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NETFLIX | 13 Reasons Why: os 2 lados da fita! (Crítica do Viajante!)

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Não quero trabalhar com uma lista de prós e contras, pois o tema tratado pela série é muitíssimo sensível.
Querendo concordar ou não, a mídia traz muitas influências e rege muitas tendências. E 13 Reasons Why é tema de muitas conversas e debates e trouxe a curto prazo um resultado benéfico, já que a procura pela associação brasileira de prevenção de suicídio CVV (Centro de Valorização a Vida) aumentou 445% e a procura pelo site aumentou 170%.

A série apenas em si tem alguns problemas, ela é arrastada e tirando apenas o fato de querer usar cada capítulo como um lado da fita, não se justifica seus 13 episódios. Ela começa com um bom primeiro capítulo que segue em declínio até o nono episódio. Nesse meio tempo, ela se torna arrastada e desgasta a relação do espectador com o personagem Clay (Dylan Minnette).

Aliás, algo que merece elogio é o bom elenco jovem, principalmente a atriz Katherine Longford, que interpreta Hannah. Ela que consegue nos cativar, apesar de muitos momentos a personagem parecer exagerar na proporção de alguns acontecimentos, mas isso se deve ao roteiro esticado e não a atuação da Jovem.

É uma série pesada, tensa e não aconselhada a um público muito jovem, porém enxergo nela uma excelente oportunidade de ser uma válvula de escape para que o assunto seja conversado em salas de aula e, principalmente, no seio da família.

Alguns acusam a série de perigosa, de causar uma certa apologia ao suicídio, e, realmente, é um risco que se corre, entretanto não é a intenção que a obra tem.
E isso exige um cuidado, para que a série não se torne um gatilho para alguém que já está passando por um momento de depressão, mas que se torne um farol para que se possa diagnosticar uma pessoa que precisa de ajuda e atenção. E os resultados são plausíveis até aqui, como já foi citado, e acredito que muitos ainda serão beneficiados por ela.

Gostaria que não houvesse continuação. Contudo, ao que tudo parece, pelos vários ganchos deixados, certamente terá; mas que a Netflix tenha aprendido com os poucos erros da série que pecou apenas na questão quantidade de episódios e duração deles.

Pensando bem, que todos venhamos aprender com essa série, pois a linha de vítima e agressor é muito tênue, e devemos sempre observar as consequências das nossas ações.

Então…
#naosejaumporque

Obrigado Netflix.

Paulistano, amo música, filmes, séries, e estou ressuscitando o amor por animes. Aprecio os filmes bons e me divirto debochando dos ruins (o que gerou o injusto apelido de Mestre Hater). Tento ter como característica, textos curtos e objetivos valorizando a informação. Escritor das colunas HATEANDO! Demorei, mas eu vi! Escondido na Netflix

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MENTES SOMBRIAS | Crítica do Don Giovanni

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Depois da popularização dos filmes de super-heróis, que após “Vingadores: Guerra Infinita” atingiu status de gênero consolidado, deixando claro que definitivamente veio para ficar, inúmeros roteiristas, diretores e estúdios, sonham em emplacar novas e rentáveis franquias para suprir a incrível demanda existente em todo mundo. A “receita” parece fácil, mas não se engane, produzir um filme sobre o tema, sem se entregar aos inúmeros clichês existentes sobre o assunto, não é uma tarefa para qualquer um. Pegue a história base dos “X-Men”, coloque elementos de “Jogos Vorazes”, com toques de “Preacher” e “Superman 2”, todo esse “amalgama” de referências, aparentemente fizeram os produtores de “Mentes Sombrias” acreditarem que essa “colcha de retalhos” seria o suficiente para o sucesso do longa junto ao seu público alvo.

 

 

Infelizmente de boa intenção o reino de Mephisto está lotado e a nova produção da 20th Century Fox “Mentes Sombrias” acaba sendo um filme desinteressante, previsível e totalmente esquecível.

Na trama dirigida por Jennifer Yuh Nelson e escrita por Chad Hodge (baseado no romance de mesmo nome de Alexandra Bracken) somos apresentados a Ruby Daly (Amandla Stenberg) uma jovem que desenvolveu incríveis poderes de “persuasão” após uma pandemia causada por uma doença conhecido como “neurodegeneração aguda do adolescente idiopático”, ou IAAN, que matou 90% das crianças  e adolescentes com menos de dezoito anos. Os poucos sobreviventes são dotados de “fabulosas” habilidades. Temidos e odiados pelo governo, eles são mandados para campos de custódia, onde são classificados com base em seus poderes psiônicos.

 

Destinado exclusivamente ao publico teen, “Mentes Sombrias” peca por apresentar um roteiro totalmente desinteressante, lotado de clichês, que em momento algum funcionam como homenagens e sim como  forma de cópia descarada, transformando todo longa em uma versão simplista e equivocada dos “Novos Mutantes”.

 

 

Pontuação de 0 a 5

Nota: 2

 

 

 

 

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O PROTETOR 2 | Crítica do Don Giovanni

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Qualquer filme que tenha em seu elenco o maravilhoso ator Denzel Washington, sendo dirigido por Antoine Fuqua, que trabalhou com o ator em “Dia de Treinamento” (2001) e “O Protetor” (2014), já são motivos suficiente para qualquer um ir ao cinema. Poder conferir o ganhador de dois Oscars e três Globos de ouro, atuando no gênero policial, em uma produção com a boa e velha história de vingança, é sempre uma ótima experiência cinematográfica. Porém, algumas subtramas apresentadas pelo longa, não conseguem acompanhar a narrativa principal, fazendo com que algumas cenas se tornem desinteressantes.

 

Na trama o ex-agente naval da inteligência Robert McCall (Denzel Washington) portador do “TOC” (transtorno obsessivo compulsivo) vive em Massachusetts , trabalhando como motorista, enquanto ajuda pessoas de forma altruísta e corajosa, usando métodos violentos, brutais, mas extremamente eficazes. Certo dia, sua amiga de longa data Susan Plummer (Melissa Leo) chega à cidade para investigar o “suposto” assassinato/suicídio de um agente e sua esposa, junto com o ex-companheiro de equipe de McCall, Dave York (Pedro Pascal). Susan é assassinada misteriosamente, deixando “o exercito de um homem só” inconsolável e com uma sede de vingança que só será saciada quando o responsável pela morte de sua melhor amiga encontrar seu derradeiro fim.

 

 

Outro ponto negativo da produção, fica por conta das poucas cenas entre McCall e Susan, que acabam dando pouca profundidade a amizade dos dois, fazendo com que o espectador não tenha tempo de desenvolver grandes laços afetivos com a personagem, minimizando assim o impacto de sua morte.

Infelizmente “O Protetor 2” não consegue ser tão competente e excepcional como seu antecessor, porém Denzel Washington em uma jornada pessoal de vingança, com uma determinação inabalável, sempre rende ótimos momentos e grandes emoções na tela grande.

 

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Nota: 3,5

 

 

 

 

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MEGATUBARÃO | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Jon Turteltaub e roteirizado por Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber, a co-produção entre Estados Unidos e China “Megatubarão”, está longe de ser uma das grandes produções do gênero (como o clássico “Tubarão” do mestre Steven Spielberg), mas como “Blockbuster” o filme estrelado por Jason Statham, segue a mesma linha dos recentes filmes de monstros protagonizados por “The Rock” e deve agradar os fãs de “filmes de Tubarão” que normalmente são obrigados a se contentar com filmes de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

 

 

Na trama baseado no livro de 1997 “Meg: A Novel of Deep Terror” de Steve Alten, Jonas Taylor (Jason Statham), é um mergulhador de resgate que é atormentado por uma missão de salvamento mal sucedida, que resultou na morte de vários tripulantes. Cinco anos depois, em uma avançada instalação de pesquisa subaquática, um pequeno grupo de exploradores liderados por Lori (Jessica McNamee), a ex-mulher de Taylor, ficam presos dentro de um pequeno submarino, após o ataque de uma criatura pré-histórica, enquanto estudavam a fossa mais profunda do oceano pacifico. Somente um homem pode fazer esse resgate, mas será que o atormentado mergulhador “bêbado” conseguirá superar seus traumas, para chegar a tempo de salvar os três pesquisadores do temido Megalodon? Além disso, como impedir que a monstruosa criatura chegue até uma praia chinesa repleta de civis? Todas essas perguntas são respondidas após 113 minutos de sustos, tensão e alguns momentos decepcionantes.

 

 

O primeiro ato da produção é interessante e rende bons sustos, porém, o velho truque de retardar ao máximo o aparecimento por completo da criatura, acaba deixando o segundo ato do longa um pouco cansativo. O CGI está bastante competente, o que é determinante para esse gênero de filme, pois um visual “fake” tira por completo o espectador da história, comprometendo a experiência e quebrando o ritmo do longa. Isso não acontece em nenhum momento em “Megatubarão”, quando ficamos cara a cara com a monstruosidade de mais de 20 metros de comprimento, não sentimos medo… Sentimos pavor. “Meg” é gigantesco e suas aparições são realmente impactantes, principalmente conferidas em IMAX.

 

O maior pecado do filme está no terceiro ato da produção, onde o roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista (que permearam os dois primeiros atos) para apostar em situações inverossímeis, semelhante às apresentadas em franquias como “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, que colocam um ser humano normal fazendo coisas que só são críveis nos universos Marvel e DC.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 3,5

 

 

 

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