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FAR CRY 3 | Uma jornada ao coração da loucura, viagens alucinógenas e misticismo

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Citra, uma vilã irresistivel

Hoje eu quero falar sobre um de meus jogos prediletos, não somente por sua estrutura, mas principalmente pela coragem de sua história ao demonstrar pela primeira vez uma jornada através das drogas, misticismo e loucura. Estou falando de Far Cry 3 (Ubisoft Montreal/ Ubisoft, 2012, PC, Xbox 360 e One, PS3 e PS4). Em FC3, temos um novo protagonista chamado Jason Brody, Jason é um playboy rico que resolve sair pelo mundo com os seus amigos, e por informações duvidosas (no melhor estilo do filme O Albergue, de Eli Roth) acaba indo parar em uma ilha comandada por piratas modernos, que servem a um godfather do tráfico local, que tem como comandante um certo Vaas Montenegro (o melhor personagem já criado para os games).

Vaas é muito mais que um comandante local, é um filósofo. Usando de tortura, crueldade e insanidade (ao nível do Coringa de O Cavaleiro das Trevas) ele começa a ensinar uma lição atrás da outra ao “emplumado” Jason (sim pode até parecer sem noção mas é isso do que o jogo trata), apesar de não ir até o final após matar o irmão de Brody, Riley e capturar os “amigos” de Jason (é bom ressaltar isso também), Vaas de maneira brutal e cirúrgica vai modificando o pensamento do jovem herói ao mostrar a ele um mundo que ele não possuía nenhum controle. Onde sua ascendência em berço de ouro não podia lidar com o horror que se mostrava a ele.

Jason, o “herói” de Far Cry 3

Após conhecer o Dr. Earnhardt (um médico loucão que mora em uma colina) e resgatar Daisy após auxiliarem os Rakyat (espécie de povo da ilha, revolucionários que lutam contra o controle do chefão), Jason é levado a uma feiticeira vodu (a verdadeira vilã do game) chamada Citra, a irmã de Vaas. Citra começa a introduzir o forasteiro nos segredos da ilha, e com isso confere a Jason poderes especiais, que vão aos poucos atingindo sua alma, por causa de seus rituais alucinógenos (FC3 realmente vai fundo nas viagens, por causa dos devaneios causados pela bruxa), o que vão aos poucos lhe conferindo poderes sobre humanos (realmente o personagem nos últimos níveis vai se tornando um meta-humano, quase um super homem), e quanto mais cai nos mistérios dela, pior ficam as trips.

Saindo um pouco da parte lisérgica do game, Far Cry 3 bebe em fontes conhecidas, mas com muito sucesso, retira um pouco de Assassin’s Creed (as famosas torres, aqui com um acabamento decadente que tem tudo a ver com o cenário), insere bases para ser invadidas, enquanto dá um up inacreditável em logística e na variedade animal (são muitos tipos), a física é excelente para a época (o que pôde resultar em um multiplayer nervoso, que até hoje tem jogadores) e inúmeras estratégias possíveis de invasão, tudo isso combinado a uma excelente inteligência artificial que possibilita um desafio instigante, mas sem exageros, a base de Far Cry 3 foi usada anos depois em Watch Dogs e Watch Dogs 2.

Bases bem feitas, com adversários a altura

Um ponto importante é o andamento da história. Reza a lenda que Far Cry 3 era pra ter tido apenas um final, e é realmente o que se vê durante o game. Quanto mais se torna um guerreiro Rakyat, mais Jason se afasta de suas origens, sendo até advertido por Vaas das manipulações de Citra (um ponto cruel e interessante é que em alguns momentos da história Vaas fala de Citra de maneira amorosa, mas ao mesmo tempo de forma angustiada, como se tivesse algo como um feitiço ou algo do tipo que o levasse a “gostar” da irmã). Eu particularmente considero Far Cry 3 uma jornada de danação, já que o herói realmente sucumbe ao jogo da feiticeira, que o enfeitiça e meio que o transforma em um boneco de seus desejos (o domínio da ilha por exemplo), mas cabe a cada jogador a sua interpretação.

Far Cry 3 está muito acima da média e merece ser jogado mais de uma vez, o game ficou melhor ainda com sua expansão (quase um novo game, logo irei trazê-la aqui) Blood Dragon, que é uma homenagem zoeira aos filmes B de ação futurista dos anos 80. Recomendo enormemente até tentar o 100% (mesmo que não traga nenhum prêmio, uma pena) do jogo. Esse realmente traz saudade.

Nota para o jogo: 4,5/5

Trailer:

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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DYING LIGHT | O segundo pode ser ainda melhor

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Dying Light wallp2

As vezes uma boa idéia não precisa ser original

Boa noite. E boa sorte. Atendendo a pedidos o game que vamos falar hoje é um dos grandes dessa atual geração. Ser original, ou apresentar um produto que mostre algo de novo em um cenário muito concorrido é difícil. Mas a lição de hoje é que bom trabalho, boa vontade, criatividade, coragem e boas idéias podem trazer algo de novo mesmo em temas muito explorados.

Nesse caso aqui o tema exposto são zumbis. Nada mais atual, não? Embora temos que reconhecer que com a alta exposição em filmes e séries (diga-se The Walking Dead, Guerra Mundial Z, Meu namorado é um zumbi, filmes de John Romero etc) ficou até meio difícil não discorrer sobre o tema e cair no óbvio.

Dying light gameplay

E não pense que será fácil

Mas a softhouse Techland, responsável por games como Call of Juarez e Dead Island topou o desafio. E em 2015 entregaram o melhor jogo de zumbis (digo sem ter um pingo de dúvida) dessa geração. Dying Light (Techland/Warner Bros. Interactive, 2015, XBox One, PS4, Linux, PC e OS X) combina originalidade com boas idéias, sem cair no óbvio mantém o pique em cada corrida pela vida.

Dying Light é aquele tipo de game que ganha o jogador logo na primeira partida. A história é simples, você assume o papel do agente Kyle Crane, em uma cidade infestada de mortos andantes chamada Harran. Kyle tem inicialmente a missão de recuperar documentos para uma espécie de ONU (Global Relief Report, algo como Esforço Mundial de Assistência) que foram roubados por um rebelde da cidade chamado Kadir Suleiman. Ciente de sua missão, ele é solto na cidade mas acaba sendo atacado (como sempre humanos são os verdadeiros monstros) por bandidos e acaba por ser infectado. Fim de jogo? Não é ai que começa o pesadelo e a grande aventura de Kyle.

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Violento como manda a cartilha do estilo

Assim como Far Cry 2, Kyle terá uma dificil missão. Como corredor, terá de localizar Kadir e não será nada fácil, como humano, terá que lutar contra o tempo e contra a infecção, tendo de buscar frequentemente medicamentos para brecar a inevitável transformação. Junte a isso o fato de que o game é um desespero. Durante o dia é até sussa passar pelos mortos andantes mas a noite parece que você foi parar em Apocolyps sem passagem de volta, é um inferno. Os zumbis crescem, ganham velocidade e olhos que te enxergam na total escuridão. Missões a noite por essa característica se tornam missões realmente impossíveis. O game ganha contornos de Splinter Cell com a diferença que aqui você é a caça.

Dying Light demonstra que a produtora Techland aprendeu (e muito bem, embora já tenha acertado no sensacional Riptide) com as falhas de Dead Island. Combinando elementos de Splinter Cell como já disse, Mirrors Edge (parkur até dizer chega), Half Life 2 (cenários quebrados e descontinuados) e muita inspiração vinda do próprio DI e de filmes como Guerra Mundial Z e Madrugada dos Mortos (transportado pro game), DL traz um ritmo frenético como nunca havia sido visto em um game de apocalipse zumbi, prepare-se pra correr feito um condenado (muito mesmo) e ter de fazer tudo em ritmo acelerado. O controle é excelente, sendo a melhor jogabilidade disparada entre os jogos do gênero. Isso fora a diversão, é realmente desafiador e premia o jogador com muita dificuldade (na real eu não recomendo para jogadores de fim de semana os níveis mais altos, os monstros perseguem mesmo).

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A noite, praticamente um novo jogo

Pra finalizar a resenha Dying Light é um colírio para essa geração. Extremamente violento, desafiador e divertido, mudou a cara dos jogos de apocalipse zumbi, mostrando que sim o tema ainda é sério, e pode realmente quando explorado com cuidado, render terror e bons sustos, isso fora a correria.

Essa resenha é dedicada a meu amigo, primo e irmão (por associação) Fabio Alves Moreira. Dying Light foi o último jogo de sua curta vida, interrompida por forças do destino. Fabio me ensinou que mesmo nas maiores dificuldades, um homem tem de sobreviver e sobrepujar qualquer obstáculo, mas com bom humor, boa educação e um sorriso no rosto. Por causa dele conheci o mundo dos carros de corrida e pra terminar deixo uma frase clássica desse mundo. Nunca é um adeus.

 

Nota: 5/5


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GOD OF WAR | Valeu a tentativa (Análise)

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(Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Ok, aqui a treta será pra valer. Como eu prometi e resolvi também deixar as minhas impressões sobre o game mais falado da semana passada (calma, não tem ninguém aqui querendo ferrar o jogo, apenas vou dizer e concordar com algumas verdades). Dizem que apressado come cru, e come mesmo. As vezes um tempinho a mais de preparação pode fazer a diferença entre um campeão e mais um game. E infelizmente a internet (ótimo termômetro pra essas coisas) tá mostrando na realidade o que vou dizer aqui. Não foi uma decepção, mas ficou claro que o hype foi alto demais, e a promessa de um campeão esbarrou feio nas limitações técnicas que o console infelizmente possui.

God of War (Sony Santa Monica, 2018, originalmente PS4) é um jogo de extremos. Do tipo que você ama ou odeia. Não haverá meio termo, e se preparem para ver muita treta sobre esse game. O por que de tudo isso foi uma campanha (bem executada reconheço) de divulgação, incluindo uma dublagem duvidosa na nossa língua (o excesso de truculência é pra lá de desnecessário) com expressões utilizadas popularmente (que também faço uma ressalva) que as vezes exageram no coloquial. Sejamos sinceros, a ideia de baixar a classificação etária (com o pibe Atreus), não caiu tão bem como deveria. GOW é um jogo de carnificina, hack n slash (matar, pilhar e destruir) e pouco espaço para sentimentalismos. O que nesse game foi a tônica, e isso claro afastou muitos fãs furiosos com a mudança.

Pra ir direto ao assunto, vamos a história deste game. Kratos agora é um pai, que possui problemas (quase como Ito Ogami, o Lobo Solitário e seu filho, qualquer semelhança sim foi proposital) com a criação de seu filho, Atreus. Sua nova esposa, está morta, e o guerreiro se vê em um dilema, já que tem pouca ou nenhuma experiência como pai. Nesse meio tempo, Kratos é atacado por um estranho guerreiro cheio de tatuagens e muito forte. O guerreiro se identifica como Balder, filho da deusa nórdica Freya e daí começa o drama do ex-espartano. Graças a uma jornada de respeito a sua amada (que pediu que suas cinzas fossem postas segundo o ritual nórdico) recomeçam as batalhas na vida desse cansado guerreiro.

Mas dessa vez o guerreiro não lutará só, o garoto Atreus, um arqueiro em formação e ajudará o pai na dura tarefa que se apresenta. A partir daí o game continua a fórmula de sucesso dos dois primeiros da série. Evolua suas armas, lute muito, resolva puzzles, e faça um passeio na agora mitologia nórdica (que é bem homenageada, apesar de alguns deslizes). Se destaca também a criação de uma moeda própria no game, fazendo com que elementos de rpg (veja bem, eu disse elementos) sejam acrescentados como um ferreiro que melhora as armaduras, armas e itens mágicos de Kratos (aliás, os diálogos do ferreiro tiram um pouco da carolagem do game). Outro ponto interessante é a bandeira hasteada aos dois primeiros games com a inclusão das armas clássicas Blades of Chaos e Chains of Olympus, não é a mesma coisa mas pelo menos serve de consolo para os fãs antigos.

O por que dessa intro bem pesada eu vou dizer agora. Vamos ao esqueleto técnico do game, o por quê de tanta gritaria nos fóruns e redes sociais. God of War é um jogo híbrido. Sim, não uma ideia ou uma simples continuação, mas um jogo influenciado por diversos outros games (temos que lembrar que a franquia já influenciou outras como Dante’s Inferno, Darksiders e até Castlevania), com uma lista que realmente é bem extensa, diga-se de verdade.

O combate travado lembra Assassins Creed e Dark Souls, com pitadas de The Witcher 2. A movimentação foi toda retirada de um game de 2013 que deveria ser um sucesso e agora está sendo descoberto (o sensacional Ryse: Son of Rome do XBox One). O cenário? The Elder Scrolls V: Skyrim puro. Sobra do verdadeiro God of War, alguns combates com a conhecida sanguinolência de Kratos (ou quase, falamos disso mais na frente), e uma adição de combate desarmado que lembra os duelos nas arenas de UFC. Junte a isso a carcaça de Horizon Zero Dawn, com uma paleta de cores mais gelada e tá pronto o pacote.

E mais. Fica evidente a maquiagem feita pela Sony pra apagar ou diminuir falhas de produção causadas pela pressa. Quer entender o que estou falando? Jogue no escuro. Isso fora algumas decisões que diminuíram a faixa etária do game (céus, Kratos e as Tinkerbell) e que foram uma ducha fria com força nos fãs antigos. Falando da paleta de cores, ela é seca e precisa muito da resolução pra ser bem apreciada (uma das fotos abaixo demonstra isso) e por isso os 4K Hur Dur e críticas (realmente algumas pesadas) são nada fora dos parâmetros, digo eu que joguei e vi logo de cara isso. E antes que me crucifiquem (minha função aqui galera é dizer a verdade, serve pra isso uma análise), sim, deveriam ter demorado mais pra soltar o game. Anthem da EA, Kingdom Come e Cyberpunk da CDProjeckt tão aí pra não me deixar mentir.

Terminando a bagaça, God of War é um game 4 estrelas. Mas deveria ser 5. Por causa de pressa, projeto à la Dick Vigarista (copiar dos outros não vale), e tudo que citei ai em cima. O jogo possui um grande potencial que se houver uma dlc e um remaster, pode realmente ser o campeão que a Sony queria. Tem uma boa história e um bom inicio com o garoto Atreus pra isso.

Nota para o jogo: 4 / 5

 

 

Apesar de bonitos e rpgísticos, os cenários as vezes são de gosto duvidoso. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Fala sério. Isso não te lembra algo? (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Os limites do PS4 testados a exaustão. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Atreus pra mim é o grande atrativo desse game. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

 


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PLAYER UNKNOWN BATTLEGROUNDS | O melhor jogo survival de todos os tempos!

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Nada de mil cores…pessoas normais!

Ok, hoje vamos falar de um game de verdade. Esqueça esse novo God of War e seus assists. Esqueça o mito chamado CS:GO (ou Counter Strike: Global Offense para os íntimos). Esqueça. Esqueça tudo. Renda-se a evolução que se chama Battle Royale, estilo de game que começou (em homenagem aqui a um brother meu, que lê nossas resenhas e a sua galera, valeu pela preferência camaradas) em um game da Sony de zumbis chamado H1 Z1. Esse game (que é um DayZ muito mais bem feito, aliás recomendo o game e mando um salve pra comunidade BR) tinha um modo peculiar de deathmatch (partidas mortais, na melhor tradução, gênero que começou com o mito Unreal Tournament, muitos anos atrás) chamado King of the Hill (o modo ainda existe e é muito, mas muito jogado na net), esse modo foi o embrião de um pequeno projeto (pequeno mesmo, pode acreditar) chamado Player Unknown Battlegrounds (Blue Hole Games/ Tencent Games/ Microsoft, 2017, Mobile, PS4, Xbox One e PC).

Sejamos sinceros, PUBG (como o game é conhecido) é de longe o melhor game de sobrevivência de todos os tempos, ponto. Seu estilo frenético e simples é obra de um…fotógrafo. Sim, o fotógrafo Brendan Greene, um inglês que se apaixonou por uma brasileira (detalhe, de Varginha-MG, por que será), e não deu muito certo. O cara teve uma grande decepção na vida e em vez de se relegar ao tal destino (detalhe moços e moças do canal, ISSO NÃO EXISTE, não acreditem em ninguém que diga isso a vocês) resolveu reiniciar do zero e começou a se dedicar a mods do game DayZ (comunidade BR, aquele abraço). Sua ideia era transportar o universo do livro japa de Koushun Takami, Battle Royale (detalhe o livro existe e o filme asiático também) que consiste em uma espécie de Gamer, ou Os Condenados (com Steve Austin, filmaço) ou ainda indo mais longe no tempo com O Sobrevivente , filme estrelado por Arnold Swarzenegger. Também podemos citar Jogos Vorazes e Maze Runner (esse é idêntico), filmes e livros que são bem moderninhos.

O melhor jogo pra celular de todos os tempos!

Qual a proposta? A mais simples e macabra possível. Imagine 100 players em uma ilha deserta (ou um deserto, no pc e console, temos que destacar a incrível versão mobile) lutando por suas vidas. Simples assim. Pelo caminho terão que coletar armas, roupas, coletes a prova de bala, mochila, ou seja, é um treinamento militar em forma de game macabro! Sei que me repeti mas esse game realmente surpreende (melhor pra Microsoft que de boba não tem nada e investiu na versão One X). Somente jogando você poderá tirar uma ideia real do que estou dizendo. Pra melhorar a bagaça, a carne moída aqui é geral. Greene investiu no cenário, tornando o mais adulto possível (esqueça as mil cores de Fortnite, o principal concorrente), como eu comparei no início da análise, é realmente a evolução de Counter Strike (provavelmente o jogo de fps mais criativo e jogado de todos os tempos).

O cenário lembra uma zona desmilitarizada (não a Coréia, mas algo mais como Faixa de Gaza mesmo), deserta, que deveria ser um refugo de gangues ou sei lá assim. 100 (ou mais) pulam para a morte de para quedas, onde o único objetivo é restar apenas 1. Como irão fazer isso? Sendo parceiros, traíras (a história de Alahor é bem isso XD) e sobreviventes na maneira mais crua e fria possível. Não há espaço para misericórdia, é isso que faz PUBG tão interessante e urgente (o game foi pensado estilisticamente nos modos de Delta Force: Black Hawk Dawn e Arma 2, ambos games fodásticos de guerra). Junte a isso uma variedade legal de estilos e tá pronto um personagem pronto pra ser dejetado na ilha do terror. No bom sentido.

A receita de Counter, ser o mais simples possível!

PUBG vem colecionando prêmios mundo afora. Grande ausência no GOTY 2017, é praticamente certo que tem tudo pra levar algumas estatuetas nesse ano. Tem tido a assistência executiva da Microsoft (que prepara uma versão suculenta para o One X) e foi lançado pra celulares pela Tencent Games (e detalhe roda em praticamente QUALQUER aparelho), sendo o maior sucesso mobile de todos os tempos, tendo salas lotadas (não com 100, mas 200, até 300 jogadores), fazendo do estreante Greene, um dos maiores milionários dos games atuais…é galera lembra de A Rede Social? Os dias passam…(nick no PUBG mobile: Alucard1978, me encontre lá…se sobreviver).

Nota para o jogo: 5 / 5

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