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DEADPOOL | o “Tagarela” acertou em cheio! (Crítica do Viajante!)

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Sinceramente, mesmo animado com um dos meus personagens favoritos da Marvel, eu sempre fico com um pé atrás quando se trata de uma produção baseada em hq’s assinada pela Fox. Mas desta vez, fui surpreendido. Logicamente nós sempre podemos fazer algo melhor, crescer e aprender com o erros, e eu acho que a Fox esta neste caminho!
O filme já começa se apresentando como uma história de amor, e realmente é isso que vemos no decorrer da trama, pois fica bem evidente o laço entre o protagonista e seu par romântico (excelentemente representado pela maravilhosa Morena Baccarin).
O filme arrisca ao apresentar idas e voltas na linha temporal, e também não fica muito bem definido quanto tempo se passa na historia contada, contudo, o roteiristas foram felizes e não deixaram que isso atrapalhasse o desenvolver da trama.
O ator Ed Skrein atua muito bem como Ajax, apesar de seu personagem ser raso e ter fracas motivações. Mais uma vez vemos um Colossus saco de pancada (sim, como em todas as outras versões do mutante na franquia dos X-Men), a Adolescente Negassônica Explosiva rouba a cena com suas caras e bocas e seu jeitinho de rebelde sem causa. (PS: Parabéns ao figurinista dos projeto, pois os trajes dos heróis estavam coloridos, sim! Nada de couro preto, a Negassônica vestia um belíssimo traje amarelo e preto, cor característica dos uniformes da equipe de mutantes).

Belíssimo traje da Adolescente Negassônica Explosiva em amarelo e preto (Qual a dificuldade de continuar a usar cor nos trajes dos filmes Fox ?)

Ryan Reynolds se redime por Lanterna Verde, o ator que pare estar muito a vontade nas cenas, na minha opinião ainda não chegou no ponto certo do carisma de Wade Wilson, apesar de claramente se esforçar e abraçar o personagem, que apesar de abusar de habilidades em algumas cenas, fica meio devendo em outras.

O filme tem alguns erros sim, mas tem muito e muitos acertos, ótimas piadas e sacadas geniais (até mesmo em seus defeitos o filme tira sarro de si próprio, como se soubesse que aquilo dali ficou devendo, por exemplo na abertura do filme, onde são apresentados os personagens como clichês de filmes de heróis).

Deadpool é um filme de superação e se reconhece como tal, o projeto foi uma aposta da Fox em um personagem relativamente novo e até então medianamente conhecido, e também gerou muito barulho pelas cenas pesadas e linguajar irreverente, afinal é arriscado apostar num filme para maiores de 18 (nos EUA, pais de origem), onde grande parte do publico alvo de longas baseados em quadrinhos é adolescente.

O filme consegue captar a essência do personagens criado por Liefield e entrega um dos grandes filmes de herói do ano, com muita ação, efeitos especiais de qualidade, comédia e a zoeira do Mercenário Tagarela.

Ahhhh sim, temos o grande Stan Lee em cena!

 

NOTA:

CEO do Nerdtrip de GNTK INC., Engenheiro de Produção, amante da sétima e da nona arte.
Apaixonado por música boa e amante dos Engenheiros do Hawaii.

“Seja a pessoa que você quer ser.”

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STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI | O segundo melhor filme da franquia! Crítica sem spoilers

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Ao falar de Star Wars temos que ter sempre o cuidado para opinar sobre os novos rumos desta incrível saga. Espalhados por uma galáxia muito, muito distante, os fãs mais assíduos provavelmente estão estranhando e vão estranhar como este novo episódio é o mais ousado, diferente, empolgante e inovador filme da franquia.

Sim, esse mix dá um passo importante para tal passagem de bastão entre os clássicos e novos personagens, a homenagem ao “velho” é cabível e o olhar para o futuro é esperançoso. Rian Johnson, diretor e roteirista nos dita um lado peculiar da galáxia onde temos muitas surpresas com cenas encantadoras e nos revela que algumas cenas foram feitas por “deuses”.

Deuses, crenças, força, poder também são discutidos por um olhar de um Luke Skywalker sem esperança, Rey carrega a faísca rebelde de que as respostas do presente estão no passado e Kylo Ren nos mostra a ganância de ignorar o passado e pensar em um novo futuro.

Este choque de ideologias nos faz perguntar se existe um lado da força bom ou ruim, outra questão para refletir também é a possibilidade da centralização da força, será que por meio dela a possibilidade de evoluir é maior do que escolher o lado negro que trabalha melhor a ambição por poder?

Tivemos algo transcendental no filme, aliás podemos apontar alguns momentos inexplicáveis que pode cegar e enganar alguém que ainda não compreendeu as lindas ligações que Star Wars possui, o poder pode ser transmitido de geração em geração ou pode surgir do nada.

No final, Os Últimos Jedi não é um título que te engana e sim te mostra uma nova perspectiva sobre o futuro desta brilhante franquia, o novo precisa ser aceito sim, mas com o dever de ensinar sobre o importante passado ao preservar e encantar a todos com o endeusamento do clássico.

Nota para o filme: 5 / 5

Sinopse:

Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

País: EUA

Classificação: 12 anos

Estreia: 14 de Dezembro de 2017

Duração: 152 min.

Direção: Rian Johnson

Roteiro: Rian Johnson

Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, John Boyega, Domhnall Gleeson, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Anthony Daniels, Benicio Del Toro, Carrie Fisher e Mark Hamill.

 

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THE ORVILLE | Fechando a temporada com chave de ouro! – Episódio 12: Mad Idolatry – Crítica do Viajante

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Sem palavras. Assim eu fiquei ao terminar de assistir ao último episódio da primeira temporada de The Orville. O show fechou com chave de ouro uma temporada que surpreendeu positivamente a todos, até mesmo o mais rabugento e conservador dos Trekkers. Sim, pois da sensacional atração criada e produzida por Seth MacFarlane,  esperava-se uma paródia, um sitcom, uma comédia pastelão. E não foi nada disso que aconteceu. The Orville está sendo considerada por muitos “mais Star Trek do que a própria Star Trek Discovery”, e apresentou a nós trekkers, conservadores ou não, uma série que tocou-nos o coração fazendo uma referência digna à franquia criada por Gene Roddenberry nos anos 60, caindo sim, um pouco mais para o lado do humor, porém, sem em momento algum, faltar com o respeito à série que a inspirou. The Orville não é uma paródia, mas sim uma homenagem esplendorosa a Star Trek.

Em Mad Idolatry, temos a confirmação que na União Planetária existe sim uma política de não interferência na cultura de povos mais primitivos, assim como a lei máxima da Federação de Planetas de Star Trek, a 1º Diretriz. Eu mesmo  havia dito erroneamente que isso não existia em The Orville a julgar pelo 4º episódio, “If the Stars Should Appear“, quando a tripulação da nave que nomeia o show aborda sem grandes crises de consciência ou grandes discussões filosóficas uma sociedade primitiva que habita, sem saber, uma gigantesca astronave que ruma para a destruição iminente em rota para uma estrela. Porém, agora, podemos entender que isso ocorreu pela necessidade iminente de salvar da morte aquela população.

Porém, nesse 12º episódio, a mesma tripulação encontra um planeta que aparece e desaparece misteriosamente na órbita de uma estrela e cuja população se encontra num nível de desenvolvimento similar à nossa “Idade do Bronze”. Seguindo o protocolo, os membros do grupo avançado  que descem ao curioso astro tentam não manter contato com os nativos, porém, a 1º oficial Kelly Grayson (Adriane Pallick), ao ver uma criança ferida após uma queda que ela mesma causara ao assustá-la acidentalmente, não resiste a tentação de ajudá-la e cura seu ferimento usando um aparelho médico sofisticado. O que ela não percebe, é que estava sendo observada por outros aldeões.

De volta à nave, os tripulantes da Orville, chegam à conclusão de que o tal planeta está em uma órbita “multifásica”, e que em determinado ponto atravessa para outra dimensão onde passa 11 dias até regressar. Porém, o que ninguém esperava, é que o tempo funcionasse de maneira diferente nessa outra dimensão, e que ao retornar, ao invés de terem se passado apenas os tais 11 dias, se passaram 700 anos para os habitantes daquele mundo.

Em sua segunda visita ao planeta, o grupo avançado descobre que nesses 7 séculos, uma religião se formou ao redor da figura de Kelly. Fundamentalista e agressivo, o clero que governa agora se assemelha muito aos moldes de poder da igreja católica na idade média. Inclusive na parte de arquitetura, arte e figurinos dos sacerdotes são bem parecidos. O capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane), indo contra as ordens de seus superiores, tenta consertar as coisas, contudo 11 dias ou 700 anos depois, percebe que nada mudou e o planeta continua atolado em guerras e perseguições religiosas, de maneira bem semelhante aos nossos séculos XX e XXI, para o desespero de Kelly.

No final, a lição que o episódio transmite é corretíssima e acerta o espectador como uma bomba no cérebro, nos fazendo refletir e, porque não, ter esperanças num futuro melhor. O “Efeito Borboleta” pode até ocorrer, mas mesmo que tivesse sido evitado, os rumos da evolução daquela sociedade, não teriam sido tão afetados assim.

Episódio triunfal, capaz de nos emocionar como os mais filosóficos de Star Trek, tão bom que considero o melhor dessa primeira temporada. Conseguiu me deixar mais ansioso ainda pela segunda temporada. E também me fez tornar-se fã incondicional de Seth MacFarlane, a quem passo a considerar um gênio da TV/cinema. Mas é só minha opinião. Se pudesse dar 6 estrelas para essa série, daria sem pestanejar. Ou 10. Classificação segue máxima:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio Piloto

Episódio 02

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Episódio 11

Obs: Não há links para os episódios 05 e 06 porque eu estava fora de minha cidade na época em que foram exibidos e não tive tempo de escrever as críticas sobre ambos ainda.

 

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THE ORVILLE | Despedidas e promoções no penúltimo episódio da temporada – Episódio 11: New Dimensions – Crítica do Viajante

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Dizer que um episódio qualquer de “The Orville” é sensacional está se tornando redundante. A primeira temporada inteira da série foi sensacional até este penúltimo episódio foi sensacional. Não consigo citar nenhum dos 11 apresentados até agora como sendo fraco. Os piores da temporada ainda são ótimos.

Yaphit

New Dimensions se inicia “SPOILER” com a despedida do engenheiro-chefe da Orville, Steve Newton (Larry Joe Campbell) que abandona a nave para trabalhar em novos projetos. Começa então a corrida para ocupar o cargo vago. O ser gelatinoso Yaphit (voz de Norm MacDonald) é o primeiro na linha de sucessão. É interessante ver como esse desbocado e gosmento tripulante vem ganhando destaque e importância dentro da série. Suas primeiras aparições davam a entender que serfia apenas uma peça cômica com pequenas cenas esporadicamente, mas não é isso que vem ocorrendo.

Seguindo com a trama do episódio, a 1º oficial comandante Kelly Grayson (Adriane Pallick) sugere ao capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane) outro nome para o cargo de engenheiro chefe: tenente John LaMarr (J. Lee), o relaxado  e aparentemente irresponsável navegador da Orville. Em seguida, a espaçonave colide com uma anomalia e se danifica, e sua competência será levada à prova ao comandar a equipe de reparos que deve salvar a espaçonave.

New Dimensions foi um dos episódios mais parecido com sua “série-inspiradora”: Star Trek. Estava tudo ali: os espírito científico, a fraternidade utópica, a meritocracia que num mundo utópico onde todos tem iguais oportunidades é muito cabível. Até a sala de reunião de oficiais no melhor estilo “Picard” esteve presente. Tudo isso sem deixar de lado  a parte cômica em vários momentos, pertinente à premissa da série. Não tem como não rir por exemplo, da aparição pirata alienígena interpretado pelo ator convidado Paul Vogt com seus péssimos hábitos de higiene enquanto como macarrão instantâneo (acho que era isso).

Outro personagem que vem se destacando nos dois últimos episódios é o engraçadíssimo alien cabeçudo Dann (no meio na foto de capa) interpretado pelo ator Mike Henry. Dann é o típico sujeito que de tão medíocre, não é notado por ninguém, por mais que tente se sobressair. Quer fazer amizade com todos, mas na maioria do tempo é ignorado por não ter atrativos. Pode vir a ter suas participações aumentadas no futuro também.

A concepção do universo bidimensional foi genial e muito bem apresentada, e provavelmente teremos mais episódios com essa temática (espero muito que sim). Com certeza a maioria dos fãs da série ficaram curiosos para saber mais sobre aquela suposta sociedade de pontinhos luminosos.

Faltando apenas um episódio para encerrar a primeira temporada de The Orville, já sinto saudades da mesma e repito que será dureza esperar um ano pela próxima temporada. Minha classificação para The Orville ainda é a melhor:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio Piloto

Episódio 02

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Obs: Não há links para os episódios 05 e 06 porque eu estava fora de minha cidade na época em que foram exibidos e não tive tempo de escrever as críticas sobre ambos ainda.

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