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ESPECIAL DIA DOS PAIS | Os Melhores Pais da Literatura

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Hoje é o dia dos pais galera! Esses seres magníficos que Deus coloca em nossos caminhos. Até mesmo os que não tiveram um pai biológico presente, como é o meu caso, sabem que alguém, de uma maneira ou de outra, acaba suprindo nossa falta de termos… um Pai (a letra maiúscula foi proposital). Por isso hoje preparei um TOP 10 dos grandes e incríveis pais da literatura (na minha humilde opinião), ressaltando que o que mais importa é o que eles fizeram por amor e dedicação a seus filhos, confira:
 
Imagem relacionada1 – Jamie Fraser (Outlander): Esse ruivo lindo e charmoso abriu mão da sua felicidade, da sua vida, do seu amor, e até mesmo de sua dignidade em prol de salvar a mulher e… (por que não?) a filha. Um exemplo de pai que é raro e singular. Apesar de tantas e mais variadas demostrações de carinho e afeto, ele sequer conheceu a filha na infância e foi privado (devido ao seu total altruísmo) de acompanhar seu crescimento e obter o amor dela, pois outro homem a criou como se fosse dele. Eu confesso que é uma história emocionante e perdidamente apaixonante. Brianna Fraser, não tem nadinha do que reclamar de seu pai, ele é no mínimo um escocês magnânimo. 
2 – Reverendo John Whittier (Pollyanna): Nossa, esse pai foi difícil de achar o nome! Mas ele não poderia ficar fora de uma lista selecionada por mim. Ele é o pai de ninguém mais, ninguém menos que Pollyanna, uma menina órfã. (Agora deu, né? Se ela é orfã… Calma aí que eu explico). Essa menina tinha um jogo, chamado o “Jogo do Contente”, que se constituia em achar o lado bom das coisas. Mas a maneira com a qual ela fala do pai a cada vez que explica o jogo pra alguém (e como ela explica isso!) é o que me chama a atenção. Só um pai muito especial poderia fazer uma filha ficar feliz com um par de muletas, que chegou na caixa de doações, ao invés de uma boneca, que era o que ela desejava. Bom, esse pai fez parte da minha infância e adolescência, pois confesso que já li esse livro mais de uma dezena de vezes e me assumo portadora da “Sindrome de Pollyanna”. 
3 – Rick Grimes (The Walking Dead): é um personagem fictício da história em quadrinhos em preto e branco, sendo interpretado atualmente por Andrew Lincoln na série de televisão de mesmo nome. Mas o que fez essa “Viajante” abrir exceção para quadrinhos? É que são literatura também, oras! Eu seria injusta se falasse de pais e não citasse um que é capaz de enfrentar um mundo pós apocalíptico, com zumbis, para sobreviver e garantir a segurança dos filhos, não necessariamente nesta mesma ordem. Ele tem um bebê em um cenário completamente hostil, se a criança chorar alto e fizer barulho… E como ele controla bem aquela pequenina! Eu fico desesperada só de me imaginar no lugar dele. Então merecidamente está entre essa seleção. 
4 – Tio Ben (Homem-Aranha):  O pai em questão é na verdade um tio. Já que o precedente para os quadrinhos foi aberto acima, preciso (necessito muito mesmo!) falar de um pai um tanto quanto fora do padrão, mas que embora seja chamado de tio, é pai… E ponto final! Pois, “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e o Homem Aranha não seria nosso amado Cabeça de Teia, não fosse a orientação pertinente recebida por esse tio-paizão. ‘
5 – Arthur Weasley (Harry Potter): Esse aí é paizão com “P” maiúsculo, tanto para sua penca de filhos, como para os agregados como Hermione e Harry. O Sr. Weasley um figura pra lá de paternal;
6 –  Eddard Stark (Game of Thrones): Esse literalmente morreria pelos seus filhos e pelo que acredita… A fantasia não é um ambiente agradável para os papais, (quiçá os dois primeiros nomes desta lista!) mas este homem possui justiça, lealdade, honra e compreensão com os filhos, cujo grande legado são os ensinamentos e os exemplos que ele procura deixar com os “lobos” Stark;
 
7 – Jor-El (Os últimos Dias de Krypton) :  O pai em questão é o de Os últimos Dias de Krypton  em que Kevin J. Anderson conta a história de um homem (e pai) extraordinário que se dedica, que fez de tudo para salvar seu planeta, e que garantiu que seu filho sobrevivesse. E o filho em questão, para que não reste dúvidas é o nosso querido Super-Homem (super… mega, blaster…).
 
– Akkarin (Trilogia do Mago Negro): Este pai é magnífico, bondoso e aprendeu a duras penas o valor de uma vida. Contudo, não pensa duas vezes antes de salvar a mulher que ama e que sequer sabia que teriam um filho. Exemplo de pai que merece ser citado aqui. Seu filho deve lamentar muito sua ausência. Seria um excelente pai, tendo passado por tantos perrengues. 
Gepeto (As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi) O carpinteiro que molda o seu boneco a partir de uma madeira que “geme”. Gepeto ama profundamento seu “filho”, mesmo que esse já nasça arteiro sendo que suas primeira atitude são de desrespeito ao chutar o nariz do velho assim que este acaba de esculpir suas pernas. Isso toca profundamente a alma de quem lê. Geppetto é bondoso e genuíno e seu “filho” precisa aprender em um “intensivo” ser bom o suficiente para merecer o amor desse pai. 
10 – Darth Vader: (falarei dele pela quantidade de livros lançados, baseados nos filmes e porque é legal mesmo!)“Luke, eu sou seu pai”, essa é uma frase inesquecível e eu não poderia deixar de citá-lo, pois o vilão quer trazer a família para o lado negro da força (mas afinal, isso é o que ele acredita ser bom) e não mede esforços para realizar isso. Eu tenho uma dúvida sobre a vida, a verdade e o universo… Mas só deixarei aqui para “causar” mesmo: Por que mesmo que a Rebelião é boa e o Império é mal? Tudo não se trata de meros pontos de vistas diferentes?
 
É claro que eu tive que deixar de fora muitos pais maravilhosos que poderiam estar nesta lista, mas eu precisava escolher… E vocês, lembram de algum grande pai na literatura? Façam a sua lista e me compartilhem comigo. Aquele Abraço.

Autora de A Senhora do Caos - A Viajante e o Dragão e coautora de Sociedade dos Corvos, com o conto Vida Perfeita. Nasci no Espírito Santo, mas vivo no interior paulista com minha família. Sou graduada em Pedagogia, atuo na área de administração de empresas, escritora e redatora do NerdTrip. Iniciei minha carreira literária publicando na plataforma de leitura online Wattpad e em 2016 lancei meu primeiro livro impresso. Com verdadeiro fascínio por histórias fantásticas, gibis, livros e pelo mundo nerd, sou jogadora assumida de RPG. Comecei a escrever por volta dos doze anos e convicta digo que os livros salvaram minha vida, tornaram-me um adulto mais completo e possibilitaram que obtivesse sucesso em minha carreira.

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THE WITCHER | Melhor que o Senhor dos Anéis? (PARTE 1)

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Ok galera, sério, vocês estão sendo fera, ontem minha matéria sobre The Gifted ganhou alcance nacional (é muita gente pra agradecer e temos os problemas de propaganda, mas eu agradeço imensamente aos veículos e em especial a galera da Universo X-Men pela força). Mas hoje é sexta, vamo que vamo, e tem matéria pra passar.

A Europa hoje é um berço de criação, muitos dos melhores jogos, alguns dos melhores filmes e, principalmente, livros vêm de lá, com atenção as atuais ex-repúblicas soviéticas. Livre do controle pesado do Kremilin, essas nações estão agora exportando para o mundo o que de melhor eles têm, a sua cultura.

Em especial, Polska. É, a Polônia. Terra de Robert Lewandowski, craque do Bayern e ex Borussia Dortmund, hoje tem a oferecer muito mais ao mundo além do futebol (que é ótimo), através da companhia debutante CD Projeckt RED em 2007 trouxe a partir das histórias de Andrezj Sapkowski (considerado o Tolkien polonês) o jogo multipremiado The Witcher, um sucesso retumbante que fez no seu primeiro jogo 10 milhões de cópias vendidas, mesmo sendo um jogo considerado difícil por muitos gamers.

Mas não é pra isso que estamos aqui, o real assunto seria na verdade a mitologia criada por Andrezj. Superaria atualmente a Senhor dos Anéis e A Guerra dos Tronos de G.R.R. Martin? Para muitos fãs, sim, o universo de The Witcher realmente mostra que a criatura pode sim ter superado seus criadores (é sério). Juntando o importante acervo que tem de livros (todos excelentes), jogos (todos campeões de venda e crítica, um mito moderno), um card game (o famigerado Gwent) e até quadrinhos, o mundo do bruxeiro invadiu o Brasil. Hoje, no Facebook, juntando todas as comunidades estima em quase 2 milhões de fãs. É muita gente só aqui.

Eu não vou me ater a história (afinal teria que ser um post maior pra isso), mas vou falar dos livros e vamos (tentar) comparar, como em As Crônicas de Gelo e Fogo muita coisa fica nas entrelinhas, que fique claro que o bruxeiro Geralt de Rivia é um resolvedor de problemas e pouco liga de onde eles saem. É um Boba Fett, trabalha a preço fixo e se envolve nas tretas dos reinos mais por puro altruísmo mesmo.

Tudo começa em O Ultimo Desejo. Nele, Geralt tem os seus primeiros trabalhos como bruxeiro, e ao mesmo tempo discursa sobre o preço que pagou para se tornar um, o que remete as melhores histórias do Aranha, onde o poder se mistura com a responsabilidade, questões sobre o dinheiro e o altruísmo sempre presente do bruxão.

Qualquer semelhança do bruxeiro Geralt com samurais ou guerreiros chineses não é mera coincidência

O Último Desejo traz um sopro novo para o estilo, sem o didatismo de Silmarillon e o pragmatismo de Ned Stark em A Guerra dos Tronos, com um andamento que lembra O Hobbit em alguns momentos, os melhores momentos da fantasia estilo Grimm eslava estão brilhantemente presentes. O livro passa rapidinho, a leitura é leve, e quando você se dá conta, tá chegando no final. Aqui também já são colocadas as raízes do relacionamento conturbado entre Geralt e a feiticeira de Vergen, Yennefer, seu affair (e seu nêmesis também) no resto dos livros.

O segundo livro A Espada do Destino já deixa clara essa diferença, além de trazer mais sobre essa misteriosa personagem, há todo um clima de trevas no ar, semelhante a A Sociedade do Anel. Geralt parece impotente diante dos desafios, como Frodo no livro de Tolkien (aliás é muito prudente comparar o Bruxo ao tutorado de Gandalf), aliás são esses tropeços causados pela humanidade de Geralt que o torna um personagem tão singular.

O que nos leva a guerra total entre os metahumanos em O Sangue de Elfos. Retratada no jogo The Witcher, com cores bastante violentas, é pior ainda no livro, aqui como no fim de A Espada, entra em ação uma das personagens mais queridas da história do bruxeiro, Cirilla de Cintra, sua aprendiz e que conta como sua filha. Aqui a comparação cai com o Cão de Caça e Arya Stark, pois Ciri é de natureza guerreira como Arya tendo o “pai” Geralt como seu grande professor, a diferença para a jornada de Frodo contra as Duas Torres é que apesar do terror estar a espreita (o terror do preconceito), somente o treinamento árduo em um mundo que não admite perdedores pode preparar Ciri para os perigos inúmeros que cercarão a garota.

Outra comparação legal aqui seriam as histórias orientais de samurais, de mestre e discípulo filmadas pelo mestre Akira Kurosawa. A magia no mundo de The Witcher é traiçoeira e muitas vezes usada para fins obscuros o que mais uma vez aproxima o estilo de Sapkowski de G.R.R. Martin.

Bom como essa matéria ficou esticada além da conta, vou encerrar a primeira parte por aqui. Mas pretendo o mais rápido que eu puder terminar essa análise com as devidas comparações, abro aqui os comentários para que se você tem uma idéia que complemente ou melhore, ou discorde, nos interpele. Vou deixar um vídeo plus como sempre, e fique ligado na próxima análise.

 

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A BONECA PLATINADA | Recomendação da viajante – leitura nacional!

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A Boneca Platinada é o primeiro romance policial do consagrado autor Álvaro Cardoso Gomes. Com um enredo movimentado, em que não faltam tramas paralelas, disputas de poder, políticos e policiais corruptos, sexo, violência e paixão, a obra tem elementos utilizados na medida certa para compor uma clássica história policial.

Particularmente, amo esse livro. Lembro-me que minha mãe comprou pra mim há uns 3 ou 4 anos em uma daquelas maquininhas de livros que ficavam nos terminais de metrô aqui em São Paulo. Comecei a ler e não quis mais parar. Quando me dei conta de que era uma obra nacional fiquei bastante impressionada pela qualidade, porque eu tinha aquele preconceito com autores brasileiros (não me julguem, eu era uma criança de 13 anos). Como a leitura assídua que sou, recomendo totalmente a leitura! 

Resultado de imagem para livro a boneca platinadaSinopse: Medeiros é um investigador do 113o. DP do Campo Grande, na Zona Sul, uma das regiões mais violentas da capital paulista. Ele é um detetive durão, solitário e frequentador das boates e inferninhos do centro da cidade. Leitor de romances policiais, sonha viver à maneira dos tiras famosos dessas aventuras, como o Marlowe, do Raymond Chandler, o Mike Hammer, do Mickey Spillane e o Sam Spade, do Dashiel Hammett.

Em seus plantões na delegacia, está acostumado a se defrontar com uma rotina sobrecarregada de homicídios, assaltos, latrocínios, sequestros e outros crimes registrados pelas páginas policiais. Por isso mesmo, e pelas circunstâncias que envolvem as ocorrências, percebe logo que tem nas mãos um caso complicado e de solução difícil, quando é chamado para desvendar o assassinato de um travesti, cujo cadáver é encontrado próximo à represa de Guarapiranga.

Álvaro fala sobre seu livro:

“O livro faz parte de uma série, tendo como sequência A ninfetinha e as As joias da coroa, ambos ainda inéditos e que contam com a mesma personagem, o investigador Medeiros”

 

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AGATHA CHRISTIE: POIROT INVESTIGA | Resenha da Viajante – O livro em que Poirot falhou

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E eu venho hoje falar do quarto livro da nossa amada Rainha do Crime. Poirot Investigates, no Brasil, Poirot Investiga. É um livro composto por quatorze contos de Agatha Christie, publicado em 1924 no Reino Unido, pela editora Bodley Head. Neles, o detetive Hercule Poirot soluciona casos dos mais variados e com as mais diferentes motivações para o crime. |Temos alguns sobre avareza, ciúme e a tão comum e afamada vingança

As histórias são contadas pela perspectiva do capitão Arthur Hastings, como eu já disse antes a vocês, ele é um simpático, leal a seus princípios e fiel companheiro do detetive belga Hercule Poirot, sendo que várias delas contam também com a participação de Japp, o inspetor-chefe da Scotland Yard.

São casos dos mais diversos tipos: roubos, raptos e assassinatos, que Poirot resolve com uma certa facilidade, utilizando sempre as suas formidáveis “células cinzentas”. Não posso adiantar muito sobre os contos, pois como são curtos, incorreria em grande chance de contar spoilers, e essa não é minha intenção. Portanto, acredito que vale a pena conferir o livro com nossos próprios olhos que “a terra um dia há de comer” e se estivéssemos num livro da nossa Rainha do Crime, a terra nos levaria em meio a intrigas e muito mistério.

Mas não resistirei em dizer a vocês que em uma das histórias, Hastings relata o único fracasso de Poirot, no tempo em ele ainda era da polícia. Em outra, o detetive resolve um mistério deitado em sua própria cama, pois não pôde sair de casa devido a um forte resfriado. Então, acreditem quando esta viajante lhes diz… Confiram com suas próprias células cinzentas e divirtam-se a valer com essas curtas intrigas e maravilhosos assassinatos. 

Continue por aqui para saber mais detalhes sobre a obra da nossa aclamada e desafiadora escritora do início do século XX. Lembre-se, leia o livro e deixe aqui seus comentários. O que achou desta obra? 

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