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Críticas

GOTHAM | 3º Temporada – Crítica do Viajante

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Salve, salve viajantes nerds! Quando anunciaram o formato de “Gotham” em 2014, como grande fã do “Batman”, daqueles que já acompanhavam as HQs mesmo antes de ser alfabetizado (passava horas olhando só as figuras), confesso que a princípio torci o nariz para a ideia. A primeira coisa que me veio à cabeça quando disseram que a série ia acompanhar o jovem “Bruce Wayne” desde a pré-adolescência ( o ator David Mazouz tinha 13 anos na época) foi a famigerada “Smallville”, sobre o jovem “Superman” que teve 10 temporadas entre 2001 e 2010, e que não deixou saudades. Eu imaginava que transformariam a vida de meu personagem preferido em uma “Malhação” sombria, o que graças aos deuses, não ocorreu.

 

Ben Mackenzie como o jovem James Gordon

De início, os produtores e roteiristas decidiram por focar o enredo mais no personagem do jovem “James Gordon” e seu início de carreira na polícia como detetive. Nas HQs Gordon é um idoso comissário de polícia que sempre contou com a ajuda de Batman para combater o crime em Gotham City. O ator escolhido para a empreitada foi Ben Mackenzie e para o papel de seu parceiro relaxado, glutão e pouco afeito a hábitos de higiene “Harvey Bullock” foi escalado o ator Donal Logue. A dupla enfrentava os mesmos vilões que Batman enfrentava nas HQs, porém em versões um pouco mais jovens. O que incomodou bastante os fãs no começo, pois a maioria desses vilões, nos quadrinhos, sempre tiveram a idade mais ou menos equiparadas com a do herói, e a reclamação era que estariam velhos demais quando o jovem Bruce Wayne chegasse à idade de se tornar o homem-morcego. A exceção ficou por conta de Selina Kyle, a “Mulher Gato” ou apenas a “Gata”, cujo papel foi dado à jovem atriz Canrem Bicondova que contava 14 anos de idade no início da 1º temporada.

Um Alfred menos britânico e mais “porradeiro”!

Porém, assim que a série começou a ser exibida, todas as minhas restrições e implicâncias caíram por terra. A produção da “Fox” nos apresentou uma cidade sombria e dominada pelo crime organizado que tratava com muito respeito a mitologia dos quadrinhos. Houveram mudanças, é claro, como o personagem “Alfred Pennyworth”, interpretado pelo ator Sean Pertween. Originalmente um cavalheiro inglês já idoso e com toda a pompa e trejeitos de um “sir” britânico, a versão para a série é mais americanizada mostrando  um homem mais grosso e “porradeiro”, porém sem deixar de ser o leal mordomo que assume a criação de Wayne como o grande objetivo de sua vida.

 

Outra modificação significante foi a introdução da vilã “Fish Mooney” que não existe nas HQs e que é interpretada pela atriz Jada Pinkett Smith”. A personagem foi de grande importância na 1º temporada ao disputar com “Oswald Coblepott”, o “Pinguim”, que é interpretado pelo ator Robin Lord Taylor, uma guerra pelo controle do crime organizado em Gotham.

Gotham foi um sucesso de crítica desde a estreia, e só evolui nas temporadas subsequentes, trazendo mais personagens do sub-mundo da cidade e, principalmente ao retirar aos poucos o foco do personagem de Gordon. Entendam, ele continua a ser o protagonista, porém várias tramas paralelas foram criadas, inclusive o próprio personagem Bruce Wayne cresceu de maneira inesperada e gratificante, deixando calados aqueles que no começo criticavam David Mazouz rotulando-o como um menino franzino e sem carisma que nunca teria condições de se tornar o grande herói de capa preta.

Tudo isso culminou nessa excelente 3º temporada que se encerrou no último dia 5 de junho deixando até o mais conservador fã do Batman de boca aberta com a cena final do último episódio.

“””ATENÇÃO!!! A PARTIR DAQUI, SPOILERS DA 4º TEMPORADA”””

Logo no início da temporada temos a introdução de um novo vilão, “Jarvis Tech”, também conhecido por “Chapeleiro Louco”, que é interpretado de maneira primorosa por Bento Samuel nos brindando com um psicopata que mantém uma relação abusiva com sua irmã que é portadora de um perigoso vírus que torna as pessoas super fortes,  porém malignas. O vírus permanece no foco da trama pela temporada inteira. O Chapeleiro Louco de Gotham, em minha opinião, superou de longe o mesmo personagem nos HQs, onde sempre julguei-o como um dos vilões mais insossos e irrelevantes do homem-morcego.

Cameron Monaghan e sua versão do Coringa que não deixa nada a desejar a outros intérpretes que já passaram pelo personagem.

Também tivemos a volta de ótimos elementos, como por exemplo o vilão “Coringa”, que na série é o jovem psicopata “Jerome Valeska”, interpretado pelo talentoso ator Cameron Monaghan, que não deixa nada a dever a outros grandes artistas que interpretaram o “palhaço do crime” ao longos dos tempos. A performance de Monaghan foi muita elogiada pela crítica e aprovada quase que unanimemente pelos fãs de Batman que concordam que sua versão do maior inimigo do Batman é muito superior à de Jared Leto, atual detentor do papel nos cinemas.

Charada, com uma versão discreta do uniforme, porém sem abandonar o verde que o caracteriza.

Outra agradável surpresa nessa temporada foi a evolução sensacional do vilão “Charada”, que é interpretado pelo ator Cory Michael Smith. O vilão, que no começo da trama era um funcionário legista dentro do DPGC (Departamento de Polícia de Gotham City), evolui até o psicopata obsessivo-compulsivo por charadas adotando inclusive o codinome pelo qual é conhecido nas HQs e uma versão mais discreta do uniforme, constituindo-se de um terno e gravata. Elegante porém sem deixar de lado a cor verde que sempre caracterizou o personagem. 

O Charada também revitalizou o personagem do Pinguim, que estava de certa forma desgastado pela alta exposição nas duas primeiras temporadas que já estava se tornando chato e repetitivo. Ao se tornarem inimigos e iniciarem uma guerra de cunho pessoal após o Pinguim assassinar a paixão de “Edward Nigma” (nome civil do Charada) por ter sido rejeitado amorosamente pelo mesmo.

O personagem Harvey Bullock, que na série é mais responsável, inteligente e até mais higiênico do que nas HQs, também cresceu na trama ao se tornar capitão de polícia e, pessoalmente, prefiro Bullock do que o próprio Gordon na versão televisiva.

Aliás, Gordon é talvez o personagem que mais me irrita em “Gotham”. Excessivamente passional e egoísta, Ben Mackenzie nos entrega um detetive de policia que não exita em colocar seus interesses pessoais acima dos interesses da cidade, o que o difere absolutamente do Gordon das HQs. Muitas vezes ele coloca seu parceiro Bullock em situações que põem em risco sua posição de capitão, apenas para resolver problemas como sua relação com “Leslie “Lee” Thompkins”, interpretada pela belíssima brasileira Morena Baccarin, ou quando se faz passar por um membro da organização criminosa “Corte das Corujas”  apenas para solucionar a morte de seu próprio pai ocorrida décadas antes.

Leslie Thompkins em versão sombria e maligna.

“Corte das Corujas”, inclusive, tornou a trama mais interessante. Uma organização secreta e criminosa de milionários de famílias tradicionais de Gotham que se autodenominam os “verdadeiros governantes de Gotham”, e que planejam um genocídio na cidade através do vírus já citado, com o intuito de limpar a cidade.

A já citada Lee Thompkins é outra que só cresceu nessa temporada. Após afastar-se de Gordon e casar-se com um mafioso, ela vê seu “ex” assassinando seu “atual”, o que causa uma relação ambígua de ódio/amor que a transforma em uma espécie de “vilã” já nos últimos episódios após se auto-contaminar com o “vírus Tech” (como passa a ser chamado durante a temporada). Confesso que particularmente eu gostei mais da versão mais sombria e maligna da personagem.

Mas o que mais chamou a atenção positivamente nessa temporada, foi o desenvolvimento do personagem que no fundo é o principal: o próprio “Batman”. O rapaz que começou a série aos 13 anos de idade, agora está com quase 17. Não é mais um garoto tímido e franzino. David Mazouz obviamente está se dedicando de corpo e alma ao personagem. É perceptível, principalmente quando o jovem ator fala da série, a empolgação e o deslumbre pela oportunidade que está tendo de interpretar um dos mais icônicos heróis da cultura pop. Obviamente que o rapaz está malhando. deu uma boa encorpada desde a primeira temporada. Na serie, iniciou um treinamento físico com o mordomo Alfred, chegou a participar de algumas lutas em aventuras ao lado da personagem Selina Kyle pelo sub-mundo de Gotham. Porém, nessa 3º temporada finalmente Bruce foi sequestrado para um retiro nas montanhas em um local semelhante à “Nanda Parbat” dos quadrinhos, apesar de o nome não ter sido citado em nenhum momento. Lá aperfeiçoou suas técnicas de luta sendo treinado por um personagem conhecido apenas como “Sensei” e que foi interpretado por Raymond J. Barry.

Esse personagem, o “Sensei”, conseguiu me enganar durante a temporada toda. Eu tinha certeza de que se tratava de “Ras Al Ghul”, vilão dos quadrinhos que tem centenas de anos, e que se revelaria mais cedo ou mais tarde. Porém, o mesmo acabou por ser morto e o verdadeiro Ras Al Ghul só apareceu no último episódio interpretado por Alexander Siddig, ator muito conhecido pelos “trekkers” por ter interpretado o doutor “Julian Bashir” na serie “Star Trek Deep Space Nine”.

Mas, como qualquer programa de TV, Gotham também tem seus pontos negativos. A personagem da “Mulher Gato”, uma das melhores das duas primeiras temporadas, esteve meio apagada nessa terceira. Podia ter sido melhor aproveitada, já que Canrem Bicondova já provou ser muito talentosa. O alento fica por conta de a mesma ter segurado pela primeira vez o chicote a la “Indiana Jones” que costuma usar nas HQs, nesse último episódio. O chicote vinha sendo usado por uma vilã secundária, “Tabitha Gallavan”, que é interpretada por Jessica Lucas, o que deixou a impressão de que a primeira virá a se tornar aprendiz da segunda na próxima temporada.

Outro personagem desnecessário nessa temporada foi o clone de Bruce Wayne. Poderia ter sido melhor aproveitado como antagonista do próprio Bruce, mas no final só serviu mesmo para substitui-lo enquanto esse estava fora da cidade. Os roteiristas também não souberam utilizar todo o potencial da personagem “Ivy Pepper” também conhecida nas HQs como “Hera Venenosa” e que foi interpretada pela atriz Maggie Geha.

Porém, a campeã da irrelevância foi a personagem “Vicky Vale”, cujo papel foi dado à atriz Jamie Chung. Vale chegou para ser par romântico de Gordon, o que destoa totalmente das HQs onde ela sempre foi par de Batman. De toda a forma, a personagem foi tão mal aproveitada e forçada dentro do enredo, que passou despercebida. Tenho certeza que muitos espectadores já nem lembram mais de sua participação que se restringiu a poucos episódios no início da temporada.

A temporada finalizou com dois ganchos para vilões que devem aparecer de forma importante dentro do enredo na próxima temporada. O primeiro é o já citado “Ras Al Ghul”, que nas HQs é provavelmente o maior antagonista do homem-morcego depois do “Coringa” e que não deve ficar em segundo plano na TV. O outro, veio com a revelação do verdadeiro nome de “Butch Gilzean”, que até agora era um vilão secundário, uma espécie de capanga dos vilões principais, e que é “Cyrus Gold”. Quem acompanha as HQs, sabe que este é o verdadeiro nome de outro vilão clássico, “Solomon Grundy”, um zumbi imortal. E como esse personagem que é interpretado pelo ator Drew Powell tomou um tiro na testa no episódio final, fica a deixa para se tornar o morto-vivo em questão.

Bruce Wayne quase Batman!

Mas o que realmente deixou os fãs de Batman de queixo caído, foi a cena final da temporada que mostrou um personagem encapuzado e todo de preto enfrentando o crime na noite de Gotham. Após salvar um casal com seu filho pequeno de um assalto, o vulto negro desaparece para reaparecer no alto de um prédio observando a cidade. O misterioso ser retira o capuz e… é Bruce Wayne!!! É Batman!!! Só não está vestido de morcego ainda… O caminho está aberto para a transposição de “Ano Um”, o clássico do escritor Frank Miller para a TV. Não, caro leitor, eu não acredito que o farão. Mas sonhar não custa nada, né?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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DEADPOOL 2 | Crítica em vídeo com Aline Giugni & Don Giovanni – Bônus (Warner vs Ryan Reynolds)

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No aguardado programa de hoje, nossos intrépidos desbravadores da aventura (Aline Giugni & Don Giovanni) falam sobre a continuação do filme do mercenário mais amado do planeta e de quebra, ainda comentam a troca de alfinetadas entre a Warner e o ator Ryan Reynolds…imperdível.

Confira o vídeo abaixo ou clique aqui.

 

Confira nossa crítica por escrito e a matéria com o entrevero entre Reynolds e a Warner:

DEADPOOL 2 | Crítica do Don Giovanni

 

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WESTWORLD | Vida eterna – Episódio #04: The Riddle of the Sphinx – Crítica do Viajante

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E o 4º episódio da segunda temporada de Westworld exibido pela HBO no último domingo deixou um pouco de lado as duas líderes anfitriãs revolucionárias Dolores (Evan Rachel Wood) e Maeve (Thandie Newton) para focar um pouco em Willian, o Homem de Preto, que é interpretado por dois atores, Jimmi Simpson (quando jovem) e Ed Harris (idoso) e que não havia aparecido no episódio anterior.

Já havia sido mostrado antes, que em dado momento após a saída de Willian de sua primeira aventura no parque, seu inescrupuloso sogro adoecera e estava bastante debilitado. Agora ficamos sabendo que o velho James Delos (Peter Mullan) usou sua fortuna para tentar se tornar imortal. A ideia era transferir sua mente para um modelo de anfitrião (andróides do parque que dão nome ao seriado). Diversos testes são mostrados, sempre capitaneados pelo jovem Willian que aparentemente assumiu as empresas após o falecimento não só do velho Delos mas também de seu filho Logan (Ben Barnes) que morreu de overdose conforme é citado pelo próprio Willian. 

Os testes nunca trazem um resultado positivo sendo que a mente de Delos sempre se deteriora. Após 149 tentativas, sendo que na última Willian já está velho e já é interpretado por Harris, o mesmo desiste de tudo. O interessante é notar o sofrimento em looping do velho Delos que sempre repete as mesmas coisas e está sempre ansioso por voltar ao mundo. Mas o que fica mais claro nesse arco, é que desde o começo a intenção da Delos é realmente criar uma maneira de tornar humanos imortais tecnológicamente. É o sonho real de se “upar” a mente em determinada tecnologia quando o corpo humano não pode mais suportá-la. Assumidamente ou não, essa é uma questão em voga nos meios científicos de nossa sociedade atual.

Voltando ao presente dentro da série, também pudemos entender um pouco mais a maneira como o velho Willian que se encontra dentro de Westworld pensa e age. Sua vida foi uma sucessão de tragédias que culminaram com o suicídio de sua esposa. Sua frieza e aparente desprezo por tudo que o cerca a não ser sua jornada para o Glory é de certa forma melhor compreendida. Porém ele não é absolutamente desprovido de emoções. Willian trai sem pensar duas vezes aquele que vinha lhe dando suporte em sua viagem, Lawrence (Clifton Collins JR), tentando se libertar de um bando de anfitriões violentos comandados pelo psicopata conhecido como Major Craddock  (Jonathan Tucker) que acaba sequestrando a vila inteira de Las Mudas.

Após a traição, Willian parece confraternizar com Craddock, mas no momento certo acaba com ele e salva Lawrence. Não ficou claro se esse era o plano desde o início. O que se percebe nitidamente é que Willian se sente muito incomodado com o sofrimento de Lawrence e de sua mulher e filha diante do sadismo de Craddock, mesmo sabendo que os três não passam de máquinas. 

Na outra trama também enfocada nesse episódio, temos o retorno de Elsie Hughes (Shannon Woodward) que havia sido dada como morta na primeira temporada. Bernard Lowe (Jeffrey Wright) a encontra acorrentada no meio do deserto e a liberta. Momentos depois, fragmentos de memória em seu cérebro cibernético fazem com que descubra ali nos arredores um laboratório camuflado denominado Setor 22.

Dentro do complexo Elsie salva a mente de Bernard que estava se deteriorando rapidamente por falta de “fluído cerebral” que ela lhe introduz. Porém, ele continua confuso, com a mente divagando e tendo flashs de memória que não conseguimos concluir se são dele mesmo ou se possivelmente da mente de Arnold, o sócio de Robert Ford (Anthony Hopkins) que talvez tenha sido introduzida em um anfitrião como tentado com Jim Delos. É possível que o tal do “fluído cerebral” seja algum tipo de substância desenvolvida após os testes fracassados para evitar a deterioração e que tenha sido utilizada na mente de Arnold. 

E no gancho final, temos o encontro de Grace (Katja Herbers) e Willian (o velho) e ficamos sabendo que ela é na verdade Emily, sua filha. Grace, para quem não lembra, é aquela moça que sai do parque The Raj no episódio anterior e foi parar em Westworld após ser ataca por um tigre-andróide. Como eu havia previsto, ela terá sim grande importância na temporada.

Classificação para a série se mantém:

4,5/5

Links para as críticas dos episódios anteriores:

 

Westworld S02E01

Westworld S02E02

Westworld  S02E03

 

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DEADPOOL 2 | Crítica do Don Giovanni

 


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DEADPOOL 2 | Crítica do Don Giovanni

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“AÇÃO, GARGALHADAS E VÁRIOS CANOS FUMEGANTES”

 

Com um roteiro simples e divertido escrito por Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds, a continuação do ótimo “Deadpool” (2016) chega aos cinemas apostando em boas piadas, ótimas cenas de ação e no incrível carisma de seu protagonista.

 

A saída do diretor Tim Miller da franquia, deixou temerosa a legião de fãs do mercenário. Muitos se perguntavam se o “tom” continuaria o mesmo e se Ryan Reynolds conseguiria desenvolver tão bem seu personagem como no primeiro filme. Logo de cara fica claro que Ryan Reynolds é a alma do filme, seus diálogos engraçados, suas expressões corporais e suas explosivas cenas de ação, conquistam o espectador, criando cenas divertidas, que enriquecem a simplicidade do roteiro.

 

 

Na trama, após um trágico incidente, Deadpool tem que proteger o jovem mutante Russell “Rust” Collins (Julian Dennison), um mutante com habilidades pirotécnicas, das garras do misterioso soldado do futuro “Cable” (Josh Brolin).

Brolin está incrível como Cable e ao termino da sessão, ficamos com aquela vontade de saber mais a respeito de seu passado e por que não, de seu futuro.

A belíssima Morena Baccarin tem pouco tempo de tela, mas a competente atriz abrilhanta a produção, deixando claro que está pronta para voos mais altos. Alguém dúvida que ela daria uma ótima “Mulher-Gato”?

Para aqueles que criticaram a escolha de Zazie Beetz para Dominó, fiquem sabendo que a maravilhosa atriz rouba todas as cenas em que aparece, seu “timing” de comédia e excelente e suas capacidades físicas para as cenas de ação são impressionantes.

 

 

Deliciosas surpresas vão arrancar gargalhadas do público e uma em especial, realizará o sonho de muitos fãs dos filhos do átomo, porém, se o CGI fosse um pouquinho melhor, a experiência seria ainda mais gratificante. Particularmente, continuo achando o primeiro filme superior, porém, não há como negar que David Leitch e Ryan Reynolds, entregaram um filme extremamente divertido, deliciosamente engraçado, com personagens hilários e carismáticos.

 

Mais Cable, mais Dominó e é claro…mais Wade Wilson…

 

Essa “trindade” é diversão garantida!

 

Nota: 4/5

 

 

Confira também nossa crítica em vídeo (com Don Giovanni & Aline Giugni) logo abaixo, ou clicando aqui.

 

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