Connect with us

Análise

RESIDENT EVIL 6 | Uma louca jornada com todos os elementos da série de sucesso

Publicado

em

Um time de luxo num dos melhores jogos da série

Jamais. Jamais mesmo julgue um livro apenas pela capa. Ou julgue um game baseado em opiniões (de haters) que muitas vezes nem tiveram a oportunidade de por as mãos no produto, e por não ter o mesmo padrão que conheceram antigamente, já saem falando mal. E quando falamos em indústria dos jogos, certos grupos são craques nisso. Como diria um brother meu, e isso pode funcionar com qualquer obra cultural, seja literária, filme ou até seriado. Antes de falar mal, assiste. Tudo bem criticar algo pela sua textura (eu reconheço que desci a bota em Pantera Negra por isso e vi muita gente falar mal de Liga da Justiça pelo mesmo motivo) mas pra termos uma credibilidade de fatos, é preciso ver antes, pra ter uma compreensão daquilo que estamos criticando.

Essa intro toda foi para dar justiça a um dos melhores jogos de survival dos últimos anos. É muito difícil lidar com uma coisa chamada nostalgia, quando você tem uma imagem daquilo que você gosta, chegando ao ponto de não aceitar mudanças. E mudanças são o que dão graça a vida. Eu sempre costumo dizer que me divirto quando vejo debates acalorados sobre como deveria ser esse ou aquele game. Ponho lenha na fogueira mesmo. Apesar de já ser velho, sim eu gosto de uma zoeira (e quem não gosta). Indo direto ao assunto, estou falando de Resident Evil 6 (Capcom, 2012, XBox 360, XBox One, PS3, PS4, Windows – PC).

O pesadelo de Racoon revivido

O por que de tanta polêmica eu falo mais na frente. Vamos a história (que é excelente e resolve até os erros de roteiro de Resident Evil 4, cultuado pelos fãs), cinco anos após o terrível e antológico incidente de Racoon City (Resident 1, 2, 3, Dead Aim, Survivor, Outbreak e Operation: Racoon City) que foi literalmente aniquilada por uma praga química criada pela empresa Umbrella Corp. (conhece, certo) e que nunca realmente teve suas causas reveladas ao grande público. O pai de Ashley Graham (RE4), o presidente dos EUA, Adam Benford resolve contar a verdade em larga escala da ameaça bio-terrorista (daí o nome, Biohazard) ao mundo, abrindo finalmente os arquivos Racoon.

Adam acredita que isso deteria o avanço de facínoras que se utilizam desse novo tipo de guerra no mundo. Mas como o narrador de Fallout (o Hellboy Ron Perlman) sempre diz, “war never changes” e claro tudo, mas tudo mesmo dá errado. O que põe o agente especial federal Leon S. Kennedy (Resident 2 e 4) em uma grande confusão.

Preso na cidade de Tall Oaks (a nova Racoon), se vê diante de um terrível déjà vu, enquanto tem que lidar com uma conspiração governamental de fazer inveja a Jack Bauer da série 24 Horas. Para ajudá-lo, Leon terá a ajuda de Helena Harper, que procura desesperadamente por sua irmã Deborah, que se encontra no olho do furacão; a sempre ambígua Ada Wong (por que será) que faz o papel de Catwoman como heroína e espiã (tendo até uma parte exclusiva, como em RE4); a sua fiel assistente Hunnigan (que lembra muito a Oráculo das revistas do Batman e também 24 Horas mais uma vez). O jogo também conta com o sempre obstinado Chris Redfield (clássico personagem militar de Resident) que se embrenha em Hong Kong tentando conter uma tragédia e com o filho (sim você leu bem) de Albert Wesker (o cientista, aspirante a supervilão e um dos melhores personagens da franquia RE), Jake Muller, que traz de volta a filha do cientista do 2, Sherry Birkin, como um extra de luxo.

O sistema de batalha diferenciado do 6

Poxa, quantos personagens! Esse jogo deve ser sensacional! E é. Só que RE6 sofreu com a ação de haters antes mesmo de sua estréia, que fez que muito do encanto (que imagino que deve ter pego a Capcom de surpresa) fosse perdido.

O que até explica a guinada de 180º dada pro passado da série com Resident Evil VII. Ok, se o jogo é foda (com perdão da palavra mas é isso mesmo) por que aconteceu tanta torcida contra? Calma que eu já explico.

O problema começa no novo sistema de movimentação, que é totalmente adaptável (você pode adaptar a sua visão se for canhoto por exemplo e muita gente não soube usar), as vezes oferecer muitas opções confunde o jogador (o Fifa mesmo é um grande exemplo disso), outra é a capacidade de luta desse game (armas aqui são apenas mais uma opção), dá pra rodar quase o game inteiro só distribuindo pernada (e tome kung fu, a Capcom realmente trabalhou na animação das lutas), e realmente faz tudo direitinho, mas os fãs, como sempre, querem a jogabilidade dos primeiros Resident, que é uma mistura de 3D com isométrico e digo que isso não cabe mais.

Por isso que mesmo tendo “a volta do terror” (nem foi isso tudo), Resident VII foi primeira pessoa. Pra terminar a richa foi que o criador não fez parte da equipe (mesma coisa que rola com o Kojima, apesar de Metal Gear Survive reconheço ter sido um grandioso fiasco). O criador de RE se chama Shinji Mikami, o cara é um gênio, é o criador do universo de Resident Evil, mas que errou a mão no 4 e por isso saiu da companhia, ponto. Quem continuou a saga foram seus comandados, e nesse caso o nome aqui foi Eiichiro Sasaki e sua boa equipe, que fizeram no 6 um grande trabalho (não é brilhante como The Evil Within de Mikami, mas nem por isso menos importante). Não é a toa que passado o haterismo que o game sofreu, se tornou o terceiro jogo mais vendido da história da softhouse japa com 5,2 milhões de cópias (vendagem de disco de platina).

Pra variar Chris tem a parte casca grossa do game

Como fã confesso de jogos de terror e da série, digo que se não tivesse um “reboot” depois dos Revelations (2 jogaços que pretendo trazer aqui um a um) e quisessem terminar a saga no 6, teria sido um final mais do que digno. RE6 tem um que gigantesco de drama, uma história muito bem contada e que realmente tem ligações para os dois jogos anteriores (em especial o 5 com Chris Redfield na África), a jogabilidade é boa (poderia ser melhor mas em nenhum tempo compromete a jornada), as consequências são visíveis (em especial para os dois filmes em CG depois do 6 e o crossover do ano passado entre Leon e Chris) e mesmo sem brilhantismo, respeita os fãs (pra mim bem mais que o atual RE), portanto perca o medo de mudança e mergulhe na guerra total de RE6, garanto que você vai guardar esse jogo depois de zerado com muito carinho.

Ada é a boa e velha espiã ambígua de sempre

 

Simmons, o vilão da vez

 

O apoteótico fim nas ruas de Hong Kong

Nota: 4,5/5

SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br


Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

LA CASA DE PAPEL | Crítica em vídeo com Aline Giugni & Don Giovanni

TUDO QUE QUERO | Dakota Fanning volta ao estrelato em uma carismática jornada trekker! Crítica sem spoilers

VINGADORES: GUERRA INFINITA | Contagem Regressiva (Faltam 10 dias)

1 CONTRA TODOS | Série brasileira indicada ao Emmy tem retorno da sua nova temporada no final de abril

BORUTO: NARUTO NEXT GENERATIONS | Revelados título, prévia e spoilers do episódio 54

 


Studio Geek – Os Melhores Produtos da Cultura Pop, Geek e Nerd.

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

Análise

THRONEBREAKER: THE WITCHER TALES | Batalhas de cartas, narrativa forte e elementos de RPG clássico! (Análise)

Publicado

em

Cabelos dourados e armadura reluzente. É hora de assumirmos o comando do exercito Lyriano através da imponente Rainha Meve.

Após conquistarem uma legião de fãs com a adaptação da literatura polonesa de Andrzej Sapkowski, os desenvolvedores da épica franquia The Witcher lançaram oficialmente uma versão completa do minijogo que agradou muito aos fãs de jogos de cartas: Gwent Online (confira o trailer completo). 

Não fosse pelo trabalho gráfico e referências aos livros que encontramos na versão beta, a CD Projekt Red presenteou os amantes do universo de Geralt de Rívia com muito mais e logo chegou a hora de irmos para o campo de batalha novamente, mas dessa vez sob o comando da imponente Rainha Meve de Lyria e Rívia em Thronebreaker. Nessa jornada, acompanharemos a visão da sedenta bandeira Negra de Nilfgaard que avança sob o comando de Emhyr Var Emreis ameaçando a coroa de Meve, que logo se coloca pronta para assumir sua posição imponente em batalha disposta a defender com unhas e dentes seu trono.

”Um governante nunca sabe todas as opções, no entanto ele deve decidir e agir mesmo assim.”

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

O diferencial de Thronebreaker está em como a produção conseguiu juntar vários elementos que os amantes de RPG adoram em apenas um jogo. Isso pode ser facilmente notado através da maneira que encaixaram cada ponto para que não faltasse nada para o público sedento por um jogo diferenciado dos RPGs que estamos acostumados. Trazendo uma nova proposta, mesclando cartas e estratégias distintas, narrativa e um mapa com gráficos que nos lembra os clássicos tabuleiros. Aqui temos trilha sonora, animações e sistema que idealizam exatamente aquilo que um jogador de RPG de mesa quer e imagina enquanto joga suas partidas de mesa.

As animações para o tabuleiro são impressionantes.

 Ao primeiro contato, o jogo nos faz encarnar o espírito de batalha e nos prepararmos para tomar decisões rápidas e que terão impacto (positivo ou negativo) durante a história. O sistema de escolhas ficou bastante interessante e as consequências chegam mais rápido do que se pode imaginar. Além disso, um ponto que merece grande destaque é o desenvolvimento do tabuleiro de cartas, onde enfrentamos os inimigos nas batalhas, dando ainda mais tensão ao jogo enquanto nossos personagens se comunicam logo abaixo como em uma verdadeira guerra. Para quem leu os livros da franquia é possível notar várias referências principalmente em nossa protagonista Rainha Meve, os desenvolvedores conseguiram trazer para Thronebreaker toda a personalidade e comportamento feroz da monarca, fazendo com que os leitores tenham um vislumbre de uma das personagens mais vorazes do universo The Witcher.

No acampamento é possível conversar com outros personagens, administrar seu exército, melhorar suas construções, o que é bem interessante para descobrirmos ainda mais informações sobre a história. É importante destacar que thronebreaker não é diferente de The Witcher em termos de exploração, pois quanto mais exploramos o universo, mais coisas encontramos. Entretanto, aqui não encontraremos uma história de bruxos como alguns estão pensando. A história do jogo é voltada para a guerra entre os reinos do norte e Nilfgaard. Nessa brincadeira rendemos altas horas de gameplay, principalmente por conta da trilha sonora impecável feita por Marcin Przybyłowicz.  

Melhore seu exército e interaja com outros personagens no acampamento.

Quanto a mecânica, os tutoriais são simples e bem explicativos, fazendo com que o jogador não se sinta perdido durante a nova jornada. Porém, o sistema de criação de cartas é um pouco confuso, mas se você já está acostumado com o sistema de Gwent, não demorará muito para que pegue o jeito. Segundo a própria desenvolvedora,  há 20 finais alternativos no jogo, sendo nada surpreendente diante da quantidade de missões secundárias disponíveis totalizando 75. Prepara-se para gastar boas horas customizando seu deck de cartas, pois em Thronebreaker temos a possibilidade de organizar nosso baralho como quisermos, mesclando estratégias.

Portanto, a experiência necessita de bastante paciência de quem quer entender cada uma das cartas. Vale ressaltar que dependendo das atitudes, nossas cartas podem aumentar em 1 ponto, enquanto também podem diminuir em pontuação conforme o impacto.

   NOTA PARA O JOGO:

5/5

CONLUSÃO

Ao primeiro contato, você estranhará toda essa mesclagem de gêneros e tantas possiblidades reunidas em um único jogo. Entretanto, conforme a experiência vai se desenvolvendo, acabamos fascinados por esse estilo diferenciado que a CD Projekt Red nos oferece em seu lançamento. Além disso, o jogador se sentirá ainda mais confortável pela excelente e imersiva dublagem feita para a versão em português, nós realmente nos sentimos dentro da história o que a torna ainda mais instigante.

Thronebreaker sem dúvidas vale a pena ser conferido, e não desapontará quem busca por uma nova experiência em RPG e principalmente para os fãs dos livros que buscam se sentir parte desse universo incrível.

Thronebreaker: The Witcher Tales foi lançado para PC pela GOG.com no dia 23 de outubro custando R$ 99,99. A versão para Xbox One e PlayStation 4 será lançada no dia 4 de dezembro.

SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br


Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

PES 2019 | Corinthians contrata Felipe Mestre, jogador profissional de PES

CASTLEVANIA | 2º Temporada – Guerra, fúria e lições de pai e filho (Crítica)

DEMOLIDOR | Série chega ao seu ápice de qualidade na nova temporada (Crítica)

BORUTO: NARUTO NEXT GENERATIONS | Revelados título, sinopse, prévia e spoilers do episódio 79

TITANS | Lento, mas bem interessante! Episódio #03: Origins (Crítica)

Continue lendo

Análise

SPYRO REIGNITED TRILOGY | Testamos o remake do clássico game na BGS 2018!

Publicado

em

Foto – Divulgação

E aconteceu entre os dias 10 e 14 de Outubro a Brasil Game Show, maior de evento de games da América Latina. Como é de costume dos nossos fãs, o Nerdtrip esteve presente e fez uma cobertura totalmente diferente. Neste ano tivemos a oportunidade de testar o game Spyro Reignited Trilogy.

Desenvolvido pela Toys for Bob e distribuído pela Activision, a versão remasterizada do clássico dragãozinho roxo conta com trechos específicos de fases selecionadas de cada jogo da trilogia que foi lançada na época pela  Insomniac Games para o primeiro PlayStation. 

Nos 30 minutos de jogatina que a Sony nos disponibilizou, as mudanças deste remake são logo percebidas na tela de menu do jogo que conta com as mudanças visuais estonteantes.  Logo ao entrar em fase teste, percebemos o cuidado que os produtores mantiveram com os detalhes clássicos da trilogia do game, pois é notório até mesmo quando se entra em um mundo e a famosa frase “The Adventure Continues” preenche a tela, assim como acontecia nos jogos originais. Aliás, todo jogo mantém a mesma estrutura nos movimentos, até mesmo nas falas dos personagens, entretanto o destaque gráfico faz com que pareça uma nova aventura de Spyro. As expressões dos personagens são bem detalhadas e os movimentos estão mais fantasiosos.

Os cenários ganharam texturas bem mais animadas com uma gama viva de cores mais fortes, os personagens foram remodelados de maneira cuidadosa e apesar de suas diferenças com os originais, todos são facilmente reconhecidos com está nova roupagem.

Abusando da fidelidade, infelizmente o game mantêm até mesmo um dos problemas mais chatos de toda a trilogia Spyro. Em determinados momentos a câmera tem dificuldade de acompanhar o personagem, então fazer movimentos mais rápidos podem bagunçar seu campo de visão (isso é um sério problema para um adulto, imagina para uma criança onde é o público-alvo do game). Isso realmente poderia ter sido corrigido, pois em diversos momentos precisamos movimentar a câmera para nadar, correr e voar pelos cenários em 3D.

Mesmo tendo esse pequeno deslize o game ainda diverte crianças e adultos, se este pequeno problema de jogabilidade que foi testado for corrigido, será um jogo que até jogadores mais experientes irão querer testar para matar a saudade da infância.

Por fim, vale mencionar que pra quem se interessou pelo remake, a edição física do jogo virá apenas com o primeiro título da franquia no disco, com os dois seguintes sendo baixados por um código que virá com a caixa. Spyro Reignited Trilogy tem lançamento previsto para o dia 13 de novembro de 2018 para os consoles Playstation 4 e Xbox One.

Nota para o jogo:

3 / 5

 

Trailer do game:


SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER:twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br


Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

NERDTRIP ENTREVISTA | Conversamos com a Coordenadora de Comunidade do Magic: The Gathering na BGS 2018!

BIG MOUTH | Novo personagem faz com que a 2º temporada seja ainda melhor – Crítica do Viajante

CORINGA | Clássico Batmóvel da série de 66 deve aparecer no filme

NASCE UMA ESTRELA | Crítica do Don Giovanni

ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD | Novas fotos revelam possível relacionamento

TITANS | Primeiras impressões da nova série do DC Universe

DRÁCULA DE BRAM STOKER | Clássico da literatura vampiresca ganhará série da Netflix!

TRIP LISTA | Os melhores filmes de super-heróis de todos os tempos pela equipe Nerdtrip

BLACK CLOVER | Confira o título e prévia do episódio 54 do anime

GOOSEBUMPS 2 | A divertida (e esquecível) continuação do sucesso da Sony de 2016

TOKYO GHOUL: RE | Confira detalhes sobre o jogo mobile baseado na animação!

JOJO’S BIZARRE ADVENTURE | Confira o tema de abertura e encerramento do anime

Continue lendo

Análise

DYING LIGHT | O segundo pode ser ainda melhor

Publicado

em

Dying Light wallp2

As vezes uma boa idéia não precisa ser original

Boa noite. E boa sorte. Atendendo a pedidos o game que vamos falar hoje é um dos grandes dessa atual geração. Ser original, ou apresentar um produto que mostre algo de novo em um cenário muito concorrido é difícil. Mas a lição de hoje é que bom trabalho, boa vontade, criatividade, coragem e boas idéias podem trazer algo de novo mesmo em temas muito explorados.

Nesse caso aqui o tema exposto são zumbis. Nada mais atual, não? Embora temos que reconhecer que com a alta exposição em filmes e séries (diga-se The Walking Dead, Guerra Mundial Z, Meu namorado é um zumbi, filmes de John Romero etc) ficou até meio difícil não discorrer sobre o tema e cair no óbvio.

Dying light gameplay

E não pense que será fácil

Mas a softhouse Techland, responsável por games como Call of Juarez e Dead Island topou o desafio. E em 2015 entregaram o melhor jogo de zumbis (digo sem ter um pingo de dúvida) dessa geração. Dying Light (Techland/Warner Bros. Interactive, 2015, XBox One, PS4, Linux, PC e OS X) combina originalidade com boas idéias, sem cair no óbvio mantém o pique em cada corrida pela vida.

Dying Light é aquele tipo de game que ganha o jogador logo na primeira partida. A história é simples, você assume o papel do agente Kyle Crane, em uma cidade infestada de mortos andantes chamada Harran. Kyle tem inicialmente a missão de recuperar documentos para uma espécie de ONU (Global Relief Report, algo como Esforço Mundial de Assistência) que foram roubados por um rebelde da cidade chamado Kadir Suleiman. Ciente de sua missão, ele é solto na cidade mas acaba sendo atacado (como sempre humanos são os verdadeiros monstros) por bandidos e acaba por ser infectado. Fim de jogo? Não é ai que começa o pesadelo e a grande aventura de Kyle.

dying-light-the-following-wallpaper

Violento como manda a cartilha do estilo

Assim como Far Cry 2, Kyle terá uma dificil missão. Como corredor, terá de localizar Kadir e não será nada fácil, como humano, terá que lutar contra o tempo e contra a infecção, tendo de buscar frequentemente medicamentos para brecar a inevitável transformação. Junte a isso o fato de que o game é um desespero. Durante o dia é até sussa passar pelos mortos andantes mas a noite parece que você foi parar em Apocolyps sem passagem de volta, é um inferno. Os zumbis crescem, ganham velocidade e olhos que te enxergam na total escuridão. Missões a noite por essa característica se tornam missões realmente impossíveis. O game ganha contornos de Splinter Cell com a diferença que aqui você é a caça.

Dying Light demonstra que a produtora Techland aprendeu (e muito bem, embora já tenha acertado no sensacional Riptide) com as falhas de Dead Island. Combinando elementos de Splinter Cell como já disse, Mirrors Edge (parkur até dizer chega), Half Life 2 (cenários quebrados e descontinuados) e muita inspiração vinda do próprio DI e de filmes como Guerra Mundial Z e Madrugada dos Mortos (transportado pro game), DL traz um ritmo frenético como nunca havia sido visto em um game de apocalipse zumbi, prepare-se pra correr feito um condenado (muito mesmo) e ter de fazer tudo em ritmo acelerado. O controle é excelente, sendo a melhor jogabilidade disparada entre os jogos do gênero. Isso fora a diversão, é realmente desafiador e premia o jogador com muita dificuldade (na real eu não recomendo para jogadores de fim de semana os níveis mais altos, os monstros perseguem mesmo).

dying-light

A noite, praticamente um novo jogo

Pra finalizar a resenha Dying Light é um colírio para essa geração. Extremamente violento, desafiador e divertido, mudou a cara dos jogos de apocalipse zumbi, mostrando que sim o tema ainda é sério, e pode realmente quando explorado com cuidado, render terror e bons sustos, isso fora a correria.

Essa resenha é dedicada a meu amigo, primo e irmão (por associação) Fabio Alves Moreira. Dying Light foi o último jogo de sua curta vida, interrompida por forças do destino. Fabio me ensinou que mesmo nas maiores dificuldades, um homem tem de sobreviver e sobrepujar qualquer obstáculo, mas com bom humor, boa educação e um sorriso no rosto. Por causa dele conheci o mundo dos carros de corrida e pra terminar deixo uma frase clássica desse mundo. Nunca é um adeus.

 

Nota: 5/5


SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br


Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

BLACK CLOVER | Título e prévia legendada do episódio 38 do anime

MY HERO ACADEMIA: TWO HEROES | Confira teaser trailer e data de lançamento nos cinemas

DRAGON BALL SUPER | Revelados 3 novos personagens para o filme!

CORINGA | Robert De Niro pode participar do longa ao lado de Joaquin Phoenix

MONSTA X | Grupo de K-pop se apresentará no Brasil


Studio Geek – Os Melhores Produtos da Cultura Pop, Geek e Nerd.

Continue lendo
Advertisement

Receba as novidades do Nerdtrip em seu e-mail!

Insira seu endereço de e-mail para embarcar nessa Viagem Nerd!

Advertisement

Mais lidos da semana


%d blogueiros gostam disto: