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RACEDRIVER GRID | O game que revolucionou os jogos de corrida!

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O melhor jogo de corrida de todos os tempos

Antes de começar galera, quero agradecer a todos os fãs que tem me seguido ao longo dos anos e os que são correntes na página também e que fizeram essa coluna Retro Gamer um grande sucesso. Obrigado de verdade, pra todos vocês. Essa semana eu dediquei a jogos de corrida (claro não deu pra colocar todos, mas aceito sugestões e assim que eu puder vou atendendo todo mundo), mas hoje para a coluna, resolvi trazer mais um clássico moderno. Lembram que eu comentei que dois jogos conseguiram o que parecia impossível? Pois é, o reinado do velho campeão Need for Speed começou a ser ameaçado em 2008.

A coisa realmente começou a virar com a chegada de Racedriver GRID (Codemasters/ Firebrand Games, 2008, Xbox 360, PS3, PC, Nintendo DS, Arcade, OS X/Mac), um jogo que realmente virou o mercado de games de corrida de cabeça pra baixo. O por que disso foi a capacidade da Codemasters (experiente em jogos de gran turismo e formula, inclusive F1) em transportar pela primeira vez para os games, a sensação de pilotagem mais real que já existiu. Juntando isso com o controle do XBOX (por isso o nome em negrito), temos o jogo de carro mais hype de todos os tempos.

O realismo até hoje chega a ser assustador

Falar de GRID é testemunhar uma revolução. O jogo é polido, visualmente perfeito (pra época e ainda nos dias de hoje), tem a divisão em temporadas onde já podemos citar retro games lendários como Super Monaco GP e Exaust Heat 2, e que também já existia nos jogos sensacionais de F1 da Codemasters. Mas o grande foco foi dado no realismo.

Sério, não há nada como o absurdo descontrole que existe nesse jogo. Tudo influi. A poeira, o clima, a elevação da pista (jogar sem um controle no pc se torna uma tarefa titânica), tudo, tudo influi. O jogo te lasca uma verdade terrível na sua cara, quer ser veloz? Isso só os grandes dão conta, e se você realmente quiser terá de suar muito pra chegar ao nível deles.

GRID é o The Witcher dos jogos de carro. Não espere tempo pra aprender a jogar, o game é totalmente old school neste ponto (por isso tá aqui na retro), você vai bater, bater de novo, e de novo, e lá pela 8ª vez vai começar a se acostumar com o controle. A ideia é realmente simples, mas genial.

Vicia, por que o desafio (ao melhor estilo série Souls) te segura no controle, mas assusta também a quantidade de carros, categorias existentes (inclusive a lendária corrida 24 Horas de Le Mans! Que detalhe, é difícil pacas de passar) e claro, a dificuldade insana em passar em cada desafio proposto.

A quantidade de opções vai deixar você modificando os bólidos um bom tempo

Para ajudar o jogador, há um recurso de retorno das corridas, algo como um replay dinâmico (conhecido de F1), se por acaso bater, ou não conseguir fazer um traçado (o que ocorre demais!), terá 4 oportunidades para voltar/avançar o tempo e mudar isso.

Fora o lado do realismo tanto em velocidade e dirigibilidade, temos a customização (que realmente supera NFS em muito), dando a real noção que é possível alterar tudo no carro. Tudo mesmo. Pela primeira vez temos a chance de bancar o Chip Foose. De visual a parte mecânica, tudo pode ser mudado. Não é a toa que GRID tirou o sono da EA.

A única escorregada, se é que podemos dizer assim, foi com o realismo das pistas, algumas não são reais (embora a corrida de Le Mans é posta na integra, com direito a mudança de dia para noite), mas excelentes adaptações de circuitos reais (o que foi corrigido em GRID 2), mas isso não tira nem meia estrela desse verdadeiro monstro dos games de corrida. Pena que aqui eu não posto elas.

A tradicional corrida de Le Mans, grande atributo desse game

Vídeo:

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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VAMPIRE: THE MASCARADE – BLOODLINES | A jóia perdida e ainda o melhor rpg oficial de vampiros

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Bem vindo a noite.

Boa noite. Hoje galera o papo é sobre algo que anda sendo muito visto no nosso país. Sim, vampiros. Mas o jogo que irei falar hoje não é um simples jogo de vampiros. É uma jóia perdida, o melhor (mesmo depois de Vampyr) de todos eles. Pra falar nesse game, temos que retornar a 1991 e falar de uma lenda dos jogos de mesa, o rpg Vampiro: A Máscara. Criado por uma equipe de malucos de uma empresa chamada White Wolf Publishing (lenda dos games e na ativa até hoje) encabeçada por um professor de história e filósofo chamado Mark Rein*Hagen (popularmente conhecido como o homem da bolinha) e que fez simplesmente um alvoroço em terras nacionais (sério, só o rpg já daria uma matéria duca).

O rpg (sigla pra Role Playing Game, ou jogo de interpretação de papéis, que começou pelas mãos das lendas Gary Gygax e Dave Arneson) tinha digamos acabado de chegar pra valer no Brasil quando Vampiro fez seu debut nas livrarias (eu mesmo comprei e tenho até hoje). Mas fica a pergunta: o que Vampiro tinha, que rivalizava com tanto fervor contra a lenda chamada D&D (Dungeons & Dragons) que tinha acabado de chegar ao país? A resposta: alma.

A sexy e instigante Jeanette

Vampiro: A Máscara é um mito que temos de chamar, batendo palmas, de jogo perfeito. Poucos jogos conseguiram com tanta simplicidade e engenhosidade (herdada do mito da R.Talsorian Games, Cyberpunk 2020) expor com tantas cores e nuances a alma humana. A sociedade dos vampiros é um arremedo da nossa, sem nenhuma misericórdia. A angústia dos Membros (como os vampiros no rpg se chamam) é nada mais nada menos que uma alusão genial a todos os problemas de relacionamento e aceitação dos jovens na adolescência, em geral da chamada Geração X (que orgulhosamente fiz parte) que era como era chamada a geração radicada nos anos 90.

Eu prefiro falar dos clãs mais na frente. Com todo o hype (e justificadíssimo, por que estamos falando de um verdadeiro mito das vendas com milhares de cópias vendidas somente aqui em terras brasileiras) da empreitada do tio Mark, edições novas vieram e os fãs foram crescendo. E com o advento dos jogos de pc, uma versão eletrônica era mais que necessária. E veio. Em junho de 2000, Vampire: The Mascarade – Redemption (Activision, 2000, PC e Mac) chegou as lojas. O game seguia uma história linear (como Vampyr) mas com elementos claros retirados do famosíssimo rpg de mesa aquela época. Foi um sucesso. Contava a história do cruzado chamado Christof em uma história realmente bem feita, de vingança (e que vale um post) e atualmente tem uma versão refeita e suculenta da GOG Galaxy. E que recomendo sem nenhuma dúvida.

Redemption um jogaço que também merece review

Redemption é bom, mas vamos à lenda. Apesar de Redemption ter uma ótima história e realmente pincelar o complexo universo dos vampiros, os jogadores queriam mais. Queriam realmente sentir a fria emoção de ser um predador das trevas. E esse momento veio com 4 anos de atraso em Vampire: The Mascarade – Bloodlines (Troika Games/ Activision/ GOG Galaxy, 2004, Somente para PC). Primeiramente vamos detalhar a bagaça, que é (desculpe Sony e Vampyr), o melhor jogo de vampiros já feito. E ponto. Vampyr bate palmas pra Bloodlines e essa é a verdade (só deixar um brevê aqui, Vampyr é uma franquia que está começando e aqui estamos falando de uma LENDA).

Mas por que Bloodlines é revolucionário? Primeiramente pelo cuidado dado a seus personagens. Cada personagem em Bloodlines é único (na verdade o rpg foi o primeiro a explorar realmente a psiquê de cada personagem). Jogos como Mass Effect e até mesmo Skyrim, não seriam possíveis sem ele. São vários, todos saídos de arquétipos de personagem dos livros da White Wolf. Pra falar sobre eles temos que introduzir um pouco da história do jogo que é posta em prática. Aí está o grande trunfo de Bloodlines: ser um vampiro. Pra ficar na merda logo de início o personagem criado foi “não-autorizado”, e seu criador, punido com a Morte Final (em Vampiro a Morte Final é a única coisa que “mata” o monstro, podendo ser por vias normais ou místicas como as limitações como a luz solar e fogo). A partir daí começa a jornada do Membro recém criado que fará um tour pelo Estado Livre Anarquista de Los Angeles.

Jack, carismático e paizão, é o nosso guia por todo o game

Tudo começa em Santa Monica, uma cidade praieira e chuvosa (que lembra muito Seattle, a capital do grunge). Lá, depois dos conselhos valorosos de Jack,  você pega um táxi e chega à chuvosa cidade. A partir daí vem o grande barato de Bloodlines: exploração. Fale com todos e de preferência com educação para destravar missões e favores preciosos. Após os primeiros contatos conheça Mercurio (um atravessador a serviço da Camarilla), que se encontra em péssimas condições. Com ele tome consciência de um explosivo C4 chamado Astrolite, e retorne a ele. Dica: trate-o bem. Mercurio parece digno de pena, mas será um aliado confiável. Não meta o pé de inicio. O caminho o levará ao night club The Asylum onde você conhecerá Jeanette, a primeira ninfeta bombshell de Bloodlines. Ela é instigante, muito esperta, mercenária e sensual e a partir daí começará o jogo com sua irmã Therese Voerman. Therese é fria como o aço, e persuadirá o personagem através de coerção, para que seja possível o contato com o Nosferatu (vampiros monstruosos como o mito de Boris Karloff) Bertram Tung. Com isso segue-se uma invasão a uma fábrica dos Sabbath (os vampiros anti-Camarilla, ou seja, que não tem muito apreço pelas vidas humanas), e com sua destruição sela-se o teste dado pelo Ventrue sangue azul Sebastian LaCroix.

Agora a brincadeira é na cidade de Los Angeles (a popular Downtown, ou o centro). Pra começar você é salvo da morte pelo Brujah de poucas palavras e revoltado Nines Rodriguez após uma tocaia dos Sabá. Nines é um dos personagens mais importantes de Bloodlines e sua relação com o personagem que por ser da Camarilla, vai ser de amor e ódio, pela sua ligação com o Movimento Anarquista da cidade. A partir daí começa a saga do Sarcófago de Ankaran (ou Ankaran Sarcophagus no original) uma caixa funerária onde LaCroix com sua paranóia acredita estar um ancião de longa geração dos vampiros, que segundo a profecia da Gehenna (algo como a Noite Final) poderia acordar de seu sono matusalênico e literalmente devorar os Membros dessa época. A quest será a plot por todo o game, com diversas reviravoltas (todas feitas de maneira hollywoodiana com direito a samurais demônios, mortos vivos e incêndios).

O ponto alto. Fidelidade total ao rpg de mesa.

Outros personagens e locais dignos de nota são Hollywood e sua casa noturna Asp Hole, onde também se encontram as melhores side quests e histórias mais sombrias do game. Hollywood é governada pelo Barão Isaac que mantém uma história bem turbulenta com Ash Rivers, seu protegido que é tratado como um filho. Destaque para a dançarina Velvet e suas diabas também no Clube Vesuvius (recomendo ver por si próprio o por que do nome). Outra passada não menos interessante é no cemitério (o que seria de um jogo gótico se não tivesse algum) de Hollywood com o coveiro Giovanni Romero

Mas nem tudo (pra variar) são flores de sangue em Bloodlines. A empresa Troika teve muitos problemas com sua criação (talvez falta de familiaridade com a Unreal Engine, que foi usada aqui meio que sem testar). Isso ocasionou todo tipo (por isso chamei VTMB de “a jóia perdida”) de bugs e problemas de fixação. Uma pena na época. Isso causou ao jogo um terrível estigma e somente os fãs (e mesmo assim ainda foi muita gente) pôs as mãos em uma cópia do game na época. Quem salvou a pátria foram os hackers que adoraram o game e corrigiram sozinhos (o código do jogo foi aberto) com diversos pacotes de fixação. Inclusive a versão atual da GOG Galaxy, que foi totalmente posta para o Windows 10 e teve os gráficos envenenados, passou por vários pacotes de conserto. Vampire: The Mascarade – Bloodlines é uma obra prima, o melhor registro de uma época (os anos 90) com uma trilha sonora primorosa. Passeiam bandas como Lacuna Coil, Tiamat (com a sensacional “Cain”), Genitorturers (grrl rock de responsa com “Lecher Bitch”), Type O Negative, MinistryPrimus e outras bem conhecidas do cenário metal alternativo gótico. 

Vampiras lindas e mortais, como Pisha.

Fica aqui também o fato de se tratar de uma franquia de sucesso, com sua quinta edição anunciada. Vampire: The Mascarade continua o legado de uma série de sucesso com sangue, boas histórias e muita ação e assim que tiver pronto trarei em primeira mão para vocês, fãs de rpg e do Nerdtrip.

Cenários subterrâneos e belos

Tudo que é esperado de um game com cenário punk-gótico

Algumas batalhas serão bem difíceis.

 

Imagens: Activision

 

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ALTERED BEAST | 30 anos de nostalgia de um clássico esquecido!

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(Foto: Reprodução)

Lançado pela SEGA em 1988, este ano o jogo esta completando exatos 30 anos, um beat´n´up side scroller que mostra a história de Athena (filha de Zeus), personagem sequestrada por Neff, e em meio ao desespero Zeus convoca do mundo dos mortos um centurião para resgatar Athena das mãos de Neff.

O centurião se transforma em bichos mitológicos para poder resgatar Athena. A primeira fase é no cemitério e Neff se transforma em um gigante que solta cabeças e é aonde o centurião se transforma em um lobisomem ao derrotar 3 cérberos brancos aonde eles liberam um power up, no qual o primeiro ele só perde a camisa, o segundo se transforma em um monstruoso homem musculoso (qualquer marombado de academia sentiria inveja) e na terceira ele vira o bicho mitológico. Quando centurião se transforma nesse bicho, ele acaba tendo 2 ataques, um a longa distância e o outro em curta distância.

(Foto: Reprodução)

Na segunda fase ele vai para o submundo e nele Neff se transforma em um monstro de um olho gigante que quando abre solta vários micro olhos, o centurião se transforma em um dragão que solta raios da boca a longa distância e solta raios por todo o corpo em curta distância.

A terceiro fase é dentro de uma caverna onde Neff se transforma em um bicho estranho e o centurião se transforma em um urso que solta uma bola da boca que paralisa os inimigos. Ele também tem um ataque que se transforma em uma bola com um mortal.

A quarta fase entramos no Panteão dos Deuses do Olimpo aonde Neff se transforma em uma espécie de filhote de dragão que solta bolas de fogo pela barriga e o nosso personagem se transforma em uma espécie de tigre/lobisomem.

E por fim, temos na última fase em um campo aberto a batalha final contra Neff, aonde ele se transforma em um monstro rinoceronte e o centurião se transforma em um lobisomem novamente, porém, Dourado (ou prateado se estiver jogando em multiplayer) e ao finalizar a batalha Athena será libertada e o jogo se inicializará novamente.

O jogo foi portado para Arcade, Mega Drive, GameGear, Nes (não licenciado pela Nintendo e sim é um mode pirata) e Master System. Nos consoles Master e no GameGear, o jogo é um pouco capado pela configuração dos hardwares mesmo, no Arcade a história nada mais é que uma peça de teatro, já no Mega Drive a história é real mesmo.

O jogo é mega divertido para a época e como ele não tem “continue” existe seus macetes na tela de inicio do jogo, se você segurar o botão C+start ele abre o menu de opções do jogo, porém, se você morrer e der game over, se você segurar o botão B+start (ou o A não me lembro) você volta para a última tela do jogo na qual você estava antes.

Em 2005 a SEGA fez um jogo novo para o Playstation 2 chamado “Project Altered Beast”, aonde agora nada mais é do que experiências científicas e genéticas, o jogo não fez muito sucesso e desde então a produtora japonesa abandonou de vez esse game que é um dos jogos que eu mais joguei na minha vida.


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DEVIL MAY CRY | O verdadeiro filho de Sparda!

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Apelão sim, vai encarar?

Hoje vamos realmente falar de um clássico. Em 2001, a Capcom já andava cansada do sucesso de Resident Evil, que tinha sido um dos games mais aclamados de todos os tempos, quebrando recordes tanto com o público e também com a crítica. Era hora de investir em algo novo, como havia sido em Dino Crisis, um grande sucesso mas que não chegou nem a arranhar o público que RE ainda tinha. Era hora de criar algo novo, estilístico, mas com a pegada que o Survival Horrror ainda tinha. Assim nascia o personagem Dante (originalmente chamado de Tony), o filho de Sparda.

Pra falar de DMC, não dá pra citar antes a alegoria feita ao personagem Dante Alighieri de A Divina Comédia, como o personagem do jogo Dante’s Inferno (um jogaço da EA) muitos anos depois. Mas na verdade Devil May Cry (デビル メイ クライ, , Debiru Mei Kurai, Capcom, 2001, PS2, PS3 e X360 em versões HD) pode ser considerado um divisor de águas para o estilo Hack n’ Slash (matar, pilhar e destruir). Junte um personagem carismático (inclusive para o público feminino), com a zoeira de um Homem-Aranha, que usa um sobretudo vermelho, duas armas e é quase invencível (opa não falei desse, logo logo um especial sobre Hellsing), e junte o fato dele ser filho de um rei demônio, bom, temos aí o cara do jogo.

Um demônio por vez e sem medo de cara feia

Antes de começar a resenha, “demônios” são tema recorrente da literatura japonesa. Conhecidos como Youkai, seriam como os guardiões do Mundo Espiritual (sim, como em Yu-Yu Hakusho), mas aqui no mundo de Dante, a coisa é bem mais pesada. Só pra lembrar, DMC é considerado survival e por isso cenários escuros e trevosos são a tônica do game. Apertados também, nas a temática cool do personagem não tarda em aparecer e com isso dá uma suavizada no estilo gótico dos anos 90, com direito a muito metal (pode aumentar o volume) na trilha sonora.

A história não é complicada, como em Resident. Dante, que é uma espécie de detetive sobrenatural particular, recebe a visita de uma estranha mulher chamada Trish, que já o cumprimenta com uma espada no peito! Claro que isso é apenas para testar as capacidades do herói, que é convocado por um rei youkai chamado Mundus, que o convoca para um castelo em algum lugar da Espanha (detalhe, não é muito bem explicado). Mundus segundo a história, seria o assassino dos pais de Dante. Mas na verdade a real é que o meio-youkai vai descobrir que as coisas bem diferentes.

Sparda, o Cavaleiro Negro e defensor da humanidade

Dante na verdade é filho de um cavaleiro negro, um demônio do mundo inferior chamado Sparda. Sparda apesar de possuir uma forma aterradora, tem um coração mole (assim como Leizen, o pai de Yusuke Urameshi em Yu-Yu Hakusho) e resolveu derrotar Mundus em favor da humanidade, claro que isso não atraiu boa atenção do Imperador das Trevas, tendo que se sacrificar para selar o diabão e com isso apagar-se da memória das pessoas vivas, mas mesmo assim resolveu se refugiar entre nós (como um outro Príncipe, lembram). E com isso se casou com Eva e teve dois filhos, o protagonista do game e Vergil, o irmão gêmeo rebelde que irá aparecer nos jogos seguintes. A partir daí tudo se encaminha para a ação, o que vou falar no próximo parágrafo.

Ação aliás que é o mote, não somente do jogo, mas da série. O fato de ter várias opções de ataque (uma espada e duas armas ou uma escopeta) auxilia bastante. Devil May Cry peca nas opções de visão (ainda retiradas de Resident), mas oferece um ótimo conjunto entre jogo de terror e ação com muito sangue jorrando na tela (detalhe: jogos de PS2 ainda não tinham sido afetados pela galera do “politicamente correto”, Dante é violento e ponto, não há o que discutir). O game influenciou também meio mundo de jogos, com ênfase no excelente Ninja Gaiden do XBox (que também merece resenha e logo estará aqui) e a bruxa pistoleira Bayonetta, que muitos imaginam ser da família do Dante (ou namorada dele, quem sabe) e infelizmente (infelizmente mesmo) ganhou um remake “biruta” (parafraseando um brother meu) que nada, nada mesmo (só ganha pontos por ser da Ninja Theory de Hellblade: Senua Sacrifice, fora isso é descartável) acrescenta a série. Prova de que nem sempre gráficos fazem um grande game.

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