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STAR TREK DISCOVERY | Voltando do hiato com universo paralelo! Episódio 10: Despite Yourself – Crítica do Viajante

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Star Trek: Discovery retorna do hiato de fim de ano com um ótimo episódio com a velha e agradável temática de universos paralelos. Despite Yourself começa de onde o episódio anterior tinha parado. Após vários saltos utilizando-se do “motor de propulsão orgânico-micelial”, a USS Discovery encontra-se perdida e o engenheiro chefe “Paul Stamets” (Anthony Rapp), cujo DNA é utilizado como catalisador dessa tecnologia, está em estado de choque para desespero do oficial-médico  “Dr. Hugh Culber” (Wilson Cruz) que é também seu parceiro romântico.

Na sequência, descobre-se que a nave saltou para um universo paralelo onde os humanos criaram um cruel e xenofóbico império galáctico, que oprime e persegue outras espécies alienígenas. Klingons, vulcanos e andorianos são caçados e se escondem organizando a resistência aos terraqueos.

O interessante nesse tipo de episódio, é vermos como se saíram as contra-partes dos personagens já conhecidos, nesses universos paralelos. A Discovery por exemplo, nessa versão é capitaneada por uma impiedosa Sylvia Tilly (Mary Wiseman), que no universo original não passa de uma atrapalhada e faladeira cadete. Já a protagonista Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) é a capitã desaparecida da USS Shenzhou que lá não foi destruída.

Paralelamente se desenrola a trama do tenente “Ash Tyler” (Shazad Latif) que tem lapsos mentais e um laço ainda obscuro com a klingon “L’Rell” (Mary Chieffo) que é prisioneira na Discovery e que o manteve cativo no passado e o usou como escravo sexual, apesar do mesmo não ter muitas lembranças sobre isso. O que me leva a crer que talvez, no episódio que deve fechar esse arco, sua réplica  apareça como membro da resistência ao império humano nesse outro universo em que se encontram.

É nítido também que os roteiristas de Discovery tentam imprimir cada vez mais uma personalidade “badass” no capitão “Gabriel Lorca” (Jason Isaacs). As tentativas para passar a impressão de que o mesmo realmente é durão, chegam a ser exageradas, como na cena em que ele se fere propositalmente para representar um engodo perante os terríveis seres humanos daquele universo paralelo. Não convenceu, sendo que se tivessem mostrado ele preparando algum tipo de maquiagem ou mesmo projeção holográfica, teria sido mais plausível. Mas é compreensível que estejam tentando captar a simpatia do público que claramente não gostou do personagem desde o inicio, principalmente entre os “trekkers mais conservadores.

Vale ressaltar também que “Despite Yourself” foi dirigido por um veterano de Star Trek muito querido pelos fãs em geral. Trata-se de Jonathan Frakes, que interpretou o comandante “Willian Riker” na série “Star Trek: The Next Generation” e que também já dirigiu outros episódios da franquia em séries passadas e também alguns longas para o cinema.

O que ainda me incomoda um pouco em Discovery, é perceber que as tecnologias utilizadas na série são nitidamente superiores às utilizadas na série clássica de 1966, mesmo levando-se em conta que a série atual se passa cronologicamente 10 anos antes da original. Porém, isso é inevitável, eu creio, já que as técnicas de filmagem e CGI evoluiram muito desde a década de 60 e tentar manter aquele aspecto de outrora só traria estranheza nos dias de hoje. Afinal, é necessário cativar as novas gerações para que a franquia prossiga sendo um sucesso.

Minha classificação para a série como um todo continua em:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 05

Episódio 06

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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HOTEL TRANSYLVÂNIA 3 : FÉRIAS MONSTRUOSAS | Crítica do Don Giovanni

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Genndy Tartakovsky é um diretor extremamente talentoso, especialista em animações, que conseguiu fazer uma excelente transição da produção de animações para a TV (como os ótimos “O Laboratório de Dexter” e  “Samurai Jack”) para a produção e direção de longas animados (como o primeiro filme da franquia Hotel Transylvânia). Porém, em sua nova investida como diretor, Tartakovsky erra a mão ao adotar um tom extremamente infantil, fazendo com que o terceiro filme da franquia se pareça com um grande episódio de desenho animado das manhãs de sábado, distanciando-se do primeiro filme da franquia, que além de contar com um roteiro mais elaborado, usava e abusava de incontáveis referências e situações, inspiradas nos clássicos filmes de monstros da universal.

Na trama de “Hotel Transylvânia 3: Férias Monstruosas” o Conde Drácula (voz de Adam Sandler), sua filha Mavis (voz de Selena Gomez) e Jonathan (voz de Andy Samberg), partem em viagem de férias com toda trupe de monstros,  para um luxuoso cruzeiro onde o “príncipe das trevas” acaba se apaixonando pela capitã do navio Erika (voz de Kathryn Hahn). Entretanto, o interesse amoroso do “conde” é secretamente a bisneta de Van Helsing, o temido caçador de vampiros e inimigo declarado de Drácula.

Por mais que seja recorrente em Hollywood direcionar as continuações de longas animados para um publico mais infantil, normalmente quando essas continuações vão para a tela grande, espera-se um pouco mais de cuidado em todo processo criativo. Sem se arriscar em nenhum momento, Tartakovsky nos apresentou mais do mesmo, representado de forma bem clara na personagem de Ericka Van Helsing, que a todo momento parecia uma versão adulta da “Dee Dee” do ótimo “O Laboratório de Dexter” em um “tom” mais acelerado.

Por falar em “tom”…

A experiência poderia ter sido melhor se a copia disponibilizada para a cabine de imprensa do longa fosse com o áudio original “legendado”. É impressionante como as recentes dublagens nacionais (principalmente em se tratando de comédias e filmes com várias cenas de alívios cômicos) conseguem abafar o som ambiente e dublar as frases em pelo menos um “tom” acima do normal, fazendo com que todos os personagens pareçam estar gritando o tempo todo, comprometendo a expressão de sentimentos de cada um deles, bem como o entendimento de todas elas, fazendo o publico perder todas as nuances de voz da atuação original. Para complicar ainda mais, ficamos privados de conhecer o trabalho de construção vocal do elenco, que além de contar com as famosas vozes dos protagonistas, tem Steve Buscemi como Wayne, David Spade como Homem Invisível e o veterano mestre das comédias Mel Brooks como Vlad, o pai de Drácula.

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 2

 

 

 

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TODO DIA | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido pelo iniciante Michael Sucsy e escrito por Jesse Andrews, a nova produção do clássico estúdio Orion Pictures, adapta o romance “Todo Dia” de David Levithan, de forma inocente, doce, mas um pouco previsível.
Na trama somos apresentados a “A” uma espécie de “espírito viajante” que tem a inexplicável capacidade de acordar todos os dias em um corpo diferente, independente de gênero e cor, sendo sempre alguém de idade próxima a sua e jamais a mesma pessoa duas vezes. Porém, sua rotina muda completamente quando “A” acorda no corpo de “Justin” (Justice Smith) o namorado da bela e meiga Rhiannon (Angourie Rice) e acaba se apaixonando perdidamente por ela.
 
 
 
Daquele momento em diante “A” começa uma verdadeira jornada diária para encontrar Rhiannon todos os dias, cada vez com uma “pele” diferente, mas amando com a mesma intensidade, sem se preocupar com gênero, cor, ou regras.
 
A jovem e promissora atriz Angourie Rice consegue passar toda doçura e ingenuidade comuns nessa fase da vida, fazendo com que o espectador se apaixone pela personagem, torcendo para que ambos possam viver esse amor em toda sua plenitude.
 
Direcionado ao publico adolescente, a produção acerta em construir uma história de amor que não escolhe forma, credo, cor e principalmente gênero, mostrando e ensinando que o amor não tem limites e que nos apaixonamos por um conjunto de qualidades, independente da aparência, de preconceitos, de amarras e de estereótipos.
 
O ponto negativo do longa fica por conta de sua previsibilidade, fazendo com que o publico não se surpreenda com o final da produção, mas que de certa forma é um tipo de clichê que acaba funcionando muito bem em histórias românticas e contos de fadas, tornando entendível algumas óbvias decisões do roteiro.
 
Um filme leve, doce e corajoso, pois por mais que aposte em um roteiro simples e descompromissado, sua mensagem principal é clara e bastante oportuna em uma época que caminhamos para trás, nos tornando uma sociedade conservadora, preconceituosa, agressiva, machista e até mesmo criminosa. Uma produção que tem o intuído de colocar um pouco de clareza e bom senso, popularizando a diversidade de gêneros e levantando a bandeira do amor acima de tudo, tem o meu respeito.
 
 
 
Pontuação de 0 a 5
 
Nota: 3

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Cacetada!!! Nossos aventureiros do bairro proibido falam sobre a segunda temporada da série do poderoso. Preparem-se para percorrer as ruas do Harlem com Aline Giugni e Don Giovanni no vídeo abaixo, ou clicando aqui.

 

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