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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | Death Note

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Demorei, mas eu vi!

Através dessa coluna, tenho como objetivo falar-lhes a respeito de filmes e séries que acabei deixando passar em branco. Às vezes, cometemos injustiças ou perdemos excelentes obras por descaso ou descrença em sua qualidade. Então, pretendo, semanalmente, trazer uma opinião sobre esses, e hoje quero começar por esse jovem clássico dos animes e mangás: Death Note.

Criado pelo roteirista Tsugumi Ohba e desenhado por Takeshi Obata, Death Note foi publicado de 2004 a 2006 na Shonen Jump, num total de 108 capítulos, ganhando a animação em 37 episódios pela Madhouse.

A premissa não é simples (aliás esse é o ponto forte da série: nada nunca é simples), Light (Raito Yagami) é um estudante brilhante, mas que está entediado com sua vida sem desafios à altura da sua inteligência, até que um dia, ele se depara com um caderno chamado Death Note.

Ele descobre que o caderno tem o poder de causar a morte de qualquer pessoa, basta que tenha seu nome escrito nele, e o rosto na mente daquele que o escreve. Sendo possível até mesmo indicar a causa da morte e agendá-la. Não sendo escrita nenhuma causa, a pessoa morre em 40 segundos de um ataque cardíaco fulminante.

Ao estar em posse do caderno, ganha-se (se é que se pode dizer que isso é ganhar), a companhia de um Shinigami (uma espécie de demônio com um estilo punk que em alguns momentos me fez lembrar do Supla) chamado Ryuuk, que é o responsável pelo caderno. Light, então, decide matar todos os criminosos do Japão e depois do mundo.

Assim, a polícia percebe um padrão nas mortes e começam as investigações, para aumentar o suspense ainda existe o fato de seu pai ser o chefe das investigações. A mídia começa a chamá-lo de “Kira”. Então, um super-detetive (de codinome “L”) é chamado para descobrir sua identidade.

Depois de postas as peças no tabuleiro, começa um jogo de xadrez ferrenho, em que não sabemos se torcemos pro mocinho ou pro bandido. Não demora para que “L” descubra que Kira está no Japão e, junto da policia local, começa uma caçada contra ele.

Daí passamos a assistir um combate mental e psicológico entre Kira e L, em que faz lembrar “breaking bad” nos seus melhores momentos, em que Walter White fugia de seu cunhado Hank, investigador da Narcóticos.

Cada um com uma jogada mais brilhante que a outra, com estratégias, deduções e investidas perigosas de ambos os lados, temos Light querendo saber qual o rosto e o nome de L, e de L tentando descobrir a identidade do assassino.

E esse é o precoce ápice do anime, freado quando entra uma personagem que acaba pondo a série em novos trilhos. Nesse período, daí em diante, fica um pouco tedioso.

Entretanto, o fechamento desse lento arco nos apresenta uma boa reviravolta e o anime retoma um pouco da trama do início. Mas perde-se muito de sua essência inicial.

Pessoalmente, considero que o pecado de Death Note foi prolongar-se demais, e depois lutar contra si mesmo tentando recuperar-se e se reinventando. A perda de alguns âncoras acabou diminuindo, e muito, a sua qualidade.

A trilha sonora é um dos pontos altos, se encaixa perfeitamente bem o tempo todo. E Death Note merece ser considerada épica, apesar de eu pessoalmente acreditar que merecia um final bem mais memorável.

Demorei, mas vi…
E digo, devia ter visto antes.

Agora… é aguardar até 25 de agosto quando estreia o filme live-action pela Netflix.

Mas e você,
o que achou de Death Note?
O que você achou do final?
Deixe seu comentário e compartilhe.

Paulistano, amo música, filmes, séries, e estou ressuscitando o amor por animes.
Aprecio os filmes bons e me divirto debochando dos ruins (o que gerou o injusto apelido de Mestre Hater).
Tento ter como característica, textos curtos e objetivos valorizando a informação.

Escritor das colunas
HATEANDO! (quartas-feiras)
Demorei, mas eu vi! (Sextas-feiras)
Escondido na Netflix (Domingos)

1 Comment

1 Comment

  1. Rita Angelin

    12 de Maio de 2017 at 14:21

    JR Costa tenho a mesma opinião que vc, a série poderia ter terminado com “L”, depois disso ficou repetitivo e o final não foi o dos mais empolgantes mas o anime é maravilhoso, parabéns pela matéria.

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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | Carros 3

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O primeiro filme da franquia agradou muita gente, é charmoso, tem um visual inteligente, uma história “ok”, o que acabou gerando uma sequência, essa já bem inferior.

Carros 2 não deixa saudade e nem lembrança, é totalmente esquecível e por pouco não foi a pá de cal da franquia. Eis que surge Carros 3. A princípio, o anúncio não empolgou ninguém, mas o primeiro teaser foi impactante.

Nele vemos o Relâmpago McQueen sofrendo um forte acidente e sentimos a ameaça e a seriedade de tal evento. Não houve como não achar interessante. O trailer em sequência apenas requentou o que já havia sido prometido.

Chegamos agora ao filme, que é muito interessante, uma animação que convida o público adulto a várias reflexões, surpreende nisso, a trama se encaixa muito nos dias de hoje onde temos inovações constantes que desafiam a geração anterior, que muitas vezes não tem atração por elas, e fica a dúvida: até onde elas são realmente necessárias?

O filme também ensina a importância de se aprender com o passado, e que nele há muitas pérolas escondidas quando se olha com outros olhos. Com certeza o público adulto será fisgado mais do que as crianças com tal proposta.

Carros 3 é deslumbrante, o gráfico é lindíssimo e vemos um salto grande de qualidade comparado com outros dois anteriores, é interessante ver como o desenho brinca com esse desafio da variedade de ambientes apresentados. É um show à parte.

O primeiro ato é perfeito, consistente e bem trabalhado. O segundo é bem lento, aqui é a parte um pouco mais difícil para muitos, eu particularmente gostei, quebra um pouco a necessidade de velocidade da animação.

A idéia do desfecho surpreende, mas infelizmente se prolonga demais, podia ser um pouco mais enxuto, depois de certo ponto fica óbvio e os discursos motivacionais deixam tudo meio clichê, coisa que não ocorria até aqui.

Demorei, mas eu vi! E a dica que eu dou é pra que você não demore em reunir a sua família e assistir Carros 3. Vale muito a pena. A torcida que fica é que tenha se encerrado a franquia, para que quando lembrarmos de Carros tenhamos saudade e não enfado.

Nota para o filme: 3,5 / 5

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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI MAS EU VI! | American Horror History – Roanoke – Reinventando o gênero (Crítica com spoilers)

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De tempos em tempos algo redefine o gênero de que gostamos tanto, pela nossa capacidade de nos impressionar e de nos assustar. O terror não é algo controlável, que possa ser posto em uma forma, mas sim algo como o barro de um oleiro, do qual com talento e paciência, é possível se fazer maravilhas. 

Sim como em toda criação, o ato de criar passa por uma base (você não cria algo do nada), e a partir da idéia inicial (geralmente já pronta) você acrescenta a sua visão do fato (ou ficção criada) e com isso cria-se o escopo de uma nova história.

 Existem várias séries de terror atualmente, podemos citar The Strain (Netflix), Strange Things (terror mais juvenil, mas mesmo assim terror), The Walking Dead (existe terror pior do que o lado mais sombrio da mente humana?) e similares. Mas poucas séries atuais chegaram ao nível de assombro e criatividade que a série capitaneada por Ryan Murphy e um elenco tão estrelado que beira a imaginação. Estou falando de American Horror Story (FX, 2000-atualmente).

 

Um documentário de gelar o sangue!

 American Horror Story é uma iniciativa original, única e com poucos pontos comparáveis a qualquer série do gênero. Talvez o grande diferencial do folhetim do FX seja a capacidade (e coragem) do diretor e criador de buscar novos caminhos para o terror. Colocando atores com altíssimo gabarito (como Jessica Lange e Kathy Bates) com atores excelentes da nova safra (como Evan Peters, Sarah Paulson e Lily Rabe além de Lady Gaga) AHS tem conseguido manter níveis excelentes de audiência no exigente mercado de séries norte americano, temporada após temporada, sempre reciclando idéias e chocando o público (seja com sustos ou polêmicas).

Com Roanoke, a sexta temporada que foi ao ar o ano passado (a atual e bem de audiência, é Cult), não foi diferente. Como sempre uma idéia realmente original (com homenagens explícitas a alguns grandes filmes) mas com aquele gosto do passado, que são a marca registrada da série. Mais uma vez voltamos ao tema da casa mal assombrada, mas feito de tal maneira a não parecer com nada já visto. Assim como em Murder House ou AHS (nessa série todas as temporadas são nomeadas), a diferença aqui está na abordagem. Em Roanoke, na sua primeira parte, o ritmo escolhido (e muito interessante) foi o de um documentário. Há um personagem ator e outro que conta a história, que é escabrosa.

 

Um elenco ágil e brilhante

 Após terem problemas em uma rua da cidade com um grupo de vândalos racistas, um casal interracial resolve comprar uma casa no campo que estava com “condições facilitadas”. Pra variar, o diabo está nos detalhes e eles acabam não por comprar um problema mas sim algo que literalmente pode ameaçar suas vidas. Pra piorar recebem a visita da irmã policial (Lee Harris, Angela Bassett) de Matt (o rapaz negro, que é vivido por Cuba Gooding Jr em uma atuação ok, mas que é canastrona de propósito) que é marido de Shelby (moça branca, altruísta e generosa) que por sua vez é interpretada pela competente Sarah Paulson (a bruxinha cega de Coven) e sua filhinha Clara, que é a principal de Roanoke.

 A partir daí começa um passeio de montanha russa no trem fantasma, pra Jason e Freddy não botarem defeito. Entre brigas do ex casal Lee e Mason (o pai de Clara) aos poucos Shelby e Matt começam a ser tragados pela atmosfera infernal do lugar. Entre acontecimentos estranhos, fantasmas e uma estranhíssima Lua de Sangue, tudo acontece, sendo aos poucos relatado pelos personagens “reais” ao melhor estilo Linha Direta e Documento Verdade. Após a morte misteriosa do pai de Clara (içado como um porco em um madeiro), a garota some após ter contato com um dos fantasmas da casa, Priscilla, e ai começa o real pesadelo (que nomeia o documentário My Roanoke Nightmare). Após gastar as energias psicologicamente e espiritualmente com a entrada de dois colaboradores que emaranham ainda mais a cama de gato, redneck (Elias, o professor que tinha deixado fitas; e Cricket, um médium de eficiência comprovada mas um tanto excêntrico e caro), durante uma caçada na floresta pela menina, aparece a personagem mais importante: A Bruxa da Floresta (bem interpretada por Lady Gaga) que sodomiza e enfeitiça Matt para seu próprio uso (o cara a enraba, simples assim) e Shelby vê tudo pra piorar.

A cena. Selvageria no meio do mato rs

 Após a cópula com a bruxa, Matt, libertado do transe, retorna sem saber de nada. Mas o estrago estava feito. Pra não dar muito spoiler, a partir daí as coisas pioram muito, Cricket, mesmo mostrando que sabia do riscado, é preterido, e ai Elias ajuda a encerrar alguns dos mistérios e explica que a casa sim, é maligna, e na época da Lua de Sangue o portal para os mortos se abre e com isso os mesmos saem pra brincar…com os vivos. Mas isso não era tudo. Após mais tragédias, o médium retorna e explica que o verdadeiro mal que assombrava a área era a mítica colônia de Roanoke (um grande mistério americano, no original há várias versões sobre a lenda), que tinha uma líder que pagava sacrifícios a deuses pagãos (na verdade Thomasin se tornou a Açougueira por feitiço da Bruxa da Floresta) e que toda Lua Sangrenta era o tempo da colheita, sendo eles os próximos a serem sacrificados.

Maravilha de lugar pra passar as férias

Após muito mais muito sofrimento, Clara é libertada e depois de sofrerem igual cães nas mãos dos caipiras malucos da região, graças a ação do espirito do dono da casa Edward e do filho de Thomasin, que tentou salvar os colonos da bruxa, conseguem fugir apenas com as roupas do corpo e com muita sorte. Nesse meio tempo Cricket foi assassinado depois de fazer um pacto, entregando Matt de mão beijada à Bruxa numa cena bem interessante e sensual, que conta as origens dela, sendo na verdade uma moça celta (seguidora de Scathach, a deusa da morte irlandesa) que após desembarcar nos EUA trouxe sua magia comsigo, criando algo novo. Pena que termina praticamente aí a participação dela.

 A partir daí muda tudo. Numa puta declaração de coragem, Murphy transforma a história inicial em um reality show com toques de Bruxa de Blair (mas quase sem bruxa, infelizmente). No início um drama entre atores e personagens “reais”, mas depois a matança toma conta de novo, por conta da Lua Sangrenta. O reality Return to Roanoke: Three Days in Hell se torna um matadouro e literalmente vai rolar de tudo (inclusive com a participação da Bruxa, mais monstruosa que encanta Matt mais uma vez). A homenagem descarada a The Blair Witch Project é visível. Apesar do ritmo meio estranho, a esticada vale a pena, e prepara o espectador para o anti clímax que é de lei em AHS.

 

Desespero e situações anti clímax

 O saldo pra dar um fim na matéria é profundamente positivo. Ryan após dar uns tropeços em Coven e Freak Show, acerta novamente. Com uso de vários anticlímax (parece got, não se apegue a ninguém), conta uma história concisa, sangrenta e muitas vezes desesperadora. O fim é desconcertante e vale cada minuto assistido. Roanoke passa de “bom” e realmente eu recomendo assistir várias vezes.

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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | Onde Está Segunda?

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Muitos filmes sempre escondem seu foco principal, resultando em uma atmosfera maior de suspense. ”Onde Está Segunda?” faz justamente o contrário. E Finalmente trouxemos uma breve resenha sobre esse título da Netflix.

Desde o título fica extremamente clara a intenção do longa em manter quem assiste curioso para descobrir o que acontecerá no desenrolar da história. A sinopse retrata o universo massivo em um futuro ”próximo”, mais precisamente 2073, onde o aumento crescente da população mundial faz com que os recursos naturais da Terra se tornem cada vez mais escassos, especialmente após a América do Sul tornar-se um verdadeiro deserto. Buscando manter o mundo em equilíbrio, Nicolette Cayman (Glenn Close) surge com uma drástica proposta: cada casal poderá ter apenas um filho, e caso tenha mais que um, os irmãos serão confinados em ambiente criogênico para serem despertados quando a situação do planeta estiver sob controle. Todos os países adotam a nova proposta, resultando na criação de uma agência implacável que fiscaliza os cidadãos através de pulseiras eletrônicas. Entretanto, essa iniciativa desencadeou como efeito colateral o nascimento cada vez mais comum de gêmeos, o que aumenta ainda mais o problema da superpopulação.

Apesar da grande vigilância, Terrence Settman (Willem Dafoe) consegue salvar a vida de suas sete netas, dando nomes um tanto peculiares  a elas, correspondendo aos dias da semana. Terrence cria as sétuplas para que se revezem, assumindo a identidade de Karen Settman para se camuflarem na sociedade, mantendo-se incógnitas. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado acostumam-se a nova rotina, fingindo ser a mesma pessoa e tendo autorização do avô para sair de casa apenas nos dias que correspondem aos seus devidos nomes. Trinta anos depois, as sete irmãs seguem esta rígida rotina até que uma delas, Segunda, misteriosamente não retorna para casa.

O filme carrega como base o gênero ficção científica, trazendo como objetivo maior explorar a ação a partir do mistério exposto em seu título, criando um clima de suspense, ação e mistério sobre o real paradeiro de Segunda. O desenrolar da trama, desencadeia total aflição entre seis das sete irmãs gêmeas que precisam encontrar um meio de sobreviver em um mundo difícil, e encontrar a irmã perdida. Há uma grande curiosidade sobre o filme, todas as irmãs são interpretadas pela mesma atriz, Noomi Rapace (Prometheus, Os Homens que Não Amavam as Mulheres) mostrando-se cada vez mais talentosa interpretando uma realidade digna de Black Mirror e Orphan Black.

A história é envolvente e mantém quem assiste preso ao seu enredo. O filme carrega uma premissa interessante, e nos faz criar uma certa curiosidade para saber o que realmente aconteceu com a irmã perdida. O diretor faz bom uso de figurantes em todas as cenas, fazendo questão de demonstrar o quanto a cidade está repleta de ”olhos” por todas as partes. Logo de inicio ficamos empolgados com a proposta que acaba nos entretendo.  O longa teria tudo para ser extremamente perfeito se fosse mais ousado em determinados aspectos, pois muitas coisas ficaram pairando no ”ar” durante os acontecimentos. Contando com um elenco de peso, poderíamos ter visto uma ficção científica mais crua e provocadora, no melhor estilo futurista, mas o diretor optou por manter o caminho dos filmes de ação. É um filme que apesar de seus furos, vale á pena ser assistido.

 

NOTA: 4,0 / 5,0

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