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VIOLET EVERGARDEN | Uma obra prima visual e sentimental! Crítica sem spoilers

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O Japão se reconstruiu de forma brilhante após ser bombardeado e massacrado por duas bombas atômicas em um período de guerra bastante macabro na história mundial. Dessa desgraça eles tiraram múltiplos sentimentos de perseverança, respeito e amor ao próximo ao destacar heróis comuns da sua sociedade. Diante disso e usando elementos de caos de uma Alemanha que sofreu uma guerra civil interna, o anime Violet Evergarden se baseia em períodos e elementos orientais e ocidentais, fazendo com que a qualidade seja exuberante.

Com 13 episódios de 24 minutos, a minissérie animada produzida pela Kyoto Animation e distribuída internacionalmente pela gigante de streaming Netflix encantou todos os espectadores com uma história de autoconhecimento de uma menina jovem e doce que foi usada de forma inescrupulosa como uma máquina de guerra.

Oprimida desde cedo, Violet é jogada na sociedade pós-guerra do anime e decide fazer o contrário do que sempre a obrigaram a fazer, ser generosa e ajudar os outros sendo uma autômata de auto memória, claro que ao mesmo tempo ela irá querer descobrir os sentimentos da vida e vai querer compreender com o que encantador Major Gilbert realmente quis dizer para ela com as palavras, “viva a sua vida” e a mais importante, “eu te amo”.

Em busca de entendimento e ajuda mútua, Violet consegue paralelamente ir descobrindo e florescendo de várias pessoas estranhas os porquês sentimentais que estão presos no seu frágil corpo. Com um visual exuberante e uma aquarela cintilante, cada episódio vai desenvolvendo bem lentamente as engrenagens que Violet irá precisa compreender.

Com o ápice emocional a partir do 10º episódio, os episódios posteriores acabam tendo um pouco de ação, o que não prejudica a qualidade da série e até nos ajuda a compreender os últimos momentos da história que nos deixa uma ponta para novas aventuras, com o sucesso iminente, um novo arco foi confirmado para o anime (para saber mais detalhes, clique aqui).

O visual fantástico e as técnicas visuais tornam o anime extremamente bonito! Que paisagem hein!

Com um show visual e uma sacada genial do roteiro do anime que é baseado na light novel criada por Kana Akatsuki e conta com as artes de Akiko Takase (que colabora também com o visual belíssimo dos personagens na série), Violet Evergarden prova que boas histórias podem ser sim bem aceitas, se você procura por um anime com muita ação e violência, este aqui tem apenas 5% do que você espera.

Mesmo que curta, Violet Evergarden é uma obra rica em detalhes e que precisa ser digerida exatamente da forma como ela foi contada, bem uniforme, com lentidão para que os eixos sentimentais fiquem de forma concreta tanto para a protagonista e também para o espectador, realmente está é mais uma obra-prima da cultura oriental.

Nota para o anime: 5 / 5

 

Para ler sobre todas as novidades envolvendo Violet Evergarden, clique aqui

Sinopse:

A guerra acabou, e Violet Evergarden precisa de um emprego. Com cicatrizes e insensível, ela aceita trabalhar como escritora de cartas para entender a si mesma e seu passado.

Trailer:

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(DES)ENCANTO | A mais recente e genial animação de Matt Groening – Crítica do Viajante

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em

Imagens: Divulgação

Que o cartunista, roteirista, produtor, animador e dublador norte-americano Matt Groening é um gênio e um dos melhores no que faz é fato consumado. Criador de uma das mais longevas animações para adultos da história e ganhadora de centenas de prêmios entre Emmys, Annies, People Choise e outros Awards da mídia, Os Simpsons, Groening apresenta seu novo trabalho desde agosto pela rede de streaming Netflix.

Matt Groening

(Des)Encanto conta com 10 episódios em sua 1º temporada trazendo os traços já característicos e inconfundíveis dos personagens de Groening. Mas nem só olhos esbugalhados fazem da animação sensacional. O humor cáustico porém elegante e sem por demais apelativo  de suas criações anteriores permanece. Ambientada na idade média em um reino fictício chamado Dreamland, a atração satiriza todos os clichês relacionados a esse período. A miséria da população em contraste com a opulência da nobreza, a peste negra, a predominância das crenças e supertições sobre a ciência e o conhecimento. Inclusive é nítido que  assunto sexo e toda a hipocrisia que gira em seu redor é mais explorado do que nas animações anteriores. Tudo é mostrado de forma engraçadíssima mas sem descambar para a baixaria.

A princesa Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou para simplificar, apenas Princesa Bean, é a protagonista de (Des)Encanto. Na verdade, a personagem está muito mais para uma “anti-princesa” do que para uma princesa clássica e estereotipada. Fora dos padrões de beleza (ela é dentuça) alcoolatra, pegadora, rebelde e contestadora, Bean consegue trazer um sorriso de satisfação até para a mais radical das feministas. Obviamente que ela é a maior das dores de cabeça de seu pai, o Rei Zog, um monarca absoluto em uma sociedade extremamente machista e opressora como foi a do período medieval. 

Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou apenas Princesa Bean

Contracenando com tão ousada membro da realeza, dois seres místicos que a princípio parecem atuar como aquele velho clichê da consciência em forma de anjinho e diabinho. Dando bon conselhos e tentando reprimir a impulsividade da garota, um elfo com o criativo nome “Elfo”. Essa criatura verde abandona seu insuportavelmente feliz reino de doces para conhecer o mundo exterior  e acaba se apaixonando pela princesa e passa a acompanhá-la. Já para os maus conselhos, Luci, que na verdade é o próprio Lucifer conjurado dos infernos por um par misterioso de magos que o enviam para igualmente acompanhar a moça. 

Ao longo dos episódios essas duas personagens vão desenvolvendo suas próprias personalidades e deixam de ser meramente uma sombra da protagonista. Aliás, seres mitológicos abundam no show, afinal crença e superstição faziam parte do senso comum da população da Europa medieval. A própria rainha, a madrasta de Bean, é uma espécie de mulher anfíbia de um reino subaquático próximo. Fadas, ogros, gigantes, bruxos…estão todos lá nas formas mais hilárias e surpreendentes. A prostituta velha caidaça em forma de fada é impagável! 

Um diferencial em relação às obras anteriores de Groening é a continuidade entre episódios. Não que em Os Simpsons e Futurama não existisse. Alguns acontecimentos mais importantes como a morte de personagens coadjuvantes ou o início de relações românticas sempre foram continuadas em episódios subsequentes, mas de maneira geral os episódios sempre foram muito independentes uns dos outros. Em (Des)Encanto a linearidade da história é mais nítida e os episódios se entrelaçam de forma mais sólida. Também podem ser vistos de forma independente como em qualquer sitcom, mas algumas situações podem ser de dificil entendimento e algumas piadas podem não ter graça para quem não acompanha de forma contínua. Isso fica muito claro quando no último episódio temos gancho evidente para a próxima temporada e até uma cena pós-crédito. 

Concluindo, entendo que (Des)Encanto, apesar de se passar séculos atrás, está totalmente sintonizada com o presente, trazendo ótimas críticas sociais de forma ácida e moderna como já é praxe no trabalho de Groening. Já conto os dias para a segunda temporada.

Nota para a 1ª temporada: 4,5/ 5


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KAMEN RIDER BUILD | Be The One – Crítica

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Kamen Rider Build, a 19º série da franquia na era Heisei (título dado para diferenciar as eras, exemplo Kamen Rider Black é da era Showa) mostrando que na era Heisei também é possível ter uma série tão madura e sinistra como tínhamos na era Showa.

A história começa há 10 anos quando uma expedição volta de Marte e traz consigo uma caixa na qual intitulam de Caixa de Pandora, onde na apresentação um dos pilotos da Nave Soichi Itsurugi toca nessa caixa, e uma luz aparece fazendo com que a caixa simplesmente crie um Muro chamado de Skywall dividindo  o Japão em 3 regiões: Touto, Seito e Hokuto.

No inicio vemos Sento Kiryu, um cientista sem memória que trabalha em um laboratório junto de seus superiores. Temos Himuro Gentoko, filho do primeiro ministro de Touto e Utsugi um renomado cientista. Em meio ao trabalho conhecemos Sawa uma jornalista que aparece para entrevistar Gentoko. Ao anoitecer Sawa é atacada por um monstro chamado de Smash e é onde aparece Kamen Rider Build que além de derrotar o monstro retira a essência do mesmo que volta a ser um humano.

No outro dia vemos Sento no café Nascita onde vive com o proprietário Soichi Tsurugi e sua filha Missora Tsurugi e no decorrer Sento acaba salvando um fugitivo da cadeia: Banjo Ryuuga, acusado de matar o Cientista demoníaco Takumi Takeshi.

No decorrer da série somo levados a Seito, que parece uma cidade militar, e também a Hokuto, que é uma cidade mais interiorana, com muitas fazendas num ambiente de campo. De Hokuto temos o Kamen Rider Grease que é Kazumi seu alter-ego, que luta para libertar o seu povo. E de Seito, temos o Kamen Rider Rouge, que para quem ainda não assistiu a série é um segredo cujo qual será legal descobrir.

O grande vilão da série nada mais é que um marciano chamado Evolt que destruiu Marte e veio para a Terra para fazer o mesmo, porém ele não contava com a interferência de Sento o Kamen Rider Build.

Vamos aos personagens:

Sento Kiryu/ Kamen Rider Build

Banjou Ryuuga

Misora Itsurugi

Sawa

Souchi Itsurugi

Himuro Gentoko

Kazumi/Kamen Rider Build

Takumi Takeshi/Kamen Rider Build

Kamen Rider Build foi ao ar entre 2017/2018 e já esta finalizada com 49 episódios e 2 filmes (Kamen Rider Final Heisei Generations e Kamen Rider Build Be the One).

  Nota para o Tokusatsu: 5 / 5


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O PREDADOR | Crítica do Don Giovanni

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Depois do enorme sucesso de “Predador” (1987) com o astro Arnold Schwarzenegger e de sua continuação “Predador 2” estrelado por Danny Glover, Hollywood vem tentando de forma recorrente (com altos e baixos) revitalizar a franquia do cultuado alienígena. Aliens vs Predador de 2004, agradou boa parte dos fãs, diferente de sua  sequência que recebeu toneladas de críticas negativas. “Predadores” de 2010 vinha sendo considerado desde então, a melhor e mais consistente produção sobre a raça de caçadores alienígenas  (depois dos dois clássicos primeiros filmes) e após o lançamento do novo filme da franquia “O Predador” (2018) ele continua sendo.

Na trama dirigida por Shane Black e escrita por Black e Fred Dekker, um grupo de mercenários é reunido para tentar proteger uma pequena cidade de uma invasão de Predadores, que chegam a terra em busca de “evolução”.

 

 

Nada funciona no longa dirigido pelo criador da excelente série policial “Maquina Mortífera” (1987), além de um roteiro cansativo e enfadonho, o filme conta com um elenco que apesar de interessante, é extremamente sem química, muito por conta dos péssimos personagens e do desastroso roteiro de Black e Dekker. Meio filme família, meio filme de ação, a produção tenta de forma confusa, usar a formula popular nos anos 80, de mesclar piadas e frases de efeito, com explosivas cenas de ação, mas o resultado final deixa claro, que a formula muito bem utilizada pela Marvel Studios, pode parecer de fácil execução, mas não é.

 

Os novos rumos da franquia orquestrados por Black destoam completamente dos filmes originais, criando uma produção sem identidade e sem coração, que se distancia dos conceitos básicos do personagem. Isso fica bastante exemplificado na cena final, onde o gancho deixado para a continuação nos faz desejar que ela nunca saia do papel.

 

Mais suspense, menos piadas, protagonistas mais conhecidos, ou mais bem preparados, poderiam ter salvado a produção. Boyd Holbrook não convence em momento algum como “cara durão”, se transformando no personagem mais chato do filme. Olivia Munn como Casey Bracket, também não se sai bem como a descontente bióloga que se junta a equipe, muito por conta do roteiro e da direção de Shane Black, que ainda tem uma gigantesca caminhada para se consolidar como diretor.

 

Triste, pois com a possível “flopada” do filme, a ideia de uma nova franquia do impiedoso caçador interplanetário deve ficar em animação suspensa por um bom tempo.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 2,5

 

 

 

 

 

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