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O PREDADOR | Crítica do Don Giovanni

Giovanni Giugni Oliveira

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em

Depois do enorme sucesso de “Predador” (1987) com o astro Arnold Schwarzenegger e de sua continuação “Predador 2” estrelado por Danny Glover, Hollywood vem tentando de forma recorrente (com altos e baixos) revitalizar a franquia do cultuado alienígena. Aliens vs Predador de 2004, agradou boa parte dos fãs, diferente de sua  sequência que recebeu toneladas de críticas negativas. “Predadores” de 2010 vinha sendo considerado desde então, a melhor e mais consistente produção sobre a raça de caçadores alienígenas  (depois dos dois clássicos primeiros filmes) e após o lançamento do novo filme da franquia “O Predador” (2018) ele continua sendo.

Na trama dirigida por Shane Black e escrita por Black e Fred Dekker, um grupo de mercenários é reunido para tentar proteger uma pequena cidade de uma invasão de Predadores, que chegam a terra em busca de “evolução”.

 

 

Nada funciona no longa dirigido pelo criador da excelente série policial “Maquina Mortífera” (1987), além de um roteiro cansativo e enfadonho, o filme conta com um elenco que apesar de interessante, é extremamente sem química, muito por conta dos péssimos personagens e do desastroso roteiro de Black e Dekker. Meio filme família, meio filme de ação, a produção tenta de forma confusa, usar a formula popular nos anos 80, de mesclar piadas e frases de efeito, com explosivas cenas de ação, mas o resultado final deixa claro, que a formula muito bem utilizada pela Marvel Studios, pode parecer de fácil execução, mas não é.

 

Os novos rumos da franquia orquestrados por Black destoam completamente dos filmes originais, criando uma produção sem identidade e sem coração, que se distancia dos conceitos básicos do personagem. Isso fica bastante exemplificado na cena final, onde o gancho deixado para a continuação nos faz desejar que ela nunca saia do papel.

 

Mais suspense, menos piadas, protagonistas mais conhecidos, ou mais bem preparados, poderiam ter salvado a produção. Boyd Holbrook não convence em momento algum como “cara durão”, se transformando no personagem mais chato do filme. Olivia Munn como Casey Bracket, também não se sai bem como a descontente bióloga que se junta a equipe, muito por conta do roteiro e da direção de Shane Black, que ainda tem uma gigantesca caminhada para se consolidar como diretor.

 

Triste, pois com a possível “flopada” do filme, a ideia de uma nova franquia do impiedoso caçador interplanetário deve ficar em animação suspensa por um bom tempo.

 

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Nota: 2,5

 

 

 

 

 

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Giovanni Giugni (Don Giovanni) é o exército de um homem só, por trás da "Casa das Ideias Nerd". Teve a felicidade de ter como primeiras experiências cinematográficas, filmes do calibre de "Superman" de 1978 e "O Império Contra-ataca". Destemido desenhista e intrépido apaixonado por "Super-heróis", vive disfarçado como um pacato Professor de musculação.

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ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD | Crítica do Don Giovanni

Giovanni Giugni Oliveira

Publicado

em

 
 
Cenas de ação eletrizantes, efeitos especiais espetaculares, personagens carismáticos, dezenas de referências ao “Potter universe” e até um contido romance gay, são as armas usadas pelo diretor David Yates para transformar a segunda parte da franquia “Animais Fantásticos” em um filme muito mais interessante e competente que seu antecessor.
 
 
A trama de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” se inicia logo após os eventos do primeiro filme da franquia, onde o poderoso bruxo Gellert Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda do magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne). Fazendo justiça a sua reputação, Grindelwald cumpre suas ameaças e escapa da prisão (em uma alucinante cena de ação) com o intuito de reunir novos e cegos seguidores para que os bruxos de sangue puro possam governar com mão de ferro todos os seres não mágicos. Para tentar frustrar os maléficos planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Jude Law) pede ajuda a seu antigo aluno Newt Scamander, que com o apoio de seus amigos e de suas carismáticas criaturinhas, tentará impedir o infame feiticeiro de concretizar seus sonhos de conquista.
 
 
David Yates consegue melhorar significativamente todos os elementos problemáticos do primeiro filme. O roteiro além de mais interessante, tem um ritmo mais acelerado comparado com Animais Fantásticos e onde habitam. As atuações são ótimas, principalmente a de Eddie Redmayne como Newt Scamander. Diferente do primeiro filme onde Redmayne adotou uma postura excessivamente depressiva e de pouca expressão, em “Os Crimes de Grindelwald” o ator esbanja carisma, mesclando ingenuidade e insegurança com bravura e determinação. Esse amalgama de características fazem de Newt, um personagem mais doce e apaixonante que seus “animais fantásticos” que, diga-se de passagem, são muito mais “fantásticos” nesta continuação.
 
 
 
O peso que atores do calibre de Johnny Depp e Jude Law dão a produção é gigantesco. Os diálogos soam mais críveis, o manuseio da varinha é mais elegante, a postura é mais convincente. Isso literalmente faz a magia acontecer.
 
 
 
A condição sexual de alguns personagens é tratada de forma sutil, mas que deve evoluir se tornando algo mais evidente na terceira parte da franquia. Por mais que seja de forma “despistada” é inegável a importância do fato em questão. O roteiro tem a sensibilidade de tratar o tema de forma “normal” sem estereótipos, sem caricaturas, criando profundos laços sentimentais, que fazem o espectador ficar ansioso para presenciar todo o desenrolar que esta inusitada e corajosa relação vai desencadear. E é lógico, que esperamos que o tema seja tratado de forma mais evidente e clara no próximo filme, pois a relação desses dois personagens adiciona um ingrediente importantíssimo, totalmente shakespeariano e trágico para o final de toda saga.
 
 
 
 
 
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Nota: 4

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INFILTRADO NA KLAN | “América acima de tudo!” – Crítica do Don Giovanni

Giovanni Giugni Oliveira

Publicado

em

 

“AMÉRICA ACIMA DE TUDO”

O renomado diretor americano Spike Lee está de volta mais contestador e ácido do que nunca. De forma genial e provocativa o diretor (que também assina o roteiro da produção ao lado de Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott) usa como pano de fundo a luta do movimento pelos direitos civis americanos nos anos 70, para traçar um importante paralelo com os eventos políticos atuais.

Baseado na obra de 2014 “Black Klansman” de Ron Stallworth “Infiltrado na Klan” narra biograficamente parte da história de Ron Stallworth (John David Washington) o primeiro detetive negro do departamento de policia de Colorado Springs, Colorado, no inicio dos anos 70. Para fugir do maçante trabalho burocrático na sala de registros (onde sofre insultos raciais diários) Stallworth se oferece para trabalhar disfarçado como agente infiltrado. Para provar seu valor o “novato” cria um plano para espionar o grupo local da Ku Klux Klan. Após conquistar a confiança do presidente da “Klan” via telefone, Stallwoeth convoca seu parceiro judeu o detetive Flip Zimmerman (Adam Driver) para atuar como ele, com o intuito de investigar de perto os membros da Ku Klux Klan.

 

 

Por mais que o filme tenha alguns alívios cômicos, inevitavelmente todos eles são abafados pelo nojo e pela indignação que o espectador “racional” sente ao se deparar com os crimes raciais, as ideias antidemocráticas e o ódio destilado e incentivado violentamente pelos seguidores da Ku Klux Klan. Mas não se engane, poucos usam as conhecidas mascaras de terror, a maior parte deles anda de cara limpa entre eu e você, como “homens de bem”, arrotando um falso patriotismo e uma religiosidade dúbia, muito bem exemplificada na frase: “Deus abençoe a América branca.”

Dois personagens históricos secundários merecem destaque. Em sua primeira missão como agente infiltrado,  Stallwoeth  vai a uma manifestação local em que o líder nacional dos direitos civis, Kwame Ture, fará um discurso.

Kwame Ture foi um dos grandes lideres do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos e na África. Um dos responsáveis pelo movimento “Black Power” Kwame Ture liderou o Comitê de Coordenação de Estudantes Não-Violentos (SNCC) e se tornou o “primeiro-ministro honorário” do Partido dos Panteras Negras (BPP). Anos depois atuou como líder da revolução popular africana. Inspirado por Malcom X, Ture propagou a filosofia do “poder negro” usando como “arma” apenas seus discursos provocativos e seus artigos ásperos e revolucionários, que fizeram dele um dos líderes negros mais populares e controversos do final dos anos 60. Ture definiu o “racismo institucional” como “o fracasso coletivo de uma organização em fornecer um serviço adequado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica.”

Edgar Hoover, famoso diretor do FBI, secretamente identificou Kwame Ture como o homem com maior probabilidade de suceder Malcolm X como o “messias negro” dos Estados Unidos.

Nascido Stokely Carmichael  em 29 de junho de 1941, ele adotou o nome “Kwame Ture”, para homenagear os líderes africanos Kwame Nkrumah e Ahmed Sékou Touré.

O segundo personagem histórico que temos que mencionar é David Duke, vivido por Topher Grace, o Venom de Homem Aranha 3, em ótima atuação.

David Ernest Duke é um polêmico e desequilibrado político americano, nacionalista branco, teórico da conspiração antissemita, negador do Holocausto e líder da Ku Klux Klan na época, que foi condenado por fraude e evasão fiscal em 2002.

Recentemente David Duke ganhou as manchetes brasileiras por fazer um comentário bastante elucidativo sobre (na época) o candidato (hoje presidente da república) Jair Bolsonaro, em seu programa de rádio.

“Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse o ex-líder da KKK sobre Jair Bolsonaro, do PSL.

“Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco dos EUA, de Portugal, da Espanha ou da Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo, nos bairros “negros” do Rio de Janeiro, afirmou Duke, que frequentemente classifica o prêmio Nobel da Paz sul-africano Nelson Mandela como um “terrorista”, em declaração feita em seu próprio programa de rádio.

 

 

Um dos grandes acertos de Spike Lee foi abordar a parte política da história de forma gradativa, para que até o espectador mais alienado politicamente, possa entender como funciona o racismo e principalmente como funciona um governo onde não existe democracia, onde as minorias são tratadas como lixo, como seres de segunda categoria. O teor político é colocado em entrelinhas no primeiro ato, já no segundo ato o diretor já deixa claro suas intenções, fazendo a tensão aumentar até o terceiro ato, onde Spike Lee “esfrega” na cara do espectador a verdade sobre o atual momento político mundial.

Um filme forte, direto e esclarecedor, que não poderia chegar em momento mais oportuno. A arte exercendo seu papel mais importante, mais inspirador… o de resistência.

 

 

“Nossos avós tiveram que correr, correr, correr. Minha geração está sem fôlego. Nós não vamos mais correr.”

Kwame Ture

 

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Nota: 4,5

 

 

 

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A GAROTA NA TEIA DE ARANHA | Crítica da 5ª adaptação cinematográfica dos livros da série Millennium

João Nélio

Publicado

em

 

Foto: divulgação

Os suecos sabem escrever suspenses policiais como ninguém!

O jornalista e escritor Stieg Larsson (1954-2004) é a prova mais contundente disso.

Seus 3 livros da série MillenniumOs Homens Que Não Amavam as Mulheres (2005), A Menina Que Brincava com Fogo (2006) e A Rainha do Castelo de Ar (2007) – já foram lidos por um a cada quatro suecos, além de por outros milhões de leitores ao redor do mundo.

Foto: divulgação

Após sua prematura morte em 2004, seus 3 livros da série Millennium (publicados postumamente) foram adaptados para o cinema sueco, revelando para o mundo Noomi Rapace (Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras), no papel da heroína da saga, Lisbeth Salander; e, em 2011, como é recorrente em Hollywood, o primeiro livro/filme – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres – foi refilmado, com o título A Garota com a Tatuagem de Dragão, estrelado por Rooney Mara (Pan) e Daniel Craig (007 – Cassino Royale) sob a direção de David Fincher.

Foto: divulgação

A adaptação norte-americana obteve boas críticas (principalmente pelo respeito ao clima do livro/filme originais e da coragem de não amenizar na violência e no sexo), mas arrecadação mediana, o que desanimou a Columbia Pictures de dar continuidade à franquia em espaços de tempo menores.

Manuscritos deixados por Larsson para novos romances passaram por uma desgastante luta judicial que impediram sua companheira – com quem não era casado oficialmente – de escrever novos livros, ficando tal tarefa para o escritor David Lagercrantz, que aproveitou os personagens e ambientações para escrever duas obras totalmente inéditas: A Garota na Teia de Aranha (2015) e O Homem Que Buscava Sua Sombra (2017).

Foto: divulgação

Desse modo, para não refilmar toda a trilogia cinematográfica sueca, apenas agora, 7 longos anos depois, Hollywood engatilhou mais um filme norte-americano da agora “quintologia”, baseado no quarto livro da série, A Garota na Teia de Aranha, estrelado pela britânica Claire Foy (The Crown), e dirigido pelo diretor uruguaio Fede Álvarez (Evil Dead, 2013).

O filme se inicia com uma cena de flashback da infância de Lisbeth Salander – essencial para a trama – para logo em seguida introduzir a Lisbeth adulta como uma “justiceira” de mulheres abusadas física e sexualmente por homens violentos, sem gastar tempo com apresentações, afinal, por mais que tente funcionar como um produto independente, fica claro que um conhecimento prévio dos livros ou dos filmes anteriores (incluindo os suecos) torna a compreensão de tudo mais fácil.

Todas as duas cenas destoam um pouco da construção sueca da personagem e dos filmes antecessores, cujas tramas são citadas en passant. Além disso, Lisbeth, aos olhos de seu novo “deus”, Lagercrantz e de Fede Álvarez torna-se uma superhacker, muito mais voltada para a ação física do que em suas retratações anteriores, o que pode causar certo estranhamento aos fãs mais “xiitas” do material original.

Mesmo assim, porém, o filme não perde com tais “licenças poéticas”, apresentando ao público um excelente thriller de suspense e ação, permitindo-se até mesmo a alguns momentos de humor orgânico.

As quase duas horas do filme passam sem qualquer sacrifício, apresentando uma trama ágil, bem amarrada e quase 100% verossímil para aquele universo (apenas as ‘super’ habilidades de Lisbeth com computadores foge um pouco do razoável). Talvez o excesso de ‘ação’ até mesmo atrapalhe uma avaliação mais criteriosa do enredo, mas o produto final agrada bastante.

Qualquer detalhe da trama entregaria desnecessários spoilers, capazes de estragar a experiência e surpresas (algumas esperadas) da produção, mas, para não deixar de dar um gostinho, pode-se dizer que o filme envolve um menino autista superdotado, um programa de computador “cabuloso” para controlar armas nucleares, personagens dúbios, frios e assassinos, acerto de contas com o passado e boa dose de tensão. Ah, e tem um personagem norte-americano bem relevante – que é nerd, hacker, agente secreto da NSA e excelente combatente –, talvez criado já pensando em agradar aos financiadores do filme. Tudo isso num tempero ‘sueco’, que faz a diferença.

O terceiro ato é bem concluído e, mesmo sem indicar uma sequência, deixa um gosto de quero mais para as aventuras de Lisbeth, talvez uma das mais fortes personagens femininas da cultura pop atual, haja vista sua independência, resiliência, persistência e força, ainda que sem abrir mão de uma cativante fragilidade em certos casos.

A direção é segura e competente, inclusiva com certas ousadias, como numa cena em que Lisbeth está drogada e a câmera quase subjetiva faz movimentos que passam com extremo realismo a sensação de vertigem da personagem num momento de fuga.

Claire Foy, sem dúvida a mais bela das atrizes que interpretaram Lisbeth, dá um show à parte, roubando todas as cenas, inclusive quando ao lado da criança. Sua fisicalidade e entrega é digna de aplausos. Sverrir Gudnason, no icônico papel de Mikael Blomqvist, quase não acrescenta nada ao personagem, que quase não acrescenta nada à trama, apesar de alguma relevância.

Foto: divulgação

O puritanismo norte-americano (e aparentemente do próprio David Lagercrantz) tiram algo do peso da obra, ao apelar para a violência gráfica (a cena no fliperama é chocante), mas negligenciar a sensualidade da personagem (todas as cenas de nudez são ocultadas, ao contrário da obra sueca).

Foto: divulgação

O filme, ao final, é muito bom, mas, como uma certa metáfora da trama demonstra, o “dragão está ferido” (além de menor: a tatuagem de dragão encolheu misteriosamente!).

Resta saber se, como a personagem de Lisbeth Salander, ele sobreviverá para mais algum filme, o que seria bem-vindo, haja vista a atual falta de criatividade hollywoodiana.


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Nota: 3,5 (Muito Bom)


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