma diferença enorme, principalmente em nosso mundo racista, homofóbico, machista e conservador.

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PANTERA NEGRA | Crítica em vídeo com Aline Giugni & “Don Giovanni”

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Desbrave as selvas de Wakanda junto com “Don Giovanni & Aline Giugni em mais uma divertida crítica em vídeo dos nossos aventureiros.

Pegue sua “erva sagrada” e vamos nessa…

Confira o vídeo abaixo, ou clique aqui.

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EVERYTHING SUCKS! | Netflix apostando nos anos 90

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Everything Sucks! A nova série da Netflix é ambientada nos anos 90 e conta a história de Luke (Jahi Di’Allo Winston) e Kate (Peyton Kennedy). Ele que apaixonado por Kate, embarca no desafio de juntar o seu grupo escolar de vídeo com o grupo de teatro também da escola, para criarem juntos um filme “romântico com alienígenas”. 

Ela, filha do diretor da escola, enfrenta o desafio de lidar com a paixão do Luke por ela enquanto se descobre como homossexual. Os pilares da série são eles dois, outros núcleos são oferecidos ao longo dos 10 episódios da primeira temporada mas nada nos fisga tanto como os dramas vividos por essa dupla, que inicialmente até tentam ser um par.

Apesar de ambientada nos anos 90, a série não fica pesando na nostalgia, nos faz recordar de alguns recursos da época mas apenas pela necessidade da trama, a ambientação não é tão bem feita, as cores são mal exploradas e algumas caracterizações são exageradas e caricatas. A trilha sonora é agradável e encaixa bem a seleção escolhida, mas deixa a sensação que podia ter sido melhor explorada.

Os primeiros episódios não encantam, nada engata muito bem no início, é tudo muito forçado e cansativo, mas quando separa e fica mais focado nos dramas pessoais de Luke e de Kate, e não mais neles como casal, a série flui e fica fácil de assistir.

À partir da sua metade ficam os melhores episódios, quando se deixa de lado a idéia de se explorar os confrontos pessoais na escola e passa-se a trabalhar com a interação de diferentes tipos de personalidades, à partir de então a série flui, torna-se agradável e fica até promissora.

Outro ponto positivo é que algumas séries que trabalham mais com o público adolescente as vezes desprezam o núcleo adulto, mas em Everything Sucks há um bom trabalho com relação aos pais dos dois protagonistas.

A Netflix e os criadores da série, Ben York Jones e Michael Mohan, não entregam algo brilhante, nem inovador, mas promissor se mantido o ritmo de sua segunda metade dessa primeira temporada. A dica que deixo é não maratonar os primeiros episódios e ter um pouquinho de paciência com o seu início.

Nota para a série: 3 / 5 

 

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