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HOMEM-FORMIGA E A VESPA | Mais um divertido e habitual filme da Marvel! (Crítica sem spoilers)

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(Foto: Ant Man and the Wasp ©/ Marvel Studios ©/ Marvel Comics ©/ Disney Pcitures ©)

E o primeiro filme após os acontecimentos catastróficos de Vingadores: Guerra Infinita e o último filme a ser lançado em 2018, Homem-Formiga e a Vespa é o 20º filme da Marvel Studios e o longa promete trazer boas aventuras, divertidas cenas de ação e comédia e também pouquíssimas novidades sobre o futuro do MCU para os espectadores.

Como o filme se passa antes dos acontecimentos de Guerra Infinita, as novidades do longa ficam mais centradas na liberdade criativa em desenvolver os personagens do título, em destaque especial pelo encantador carisma de Evangeline Lilly como uma ótima Vespa. Com o ganho de mais uma heroína para o Universo Marvel e o desenvolvimento de um herói importante, essa continuação explora de forma satisfatória o Reino Quântico que acaba nos dando algumas pistas, mesmo que vagas sobre toda a importância desse Universo Paralelo que possui grande energia para algo a mais.

Paul Rudd se sente mais à vontade como o herói Homem-Formiga, aqui ele usa e abusa em várias cenas com esquetes extremamente cômicas que se encaixam bem no modo família que o filme acaba se cumprindo. Pegando carona nesse bonde divertido temos o icônico Luís de Michael Peña, ganhando mais liberdade nas cenas, o personagem abusa nos detalhes ao explicar as coisas, como dizem no filme, não dê corda para ele, se der, aguenta ele falar!

Já o veterano Michael Douglas tem mais presença de cena para nos mostrar um Hank Pym com duas facetas, arrogante e aberto a novas ideias para um bem maior, isso acaba se tornando algo bem comum por conta da sua idade avançada e também da sua inteligência acima do normal. Esses dois lados são justificáveis com a participação de velhos conhecidos do passado de Pym, o que gera uma carga mais dramática para o desenvolvimento do famoso personagem que acaba tendo um leve elo de ligação com a “vilã” Fantasma, antagonista do filme que procura resolver as coisas para benefício pessoal.

No final, Homem-Formiga e a Vespa parece que acabou seguindo o script de Guardiões da Galáxia 2, o filme não agrega em praticamente quase nada para o MCU, tirando é claro para a incrível cena pós-créditos do longa, aqui pra mim o ponto alto do filme, que não teve vergonha de fazer aquele velho e bom feijão com arroz dos filmes da Marvel (cenas de ação divertidas, com piadas em tom de família).

Em uma análise geral, o foco da produção é na verdade para passar mais empatia dos heróis com público, o que no final acaba sendo bom para os heróis do filme que nos revelam uma assinatura bem original do diretor Peyton Reed na exploração das cenas e dando para a sequência uma melhora significativa, se formos comparar com o primeiro filme.

Com tudo isso a Marvel está mesmo fabulosa, ela tem tudo sob controle com o seu universo que continua totalmente coeso em prender nossas expectativas para 2019 sobre o que irá acontecer com o futuro de todos os heróis do MCU após o polêmico final de Vingadores: Guerra Infinita, se você espera alguma resposta, já adianto que não terá e sim algumas pistas por meio do enigmático Universo Quântico, mas vá de mente aberta para assistir um filme totalmente divertido com requintes de sessão da tarde, vale a pena!

Nota para o filme: 3,5 / 5

  • Ficha técnica

Sinopse:

Depois dos acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, Scott Lang precisa lidar com as consequências de suas escolhas como super-herói e pai. Ainda esforçando-se para equilibrar a vida pessoal com suas responsabilidades como Homem-Formiga, ele é procurado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym para uma nova missão urgente. Scott deve vestir o traje mais uma vez e aprender a lutar ao lado da Vespa quando o time se reunir para descobrir segredos do passado.

Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Hannah John-Kamen, Walton Goggins, Michael Peña, Judy Greer, Abby Ryder Fortson, Laurence Fishburne, Michelle Pfeiffer e Michael Douglas.

Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, Andrew Barrer, Gabriel Ferrari, Paul Rudd

Produção Executiva: Victoria Alonso, Stephen Broussard, Louis D´Esposito, Stan Lee, Charles Newirth

Produção: Kevin Feige

Direção: Peyton Reed

Trailer:


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A PRIMEIRA NOITE DE CRIME | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Gerard McMurray, a quarta parte da franquia “The Purge” , é um “prequel” que conta a origem da primeira noite de crime (período de 12 horas em que todo o crime na América é legal). Escrito e produzido por James DeMonaco, o filme conta que após a crise de 2014, onde a criminalidade, o desemprego, a inflação e a falta de oportunidades assolavam a América, um novo partido de “Extrema Direita” (que de novo não tem nada) se aproveita da situação, levantando a bandeira da “anticorrupção”, em nome de Deus, a favor da “família” e do “cidadão de bem”, para conseguir chegar ao poder. Manipulando a população e estabelecendo um estado de “culto a violência” o partido “Novos Pais Fundadores da América” (NFFA), anuncia um novo experimento social, que consiste em 12 horas sem lei, onde o governo incentiva todas as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas o incentivo de US$ 5.000 dólares, aliados a crise financeira, fazem com que os mais pobres sejam compelidos a participar do projeto.

 

 

Além de funcionar perfeitamente bem como filme de suspense, pois a tensão é crescente em toda a produção, o filme ainda presta um incrível serviço público mundial,  ao relembrar que déspotas e tiranos sempre aparecerão como “lobos em peles de cordeiros” para se aproveitarem do estado de caos instalado no país. Com um discurso extremamente violento, disfarçado de patriotismo, que exclui principalmente os negros e os pobres, o “governo” se aproveitando da covardia e da submissão das mídias e do analfabetismo politico, consegue convencer parte da população da “legitimidade” do projeto, graças a adesão das classes mais ricas, que abraçaram os ideias fascistas do atual governo.

Um filme extremamente oportuno para um delicado momento mundial, onde infelizmente fechamos os olhos para a história, a violência parece ter cegado o ser humano, envenenando sua alma, criando barreiras de ódio que inevitavelmente nos levarão ao sofrimento. Ao abordar esses assuntos de forma simples e direta “A Primeira Noite de Crime” é um bom exemplo de como a arte pode contribuir para que a população  possa ter um melhor entendimento de como funciona nossa sociedade. Opressores e oprimidos, no fim das contas parece que tudo se resume a isso.

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 4

 

 

 

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(DES)ENCANTO | A mais recente e genial animação de Matt Groening – Crítica do Viajante

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Imagens: Divulgação

Que o cartunista, roteirista, produtor, animador e dublador norte-americano Matt Groening é um gênio e um dos melhores no que faz é fato consumado. Criador de uma das mais longevas animações para adultos da história e ganhadora de centenas de prêmios entre Emmys, Annies, People Choise e outros Awards da mídia, Os Simpsons, Groening apresenta seu novo trabalho desde agosto pela rede de streaming Netflix.

Matt Groening

(Des)Encanto conta com 10 episódios em sua 1º temporada trazendo os traços já característicos e inconfundíveis dos personagens de Groening. Mas nem só olhos esbugalhados fazem da animação sensacional. O humor cáustico porém elegante e sem por demais apelativo  de suas criações anteriores permanece. Ambientada na idade média em um reino fictício chamado Dreamland, a atração satiriza todos os clichês relacionados a esse período. A miséria da população em contraste com a opulência da nobreza, a peste negra, a predominância das crenças e supertições sobre a ciência e o conhecimento. Inclusive é nítido que  assunto sexo e toda a hipocrisia que gira em seu redor é mais explorado do que nas animações anteriores. Tudo é mostrado de forma engraçadíssima mas sem descambar para a baixaria.

A princesa Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou para simplificar, apenas Princesa Bean, é a protagonista de (Des)Encanto. Na verdade, a personagem está muito mais para uma “anti-princesa” do que para uma princesa clássica e estereotipada. Fora dos padrões de beleza (ela é dentuça) alcoolatra, pegadora, rebelde e contestadora, Bean consegue trazer um sorriso de satisfação até para a mais radical das feministas. Obviamente que ela é a maior das dores de cabeça de seu pai, o Rei Zog, um monarca absoluto em uma sociedade extremamente machista e opressora como foi a do período medieval. 

Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou apenas Princesa Bean

Contracenando com tão ousada membro da realeza, dois seres místicos que a princípio parecem atuar como aquele velho clichê da consciência em forma de anjinho e diabinho. Dando bon conselhos e tentando reprimir a impulsividade da garota, um elfo com o criativo nome “Elfo”. Essa criatura verde abandona seu insuportavelmente feliz reino de doces para conhecer o mundo exterior  e acaba se apaixonando pela princesa e passa a acompanhá-la. Já para os maus conselhos, Luci, que na verdade é o próprio Lucifer conjurado dos infernos por um par misterioso de magos que o enviam para igualmente acompanhar a moça. 

Ao longo dos episódios essas duas personagens vão desenvolvendo suas próprias personalidades e deixam de ser meramente uma sombra da protagonista. Aliás, seres mitológicos abundam no show, afinal crença e superstição faziam parte do senso comum da população da Europa medieval. A própria rainha, a madrasta de Bean, é uma espécie de mulher anfíbia de um reino subaquático próximo. Fadas, ogros, gigantes, bruxos…estão todos lá nas formas mais hilárias e surpreendentes. A prostituta velha caidaça em forma de fada é impagável! 

Um diferencial em relação às obras anteriores de Groening é a continuidade entre episódios. Não que em Os Simpsons e Futurama não existisse. Alguns acontecimentos mais importantes como a morte de personagens coadjuvantes ou o início de relações românticas sempre foram continuadas em episódios subsequentes, mas de maneira geral os episódios sempre foram muito independentes uns dos outros. Em (Des)Encanto a linearidade da história é mais nítida e os episódios se entrelaçam de forma mais sólida. Também podem ser vistos de forma independente como em qualquer sitcom, mas algumas situações podem ser de dificil entendimento e algumas piadas podem não ter graça para quem não acompanha de forma contínua. Isso fica muito claro quando no último episódio temos gancho evidente para a próxima temporada e até uma cena pós-crédito. 

Concluindo, entendo que (Des)Encanto, apesar de se passar séculos atrás, está totalmente sintonizada com o presente, trazendo ótimas críticas sociais de forma ácida e moderna como já é praxe no trabalho de Groening. Já conto os dias para a segunda temporada.

Nota para a 1ª temporada: 4,5/ 5


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KAMEN RIDER BUILD | Be The One – Crítica

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Kamen Rider Build, a 19º série da franquia na era Heisei (título dado para diferenciar as eras, exemplo Kamen Rider Black é da era Showa) mostrando que na era Heisei também é possível ter uma série tão madura e sinistra como tínhamos na era Showa.

A história começa há 10 anos quando uma expedição volta de Marte e traz consigo uma caixa na qual intitulam de Caixa de Pandora, onde na apresentação um dos pilotos da Nave Soichi Itsurugi toca nessa caixa, e uma luz aparece fazendo com que a caixa simplesmente crie um Muro chamado de Skywall dividindo  o Japão em 3 regiões: Touto, Seito e Hokuto.

No inicio vemos Sento Kiryu, um cientista sem memória que trabalha em um laboratório junto de seus superiores. Temos Himuro Gentoko, filho do primeiro ministro de Touto e Utsugi um renomado cientista. Em meio ao trabalho conhecemos Sawa uma jornalista que aparece para entrevistar Gentoko. Ao anoitecer Sawa é atacada por um monstro chamado de Smash e é onde aparece Kamen Rider Build que além de derrotar o monstro retira a essência do mesmo que volta a ser um humano.

No outro dia vemos Sento no café Nascita onde vive com o proprietário Soichi Tsurugi e sua filha Missora Tsurugi e no decorrer Sento acaba salvando um fugitivo da cadeia: Banjo Ryuuga, acusado de matar o Cientista demoníaco Takumi Takeshi.

No decorrer da série somo levados a Seito, que parece uma cidade militar, e também a Hokuto, que é uma cidade mais interiorana, com muitas fazendas num ambiente de campo. De Hokuto temos o Kamen Rider Grease que é Kazumi seu alter-ego, que luta para libertar o seu povo. E de Seito, temos o Kamen Rider Rouge, que para quem ainda não assistiu a série é um segredo cujo qual será legal descobrir.

O grande vilão da série nada mais é que um marciano chamado Evolt que destruiu Marte e veio para a Terra para fazer o mesmo, porém ele não contava com a interferência de Sento o Kamen Rider Build.

Vamos aos personagens:

Sento Kiryu/ Kamen Rider Build

Banjou Ryuuga

Misora Itsurugi

Sawa

Souchi Itsurugi

Himuro Gentoko

Kazumi/Kamen Rider Build

Takumi Takeshi/Kamen Rider Build

Kamen Rider Build foi ao ar entre 2017/2018 e já esta finalizada com 49 episódios e 2 filmes (Kamen Rider Final Heisei Generations e Kamen Rider Build Be the One).

  Nota para o Tokusatsu: 5 / 5


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