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REI ARTHUR: A LENDA DA ESPADA | Crítica de “outro” Viajante!

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Você não pode realmente criticar a lógica de deixar Guy Ritchie trazer um pouco de caos para o mundo tradicionalmente cavalheiresco do Rei Arthur. Em 2009, quando o detetive de consultoria moderna de Benedict Cumberbatch ainda estava para levar os espectadores ao seu Palácio da Mente, o primeiro filme de Sherlock Holmes de Ritchie provou ser uma revelação alegremente incendiária, proporcionando emoções inesperadas (e um sucesso de bilheteria de US $ 524 milhões) das histórias de Sir Arthur Conan Doyle com o brio visual da marca do diretor de “Snatch” e a devoção inabalável para as cenas de luta sem camisa.

Assim, em teoria, você não apostaria contra a opinião similarmente controversa de Ritchie sobre a lenda arturiana (uma reimaginação urbana – história de origem criada para dar origem a um universo cinematográfico ligado a seis filmes) para conseguir um truque semelhante. Não demora muito para que essas esperanças se definham, em vez disso – dada a cena de batalha de abertura do filme – sejam pisoteadas por um elefante em CGI de 300 pés. Embora tenha às vezes algumas cintilações, o filme “Rei Arthur: A Lenda da Espada” converte em um assunto misturado, pesado para baixo e confundindo elementos sobrenaturais em uma dependência preguiçosa nos efeitos visuais.

Ainda assim, as cenas de abertura são estimulantes. Os paquidermes gigantes e os saqueadores são parte de um prólogo que nos serve alguma história de fundo entre as cenas da matança das idades escuras. Na Inglaterra antiga, nos dizem que homens comuns estão em guerra com “magos” (seres místicos com o poder de controlar animais). Durante um conflito chave, o monarca reinante heróico, o Rei Uther (Eric Bana), faz uma intervenção crucial com sua espada mágica, Excalibur, mas a vitória parece vir com um vago custo místico – Vortigern, irmão de Uther, tem uma hemorragia nasal suspeita. Uma coisa – e em breve traição vem para Camelot.

Vortigern reivindica o trono, Uther e sua esposa são mortos e Arthur, seu único filho, está escondido em um barco antes de chegar em Londinium. Uma montagem rapidamente cortada – um show irresistível da verve estilística de Ritchie – que então retrata a jornada de Arthur, trabalhador de bordel ingênuo para brawler streetwise. Depois de ser convocado para o seu encontro habitual com a espada na pedra, Arthur eventualmente cai com uma misteriosa maga (Àstrid Bergès-Frisbey) e um grupo ragtag de lutadores que brigam pela liberdade de derrubar o regime de Vortigern e abraçar o seu destino heróico.

Esta parte do meio do filme, onde os tambores são como um cruzamento entre Robin Hood e Ocean’s Eleven, é, sem dúvida, o seu ponto alto. Mas também sublinha uma de suas maiores falhas. Mesmo em um cenário inesperado, os tropos de Ritchie – gírias do Leste de Londres, lutas de punho, truques narrativos de Tarantino-ish – ainda se sentem irremediavelmente datados. E depois há David Beckham. Depois de um breve cameo no filme anterior de Ritchie, The Man From U.N.C.L.E., Becks efetivamente se coloca como a resposta do Ritchieverse à Stan Lee, com uma aparência mais vigorosa e como um soldado vilão. É um mistificado, fist-biter de uma performance – quase impressionante quando você considera que apresenta um homem que é realmente de Leytonstone jogando um sotaque um pouco convincente, e o fato de um momento do personagem extremamente significativo para Arthur insinuar a parte penetrante do filme mal-julgado. Jude Law trabalha admiravelmente como o protoditador demoníaco Vortigern, mas a decisão de Hunnam de interpretar Arthur é como uma mentira para o ator interpretar um grande personagem

Ritchie é claramente ainda adepto em ordenar uma peça de ação inventiva, mas todas as esperanças é de que isso está se dirigindo em um lugar interessante para uma sequência futura.

Mesmo com os altos e baixos, eu gostei do filme. Espero que o diretor se supere na sequência.

NOTA PARA O FILME: 4/5

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WESTWORLD | Vida eterna – Episódio #04: The Riddle of the Sphinx – Crítica do Viajante

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E o 4º episódio da segunda temporada de Westworld exibido pela HBO no último domingo deixou um pouco de lado as duas líderes anfitriãs revolucionárias Dolores (Evan Rachel Wood) e Maeve (Thandie Newton) para focar um pouco em Willian, o Homem de Preto, que é interpretado por dois atores, Jimmi Simpson (quando jovem) e Ed Harris (idoso) e que não havia aparecido no episódio anterior.

Já havia sido mostrado antes, que em dado momento após a saída de Willian de sua primeira aventura no parque, seu inescrupuloso sogro adoecera e estava bastante debilitado. Agora ficamos sabendo que o velho James Delos (Peter Mullan) usou sua fortuna para tentar se tornar imortal. A ideia era transferir sua mente para um modelo de anfitrião (andróides do parque que dão nome ao seriado). Diversos testes são mostrados, sempre capitaneados pelo jovem Willian que aparentemente assumiu as empresas após o falecimento não só do velho Delos mas também de seu filho Logan (Ben Barnes) que morreu de overdose conforme é citado pelo próprio Willian. 

Os testes nunca trazem um resultado positivo sendo que a mente de Delos sempre se deteriora. Após 149 tentativas, sendo que na última Willian já está velho e já é interpretado por Harris, o mesmo desiste de tudo. O interessante é notar o sofrimento em looping do velho Delos que sempre repete as mesmas coisas e está sempre ansioso por voltar ao mundo. Mas o que fica mais claro nesse arco, é que desde o começo a intenção da Delos é realmente criar uma maneira de tornar humanos imortais tecnológicamente. É o sonho real de se “upar” a mente em determinada tecnologia quando o corpo humano não pode mais suportá-la. Assumidamente ou não, essa é uma questão em voga nos meios científicos de nossa sociedade atual.

Voltando ao presente dentro da série, também pudemos entender um pouco mais a maneira como o velho Willian que se encontra dentro de Westworld pensa e age. Sua vida foi uma sucessão de tragédias que culminaram com o suicídio de sua esposa. Sua frieza e aparente desprezo por tudo que o cerca a não ser sua jornada para o Glory é de certa forma melhor compreendida. Porém ele não é absolutamente desprovido de emoções. Willian trai sem pensar duas vezes aquele que vinha lhe dando suporte em sua viagem, Lawrence (Clifton Collins JR), tentando se libertar de um bando de anfitriões violentos comandados pelo psicopata conhecido como Major Craddock  (Jonathan Tucker) que acaba sequestrando a vila inteira de Las Mudas.

Após a traição, Willian parece confraternizar com Craddock, mas no momento certo acaba com ele e salva Lawrence. Não ficou claro se esse era o plano desde o início. O que se percebe nitidamente é que Willian se sente muito incomodado com o sofrimento de Lawrence e de sua mulher e filha diante do sadismo de Craddock, mesmo sabendo que os três não passam de máquinas. 

Na outra trama também enfocada nesse episódio, temos o retorno de Elsie Hughes (Shannon Woodward) que havia sido dada como morta na primeira temporada. Bernard Lowe (Jeffrey Wright) a encontra acorrentada no meio do deserto e a liberta. Momentos depois, fragmentos de memória em seu cérebro cibernético fazem com que descubra ali nos arredores um laboratório camuflado denominado Setor 22.

Dentro do complexo Elsie salva a mente de Bernard que estava se deteriorando rapidamente por falta de “fluído cerebral” que ela lhe introduz. Porém, ele continua confuso, com a mente divagando e tendo flashs de memória que não conseguimos concluir se são dele mesmo ou se possivelmente da mente de Arnold, o sócio de Robert Ford (Anthony Hopkins) que talvez tenha sido introduzida em um anfitrião como tentado com Jim Delos. É possível que o tal do “fluído cerebral” seja algum tipo de substância desenvolvida após os testes fracassados para evitar a deterioração e que tenha sido utilizada na mente de Arnold. 

E no gancho final, temos o encontro de Grace (Katja Herbers) e Willian (o velho) e ficamos sabendo que ela é na verdade Emily, sua filha. Grace, para quem não lembra, é aquela moça que sai do parque The Raj no episódio anterior e foi parar em Westworld após ser ataca por um tigre-andróide. Como eu havia previsto, ela terá sim grande importância na temporada.

Classificação para a série se mantém:

4,5/5

Links para as críticas dos episódios anteriores:

 

Westworld S02E01

Westworld S02E02

Westworld  S02E03

 

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DEADPOOL 2 | Crítica do Don Giovanni

 


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DEADPOOL 2 | Crítica do Don Giovanni

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“AÇÃO, GARGALHADAS E VÁRIOS CANOS FUMEGANTES”

 

Com um roteiro simples e divertido escrito por Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds, a continuação do ótimo “Deadpool” (2016) chega aos cinemas apostando em boas piadas, ótimas cenas de ação e no incrível carisma de seu protagonista.

 

A saída do diretor Tim Miller da franquia, deixou temerosa a legião de fãs do mercenário. Muitos se perguntavam se o “tom” continuaria o mesmo e se Ryan Reynolds conseguiria desenvolver tão bem seu personagem como no primeiro filme. Logo de cara fica claro que Ryan Reynolds é a alma do filme, seus diálogos engraçados, suas expressões corporais e suas explosivas cenas de ação, conquistam o espectador, criando cenas divertidas, que enriquecem a simplicidade do roteiro.

 

 

Na trama, após um trágico incidente, Deadpool tem que proteger o jovem mutante Russell “Rust” Collins (Julian Dennison), um mutante com habilidades pirotécnicas, das garras do misterioso soldado do futuro “Cable” (Josh Brolin).

Brolin está incrível como Cable e ao termino da sessão, ficamos com aquela vontade de saber mais a respeito de seu passado e por que não, de seu futuro.

A belíssima Morena Baccarin tem pouco tempo de tela, mas a competente atriz abrilhanta a produção, deixando claro que está pronta para voos mais altos. Alguém dúvida que ela daria uma ótima “Mulher-Gato”?

Para aqueles que criticaram a escolha de Zazie Beetz para Dominó, fiquem sabendo que a maravilhosa atriz rouba todas as cenas em que aparece, seu “timing” de comédia e excelente e suas capacidades físicas para as cenas de ação são impressionantes.

 

 

Deliciosas surpresas vão arrancar gargalhadas do público e uma em especial, realizará o sonho de muitos fãs dos filhos do átomo, porém, se o CGI fosse um pouquinho melhor, a experiência seria ainda mais gratificante. Particularmente, continuo achando o primeiro filme superior, porém, não há como negar que David Leitch e Ryan Reynolds, entregaram um filme extremamente divertido, deliciosamente engraçado, com personagens hilários e carismáticos.

 

Mais Cable, mais Dominó e é claro…mais Wade Wilson…

 

Essa “trindade” é diversão garantida!

 

Nota: 4/5

 

 

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DEADPOOL 2 | Crítica da Viajante

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Atualmente sendo aclamado pela crítica internacional, diversas postagens no Twitter estão comentando da qualidade do longa. Considerando que o primeiro arrecadou mais de US$780 milhões em todo o mundo, a confiança da produção está bem colocada.

Dirigido por David Leith (‘John Wick’, ‘Atômica’), Ryan Rynolds traz o mercenário tagarela a vida novamente, constituindo novos personagens na trama como Cable (Josh Brolin), e a membro da X-Force, Dominó, que é interpretada pela atriz Zazie Beetz. Também retornam Colossus (Stefan Kapicic), Míssil Adolescente Megassônico (Briann Hildebrand) e o taxista Dopinder (Karan Soni).

No roteiro assinado por Drew Goddard (‘O Segredo da Cabana’, ‘Perdido em Marte’) e Ryan Reynolds, nosso anti-herói é forçado a refletir sobre amizade, família e o que realmente significa ser o que ele é. O elenco está em ótima sintonia em todos os seus momentos, tanto nas cenas de ação quanto nas cenas que precisam ter aquele mínimo toque de drama. Apesar do tom didático, a montagem é dinâmica, calcada na ausência de linearidade – recurso que cumpre bem a função de instigar o interesse pela plateia.

Mesmo antes de vestir o uniforme do personagem, Ryan Reynolds incorpora bem mais uma vez o papel tanto fantasiado ou não. Ele compreende que Deadpool depende muito da sua expressão corporal e inova a modulação da sua voz sempre de forma cômica. Ele se movimenta com ousadia e executa a ação com grandiosidade.

O trunfo do diretor está em seu trabalho com os efeitos visuais, a violência é usada numa escala compatível com a do humor, assim como o seu antecessor. Vale lembrar da utilização de vários gêneros musicais para integrar a trilha sonora, do dubstep ao pop oitentista em cenas casuais, e até mesmo não casuais.

Em suma, ‘Deadpool 2’ é ágil e afiado, sempre fazendo jus ao humor do protagonista, a trama central é relativamente simples, mas cumpre a sua função de apresentar uma ótima e merecedora sequência funcionando surpreendentemente bem.

Nota para o filme: 3,5 / 5

 

O filme do anti-herói teve sua estreia antecipada e agora chega aos cinemas em 17 de maio de 2018.


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