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STAR TREK: DISCOVERY | O gancho para a introdução da Seção 31 – Episódio 14: The war without, the war within – Crítica do Viajante

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Na crítica da semana passada levantei algumas hipóteses sobre como ficaria a linha de comando da U.S.S Discovery após a morte do capitão Gabriel Lorca (Jason Isaacs). A hipótese que citei como a mais provável era a de que a especialista Michael Burnham (Soneqa Martin-Green) de alguma forma assumisse o comando. Outra possibilidade era que o primeiro oficial, Saru (Doug Jones), que já havia assumido interinamente, fosse efetivado pelo comando da frota. Nada disso aconteceu.

Num primeiro momento a Discovery foi abordada pela Frota e a almirante Kat Cornwell (Jayne Brook) acompanhada do vulcano Sarek (James Frain) sobem a bordo. Temporariamente, a oficial de alta patente assume o comando da nave. Porém, ao tentarem voltar para a Base Estelar 1, descobrem que a mesma foi tomada pelo klingons e que provavelmente a Terra é um dos próximos alvos de um império  desorganizado e dividido entre as 24 casas que disputam de forma sanguinária os espólios de uma cambaleante Federação dos Planetas.

Diante de situação desesperadora, Burnham só vê uma alternativa: Pedir ajuda para a imperatriz do império terráqueo do Universo-Espelho, Philippa Georgiou (Michelle Yeoh) que havia sido trazida para nosso universo ao final do episódio anterior. Seguindo a lógica, Burnham chegou à conclusão acertada de que se a cruel tirana conseguiu derrotar os klingons em seu universo, poderia faze-lo nesse também. 

Com um ousado plano elaborado, a Discovery utiliza um planeta deserto para recriar a rede micelial que permite que seu motor orgânico possa saltar, e abusa do CGI na cena tornando-a de uma beleza sem igual, mas que de certa forma me fez lembrar o Dispositivo Gênesis do longa Star Trek II: A ira de Khan de 1982.

Após uma reunião holográfica entre Cornwell e outros almirantes da Frota, dessa vez nos moldes das reuniões do conselho Jedi de Star Wars, é tomada uma decisão arriscada e que bateu com a terceira hipótese que eu havia levantado em relação ao novo capitão da Discovery: Philippa Georgiu é empossada no comando. Confesso que apesar de teorizar, achava isso improvável. Porém, os roteiristas da série conseguiram tornar isso plausível ao destacar a experiência adquirida por Georgiu ao aniquilar os klingons em seu universo e ao fato de a federação optar por manter a existência do Universo-Espelho em sigilo absoluto. Aliás, isso pode ser a deixa para a introdução da Seção 31 na próxima temporada.

Para os novos fãs que possam estar começando a ingressar no universo de Star Trek a partir de Discovery, a seção 31 é um departamento de inteligência da Frota Estelar tão secreto, que nem mesmo os oficiais de alto escalão sabem de sua existência. A seção 31 foi criada praticamente junto com a Frota, e depois esquecida completamente para que seus membros possam agir livremente. Seria muito interessante vê-la se infiltrando na Discovery na segunda temporada em busca de informações sobre o Universo-Espelho.

Outro fato interessante é que com o comando nas mãos de Georgiu, pouca coisa muda em relação à liderança de Lorca. A Discovery continua tendo uma capitã de caráter duvidoso que não teme passar por cima dos regulamentos para atingir seus objetivos e que em época de guerra não hesitará em tomar decisões discutíveis e até mesmo cruéis, sem se preocupar com os preceitos morais nos quais a Federação se baseia. Para ser mais claro, ela não hesitará em massacrar milhares, talvez milhões de klingons em busca de uma vitória no conflito.

O episódio como um todo é bom, e deixa todos os ganchos para um episódio final sensacional na próxima semana. A única coisa que me incomodou um pouco é o lenga-lenga da relação entre Burnham e Ash Tyler (Shazad Latif). Muito sentimentalismo entediante para uma personagem que foi criada por vulcanos. Minha classificação para o conjunto geral de Discovery continua a mesma:

 

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 05

Episódio 06

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Episódio 11

 

(Todos os links quebrados foram corrigidos)

 

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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

Críticas

PANTERA NEGRA | Crítica do Don Giovanni

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Poderoso, imponente, emocional e uma verdadeira declaração de amor a cultura africana.
 
Depois de receber praticamente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova produção da Marvel studios chega aos cinemas suprindo as expectativas geradas pelos fãs. Com um elenco estelar e sem medo de ser fiel a mitologia do Rei de Wakanda, o filme tira o estúdio de sua zona de conforto, apresentando uma história sólida, ótimos personagens, roteiro bem amarrado, eletrizantes cenas de ação e vilões críveis, com motivações verdadeiras.
 
Após uma linda e rápida introdução onde descobrimos a origem do “vibranium” e parte da história do primeiro “Pantera Negra”, somos levados a uma viagem alucinante ao reino de Wakanda, onde mergulhamos de cabeça na maravilhosa cultura Africana.
 
A cidade de Wakanda ganha ares de protagonista no primeiro ato da produção, seja na sua linda arquitetura (que mescla modernidade futurista, com características tribais), no maravilhoso figurino dos personagens, ou nas cores vibrantes escolhidas pelo diretor. Toda essa riqueza cultural é emoldurada com uma trilha sonora incrível e eclética, que passeia por diversos estilos da black music.
 
Ao longo da produção podemos notar inúmeras referências ao clássico da Disney “Rei Leão”, não só em parte da estrutura do roteiro, mas também em algumas imagens e momentos emocionantes. O competente diretor e co-escritor de Credd (2015), Ryan Kyle Coogler (de apenas 31 anos), também assina parte do roteiro e dá um show criando belas imagens, frenéticas cenas de ação e lindos momentos de intensa carga emocional.
 
Além de conseguir tocar em pontos sociais importantes, sem rodeios e de forma clara, o filme tem como uma de suas principais armas, personagens carismáticos, interpretados por atores incrivelmente maravilhosos.
 
Chadwick Boseman (T’Challa / Pantera Negra) comanda o espetáculo. Além de conseguir dar um tom elegante e extremamente forte ao seu personagem, conferindo ao herói uma postura impecável como soberano de Wakanda, o ator fez uma árdua preparação física que pode ser notada em suas excelentes cenas de ação.
 
Lupita Nyong’o (Nakia) brilha na tela. A vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Doze anos de Escravidão” (2013) surpreende nas cenas de ação e entrega uma personagem atual, independente, e carismática. O interesse amoroso de T’Challa e membro secreto da Dora Milaje (as forças especiais femininas de Wakanda, que servem como guarda-costas do Rei) contribui de forma efetiva para o desenrolar da história.
 
Os fãs de Walking Dead que me perdoem, mas Danai Gurira (Okoye) encontrou o papel de sua vida. Okoye rouba praticamente todas as cenas em que aparece. A fiel Líder das Dora Milaje se mostra uma ótima personagem, graças a interpretação intensa e convincente da atriz.
 
E o que dizer da divertidíssima Letitia Wright (Shuri), irmã de T’Challa e princesa de Wakanda? Seu carisma é impressionante e sua parceria com o irmão, deliciosa.
 
Ainda temos que citar o sempre competente Forest Whitaker (Zuri) e a incrível Angela Bassett (Ramonda) que dão suporte a essa nova geração de maravilhosos atores.
 
Os vilões, quase sempre criticados nas produções do gênero, são também responsáveis pelo grande sucesso da produção.
 
Andy Serkis (Ulysses Klaue) está irreconhecível, não só pelo fato de estar mais forte, mas por conseguir entregar um Garra Sônica, extremamente surtado e ameaçador, diferente de tudo que o ator já fez até então.
 
O filme é bastante fiel aos personagens. A origem do Pantera está idêntica, com direito a “erva sagrada”(achei que a Disney não usaria esse nome) e a impactante cerimônia de coroação, onde o pretenso Rei pode ser desafiado para um combate mortal. Mas nada foi mais gratificante pra mim, do que poder ver um dos maiores inimigos do Pantera Negra, ser retratado de forma tão eficiente como foi a interpretação de Michael B. Jordan, como Erick, o terror Negro. Se já não bastasse a perfeita motivação do vilão, tenho que confessar que uma referência em especial me deixou com lágrimas nos olhos.
 
 
 
SPOILER ALERT! SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!
 
 
A principal imagem que me vem a cabeça quando penso em Erick, o terror negro, é uma cena de uma antiga hq do herói, em que o vilão está de costas, erguendo o Pantera Negra por cima da cabeça, para atira-lo de um precipício…e não é que temos essa cena na produção…nem acreditei, passou um filme na minha cabeça, quer dizer….uma “Hq”.
 
Pantera Negra é um grande acerto da Marvel, não só por fazer justiça a um dos membros mais legais dos Vingadores, mas por levanta a bandeira da representatividade e elevar ao máximo o orgulho de um povo sofrido, que ansiava por um herói, que pudesse se tornar um espelho para as novas gerações, como um ícone de orgulho, determinação e esperança em dias melhores.
 
 
 
“LONGA VIDA AO REI!”
 
 
 
NOTA PARA O FILME: 5/5

 
 
PS – Antes de você fazer aquele textão, dizendo que temos o Blade, o Super Choque, o Falcão, o Máquina de Combate, o Luke Cage e etc. E que Pantera Negra não é tudo isso em questão de representatividade, lembre-se que a grande maioria dos heróis negros, nãos são protagonistas. Blade não é uma superprodução de quase 200 milhões de dólares, Super Choque ainda é mega desconhecido pelo grande público e ao contrario de Luke Cage e Raio Negro, que vivem no Harlem, nosso grande felino é Rei do País mais evoluído do planeta. E isso faz uma diferença enorme, principalmente em nosso mundo racista, homofóbico, machista e conservador.

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PANTERA NEGRA | Crítica em vídeo com Aline Giugni & “Don Giovanni”

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Desbrave as selvas de Wakanda junto com “Don Giovanni & Aline Giugni em mais uma divertida crítica em vídeo dos nossos aventureiros.

Pegue sua “erva sagrada” e vamos nessa…

Confira o vídeo abaixo, ou clique aqui.

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EVERYTHING SUCKS! | Netflix apostando nos anos 90

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Everything Sucks! A nova série da Netflix é ambientada nos anos 90 e conta a história de Luke (Jahi Di’Allo Winston) e Kate (Peyton Kennedy). Ele que apaixonado por Kate, embarca no desafio de juntar o seu grupo escolar de vídeo com o grupo de teatro também da escola, para criarem juntos um filme “romântico com alienígenas”. 

Ela, filha do diretor da escola, enfrenta o desafio de lidar com a paixão do Luke por ela enquanto se descobre como homossexual. Os pilares da série são eles dois, outros núcleos são oferecidos ao longo dos 10 episódios da primeira temporada mas nada nos fisga tanto como os dramas vividos por essa dupla, que inicialmente até tentam ser um par.

Apesar de ambientada nos anos 90, a série não fica pesando na nostalgia, nos faz recordar de alguns recursos da época mas apenas pela necessidade da trama, a ambientação não é tão bem feita, as cores são mal exploradas e algumas caracterizações são exageradas e caricatas. A trilha sonora é agradável e encaixa bem a seleção escolhida, mas deixa a sensação que podia ter sido melhor explorada.

Os primeiros episódios não encantam, nada engata muito bem no início, é tudo muito forçado e cansativo, mas quando separa e fica mais focado nos dramas pessoais de Luke e de Kate, e não mais neles como casal, a série flui e fica fácil de assistir.

À partir da sua metade ficam os melhores episódios, quando se deixa de lado a idéia de se explorar os confrontos pessoais na escola e passa-se a trabalhar com a interação de diferentes tipos de personalidades, à partir de então a série flui, torna-se agradável e fica até promissora.

Outro ponto positivo é que algumas séries que trabalham mais com o público adolescente as vezes desprezam o núcleo adulto, mas em Everything Sucks há um bom trabalho com relação aos pais dos dois protagonistas.

A Netflix e os criadores da série, Ben York Jones e Michael Mohan, não entregam algo brilhante, nem inovador, mas promissor se mantido o ritmo de sua segunda metade dessa primeira temporada. A dica que deixo é não maratonar os primeiros episódios e ter um pouquinho de paciência com o seu início.

Nota para a série: 3 / 5 

 

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