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Críticas

WESTWORLD | Outros mundos – Episódio #03: Virtù e Fortuna – Crítica do Viajante

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Virtù e Fortuna, o 3º episódio da segunda temporada de Westworld apresentado no último domingo pelo canal de TV a cabo HBO, nos trouxe finalmente o primeiro vislumbre de um dos outros parques do complexo.

Já na introdução vemos o The Raj,  parque ambientado em uma India colonial, onde os convidados (clientes do parque) podem se deleitar em safaris e caçar o temido tigre-de-bengala enquanto são tratados como verdadeiros rajás (antigos reis indianos). Uma nova personagem, Grace (Katja Herbers) surge de posse de um misterioso caderno e, após se envolver romanticamente com outro convidado chamado Nicholas (Neil Jackson) acaba no centro da revolta dos anfitriões (andróides do parque que deveriam servir os convidados). O rapaz acaba sendo morto por um dos revoltosos. Grace consegue matar o assassino, porém é atacada por um tigre e cai juntamente com ele no oceano. Lembrando apenas que isso faz link diretamente com o final do primeiro episódio quando o mesmo animal é encontrado morto em uma praia pela equipe de segurança da Delos (empresa acionista dos parques). 

Após essa primeira cena, temos a vinheta de abertura e a trama volta a Westworld. Charlote (Tessa Thompson) e Bernard (Jeffrey Wright) chegam ao final de sua misteriosa busca pelo anfitrião Peter Abernathy (Louis Herthum) apenas para descobrirem que o mesmo está prisioneiro de um bando anfitriões sádicos liderados por um certo Rebus, em uma participação especial de Steven Ogg que muito lembrou seu personagem Simon the Savior em The Walking Dead (o ator deve tomar cuidado para não ficar marcado como ator de um só papel). A dupla consegue se livrar dos bandoleiros apenas para serem surpreendidos pelo exército confederado liderado pela anfitriã Dolores (Evan Rachel Wood) que agora também é conhecida pela alcunha Wyatt. Bernard e Peter caem prisioneiros da moça enquanto Charlote consegue fugir.

A partir daí voltamos ao mistério que cerca Peter. Na última narrativa de Westworld antes da morte de Robert Ford (Anthony Hopkins) e da reprogramação dos anfitriões no último episódio da primeira temporada, Peter fazia o papel do pai de Dolores. Porém algo está escondido em sua programação. Estranhamente bugado, o andróide passa por uma análise feita por Bernard que diz que parece haver um arquivo de grandes proporções escondido debaixo de sua mente cibernética. Isso corrobora a teoria que circula entre os fãs da série de que os dirigentes do parque por anos compilaram informações sobre os clientes do parque, principalmente sobre seus desejos mais sórdidos ali realizados, para que pusessem ser usadas  futuramente, provavelmente em atos de chantagem ou extorsão. 

O episódio teve mais ação contando com uma ótima batalha entre os seguranças da Delos e o exército de Wyatt. Esta por sinal, torna-se mais e mais cruel e impiedosa a cada episódio, o que inclusive já coloca em cheque a lealdade de seu ingênuo e apaixonado Teddy (James Marsden), que chegou inclusive a desafiar suas ordens sanguinárias de execução de um grupo de prisioneiros que ele preferiu libertar. Ressaltando apenas que ela presenciou de longe a desobediência…

O outro núcleo de anfitriões revoltosos composto por Maeve (Thandie Newton), Hector (Rodigo Santoro) e pelo prisioneiro do casal e técnico do parque Lee Sizemore (Simon Quarterman) encontram em seu caminho com a tribo Ghost Nation que se mostra hostil. Em fuga, acabam adentrando certas instalações onde encontram com Armistice (Ingrid Bolsø Berdal) que estava sumida desde a temporada passada e que se junta ao grupo. Já no final do episódio, o grupo é surpreendido por uma figura vestida de samurai e com espada em punho. O que indica que cruzaram a fronteira de mais um parque e provavelmente estão dentro do Shogun World. Ou que os anfitriões desse outro estejam cruzando a fronteira de Westworld.

É no final também que Grace ressurge do oceano, em Westworld, mostrando que a mesma não morreu após o ataque do tigre no início. Seria ela também um andróide? Lembrando que antes de transar com Nicholas também no inicio do episódio, ela fez questão de testá-lo para comprovar sua humanidade. Com certeza, essa personagem deve se tornar importante no desenrolar da trama.

Após dois episódios mornos, como eu já havia observado nas duas primeiras críticas e o que é totalmente compreensível, afinal, após um ano e meio de hiato é necessário que se reavive na memória dos espectadores o que se passou na primeira temporada, a série começa a tomar rumo. Não sei se conheceremos todos os 6 parques do complexo nessa segunda temporada, e é bem provável que não, afinal, se forem espertos, os produtores e roteiristas devem guardar coisas para a terceira temporada, mas pelo menos já estamos tendo vislumbres de mais alguns. Espero que a trama se aproveite também desses novos cenários e se aprofunde neles. Dinheiro e pessoal competente para isso a HBO tem de sobra, disso não há dúvidas. Enfrentamentos e alianças entre tipos diferentes de anfitriões e épocas, seria sensacional, e acho que é isso que o público quer. Minha classificação para essa segunda temporada como um todo já está subindo:

 

4,5/5

Links para as críticas dos episódios anteriores:

 

Westworld S02E01

Westworld S02E02

 

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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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A PRIMEIRA NOITE DE CRIME | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Gerard McMurray, a quarta parte da franquia “The Purge” , é um “prequel” que conta a origem da primeira noite de crime (período de 12 horas em que todo o crime na América é legal). Escrito e produzido por James DeMonaco, o filme conta que após a crise de 2014, onde a criminalidade, o desemprego, a inflação e a falta de oportunidades assolavam a América, um novo partido de “Extrema Direita” (que de novo não tem nada) se aproveita da situação, levantando a bandeira da “anticorrupção”, em nome de Deus, a favor da “família” e do “cidadão de bem”, para conseguir chegar ao poder. Manipulando a população e estabelecendo um estado de “culto a violência” o partido “Novos Pais Fundadores da América” (NFFA), anuncia um novo experimento social, que consiste em 12 horas sem lei, onde o governo incentiva todas as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas o incentivo de US$ 5.000 dólares, aliados a crise financeira, fazem com que os mais pobres sejam compelidos a participar do projeto.

 

 

Além de funcionar perfeitamente bem como filme de suspense, pois a tensão é crescente em toda a produção, o filme ainda presta um incrível serviço público mundial,  ao relembrar que déspotas e tiranos sempre aparecerão como “lobos em peles de cordeiros” para se aproveitarem do estado de caos instalado no país. Com um discurso extremamente violento, disfarçado de patriotismo, que exclui principalmente os negros e os pobres, o “governo” se aproveitando da covardia e da submissão das mídias e do analfabetismo politico, consegue convencer parte da população da “legitimidade” do projeto, graças a adesão das classes mais ricas, que abraçaram os ideias fascistas do atual governo.

Um filme extremamente oportuno para um delicado momento mundial, onde infelizmente fechamos os olhos para a história, a violência parece ter cegado o ser humano, envenenando sua alma, criando barreiras de ódio que inevitavelmente nos levarão ao sofrimento. Ao abordar esses assuntos de forma simples e direta “A Primeira Noite de Crime” é um bom exemplo de como a arte pode contribuir para que a população  possa ter um melhor entendimento de como funciona nossa sociedade. Opressores e oprimidos, no fim das contas parece que tudo se resume a isso.

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 4

 

 

 

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(DES)ENCANTO | A mais recente e genial animação de Matt Groening – Crítica do Viajante

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Imagens: Divulgação

Que o cartunista, roteirista, produtor, animador e dublador norte-americano Matt Groening é um gênio e um dos melhores no que faz é fato consumado. Criador de uma das mais longevas animações para adultos da história e ganhadora de centenas de prêmios entre Emmys, Annies, People Choise e outros Awards da mídia, Os Simpsons, Groening apresenta seu novo trabalho desde agosto pela rede de streaming Netflix.

Matt Groening

(Des)Encanto conta com 10 episódios em sua 1º temporada trazendo os traços já característicos e inconfundíveis dos personagens de Groening. Mas nem só olhos esbugalhados fazem da animação sensacional. O humor cáustico porém elegante e sem por demais apelativo  de suas criações anteriores permanece. Ambientada na idade média em um reino fictício chamado Dreamland, a atração satiriza todos os clichês relacionados a esse período. A miséria da população em contraste com a opulência da nobreza, a peste negra, a predominância das crenças e supertições sobre a ciência e o conhecimento. Inclusive é nítido que  assunto sexo e toda a hipocrisia que gira em seu redor é mais explorado do que nas animações anteriores. Tudo é mostrado de forma engraçadíssima mas sem descambar para a baixaria.

A princesa Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou para simplificar, apenas Princesa Bean, é a protagonista de (Des)Encanto. Na verdade, a personagem está muito mais para uma “anti-princesa” do que para uma princesa clássica e estereotipada. Fora dos padrões de beleza (ela é dentuça) alcoolatra, pegadora, rebelde e contestadora, Bean consegue trazer um sorriso de satisfação até para a mais radical das feministas. Obviamente que ela é a maior das dores de cabeça de seu pai, o Rei Zog, um monarca absoluto em uma sociedade extremamente machista e opressora como foi a do período medieval. 

Tiabeanie Mariabeanie De La Rochambeaux Drunkowitz, ou apenas Princesa Bean

Contracenando com tão ousada membro da realeza, dois seres místicos que a princípio parecem atuar como aquele velho clichê da consciência em forma de anjinho e diabinho. Dando bon conselhos e tentando reprimir a impulsividade da garota, um elfo com o criativo nome “Elfo”. Essa criatura verde abandona seu insuportavelmente feliz reino de doces para conhecer o mundo exterior  e acaba se apaixonando pela princesa e passa a acompanhá-la. Já para os maus conselhos, Luci, que na verdade é o próprio Lucifer conjurado dos infernos por um par misterioso de magos que o enviam para igualmente acompanhar a moça. 

Ao longo dos episódios essas duas personagens vão desenvolvendo suas próprias personalidades e deixam de ser meramente uma sombra da protagonista. Aliás, seres mitológicos abundam no show, afinal crença e superstição faziam parte do senso comum da população da Europa medieval. A própria rainha, a madrasta de Bean, é uma espécie de mulher anfíbia de um reino subaquático próximo. Fadas, ogros, gigantes, bruxos…estão todos lá nas formas mais hilárias e surpreendentes. A prostituta velha caidaça em forma de fada é impagável! 

Um diferencial em relação às obras anteriores de Groening é a continuidade entre episódios. Não que em Os Simpsons e Futurama não existisse. Alguns acontecimentos mais importantes como a morte de personagens coadjuvantes ou o início de relações românticas sempre foram continuadas em episódios subsequentes, mas de maneira geral os episódios sempre foram muito independentes uns dos outros. Em (Des)Encanto a linearidade da história é mais nítida e os episódios se entrelaçam de forma mais sólida. Também podem ser vistos de forma independente como em qualquer sitcom, mas algumas situações podem ser de dificil entendimento e algumas piadas podem não ter graça para quem não acompanha de forma contínua. Isso fica muito claro quando no último episódio temos gancho evidente para a próxima temporada e até uma cena pós-crédito. 

Concluindo, entendo que (Des)Encanto, apesar de se passar séculos atrás, está totalmente sintonizada com o presente, trazendo ótimas críticas sociais de forma ácida e moderna como já é praxe no trabalho de Groening. Já conto os dias para a segunda temporada.

Nota para a 1ª temporada: 4,5/ 5


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KAMEN RIDER BUILD | Be The One – Crítica

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Kamen Rider Build, a 19º série da franquia na era Heisei (título dado para diferenciar as eras, exemplo Kamen Rider Black é da era Showa) mostrando que na era Heisei também é possível ter uma série tão madura e sinistra como tínhamos na era Showa.

A história começa há 10 anos quando uma expedição volta de Marte e traz consigo uma caixa na qual intitulam de Caixa de Pandora, onde na apresentação um dos pilotos da Nave Soichi Itsurugi toca nessa caixa, e uma luz aparece fazendo com que a caixa simplesmente crie um Muro chamado de Skywall dividindo  o Japão em 3 regiões: Touto, Seito e Hokuto.

No inicio vemos Sento Kiryu, um cientista sem memória que trabalha em um laboratório junto de seus superiores. Temos Himuro Gentoko, filho do primeiro ministro de Touto e Utsugi um renomado cientista. Em meio ao trabalho conhecemos Sawa uma jornalista que aparece para entrevistar Gentoko. Ao anoitecer Sawa é atacada por um monstro chamado de Smash e é onde aparece Kamen Rider Build que além de derrotar o monstro retira a essência do mesmo que volta a ser um humano.

No outro dia vemos Sento no café Nascita onde vive com o proprietário Soichi Tsurugi e sua filha Missora Tsurugi e no decorrer Sento acaba salvando um fugitivo da cadeia: Banjo Ryuuga, acusado de matar o Cientista demoníaco Takumi Takeshi.

No decorrer da série somo levados a Seito, que parece uma cidade militar, e também a Hokuto, que é uma cidade mais interiorana, com muitas fazendas num ambiente de campo. De Hokuto temos o Kamen Rider Grease que é Kazumi seu alter-ego, que luta para libertar o seu povo. E de Seito, temos o Kamen Rider Rouge, que para quem ainda não assistiu a série é um segredo cujo qual será legal descobrir.

O grande vilão da série nada mais é que um marciano chamado Evolt que destruiu Marte e veio para a Terra para fazer o mesmo, porém ele não contava com a interferência de Sento o Kamen Rider Build.

Vamos aos personagens:

Sento Kiryu/ Kamen Rider Build

Banjou Ryuuga

Misora Itsurugi

Sawa

Souchi Itsurugi

Himuro Gentoko

Kazumi/Kamen Rider Build

Takumi Takeshi/Kamen Rider Build

Kamen Rider Build foi ao ar entre 2017/2018 e já esta finalizada com 49 episódios e 2 filmes (Kamen Rider Final Heisei Generations e Kamen Rider Build Be the One).

  Nota para o Tokusatsu: 5 / 5


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