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BATTLEFIELD 1 | Um grande clássico que faz fama até hoje! (PC, PS4 e X ONE) Análise do Viajante!

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Bem vindos a Guerra como conhecemos

Olá queridos amigos! Hoje lhes trago Battlefield 1, jogo produzido pela EA, com aquele cheirinho de coisa boa… E por que digo isso ??? A resposta é simples: Voltamos a guerra de verdade, a guerra do mundo real. Nada de trajes voadores e armas do “século XXII”, aqui a ação nos remete a 1ª grande guerra, com armas potentes porém enferrujadas, tanques que dão problema na ignição no meio de uma missão (isso é verdade). Nada de super armaduras, pelo contrário os combatentes só tem garra, raça e vontade. Isso faz com que o jogador sinta os apuros da guerra, com explosões magníficas ocorrendo a seu redor os levando a um mundo imersivo.

Minha Experiência e Lembranças

Jogar Battlefield 1 é relembrar o passado e visitar memórias. Logo de início peguei-me lembrando dos apuros que passei no jogo concorrente Call Of Duty 2, que embora se passasse na segunda guerra mundial me prendia como um jogo deve fazer, te transportando para a pele daqueles personagens.

Em Battlefield 1 isso ocorre logo no início, pois no tutorial, cada vez que você morre aparece o nome de um combatente real da primeira grande guerra com seu nascimento e data de morte. Você sente a tensão nos olhos de seu exército e a sensação de estar perdendo vidas valiosas a cada instante de modo que o jogador sinta: “eu posso cessar isso, o poder está no meu controle”.

Uma estranha contradição

Os amigos que me conhecem devem estar pensando: O Jardel mudou de time? Isso se deve pelo fato de há muito tempo eu preferir os jogos da série concorrente Call Of Duty, porém não sou passional a ponto de negar um belo trabalho feito pela EA nesse jogo.Como devem ter notado acima, os rumos tomados pela Activision em Call Of Duty principalmente em Advance Warfare me incomodaram bastante, pois para mim fugiu ao jogo de guerra clássico. Deixem as pirotecnias para Overwatch, em Battlefield e Call of Duty os jogadores querem guerra de verdade.  

Sobre o jogo

Battlefield 1 é o décimo quarto jogo da franquia e foi muito bem aceito por crítica e fãs. Nele o jogador é transportado para eventos históricos da Primeira Guerra Mundial, tendo seis missões, cada uma se controlando um personagem de nacionalidade diferente (todos aliados).Tem gráficos ótimos, limpos e fluidos;o som é incrível bem imersivo, parecendo que bombas e projéteis estão estourando à sua volta, sem esquecer as falas nos momentos de ação que aparecem em bom número transportando o jogador para a pele do personagem. 

Antes de cada missão uma CG mostra o que o personagem do momento fazia na sua vida cotidiana antes de ser recrutado, elevando o carisma do personagem junto ao jogador. O multiplayer tem servidores estáveis e muitas pessoas jogando, se tornando ainda mais divertido com amigos.  

Conclusão

Jogo altamente recomendado para os fãs de jogos de primeira pessoa, garantindo horas a fio de diversão sobretudo no multiplayer, onde o fator replay é absurdo. Por fim deixo a questão desse post: Jogos de guerra clássicos ou futuristas? O que você prefere?
Nota para o jogo: 4 / 5
Não esqueçam de dar seu feedback até para que eu saiba os temas que mais gostam. Se curtiram não deixe de compartilhar em seus grupos e com seus amigos.
 
Grande Abraço a todos e até breve !!!

Engenheiro de Produção, amante da sétima e da nona arte. Apaixonado por música boa e amante dos Engenheiros do Hawaii. "Não! Tentar não. Faça ou não faça. Tentativa não há." YODA, Mestre.

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GOD OF WAR | Valeu a tentativa (Análise)

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(Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Ok, aqui a treta será pra valer. Como eu prometi e resolvi também deixar as minhas impressões sobre o game mais falado da semana passada (calma, não tem ninguém aqui querendo ferrar o jogo, apenas vou dizer e concordar com algumas verdades). Dizem que apressado come cru, e come mesmo. As vezes um tempinho a mais de preparação pode fazer a diferença entre um campeão e mais um game. E infelizmente a internet (ótimo termômetro pra essas coisas) tá mostrando na realidade o que vou dizer aqui. Não foi uma decepção, mas ficou claro que o hype foi alto demais, e a promessa de um campeão esbarrou feio nas limitações técnicas que o console infelizmente possui.

God of War (Sony Santa Monica, 2018, originalmente PS4) é um jogo de extremos. Do tipo que você ama ou odeia. Não haverá meio termo, e se preparem para ver muita treta sobre esse game. O por que de tudo isso foi uma campanha (bem executada reconheço) de divulgação, incluindo uma dublagem duvidosa na nossa língua (o excesso de truculência é pra lá de desnecessário) com expressões utilizadas popularmente (que também faço uma ressalva) que as vezes exageram no coloquial. Sejamos sinceros, a ideia de baixar a classificação etária (com o pibe Atreus), não caiu tão bem como deveria. GOW é um jogo de carnificina, hack n slash (matar, pilhar e destruir) e pouco espaço para sentimentalismos. O que nesse game foi a tônica, e isso claro afastou muitos fãs furiosos com a mudança.

Pra ir direto ao assunto, vamos a história deste game. Kratos agora é um pai, que possui problemas (quase como Ito Ogami, o Lobo Solitário e seu filho, qualquer semelhança sim foi proposital) com a criação de seu filho, Atreus. Sua nova esposa, está morta, e o guerreiro se vê em um dilema, já que tem pouca ou nenhuma experiência como pai. Nesse meio tempo, Kratos é atacado por um estranho guerreiro cheio de tatuagens e muito forte. O guerreiro se identifica como Balder, filho da deusa nórdica Freya e daí começa o drama do ex-espartano. Graças a uma jornada de respeito a sua amada (que pediu que suas cinzas fossem postas segundo o ritual nórdico) recomeçam as batalhas na vida desse cansado guerreiro.

Mas dessa vez o guerreiro não lutará só, o garoto Atreus, um arqueiro em formação e ajudará o pai na dura tarefa que se apresenta. A partir daí o game continua a fórmula de sucesso dos dois primeiros da série. Evolua suas armas, lute muito, resolva puzzles, e faça um passeio na agora mitologia nórdica (que é bem homenageada, apesar de alguns deslizes). Se destaca também a criação de uma moeda própria no game, fazendo com que elementos de rpg (veja bem, eu disse elementos) sejam acrescentados como um ferreiro que melhora as armaduras, armas e itens mágicos de Kratos (aliás, os diálogos do ferreiro tiram um pouco da carolagem do game). Outro ponto interessante é a bandeira hasteada aos dois primeiros games com a inclusão das armas clássicas Blades of Chaos e Chains of Olympus, não é a mesma coisa mas pelo menos serve de consolo para os fãs antigos.

O por que dessa intro bem pesada eu vou dizer agora. Vamos ao esqueleto técnico do game, o por quê de tanta gritaria nos fóruns e redes sociais. God of War é um jogo híbrido. Sim, não uma ideia ou uma simples continuação, mas um jogo influenciado por diversos outros games (temos que lembrar que a franquia já influenciou outras como Dante’s Inferno, Darksiders e até Castlevania), com uma lista que realmente é bem extensa, diga-se de verdade.

O combate travado lembra Assassins Creed e Dark Souls, com pitadas de The Witcher 2. A movimentação foi toda retirada de um game de 2013 que deveria ser um sucesso e agora está sendo descoberto (o sensacional Ryse: Son of Rome do XBox One). O cenário? The Elder Scrolls V: Skyrim puro. Sobra do verdadeiro God of War, alguns combates com a conhecida sanguinolência de Kratos (ou quase, falamos disso mais na frente), e uma adição de combate desarmado que lembra os duelos nas arenas de UFC. Junte a isso a carcaça de Horizon Zero Dawn, com uma paleta de cores mais gelada e tá pronto o pacote.

E mais. Fica evidente a maquiagem feita pela Sony pra apagar ou diminuir falhas de produção causadas pela pressa. Quer entender o que estou falando? Jogue no escuro. Isso fora algumas decisões que diminuíram a faixa etária do game (céus, Kratos e as Tinkerbell) e que foram uma ducha fria com força nos fãs antigos. Falando da paleta de cores, ela é seca e precisa muito da resolução pra ser bem apreciada (uma das fotos abaixo demonstra isso) e por isso os 4K Hur Dur e críticas (realmente algumas pesadas) são nada fora dos parâmetros, digo eu que joguei e vi logo de cara isso. E antes que me crucifiquem (minha função aqui galera é dizer a verdade, serve pra isso uma análise), sim, deveriam ter demorado mais pra soltar o game. Anthem da EA, Kingdom Come e Cyberpunk da CDProjeckt tão aí pra não me deixar mentir.

Terminando a bagaça, God of War é um game 4 estrelas. Mas deveria ser 5. Por causa de pressa, projeto à la Dick Vigarista (copiar dos outros não vale), e tudo que citei ai em cima. O jogo possui um grande potencial que se houver uma dlc e um remaster, pode realmente ser o campeão que a Sony queria. Tem uma boa história e um bom inicio com o garoto Atreus pra isso.

Nota para o jogo: 4 / 5

 

 

Apesar de bonitos e rpgísticos, os cenários as vezes são de gosto duvidoso. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Fala sério. Isso não te lembra algo? (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Os limites do PS4 testados a exaustão. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Atreus pra mim é o grande atrativo desse game. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

 


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PLAYER UNKNOWN BATTLEGROUNDS | O melhor jogo survival de todos os tempos!

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Nada de mil cores…pessoas normais!

Ok, hoje vamos falar de um game de verdade. Esqueça esse novo God of War e seus assists. Esqueça o mito chamado CS:GO (ou Counter Strike: Global Offense para os íntimos). Esqueça. Esqueça tudo. Renda-se a evolução que se chama Battle Royale, estilo de game que começou (em homenagem aqui a um brother meu, que lê nossas resenhas e a sua galera, valeu pela preferência camaradas) em um game da Sony de zumbis chamado H1 Z1. Esse game (que é um DayZ muito mais bem feito, aliás recomendo o game e mando um salve pra comunidade BR) tinha um modo peculiar de deathmatch (partidas mortais, na melhor tradução, gênero que começou com o mito Unreal Tournament, muitos anos atrás) chamado King of the Hill (o modo ainda existe e é muito, mas muito jogado na net), esse modo foi o embrião de um pequeno projeto (pequeno mesmo, pode acreditar) chamado Player Unknown Battlegrounds (Blue Hole Games/ Tencent Games/ Microsoft, 2017, Mobile, PS4, Xbox One e PC).

Sejamos sinceros, PUBG (como o game é conhecido) é de longe o melhor game de sobrevivência de todos os tempos, ponto. Seu estilo frenético e simples é obra de um…fotógrafo. Sim, o fotógrafo Brendan Greene, um inglês que se apaixonou por uma brasileira (detalhe, de Varginha-MG, por que será), e não deu muito certo. O cara teve uma grande decepção na vida e em vez de se relegar ao tal destino (detalhe moços e moças do canal, ISSO NÃO EXISTE, não acreditem em ninguém que diga isso a vocês) resolveu reiniciar do zero e começou a se dedicar a mods do game DayZ (comunidade BR, aquele abraço). Sua ideia era transportar o universo do livro japa de Koushun Takami, Battle Royale (detalhe o livro existe e o filme asiático também) que consiste em uma espécie de Gamer, ou Os Condenados (com Steve Austin, filmaço) ou ainda indo mais longe no tempo com O Sobrevivente , filme estrelado por Arnold Swarzenegger. Também podemos citar Jogos Vorazes e Maze Runner (esse é idêntico), filmes e livros que são bem moderninhos.

O melhor jogo pra celular de todos os tempos!

Qual a proposta? A mais simples e macabra possível. Imagine 100 players em uma ilha deserta (ou um deserto, no pc e console, temos que destacar a incrível versão mobile) lutando por suas vidas. Simples assim. Pelo caminho terão que coletar armas, roupas, coletes a prova de bala, mochila, ou seja, é um treinamento militar em forma de game macabro! Sei que me repeti mas esse game realmente surpreende (melhor pra Microsoft que de boba não tem nada e investiu na versão One X). Somente jogando você poderá tirar uma ideia real do que estou dizendo. Pra melhorar a bagaça, a carne moída aqui é geral. Greene investiu no cenário, tornando o mais adulto possível (esqueça as mil cores de Fortnite, o principal concorrente), como eu comparei no início da análise, é realmente a evolução de Counter Strike (provavelmente o jogo de fps mais criativo e jogado de todos os tempos).

O cenário lembra uma zona desmilitarizada (não a Coréia, mas algo mais como Faixa de Gaza mesmo), deserta, que deveria ser um refugo de gangues ou sei lá assim. 100 (ou mais) pulam para a morte de para quedas, onde o único objetivo é restar apenas 1. Como irão fazer isso? Sendo parceiros, traíras (a história de Alahor é bem isso XD) e sobreviventes na maneira mais crua e fria possível. Não há espaço para misericórdia, é isso que faz PUBG tão interessante e urgente (o game foi pensado estilisticamente nos modos de Delta Force: Black Hawk Dawn e Arma 2, ambos games fodásticos de guerra). Junte a isso uma variedade legal de estilos e tá pronto um personagem pronto pra ser dejetado na ilha do terror. No bom sentido.

A receita de Counter, ser o mais simples possível!

PUBG vem colecionando prêmios mundo afora. Grande ausência no GOTY 2017, é praticamente certo que tem tudo pra levar algumas estatuetas nesse ano. Tem tido a assistência executiva da Microsoft (que prepara uma versão suculenta para o One X) e foi lançado pra celulares pela Tencent Games (e detalhe roda em praticamente QUALQUER aparelho), sendo o maior sucesso mobile de todos os tempos, tendo salas lotadas (não com 100, mas 200, até 300 jogadores), fazendo do estreante Greene, um dos maiores milionários dos games atuais…é galera lembra de A Rede Social? Os dias passam…(nick no PUBG mobile: Alucard1978, me encontre lá…se sobreviver).

Nota para o jogo: 5 / 5

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RESIDENT EVIL 6 | Uma louca jornada com todos os elementos da série de sucesso

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Um time de luxo num dos melhores jogos da série

Jamais. Jamais mesmo julgue um livro apenas pela capa. Ou julgue um game baseado em opiniões (de haters) que muitas vezes nem tiveram a oportunidade de por as mãos no produto, e por não ter o mesmo padrão que conheceram antigamente, já saem falando mal. E quando falamos em indústria dos jogos, certos grupos são craques nisso. Como diria um brother meu, e isso pode funcionar com qualquer obra cultural, seja literária, filme ou até seriado. Antes de falar mal, assiste. Tudo bem criticar algo pela sua textura (eu reconheço que desci a bota em Pantera Negra por isso e vi muita gente falar mal de Liga da Justiça pelo mesmo motivo) mas pra termos uma credibilidade de fatos, é preciso ver antes, pra ter uma compreensão daquilo que estamos criticando.

Essa intro toda foi para dar justiça a um dos melhores jogos de survival dos últimos anos. É muito difícil lidar com uma coisa chamada nostalgia, quando você tem uma imagem daquilo que você gosta, chegando ao ponto de não aceitar mudanças. E mudanças são o que dão graça a vida. Eu sempre costumo dizer que me divirto quando vejo debates acalorados sobre como deveria ser esse ou aquele game. Ponho lenha na fogueira mesmo. Apesar de já ser velho, sim eu gosto de uma zoeira (e quem não gosta). Indo direto ao assunto, estou falando de Resident Evil 6 (Capcom, 2012, XBox 360, XBox One, PS3, PS4, Windows – PC).

O pesadelo de Racoon revivido

O por que de tanta polêmica eu falo mais na frente. Vamos a história (que é excelente e resolve até os erros de roteiro de Resident Evil 4, cultuado pelos fãs), cinco anos após o terrível e antológico incidente de Racoon City (Resident 1, 2, 3, Dead Aim, Survivor, Outbreak e Operation: Racoon City) que foi literalmente aniquilada por uma praga química criada pela empresa Umbrella Corp. (conhece, certo) e que nunca realmente teve suas causas reveladas ao grande público. O pai de Ashley Graham (RE4), o presidente dos EUA, Adam Benford resolve contar a verdade em larga escala da ameaça bio-terrorista (daí o nome, Biohazard) ao mundo, abrindo finalmente os arquivos Racoon.

Adam acredita que isso deteria o avanço de facínoras que se utilizam desse novo tipo de guerra no mundo. Mas como o narrador de Fallout (o Hellboy Ron Perlman) sempre diz, “war never changes” e claro tudo, mas tudo mesmo dá errado. O que põe o agente especial federal Leon S. Kennedy (Resident 2 e 4) em uma grande confusão.

Preso na cidade de Tall Oaks (a nova Racoon), se vê diante de um terrível déjà vu, enquanto tem que lidar com uma conspiração governamental de fazer inveja a Jack Bauer da série 24 Horas. Para ajudá-lo, Leon terá a ajuda de Helena Harper, que procura desesperadamente por sua irmã Deborah, que se encontra no olho do furacão; a sempre ambígua Ada Wong (por que será) que faz o papel de Catwoman como heroína e espiã (tendo até uma parte exclusiva, como em RE4); a sua fiel assistente Hunnigan (que lembra muito a Oráculo das revistas do Batman e também 24 Horas mais uma vez). O jogo também conta com o sempre obstinado Chris Redfield (clássico personagem militar de Resident) que se embrenha em Hong Kong tentando conter uma tragédia e com o filho (sim você leu bem) de Albert Wesker (o cientista, aspirante a supervilão e um dos melhores personagens da franquia RE), Jake Muller, que traz de volta a filha do cientista do 2, Sherry Birkin, como um extra de luxo.

O sistema de batalha diferenciado do 6

Poxa, quantos personagens! Esse jogo deve ser sensacional! E é. Só que RE6 sofreu com a ação de haters antes mesmo de sua estréia, que fez que muito do encanto (que imagino que deve ter pego a Capcom de surpresa) fosse perdido.

O que até explica a guinada de 180º dada pro passado da série com Resident Evil VII. Ok, se o jogo é foda (com perdão da palavra mas é isso mesmo) por que aconteceu tanta torcida contra? Calma que eu já explico.

O problema começa no novo sistema de movimentação, que é totalmente adaptável (você pode adaptar a sua visão se for canhoto por exemplo e muita gente não soube usar), as vezes oferecer muitas opções confunde o jogador (o Fifa mesmo é um grande exemplo disso), outra é a capacidade de luta desse game (armas aqui são apenas mais uma opção), dá pra rodar quase o game inteiro só distribuindo pernada (e tome kung fu, a Capcom realmente trabalhou na animação das lutas), e realmente faz tudo direitinho, mas os fãs, como sempre, querem a jogabilidade dos primeiros Resident, que é uma mistura de 3D com isométrico e digo que isso não cabe mais.

Por isso que mesmo tendo “a volta do terror” (nem foi isso tudo), Resident VII foi primeira pessoa. Pra terminar a richa foi que o criador não fez parte da equipe (mesma coisa que rola com o Kojima, apesar de Metal Gear Survive reconheço ter sido um grandioso fiasco). O criador de RE se chama Shinji Mikami, o cara é um gênio, é o criador do universo de Resident Evil, mas que errou a mão no 4 e por isso saiu da companhia, ponto. Quem continuou a saga foram seus comandados, e nesse caso o nome aqui foi Eiichiro Sasaki e sua boa equipe, que fizeram no 6 um grande trabalho (não é brilhante como The Evil Within de Mikami, mas nem por isso menos importante). Não é a toa que passado o haterismo que o game sofreu, se tornou o terceiro jogo mais vendido da história da softhouse japa com 5,2 milhões de cópias (vendagem de disco de platina).

Pra variar Chris tem a parte casca grossa do game

Como fã confesso de jogos de terror e da série, digo que se não tivesse um “reboot” depois dos Revelations (2 jogaços que pretendo trazer aqui um a um) e quisessem terminar a saga no 6, teria sido um final mais do que digno. RE6 tem um que gigantesco de drama, uma história muito bem contada e que realmente tem ligações para os dois jogos anteriores (em especial o 5 com Chris Redfield na África), a jogabilidade é boa (poderia ser melhor mas em nenhum tempo compromete a jornada), as consequências são visíveis (em especial para os dois filmes em CG depois do 6 e o crossover do ano passado entre Leon e Chris) e mesmo sem brilhantismo, respeita os fãs (pra mim bem mais que o atual RE), portanto perca o medo de mudança e mergulhe na guerra total de RE6, garanto que você vai guardar esse jogo depois de zerado com muito carinho.

Ada é a boa e velha espiã ambígua de sempre

 

Simmons, o vilão da vez

 

O apoteótico fim nas ruas de Hong Kong

Nota: 4,5/5

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