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Críticas

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR | Crítica do Viajante!

Igor Souza

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Novo filme do cabeça de teia fortalece os laços do herói com o público e nos entrega uma produção mais “espetacular” do que os últimos filmes do aracnídeo, entretanto, o longa acaba caindo no comodismo da “Casa das Ideias”.

Finalmente estreou o novo filme do Homem-Aranha. O “retorno ao lar” de um dos heróis mais populares se deu em grande estilo em uma historia simples, coesa e com os velhos vícios de um dos universos cinematográficos mais rentáveis atualmente, o MCU (Marvel Cinematic Universe/ Universo Cinematográfico da Marvel).

Nesta inédita aventura, temos finalmente um Peter Parker totalmente “raiz”. Nerd, inteligente, idealista, pobre e mega desajeitado em situações que lembram um típico adolescente de qualquer lugar nos sete cantos do mundo. Essa ambientação mais “teen” é o grande ponto alto do filme, toda a ambientação e a presença de alguns coadjuvantes em um ambiente high school moderno faz com que o personagem seja mais próximo de todos os espectadores.

A atuação de Tom Holland ajuda bastante no quesito Parker esquisitão, esse é um ponto que todo fã do aracnídeo gostou de ver e quando ele veste a sua roupa tech (inicialmente um incomodo, mas serve bem para a proposta do filme), vemos que o garoto tímido se solta em defender e tagarelar contra os bandidos mais diferentes que presenciamos. Claro que o lado heroísmo do personagem acaba se limitando essencialmente em um típico amigão da vizinhança, esse limite imposto pelo “senhor Stark” faz com que seu pupilo comece a soltar as suas asas para se aventurar em ambientes mais difíceis e essa limitação com um adolescente à flor da idade faz com que o filme seja ainda mais cômico e divertido.

Com toda essa evolução e descoberta de que se pode fazer coisas mais poderosas, o nosso cabeça de teia acaba se encontrando com um dos vilões mais bem trabalhados do MCU ultimamente. O Adrian Toomes do “espetacular” Michael Keaton é bem trabalhado e as suas motivações são claras e objetivas (é uma pena que Keaton assinou somente para este filme, mas se chover grana ele volta futuramente né?), em contrapartida, a “Stark dependência” que foi bem explorada no marketing é coesa e não incomoda como muitos pensariam, pois o personagem praticamente aparece uns 10 minutos no filme, suas aparições são objetivas (começo, meio e fim do filme praticamente!) e o personagem calejado acaba servindo como um “novo Tio Ben” para o Peter.

Com pontos legais, o filme acaba pecando no modo simples e seguro de apresentar o herói. Não temos cenas memoráveis e vibrantes, o filme acaba extraindo a formula consolidada da “Casa das Ideias” e essa tal formula que está ficando batida em alguns filmes acabou casando bem com o personagem, pois o Homem-Aranha é realmente bobo e cômico, um alivio e uma angustia que acabou se misturando também com a frustração pela falta de coragem da Marvel para desenvolver o seu universo cinematográfico.

O filme fica estagnado em acontecimentos pós Guerra Civil e as novidades adiante não aparecem, pelo jeito a Marvel está guardando mesmo tudo para Guerra Infinita e alguns easter-eggs são mais para o universo ultimate do personagem do que para o MCU (vários personagens da escola e a indicação de um tal sobrinho famoso que será um futuro herói é só algumas coisas que eu posso indicar, pelo jeito a Sony foi bem resistente em algumas decisões e isso fica perceptível).

Fora ainda, que a ligação da cena pós-crédito já é um gancho legal para a sequencia que já promete ser “espetacular” com um vilão que também será inédito nos cinemas, pelo menos a presença do Homem de Ferro no futuro do filme irá ser mais escassa (assim eu espero!) e o amigão da vizinhança vai explorar com mais liberdade o Queens e os “pequenos” arranha-céus da grande Manhattan, parabéns Marvel e Sony, um retorno primoroso e prestigiado com o que muitos fãs do cabeça teia queriam ver.

OBS: São duas cenas pós-créditos e a ultima é uma grande trollada que a Marvel dá com os fãs e vale a pena ficar até o final para descobrir!

NOTA PARA O FILME: 4 / 5

 

Sinopse:

Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Trailers:

Se você já assistiu, o que achou do filme? Deixe a sua opinião e nota para o filme nos comentários!

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

Críticas

FÚRIA EM ALTO MAR | Filme sobre conflitos submersos trás trama de tirar o fôlego (Crítica)

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em

Foto – Divulgação

Dirigido por Donovan Marsh, Fúria em Alto Mar é baseado no livro Firing Point de Don Keith e George Wallace, e nos apresenta ao capitão da marinha americana Joe Glass. Durante a trama acompanhamos Glass na sua missão de resgatar o presidente russo que foi sequestrado e impedir uma possível terceira guerra mundial.

A trama do longa em si é bem simples, porém é dividida em dois núcleos principais, um focado na trama submersa de Joe Glass e seus homens a bordo do submarino, e outro com foco em um esquadrão especial mandado para solo russo em uma missão suicida. O filme fica alternando entre esse dois núcleos de uma forma natural, apesar da tensão causada pelo roteiro de Arne Schmidt e Jamie Moss. 

Imagem relacionada

Cartaz do filme

O elenco está super a vontade em seus papéis, principalmente Gerard Butler que mais uma vez arrebenta interpretando um líder. Na pele de Glass, Butler consegue trazer um personagem com carisma, porém ao mesmo tempo imponente. Outro grande destaque está na atuação de Michael Nyqvist, que interpreta Andropov, um capitão russo que em certo ponto se vê obrigado à cooperar com Joe Glass e sua tripulação. Gary Oldman e Linda Cardellini acabam por entregar uma atuação sem muito brilho, mas isso é justificável pelo curto tempo de tela de ambos.

Fúria em Alto Mar consegue cumprir seu objetivo como um filme predominantemente de ação com alguns elementos de suspense, trazendo tensão e tirando o fôlego (me perdoem pelo trocadilho) do telespectador durante cada batalha, sejam elas submersas ou em terra firme. Claro, que o longa não foge dos clichês dos filmes de ação que trazem um protagonista imbatível que conseguem respostas para cada situação imposta pelo roteiro, mas isso não chega a incomodar, pois algumas dessas resoluções são um tanto inesperadas. Fúria em Alto Mar estreia no dia 25 de outubro.

Nota: 4 / 5


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Críticas

TITANS | Série começa a “voar”! Episódio #02: Hawk and Dove (Crítica)

Igor Souza

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(Foto – Divulgação)

Após um início ameno em sua première onde tivemos a apresentação, mesmo que de que forma mais centrada em dois personagens, do quarteto que irá formar o grupo de heróis Titãs, a série parece que finalmente acertou o seu rumo e nos apresentou um bom enredo. Mesmo que neste segundo episódio a atenção acabou se mantendo no que parece ser a dupla protagonista inicial da série, acabamos literalmente “caindo de cabeça” no conhecimento de outros heróis, mas especificamente do casal Rapina e Columba (Hawk and Dove).

Hank e Dawn serviram para agitar as estruturas de Dick Grayson, aqui vemos o eterno garoto maravilha (garoto prodígio) tentando se desvincular mais uma vez da sombra do Batman, entretanto, suas atitudes são extremamente igualitárias ao Morcegão. Mentiras, suborno e conversas escondidas por telefone com Alfred são decisões cegas que nos fazem entender esse conflito no qual o Robin está passando e o porquê de ele estar diferente e sanguinário, algo que gera até estranheza de seus velhos conhecidos, Rapina e Columba.

Neste episódio o casal de heróis nos faz mergulhar na dicotomia que eles precisam enfrentar no seu dia a dia. Com uma mistura de realismo e fantasia, a direção imposta por Brad Anderson (Fringe) nos deixa bem à vontade nesse mundo de desafios que todos os personagens estão enfrentando, principalmente o casal que está planejando abandonar está vida de justiça noturna com uma última missão. As cenas de ação e as coreografias de luta continuam uma maravilha, ver três heróis lutando juntos e dando várias porradas em alguns capangas nos tradicionais becos americanos é algo de se prestigiar, fora ainda que os efeitos especiais envolvendo os poderes da Ravena continuam bem satisfatórios.

Vale um destaque especial para um easter-egg em um quadro de uma foto onde temos o primeiro vislumbre de Donna Troy, a Moça-Maravilha que está com uma aparição confirmadíssima nos próximos episódios da série. Mesmo a passos lentos, Titãs parece seguir uma linha de incline que irá cativar a cada episódio os seus fãs, Titans go!

Nota para o episódio: 4,5 / 5


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BIG MOUTH | Novo personagem faz com que a 2º temporada seja ainda melhor – Crítica do Viajante

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Estreou nesse mês de outubro na rede de streaming Netflix a segunda temporada da controversa série de animação Big Mouth que causou muita polêmica em 2016 (crítica da 1º temporada aqui). A atração tinha como público-alvo os adolescentes ao tratar justamente dessa fase de nossas vidas. Escrachada, recheada de nudez, palavrões e humor negro, deixou horrorizada uma parcela de pais que não consultam a classificação indicativa, que nesse caso é de 16 anos, e que pensam que toda e qualquer animação pode ser vista por crianças.

Observando-se esse detalhe da classificação indicativa, Big Mouth é sensacional no que se propõe. Sem ser chata, a série tenta orientar os adolescentes nessa fase tão difícil da vida. Nessa segunda temporada, os produtores e roteiristas Nick Kroll (criador de Festa das Salsichas) e Andrew Goldberg (roteirista de Family Guy) até tentam apresentar alguns episódios mais “didáticos”, mas como dizem pelas redes sociais: “A zoeira never ends”, e mesmo esses, são engraçadíssimos. 

Os personagens adolescentes são praticamente os mesmos da primeira temporada, com o acréscimo de Gina Alvarez (voz de Gina Rodriguez), a garota que por já ter seus seios mais desenvolvidos atrai a atenção de todos os garotos e a inveja e o ciúme das demais garotas. O casal de “Monstros dos Hormônios“, Maury e Connie (referências aos apresentadores de TV americanos Maury Povich e Connie Chung) também estão de volta, porém mais alguns deles nos são apresentados, como Rick (Nick Kroll), uma versão velha e decrépita da criatura, e Tyler, a versão jovem e novata cujo chifre nem cresceu ainda.

Rick, o Monstro do Hormônio velho e decrépito

 

 

 

Tyler, o Monstro do Hormônio jovem e novato.

 

 

 

 

 

 

 

O Mago da Vergonha

Porém, a sensação dessa segunda temporada é sem dúvida nenhuma o Mago da Vergonha (David Thewlis). O novo personagem é uma espécie de espectro de roupas negras, orelhas pontudas e olhos de cores diferentes que chega para bater de frente com os tais Monstros dos Hormônios. Enquantos os monstros inundam o cérebro dos adolescentes com suas substâncias fazendo-os tomar decisões desastrosas e agir por impulso, o Mago da Vergonha faz com que sintam vergonha de suas atitudes, de seus pais, de seus amigos… de tudo! Essa dualidade deixa os adolescentes totalmente pirados e causa as situações mais engraçadas do show. 

Por outro lado, alguns personagens perderam destaque em relação á temporada passada, como o Fantasma de Duke Ellington (Jordan Peele) que quase não aparece dessa vez. Já os pais dos adolescentes protagonistas ganham mais tempo de tela com destaque para o insuportável Marty Glouberman (Richard Kind) pai de Andrew (Andrew Goldberg) que implica com tudo e com todos. Outro personagem secundário que brilha nessa temporada é o treinador Steve (mais uma das inúmeras vozes feitas por Nick Kroll) que apesar de ser virgem e de sequer saber o que é sexo, acaba como professor de educação sexual da garotada que no final ensina muito mais a ele, do que ele à turma.

Big Mouth é sensacional por ter potencial para agradar tanto ao seu público alvo, os adolescentes, com sua didática sarcástica e despojada como os próprios gostam de ser, assim como despertar nostalgia naqueles que já passaram por tudo isso, sentiram que nada poderia ser pior mas que agora percebem que foi a melhor fase de suas vidas e nem tão ruim assim. Vale muita a pena ser assistida. Recomendo sem pestanejar e classifico como:

 

5/5

 

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