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Críticas

LOGAN | Crítica sem spoilers

Giovanni Giugni Oliveira

Publicado

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É com bastante alegria que finalmente podemos dizer: A FOX APRENDEU.

Depois de amargar inúmeros fracassos como: X-Men: O Confronto final, X-Men Origens: Wolverine, Wolverine Imortal, Dias de um Futuro Esquecido, e mais recentemente X-Men Apocalipse, entre outros, a Fox já não sabia mais como fazer um filme dos Mutantes que agradasse ao público, a critica e tivesse um retorno nas bilheterias que fizesse justiça aos “Filhos do Átomo”.

Até que ano passado, com uma proposta totalmente inovadora, produziu o mega sucesso DEADPOOL, que além de ser, praticamente uma unanimidade entre os fãs, obteve uma bilheteria mundial de US$775 Milhões de Dólares e deu o pontapé inicial para uma nova era do estúdio.

Encontrando seu caminho nos filmes mais adultos e com roteiros mais elaborados, a 20th Century Fox produz pelas mãos de James Mangold o melhor filme da franquia X-Men, um dos melhores filmes de heróis e talvez um dos melhores filmes do estúdio dos últimos tempos.

“LOGAN”, escrito por Michael Green, Scott Frank e pelo diretor James Mangold, tem pouco da Historia em Quadrinhos “Velho Logan”, até mesmo porque, vários personagens dos Comics, como o Gavião Arqueiro e o Hulk, não poderiam ser usados pelo estúdio por conta dos direitos dos personagens. Contudo, em nenhum momento isso faz falta, já que o longa desde o inicio, pega o espectador e o joga em meio a uma ótima trama, com incríveis personagens e com um roteiro eficiente, bem amarrado e emocionante.

James Mangold, que dirigiu o péssimo Wolverine Imortal, tem a chance de se redimir e faz isso com louvor, além de ter contribuído para o excelente roteiro, o diretor mostra todo seu talento extraindo o melhor de seus atores (produzindo cenas emocionantes e diálogos memoráveis) e criando cenas de ação de tirar o fôlego (finalmente podemos ver o “Velho Canadense” lutando como deveria, selvagem, brutal e extremamente feroz).

Na trama que se passa em 2029, mostra um Logan “quebrado”, cansado e que já não tem um fator de cura tão eficiente quanto no passado, fazendo com que o abuso do álcool, a idade e o tempo deixem marcas profundas no combalido Wolverine.

Devido a um desastroso incidente no condado de Westchester, em Nova York, que levou a morte de vários civis e alguns mutantes, os X-Men não existem mais e cabe ao mais rebelde dos alunos de Xavier, cuidar do envelhecido Professor “X”.

Trabalhando como motorista (pequena referência a “Velho Logan”), Wolverine tenta sobreviver aos novos tempos contando com a ajuda de “Caliban”(vivido de forma impecável por Stephen Merchant) para cuidar de um doente Charles Xavier, que com mais de 90 anos, sofre de problemas comuns a homens desta idade. O grande problema é que o maior telepata da terra é um dos mutantes mais poderosos do universo Marvel e se transforma em uma verdadeira “bomba relógio”, já que sua mente senil apresenta problemas como “Alzheimer” entre outros.

Em meio a esse cenário tenso e desgastado, somos apresentados a “X23”, uma garotinha chamada Laura, que apresenta capacidades similares as de Logan e está sendo perseguida pelo Cyborg  Donald Pierce (vivido por Boyd Holbrook), cabe então ao “velho” Logan e ao instável Professor “X” reviverem os tempos de glória dos X-Men’s, fazendo o que eles sabem fazer melhor.

As atuações são um dos principais pontos do longa, Hugh Jackman constrói sua melhor performance de Wolverine, conseguindo ser bruto, selvagem, mal humorado, beberrão, mas ao mesmo tempo mostrando sentimentos familiares, paternos e resquícios de sua honra de samurai. Se a academia de Hollywood não fosse tão conservadora, poderíamos esperar uma indicação de melhor ator para Jackman que está maravilhoso em todas as cenas e se despede do personagem de forma única e verdadeira, deixando um sentimento de dever cumprido e consolidando sua perfeita encarnação do amado “Carcaju”.

Patrick Stewart, mostra toda sua versatilidade construindo um Xavier como nunca tínhamos visto, amargurado, melancólico, doente, mas que em vários momentos, nós dá nuances da versão clássica do tutor dos X-Men’s mais um injustiçado pela academia que também mereceria uma indicação de melhor ator coadjuvante, tamanha é sua entrega ao longa.

Quando temos os dois pioneiros da franquia “X” em cena, presenciamos uma troca que só se concretiza quando temos dois ótimos atores que se conhecem mutuamente e estão muito confortáveis em seus papeis. O relacionamento de Logan e Xavier ao longo do filme consegue transmitir a essência dos “X-Men’s” de forma impecável e produzir diálogos maravilhosos, ora como Pai e filho, ora como Professor e aluno.

Mas um dos espetáculos a parte, é a jovem atriz Dafne Keen,no papel de Laura/X23, a capacidade de atuação da pequena “notável” é impressionante, com apenas 11 anos de idade, Dafne constrói sua personagem de forma sólida, tendo como ferramentas apenas sua ótima consciência corporal e suas marcantes expressões faciais. Para ontem um filme solo com a personagem e certamente é o que a Fox tem em mente.

James Mangold ainda dá um show nas cenas de ação muito bem coreografadas, onde finalmente podemos constatar o estrago que garras de adamantium podem fazer em carne humana, produzindo cenas de total selvageria, tanto do velho Logan, quanto da explosiva X23.

Um grande filme, que a exemplo de Vingadores, Cavaleiro das Trevas, Guardiões da Galáxia e Watchmen, elevam a brincadeira a outro patamar, entrando para o seleto grupo de excelentes filmes de “quadrinhos” e contribuindo de forma efetiva para a valorização do gênero.

Que venha a nova versão dos X-Men, pois a Fox deixou bem claro que aprendeu com seus erros e demonstra que iremos nos surpreender de forma positiva com as próximas produções do estúdio.

NOTA:

 

Giovanni Giugni (Don Giovanni) é o exército de um homem só, por trás da "Casa das Ideias Nerd". Teve a felicidade de ter como primeiras experiências cinematográficas, filmes do calibre de "Superman" de 1978 e "O Império Contra-ataca". Destemido desenhista e intrépido apaixonado por "Super-heróis", vive disfarçado como um pacato Professor de musculação.

Críticas

TITANS | Primeiras impressões da nova série do DC Universe

Igor Ops

Publicado

em

Foto: divulgação

E finalmente estreou para nós, meros fãs e entusiastas do universo DC Comics a aguardada série em live-action dos Titãs. Composta inicialmente por Robin, Ravena, Estelar e Mutano, o episódio piloto da produção feita pelo DC Universe (inédito serviço de streaming da DC Comics) nos apresentou de forma bastante interessante esses quatro pilares iniciais do jovem supergrupo.

Seguindo sua essência urbana e violenta, a onipresença do Batman é percebida em cada detalhe, mesmo não aparecendo fisicamente, é clara para todos que a influência do Morcegão é bem evidente e o “Fu%# Batman” é nos apresentado justamente para brincar com isso, a DC explora sem vergonha nenhuma o seu herói mais popular, mas ela não precisa necessariamente dele para construir e apresentar personagens importantes em um universo totalmente rico.

Com a produção e roteiro de um trio poderoso, está première dos Titãs nos revela de forma sensata onde cada um trabalha, Geoff Johns cuida do lado heroico, Greg Berlanti nos apresenta o lado sombrio e fechando o trio de ferro temos o experiente Akiva Goldsman que amarra e nos conta uma história de forma bastante interessante e enigmática sobre os nossos queridos heróis. Titãs pode apresentar um certo exagero para alguns na violência imposta por um Dick Grayson sem pudores, mas pela condução da história conseguiremos compreender o porquê de tudo isso.

Já em relação com outro ponto positivo está a ambientação bem noir das noites de Detroit, realmente uma Gotham do mundo real e assistir o Robin em ação pela primeira na cidade e no episódio é bem interessante, outro ponto de destaque é os efeitos práticos em relação as coreografias de luta que estão exuberantes.

No final deste primeiro episódio, vimos que ele serviu somente para apresentar os heróis que formarão o grupo, com destaque especial para Robin e Ravena, essa segunda já manifestou os seus poderes sombrios de forma bastante convincente. O que podemos refletir é que a série é diferente, bem trabalhada na sua história e que irá agradar muitos fãs que puderem dar uma chance para a produção que é a DC na sua essência.

Nota para o primeiro episódio (episódio piloto):

4 / 5


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GOOSEBUMPS 2 | A divertida (e esquecível) continuação do sucesso da Sony de 2016

João Nélio

Publicado

em

 

Foto: Reprodução

Qualquer garoto ou garota é capaz de dizer que a britânica J. K. Rowling é a mente por trás do universo Harry Potter; todavia, um público bem menor saberia dizer quem é R. L. Stine, também conhecido como o Stephen King da literatura infantil, que, muito antes das aventuras do bruxo de óculos e cicatriz na testa, também vendeu – como Rowling – cerca de 400 milhões de livros.

Se aqui no Brasil Stine é pouco conhecido, nos EUA é uma verdadeira celebridade, sendo autor prolífero de centenas de livros de suspense e terror “leve”, voltados para um público infanto-juvenil, que fez sua fama na década de 1990, incluindo uma série para a tv paga que durou de 1995 a 1998, conhecida no Brasil como A Máscara Maldita.

Foto: Reprodução

Em 2015, estreia nos cinemas o filme Goosebumps – nome da série de mais de 60 livros que Stine escreveu de 1992 a 1997 – mas que, ao contrário de adaptar uma das diversas histórias do estadunidense de 75 anos, resolveu transformar ele mesmo em um personagem às voltas com muitas das suas monstruosas e divertidas criações, na pele, voz e trejeitos de Jack Black.

O filme fez um sólido sucesso, custando pouco mais de 55 milhões (uma pechincha para blockbusters norte-americanos), mas faturando o dobro disso com facilidade.

Lógico que uma continuação iria acontecer, aliás, sugerida já na cena final do longa de 2015.

Obedecendo a lógica da obra de Stine, que a cada livro contava com protagonistas diferentes, a produção de 2018 despreza os personagens e locação do filme anterior para localizar a trama atual na fictícia cidade de Wardenclyffe, Nova York, onde os pré-adolescentes Sonny (Jeremy Ray Taylor) e Sam Carter (Caleel Harris) encontram a antiga casa de R. L. Stine e o manuscrito de seu primeiro livro, do qual libertam o boneco de ventríloquo maligno, Slappy the Dummy (voz de Mick Wingert), iniciando toda a confusão.

Foto: Reprodução

O filme segue a cartilha cinematográfica clássica, com um primeiro ato apresentando e desenvolvendo seus personagens, ainda que, alguns, de forma bastante caricata, como o caso da Kathy Quin (Wendi McLendon-Covey), a mãe de Sonny e da adolescente Sarah Quinn (Madison Iseman, linda e competente no papel de heroína), do personagem bastante pastelão interpretado por Chris Parnell, do namorado pouco confiável de Sarah, Tyler (Bryce Cass) e da turma de alunos cruéis que praticam bullying contra Sonny e Sam.

Foto: Reprodução

O segundo ato, como era de se esperar, mostra Slappy, que já havia sido apresentado no primeiro filme, revelando-se em toda a sua vilania e servindo para a produção criar – num CGI bem econômico – uma série de monstruosidades mais divertidas do que assustadoras, algumas repetidas, como o Pé-Grande (grande atrativo do primeiro filme) e o Lobisomem (que desta vez perde completamente sua periculosidade) e outras engraçadas, como a aranha gigante feita de balões de gás.

O terceiro ato mostra o clímax do filme – ambientado, não por acaso, no Halloween –, com toda a bagunça criada por bruxas com cabeças neons, abóboras de dia das bruxas que cospem fogo, cavaleiro sem cabeça, múmias, hordas de morcegos de cartolina etc., além de uma inverossímil estação elétrica de onde Slappy comanda “sua família”.

Foto: Reprodução

Se no filme de 2015 os monstros realmente pareciam ameaçadores, nesta produção eles provocam mais risos do que sustos (menos, talvez, os ursinhos de gelatina assassinos!). Também não dá para entender o porque de ninguém botar fogo naquele insuportável e mimado boneco de ventríloquo!!

No geral, se o filme não empolga tanto assim, ele também consegue prender a atenção pela sua hora e meia de duração, provocando involuntários risos de canto de boca, mas quase nenhuma gargalhada, mesmo da garotada que enchia metade da sala de exibição.

Personagens desperdiçados, como Mr. Chu (vivido por Ken Jeong, o eterno Leslie Chow de A Ressaca) e (SPOILER) uma participação quase desnecessária de um Jack Black em piloto automático (mas mesmo assim engraçado) fazem dessa segunda parte de Goosebumps um filme realmente voltado para as crianças, ao qual os pais conseguem acompanhar sem muito sacrifício, mas rapidamente esquecido no caminho de volta para casa.

Foto: Reprodução

Ao final, como era de se esperar, cria-se o gancho para uma nova continuação.


Pontuação de 0 a 5

Nota: 2,5 (“bonzinho”)

 


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NASCE UMA ESTRELA | Crítica do Don Giovanni

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NASCE UMA ESTRELA | Crítica do Don Giovanni

Giovanni Giugni Oliveira

Publicado

em

 

As expectativas geradas em torno da produção “Nasce uma Estrela” eram gigantescas. Além de ser a estreia de Bradley Cooper como diretor e ter a “diva” Lady Gaga como protagonista, o longa é o 3ª remake do clássico filme de 1937, estrelado por Janet Gaynor e Fredric March, que foi refilmado mais tarde em 1954, com ninguém menos que Judy Garland, fazendo par romântico com James Masone. Posteriormente em 1976,  foi produzido uma nova versão com a incrível Barbra Streisand, ao lado de Kris Kristofferson. A responsabilidade se tonou ainda maior quando Lady Gaga exigiu que todos os números musicais fossem gravados ao vivo, para dar uma maior veracidade a sua atuação como Ally. E ela brilhantemente estava certa.

Escrito e dirigido pelo competente Bradley Cooper (que ainda atua na pele de Jackson Maine, um cantor e compositor consagrado que se tornou alcoólatra devido ao convívio com o pai) Nasce uma Estrela é o filme que consolida a carreira de Lady Gaga como atriz.

Na trama a jovem Ally acaba sendo descoberta pelo famoso cantor Jackson Maine, resultando em uma paixão avassaladora, porém, enquanto Ally ascende ao estrelato, Jackson por ciúme e pelo iminente fim de sua carreira, acaba se afundando cada vez mais nas drogas, principalmente no álcool.

 

 

Bradley Cooper se mostrou um grande diretor, além de conseguir captar toda a verdade e emoção da atuação de Gaga, o diretor conseguiu extrapolar nas cenas dos números musicais, fazendo com que o espectador se sinta no palco ao lado de Ally e Jackson. Cooper ainda entrega uma de suas melhores atuações, sua visão do ídolo desconstruído é perfeita e convincente.

Mas a alma do filme é Lady Gaga, segura de seu talento a cantora/atriz é dinamite pura, carismática, forte, mas ingênua e deliciosamente doce. De forma gradativa e sem atropelos Ally vai ganhando confiança ao longo da produção, até o ápice do longa quando Gaga usa toda sua potencia vocal para marcar de forma inesquecível o exato momento em que a estrela nasce. Difícil conter as lágrimas mediante a carga emocional empregada pela atriz, que consegue passar para o espectador todas as nuances de sentimentos determinantes para cena funcionar.

Um filme forte, verdadeiro e extremamente emocional, graças as performances de Gaga e Cooper que nitidamente se entregaram de corpo e alma ao projeto. Forte concorrente ao Oscar, com direito a indicações de melhor filme, melhor ator para Bradley Cooper e indiscutivelmente de melhor atriz para a estrela da música e agora do cinema Lady Gaga.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 4,5

 

 

 

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