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WESTWORLD | Crítica da segunda temporada de mais uma obra-prima da HBO

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Imagem Promocional HBO®

Em 1973, o (ex)médico, escritor, roteirista e diretor, Michael Crichton escreveu e dirigiu uma obra de ficção científica de sua autoria e concepção, estrelada pelo superstar da época, o ator russo-americano conhecido pela sua lustrosa careca, Yul Brynner (O Rei e Eu, Anastasia, o primeiro Sete Homens e um Destino).

O filme se chamava Westworld (Westworld: Onde Ninguém Tem Alma, no Brasil) e contava a história de um parque de diversões para adultos que reproduzia situações da Roma Antiga, da Idade Média e do Velho Oeste norte-americano, no qual androides atuavam e “morriam” para o divertimento dos visitantes. Só que um problema acontece e os “robôs” passam a ter consciência e, contrariando sua programação, começam a ferir e a matar os seres humanos que foram ao local se divertir.

Era uma obra “menor”, com efeitos especiais medianos (uma vez que 2001: Uma Odisseia no Espaço – com sua revolução nos efeitos visuais – havia estreado 5 anos antes); mas a premissa era inegavelmente sedutora, afinal, desde a citada obra de Stanley Kubrick, e o início da utilização mais ostensiva de computadores, havia um enorme medo de que as máquinas tornassem o homem obsoleto (isso se ele não se autodestruísse com a bomba atômica! Mas, pensando bem, hoje em dia não está muito diferente….).

A premissa, na verdade, era tão interessante que rendeu uma desconhecida (e esquecível) continuação no cinema – Futureworld (1976) – e uma também fraquinha série televisiva chamada Beyond Westworld (1980).

Capas promocionais

Bem na sua característica de recriar coisas ou prestar homenagem aos seus ídolos, J. J. Abrams (Missão Impossível III, Star Wars VII: Despertar da Força) produziu – com a ajuda dos roteiristas e desenvolvedores, Jonathan Nolan (irmão do Christopher!) e Lisa Joy – a nova série televisa da HBO, Westworld, a qual viria a estrear em outubro de 2016, estrelada por vários atores de primeira linha de Hollywood, como o oscarizado “Sir” Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes) no papel do Dr. Robert Ford; Ed Harris (A Rocha), como William-“Man in Black” (que não tem nada a ver com o humorístico filme homônimo sobre et’s); James Marsden (X-Men) como o androide Teddy Flood; Thandie Newton (Missão Impossível II) como a anfitriã Maeve Millay; a “estrela” da série, Evan Rachel Wood (Aos Treze), como a bela robô Dolores Abernath; e até o brazuca Rodrigo Santoro atuando como o cowboy Hector, um dos principais personagens (ainda que secundários) da trama.

Imagens com cenas das 1ª e 2ª temporadas de Westworld – HBO®

Lembro que, como fã inquestionável (e até o ano que vem órfão) de Game Of Thrones, torci o nariz para a proposta da série, mas eram tantos os bons atores, foi tão bem vendida e anunciada pelo canal de televisão pago, e possuía tantos atrativos (entre eles uma trama verdadeiramente adulta, com violência gráfica, nudez e sexo), que resolvi dar uma chance para o programa.

Sorte a minha!

A série se mostrou uma das coisas mais inteligentes já feitas para a televisão mundial e, apesar de sua inspiração num material já veiculado em outras mídias, extremamente original, inventiva e, principalmente, corajosa.

Muito bem dirigida, com efeitos especiais de primeiríssima linha e atuações marcantes – com destaque para o ótimo ator Jeffrey Wright(Jogos Vorazes II) e seus personagens, Arnold e Bernard Lowe – o primeiro ano de Westworld pode até ser acusado de ter abusado um pouco da nudez dos atores (o que não concordo, uma vez que praticamente todas as cenas tinham um contexto para isso), mas terminou seus 10 episódios deixando um gostinho de “quero mais”.

Com um intervalo em 2017, a segunda temporada chegou em 2018 de forma arrebatadora!

Jeffrey Wright em cena da 2ª temporada de Westworld – HBO®

(ALERTA DE SPOILERS!! Se vc não viu ou não quer saber detalhes da trama, pare de ler por aqui!!!!!)

Abusando (no bom sentido) da utilização de linhas temporais diversas (principalmente no fabuloso arco de Bernard), de subtramas interessantíssimas (como a imersão no universo Shogun), de episódios isolados belíssimos (como o oitavo, focado no índio Akecheta, vivido por Zahn McClarnon), a segunda temporada de Westworld não subestima a inteligência de seu telespectador, não tem medo de flertar com o lírico (como no episódio acima mencionado ou na cena de suicídio do androide Teddy Flood), com o escatológico (com suas cenas de violência, escalpelamento etc.), com o bizarro, tudo, porém, de forma altamente elegante, com brilhantes interpretações tanto do elenco principal como no de apoio.

Imagens de cenas da 2ª temporada de Westworld – HBO®

O último episódio, então, é um deleite de mortes (de vários personagens principais, inclusive), reviravoltas (o engodo realizado por Bernard é fantástico), e de revelações…

Aliás, o mais sensacional foi a coragem dos roteiristas de subverterem o enredo da trama: se no filme que deu origem à série e na primeira temporada, achávamos que o parque servia apenas para que humanos ricos e entediados dessem vazão a seus piores instintos, neste segundo ano ficamos sabendo que o parque é, na verdade, um enorme e sofisticado laboratório, onde os humanos não passavam de “ratos”, sendo “lidos” e “catalogados” para fins de pesquisa em busca da “imortalidade”. Os androides eram modelos de corpos para que os humanos um dia pudessem viver infinitamente, uma vez que suas mentes seriam “transplantadas” para corpos como os dos “anfitriões”; e também seriam “estimulantes” para a “verdadeira essência” dos humanos, a fim de permitir uma melhor “leitura” destes. Genial.

Outra inversão corajosa foi transformar a bela e “doce” Dolores da primeira temporada, a princípio numa anti-heroína e, ao final, como uma verdadeira vilã “niilista”, absolutamente voltada para a destruição de tudo e de todos (humanos e androides).

Ed Harris e seu “Homem de Preto” (emulando o personagem de Yul Brynner no filme de 1973) é detestável e desprezível na sua incessante busca pelo limite do parque (metáfora para seu próprio id humano).

Aliás, a visão acerca dos humanos não podia ser pior: seríamos incapazes de mudar nosso modo de ser, por conseguinte, nossas escolhas e, em decorrência, nossos destinos.

Enquanto o velho DelosPeter Mullan (Harry Potter) – não consegue ser misericordioso com seu filho rico, mimado e viciado, Logan Ben Barnes (Justiceiro) –, a ponto de levá-lo à morte por overdose; o William de Ed Harris não hesita em matar a própria filha, Grace – interpretada por Katja Herbers –, “querendo” acreditar que ela não passava de um androide, e é tão cruel com a esposa que provoca seu suicídio; e a Tessa Thompson de Charlotte Hale (Thor Ragnarok) – bem como todo a equipe “de salvamento” da empresa Delos – sacrifica sem qualquer pesar dezenas de humanos e centenas de anfitriões para proteger os interesses corporativos de sua empregadora; os androides, em contrapartida, são capazes de optar por romperem com sua programação, agirem de forma inesperada e inovadora e, como Maeve, de se sacrificarem pelo amor de uma filha que sequer se lembrava dela.

Imagens de cenas da 2ª temporada de Westworld – HBO®

Ao final, muitos dos personagens principais estão aparentemente muito bem “matados”, como Maeve, Hector e Teddy, por exemplo, o que abre uma perspectiva interessantíssima para uma suposta terceira temporada.

Robert Ford vive como uma consciência no banco de dados do parque (assim como muitos androides conseguiram partir para um banco de dados tipo Matrix, em que, mesmo sem terem mais “corpos”, podem viver “livres” e serem felizes); e William aparentemente também morre após seus inúmeros ferimentos, passando – seria no futuro? – a muito certamente sobreviver num corpo androide, vivendo intermináveis vezes numa simulação, na busca pela “fidelidade” à sua contraparte humana (a expressão do personagem ao se dar conta de estar repetindo um padrão há milhares de vezes me fez lembrar imediatamente do mito de Sísifo e sua punitiva eterna pedra rolante no Tártaro grego).

Dolores continua sua missão de destruição, carregando consigo o “código fonte” de mais ou menos 5 anfitriões (que não são revelados), mas como uma “boa mãe” ressuscita seu “filho” Bernard, para que este se lhe oponha.

São muitas as possibilidades abertas pelos criadores.

A série tanto pode ter acabado ao final dessa excepcional temporada, como pode ganhar mais um ou dois anos de sobrevida.

Mas mesmo que tenha se encerrado aqui, cumpriu seu papel de entretenimento de alto nível, na forma de uma excelente produção televisiva.

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Nota: 4,5
 
 
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HOTEL TRANSYLVÂNIA 3 : FÉRIAS MONSTRUOSAS | Crítica do Don Giovanni

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Genndy Tartakovsky é um diretor extremamente talentoso, especialista em animações, que conseguiu fazer uma excelente transição da produção de animações para a TV (como os ótimos “O Laboratório de Dexter” e  “Samurai Jack”) para a produção e direção de longas animados (como o primeiro filme da franquia Hotel Transylvânia). Porém, em sua nova investida como diretor, Tartakovsky erra a mão ao adotar um tom extremamente infantil, fazendo com que o terceiro filme da franquia se pareça com um grande episódio de desenho animado das manhãs de sábado, distanciando-se do primeiro filme da franquia, que além de contar com um roteiro mais elaborado, usava e abusava de incontáveis referências e situações, inspiradas nos clássicos filmes de monstros da universal.

Na trama de “Hotel Transylvânia 3: Férias Monstruosas” o Conde Drácula (voz de Adam Sandler), sua filha Mavis (voz de Selena Gomez) e Jonathan (voz de Andy Samberg), partem em viagem de férias com toda trupe de monstros,  para um luxuoso cruzeiro onde o “príncipe das trevas” acaba se apaixonando pela capitã do navio Erika (voz de Kathryn Hahn). Entretanto, o interesse amoroso do “conde” é secretamente a bisneta de Van Helsing, o temido caçador de vampiros e inimigo declarado de Drácula.

Por mais que seja recorrente em Hollywood direcionar as continuações de longas animados para um publico mais infantil, normalmente quando essas continuações vão para a tela grande, espera-se um pouco mais de cuidado em todo processo criativo. Sem se arriscar em nenhum momento, Tartakovsky nos apresentou mais do mesmo, representado de forma bem clara na personagem de Ericka Van Helsing, que a todo momento parecia uma versão adulta da “Dee Dee” do ótimo “O Laboratório de Dexter” em um “tom” mais acelerado.

Por falar em “tom”…

A experiência poderia ter sido melhor se a copia disponibilizada para a cabine de imprensa do longa fosse com o áudio original “legendado”. É impressionante como as recentes dublagens nacionais (principalmente em se tratando de comédias e filmes com várias cenas de alívios cômicos) conseguem abafar o som ambiente e dublar as frases em pelo menos um “tom” acima do normal, fazendo com que todos os personagens pareçam estar gritando o tempo todo, comprometendo a expressão de sentimentos de cada um deles, bem como o entendimento de todas elas, fazendo o publico perder todas as nuances de voz da atuação original. Para complicar ainda mais, ficamos privados de conhecer o trabalho de construção vocal do elenco, que além de contar com as famosas vozes dos protagonistas, tem Steve Buscemi como Wayne, David Spade como Homem Invisível e o veterano mestre das comédias Mel Brooks como Vlad, o pai de Drácula.

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Nota: 2

 

 

 

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TODO DIA | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido pelo iniciante Michael Sucsy e escrito por Jesse Andrews, a nova produção do clássico estúdio Orion Pictures, adapta o romance “Todo Dia” de David Levithan, de forma inocente, doce, mas um pouco previsível.
Na trama somos apresentados a “A” uma espécie de “espírito viajante” que tem a inexplicável capacidade de acordar todos os dias em um corpo diferente, independente de gênero e cor, sendo sempre alguém de idade próxima a sua e jamais a mesma pessoa duas vezes. Porém, sua rotina muda completamente quando “A” acorda no corpo de “Justin” (Justice Smith) o namorado da bela e meiga Rhiannon (Angourie Rice) e acaba se apaixonando perdidamente por ela.
 
 
 
Daquele momento em diante “A” começa uma verdadeira jornada diária para encontrar Rhiannon todos os dias, cada vez com uma “pele” diferente, mas amando com a mesma intensidade, sem se preocupar com gênero, cor, ou regras.
 
A jovem e promissora atriz Angourie Rice consegue passar toda doçura e ingenuidade comuns nessa fase da vida, fazendo com que o espectador se apaixone pela personagem, torcendo para que ambos possam viver esse amor em toda sua plenitude.
 
Direcionado ao publico adolescente, a produção acerta em construir uma história de amor que não escolhe forma, credo, cor e principalmente gênero, mostrando e ensinando que o amor não tem limites e que nos apaixonamos por um conjunto de qualidades, independente da aparência, de preconceitos, de amarras e de estereótipos.
 
O ponto negativo do longa fica por conta de sua previsibilidade, fazendo com que o publico não se surpreenda com o final da produção, mas que de certa forma é um tipo de clichê que acaba funcionando muito bem em histórias românticas e contos de fadas, tornando entendível algumas óbvias decisões do roteiro.
 
Um filme leve, doce e corajoso, pois por mais que aposte em um roteiro simples e descompromissado, sua mensagem principal é clara e bastante oportuna em uma época que caminhamos para trás, nos tornando uma sociedade conservadora, preconceituosa, agressiva, machista e até mesmo criminosa. Uma produção que tem o intuído de colocar um pouco de clareza e bom senso, popularizando a diversidade de gêneros e levantando a bandeira do amor acima de tudo, tem o meu respeito.
 
 
 
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Nota: 3

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Cacetada!!! Nossos aventureiros do bairro proibido falam sobre a segunda temporada da série do poderoso. Preparem-se para percorrer as ruas do Harlem com Aline Giugni e Don Giovanni no vídeo abaixo, ou clicando aqui.

 

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