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DRAGON BALL SUPER | O que achamos da saga “Sobrevivência do Universo” e do Torneio do Poder – Crítica com Spoilers

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Já fazem alguns dias que ocorreu o final do Torneio do Poder e da saga Sobrevivência do Universo em Dragon Ball Super, que começou no episódio 77 em 05 de fevereiro de 2017 e terminou no episódio 131 no último fim de semana, no dia 25 de março de 2018. Com isso o anime foi paralisado para produção de um filme que chega em dezembro desse ano e também para que a trama do mangá ultrapasse o que ocorreu no anime, e há ainda a promessa e esperança dos fãs de que o anime volte com novas sagas após o lançamento do longa.

O Torneio do Poder causou um enorme rebuliço em todo mundo, prova disso é que tivemos o episódio final exibido em diversos locais públicos ao redor do planeta e muita gente já está se sentindo órfã dos guerreiros Z e também dos diversos novos personagens apresentados durante a saga Sobrevivência do Universo.

Primeira aparição do Migatte no Gokui

Dragon Ball Super começou devagar, apresentando em seu início apenas o material dos dois últimos filmes lançados (A Batalha dos Deuses e O Renascimento de F), mas após isso, tirando um ou outro episódio de enrolação, o anime foi crescendo, com a saga do Universo 6, que foi a fagulha para o Torneio do Poder, e também a saga do Trunks do Futuro (fizemos uma crítica dessa saga, clica aqui para conferir), que trouxe de volta dois amados personagens, Mirai Trunks e Vegetto (para levar os fãs a loucura), além dos vilões Goku Black e Zamasu.

 

O ponto baixo do Torneio do Poder, Ribrianne.

O Torneio do Poder foi o ápice de Dragon Ball Super, onde tivemos diversos personagens novos apresentados, que trouxeram um misto de sentimentos a todos que estavam acompanhando o anime. Se por um lado tivemos a apresentação das Saiyajins do Universo 6, Caulifla e Kale (e sua fusão Kefla), e dos guerreiros da Tropa do Orgulho do Universo 10, principalmente Jiren, Toppo e Dyspo, tivemos também os terríveis lutadores do Universo 2, liderados por Ribrianne e seu angustiante método de batalha “amoroso”.

Freeza e nº17 foram cruciais para a vitória do Universo 7

No geral, tivemos uma grande saga, com muitas emoções para os fãs, alguns fan services e surpresas. Mas também coisas que muita gente com certeza alteraria se tivesse o poder de Zen-oh. Começando falando pelo nosso universo, o sétimo, algumas coisas cabem destacar. Primeiramente, foi uma grande ideia do Akira trazer de volta o Freeza para compor a equipe do Universo 7, ele cumpriu com todas as expectativas e foi além, sendo um dos grandes pilares da vitória de seu universo, surpreendendo por diversas vezes ao ajudar Goku e também sendo o vilão ardiloso que já conhecemos ao enganar Frost.

O mito do Torneio: 17

Outro vilão de Dragon Ball Z que foi reinserido em Dragon Ball Super, o Androide 17 dispensa comentários e foi de longe um dos principais lutadores da arena, inclusive quebrando um enorme tabu em animes, que foi interromper uma transformação atacando a lutadora Ribrianne. 17 mitou por diversos episódios, ajudou a eliminar grandes adversários, foi uma enorme pedra no sapato de Jiren e no final, venceu o Torneio, graças ao sacrifício de Goku e Freeza para derrubarem Jiren. E por fim, fez o desejo que todos esperavam, restabelecendo os universos apagados durante o Torneio.

Se por um lado tivemos essa grande participação de Freeza e do Androide 17, quem esteve bem abaixo do esperado foi Gohan. É compreensível, uma vez que o filho de Goku não treinava a muito tempo, mas para alguém que sempre foi tido como o guerreiro mais poderoso, que terminou a saga de Cell e Boo como o Saiyajin mais forte, com uma das transformações mais queridas pelas fãs, a sua forma mística, Gohan deixou bastante a desejar, para quem era (ao menos no papel) o líder de sua equipe. Todos esperavam que Gohan mitasse e novamente mostrasse uma grande evolução em seus poderes, mas tudo que vimos foi um guerreiro fora de forma e limitado, que conseguiu apanhar de inúmeros personagens mais fracos, que foram eliminados até que facilmente por seus companheiros.

Os demais membros do Universo 7, fizeram o que se esperava deles, eliminaram alguns lutadores, mas não fizeram tanta diferença no balanço final, sem contar é claro Goku e Vegeta, mas esse eu vou guardar para o final dessa crítica. Senti falta da presença do Majin Boo na equipe, mas talvez isso causasse um desbalanceamento muito grande, devido a seus vários poderes, dentre eles o de recuperar a energia de seus companheiros, mas convenhamos, seria bem mais legal se tivessemos lá o Boo do que Tenshinhan, Kuririn ou Mestre Kame.

Catopesra representou bem os Tokusatsus

Vale aqui uma menção honrosa ao guerreiro do Universo 3, Catopesra, uma clara homenagem aos Tokusatsus, que desafiou Jiren, Freeza e Vegeta, e não foi eliminado por nenhum dos três, perdendo apenas para um inimigo que ele não podia ver, Gamisaras, do Universo 4.

Entre as gratas surpresas que tivemos nos demais universos, podemos destacar com certeza a inclusão de novos guerreiros Saiyajins, provenientes do Universo 6. Além de Kyabe, que já conhecíamos, a entrada de Kale e Caulifla foi muito bem pensada. Tivemos ali um imenso fan service, onde pudemos ver finalmente de forma canônica, a aparição de uma versão do Lendário Saiyajin Broly, através da transformação em Super saiyajin de Kale, e também pudemos ver a primeira transformação feminina em Super Saiyajin, quando Caulifla conseguiu realizar, até que de forma bem fácil o que Goku, Vegeta e Gohan ralaram demais para realizar. (a outra lutadora que conhecemos antes que poderia ter se transformado foi Pan, a filha de Gohan, que foi protagonista em Dragon Ball GT, falamos aqui o motivo dela não ter conseguido essa transformação), além é claro da fusão potara entre as irmãs, que apresentou uma guerreira muito poderosa, Kefla.

Kefla, a fusão de Kale e Caulifla

 

 

Um ponto negativo que destaco foi justamente essa facilidade para se atingir a transformação. Quando Vegeta ajudou Kyabe a se transformar no Torneio entre os Universos 6 e 7, foi bem feito, fazendo com que o guerreiro se irritasse ao extremo, mas após isso, apenas buscando uma coceirinha nas costas, foi bastante brochante.

Do Universo 11, destacamos seus três guerreiros que são de fato poderosos, Dyspo, Toppo e Jiren. Dyspo se mostrou um oponente formidável, que encarou de igual para igual o assassino do Universo 6 Hitto, mesmo que quase tenha sido eliminado, também se mostrando uma ameaça para Gohan e Freeza, necessitando do sacrifício de Gohan para ser eliminado, sendo que naquela altura do torneio, caso ele eliminasse os dois guerreiros do universo 7, poderíamos ter um resultado bastante diferente ao fim do Torneio. Toppo foi outro que trouxe certa decepção em sua participação, pois mesmo utilizando o Hakai (energia da destruição), não conseguiu eliminar nenhum grande oponente de seu universo, e ainda foi facilmente vencido por um Vegeta que estava enfurecido. A batalha entre Toppo e Vegeta poderia ter recebido mais tempo de tela, pois seria uma das principais do Torneio, mas isso não ocorreu.

Os membros mais poderosos da Tropa do Orgulho: Dyspo, Jiren e Toppo.

Hitto Vs Jiren

Agora vamos falar dos principais guerreiros ao início do Torneio. Hitto teve uma rápida participação e também não foi lá muito importante durante as batalhas, sendo totalmente ofuscado pelas garotas Saiyajin de seu universo. Apesar de ser extremamente poderoso e ter conseguido dar um susto ao “quase” eliminar Jiren, o que acabou apenas causando sua própria eliminação ao receber a retaliação de seu ataque mais poderoso. A dúvida que fica é o motivo de Jiren não ter feito o mesmo com Goku, o que mostrou pela primeira vez no Torneio do Poder a arrogância do guerreiro.

Outro guerreiro que entrou muito bem cotado no Torneio, Vegeta não deixou por menos. Elevou sua transformação em Super Saiyajin Blue a um novo nível, enfrentou Jiren de frente e ainda tirou onda. O princípe dos Saiyajins ajudou demais o Universo 7. 

Vegeta SSJ Blue Full Power

Jiren dispensa comentários. Aparentemente o guerreiro mais poderosos apresentado até o momento em toda a franquia de Dragon Ball (lembrando que os anjos, o sumo sacerdote e Zen-oh não são guerreiros). Vamos aos fatos, o cara bateu no Goku SSJ Blue com Kaioken 20x e Vegeta SSJ Blue Full Power, além é claro do Goku utilizando o Migatte no Gokui (sem falar em Hitto e Golden Freeza). O cara sem dúvidas usava hack. Uma pena que ele surtou no final do Torneio após ver que não era tão poderoso como pensava e que haviam guerreiros que poderiam se aproximar de seu poder. Sua cena final deu sinais de que ele poderá ficar ainda mais poderoso se passar a confiar em seus aliados.

Goku com SSJ Blue + Kaioken 20x

E o Goku? Ahhh o Goku, com seu protagonismo de sempre, quase sendo eliminado por diversas vezes, fez o dever de casa. Nos brindou com grandes batalhas ao longo do Torneio. Enfrentou Kefla e Jiren, dois dos maiores mitos que surgiram nessa saga, e felizmente o protagonismo não fez com que ele derrotasse Jiren, mas a exemplo de seu filho Gohan, e juntamente com Freeza, se sacrificou para salvar o seu Universo, dando algum sinal de que talvez um dia ele se torne algo mais que apenas um guerreiro egoísta que só quer ficar mais forte e lutar contra os mais fortes, quem sabe um vislumbre de heroísmo (não me odeiem, fãs do Goku, eu também gosto do Kakarotto).

Migatte no Gokui Completo Vs Jiren Enfurecido


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Sou um dos administradores e redator do Nerdtrip. Entusiasta dos games e livros. Meu foco é dividido em diversas áreas, indo desde cinema e séries, até animes e tokusatsus. Assisto filmes e séries repetidamente e sempre me divirto como se estivesse vendo pela primeira vez. Grande fã de Harry Potter e também da Marvel e DC, sem esquecer é claro de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco.

Críticas

TITANS | Enfim, juntos! Titãs, atacar! Episódio #05: Together (Crítica)

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(Foto – divulgação)

Após um incrível episódio que contou com a apresentação da Patrulha do Destino, finalmente tivemos a oportunidade de vermos Dick, Kory, Rachel e Gar unidos. Neste quinto episódio que foi rápido, mas que contou com uma dinâmica incrível, tivemos uma maior aceitação dos personagens com seus poderes e a resposta sobre o Robin ser o líder do grupo.

Assim como nos quadrinhos, na série o nosso Robin carrega alguns trejeitos de uma pessoa que ele detesta neste momento, o espírito de liderança e planejamento do Batman, em poucas palavras, ele tem aquele “preparo” para enfrentar grandes adversidades. Em “Together”, Dick se sente no dilema ainda se deve ou não confiar em seus futuros parceiros, aqui vemos uma grande resistência que começa a ser desmanchada aos poucos justamente no primeiro e acalorado flerte com Kory (Estelar).

Vendo que a única saída é realmente se revelar quem ele é, o nosso Robin usa toda as suas táticas de luta e bugigangas para afastar o mal da obscura Família Nuclear, vilões criados em 1985 por Jim Aparo e Mike W. Barr para enfrentarem o supergrupo de heróis Os Renegados nas HQs, e ao mesmo tempo ele acaba encorajando os Titãs a lutarem juntos com ele para enfim vencerem a maligna família.

Ver Mutano, Estelar e Ravena lutando ao lado do Robin (único por enquanto que tem uniforme) foi incrível e com toda certeza estamos bastante animados para ver os próximos episódios, principalmente pelo final surpreendente dele com uma grande aparição no final. Felizmente os Titãs estão seguindo um caminho seguro e bastante empolgante, após 5 episódios, podemos concluir que a série tem muito mais acertos do que erros e esperamos que ela continue assim, mostrando todos os heróis juntos. Titãs, atacar!

Nota para o episódio: 5 / 5

Confira a promo em vídeo do episódio 06, intitulado Jason Todd:


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DEMOLIDOR | A “Sentença” da Terceira Temporada

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Foto: Divulgação

A “sentença”, em termos jurídicos, representa a decisão fundamentada de um magistrado apta a dar termo a uma determinada fase do processo.

Utilizando-nos de uma analogia, proferiremos, agora, nossa “sentença” acerca da terceira temporada da série Demolidor (Daredevil), da bem-sucedida parceria entre o Marvel Studios/Disney e a Netflix.

Na última cena da série Os Defensores (Marvel’s The Defenders), vimos Matt Murdock (Charlie Cox, perfeito na sua concepção do personagem), que todos achavam que havia morrido, acordando bastante machucado na cama do que parecia ser um convento ou hospital católico, haja vista as freiras que o cercavam e mandavam chamar Maggie (Joanne Whalley), que, como todos os leitores dos quadrinhos sabem, é a irmã de caridade que se revela a mãe do Homem Sem Medo (sério que você vai dizer que isso é Spoiler???).

Foto: Divulgação

Os primeiros capítulos da terceira temporada, assim, começam mostrando a recuperação física de Murdock, já que, psicologicamente, o herói da Cozinha do Inferno se mostra bastante afetado pela morte da amada e questionamentos acerca de sua fé. Ao mesmo tempo narram o que parecia ser uma estratégia desesperada de Wilson Fisk, o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio, esplêndido), para sair da cadeia a fim de poder viver com sua amada Vanessa (Ayelet Zurer, acertadamente dúbia) e como os amigos de Matt, Franklin “Foggy” Nelson (Elden Henson, excelente) e Karen Page (Deborah Ann Woll, chorando horrores! rsrs…), continuaram levando suas vidas, lidando com seus traumas pessoais e familiares, além da dúvida acerca do destino do amigo de vida dupla.

Foto: Divulgação

A série ainda introduz, principalmente nos seus 4 capítulos iniciais, alguns importantes e fundamentais personagens, como o endividado e bem-intencionado agente do FBI Rahul “Ray” Nadeem (Jay Ali, competentíssimo) e o tão esperado arqui-inimigo do Demolidor, o Mercenário, cuja origem, na série, utiliza um dos possíveis alteregos do personagem nos quadrinhos, Benjamin Poindexter (Wilson Bethel, surpreendente), aqui, encarnado num também muito bem treinado, metódico e neurótico agente do FBI, dono de um passado conturbado e violento.

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Postas as peças no tabuleiro, a série entrega uma temporada altamente envolvente, com uma trama que apresenta fan services que remontam à antológica saga A Queda de Murdock (“Born Again”, em inglês), magistralmente desenhada por David Mzzucchelli e escrita com absoluta paixão por um Frank Miller em altíssima forma, ainda que subvertendo a premissa básica daquela saga.

Há, também, uma cena do episódio 10 (com o sugestivo título de “Karen”), que é praticamente uma homenagem a outra icônica saga do Homem Sem Medo, O Demônio da Guarda, desenhada por Joe Quesada e escrita por Kevin Smith. Para quem leu a história em quadrinhos, a expectativa e tensão quanto à resolução da cena chegam a níveis altíssimos e surpreendentes!

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Os poderes do herói, nesta temporada, são mais bem trabalhados e as cenas de ação – com evidente destaque para os 11 minutos de plano sequência do episódio 4 (“Ponto Cego”) – estão entre as melhores deste universo televisivo da Marvel.

As habilidades de lançar coisas como armas de Poindexter/Mercenário são retratadas de forma altamente orgânica e funcional, em nenhum momento parecendo forçadas ou inverossímeis.

As armações e manipulações do Rei do Crime também são perfeitamente factíveis e razoáveis para um universo fantástico como aquele, apesar da sua base no real.

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O ritmo é bom, as tramas são bem construídas, as interpretações – em sua esmagadora maioria – irrepreensíveis. Mas…

Sim, há elementos menos positivos também.

Um deles é a quantidade de flashbacks e reconstruções do passado dos personagens de apoio – como Foggy e Karen, por exemplo – que cumpre a função de alongar a série pelos obrigatórios 13 episódios e que, apesar de interessantes, não deixam de representar desvios daquilo que melhor funciona nesta temporada, que é a interação e embates entre Demolidor/Matt Murdock e o Mercenário/Poindexter e Rei do Crime.

Outra coisa que incomoda – e aí se trata de uma avaliação subjetiva deste colunista – é que, para uma série que se apoia tanto na ‘realidade’, chega ao questionável o tanto que Matt Murdock apanha de todo mundo, seja do Rei, seja de capangas diversos e, principalmente, do Mercenário. Na vida real, seria impossível a um ser humano resistir a tantas pancadas sem sérias consequências internas ou de se levantar para outra briga logo após um espancamento, uma sedação forçada.

Para um lutador tão habilidoso quanto o Demolidor (na segunda temporada, Elektra chega a dizer que ele era o melhor lutador que ela já havia visto em ação), a capacidade de recuperação e de absorver golpes é fundamental, mas a habilidade para se livrar de oponentes menos treinados sem maiores dificuldades seria uma obrigação (algo que, por comparação, vem ocorrendo na série Titãs da DC, na qual Dick Grayson, o Robin/Asa Noturna, demonstra conseguir derrotar com relativa facilidade qualquer adversário “comum”, mesmo que fisicamente “maior” ou aparentemente “mais forte”).

A resolução dos conflitos – principalmente internos – de Matt Murdock/Demolidor também podem parecer um pouco ‘apressadas’ ao final do último capítulo, mas isso é um “mal menor”.

No fim, a sentença sobre a terceira temporada de Demolidor é eminentemente positiva, por ser realmente envolvente, divertida e dar aquele gosto de “quero mais” ao final de uma maratona para assisti-la.

Claro que, como no processo judicial, de qualquer sentença, cabe recurso! rsrs…


Pontuação de 0 a 5

Nota: 4 (Ótima)


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ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD | Crítica do Don Giovanni

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Cenas de ação eletrizantes, efeitos especiais espetaculares, personagens carismáticos, dezenas de referências ao “Potter universe” e até um contido romance gay, são as armas usadas pelo diretor David Yates para transformar a segunda parte da franquia “Animais Fantásticos” em um filme muito mais interessante e competente que seu antecessor.
 
 
A trama de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” se inicia logo após os eventos do primeiro filme da franquia, onde o poderoso bruxo Gellert Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda do magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne). Fazendo justiça a sua reputação, Grindelwald cumpre suas ameaças e escapa da prisão (em uma alucinante cena de ação) com o intuito de reunir novos e cegos seguidores para que os bruxos de sangue puro possam governar com mão de ferro todos os seres não mágicos. Para tentar frustrar os maléficos planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Jude Law) pede ajuda a seu antigo aluno Newt Scamander, que com o apoio de seus amigos e de suas carismáticas criaturinhas, tentará impedir o infame feiticeiro de concretizar seus sonhos de conquista.
 
 
David Yates consegue melhorar significativamente todos os elementos problemáticos do primeiro filme. O roteiro além de mais interessante, tem um ritmo mais acelerado comparado com Animais Fantásticos e onde habitam. As atuações são ótimas, principalmente a de Eddie Redmayne como Newt Scamander. Diferente do primeiro filme onde Redmayne adotou uma postura excessivamente depressiva e de pouca expressão, em “Os Crimes de Grindelwald” o ator esbanja carisma, mesclando ingenuidade e insegurança com bravura e determinação. Esse amalgama de características fazem de Newt, um personagem mais doce e apaixonante que seus “animais fantásticos” que, diga-se de passagem, são muito mais “fantásticos” nesta continuação.
 
 
 
O peso que atores do calibre de Johnny Depp e Jude Law dão a produção é gigantesco. Os diálogos soam mais críveis, o manuseio da varinha é mais elegante, a postura é mais convincente. Isso literalmente faz a magia acontecer.
 
 
 
A condição sexual de alguns personagens é tratada de forma sutil, mas que deve evoluir se tornando algo mais evidente na terceira parte da franquia. Por mais que seja de forma “despistada” é inegável a importância do fato em questão. O roteiro tem a sensibilidade de tratar o tema de forma “normal” sem estereótipos, sem caricaturas, criando profundos laços sentimentais, que fazem o espectador ficar ansioso para presenciar todo o desenrolar que esta inusitada e corajosa relação vai desencadear. E é lógico, que esperamos que o tema seja tratado de forma mais evidente e clara no próximo filme, pois a relação desses dois personagens adiciona um ingrediente importantíssimo, totalmente shakespeariano e trágico para o final de toda saga.
 
 
 
 
 
Pontuação de 0 a 5
 
 
Nota: 4

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