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Escondido na Netflix

HALO LEGENDS | Old but gold, e no catálogo da Netflix

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Infelizmente nós somos a pior espécie da face da Terra. Pesado, né? Mas tem tudo a ver com o assunto que vamos falar aqui. Como diria o Agente Smith em Matrix, “vocês são um câncer, e por onde passam deixam seu rastro de podridão”. Poucas vezes refutei essa afirmação dele, afinal a opinião de Smith representava toda a raiva (justificada) que as máquinas no mundo de Matrix tinham dos seres humanos.

Como sempre, correndo contra a corrente e analisando coisas legais para vocês verem, eu resolvi me inteirar da história de um jogo que sempre quis jogar, que sou fã (mesmo tendo jogado pouco) e que pra mim é o símbolo da Microsoft Games. Estou falando de Halo – Combat Evolved, jogo fodástico e sem precedentes (o único jogo de FPS [tiro] a vencer o GOTY) em seu lançamento e que até hoje é o símbolo da empresa e seu principal carro chefe, no console XBox.

Como todos os grandes jogos, Halo também possui uma história (e que história!) pra ser contada. Nos moldes do sensacional (e não menos épico) Animatrix, em 2010 (realmente tem tempo), a 343 Industries (atual detentora do jogo) recrutou um time dos melhores animes japoneses para contar do início as lendas e tudo o que cerca essas guerras relacionadas ao game (o que é muito legal por ser tratar de um jogo

Até mesmo os momentos engraçados são interessantes

de tiro, pouca atenção é dada pra história).

Tudo começa com a musa da Microsoft, a Cortana (não vou opinar sobre a Siri do Google kkk), pra variar velando o sono de seu herói (o mais estranho relacionamento dos games), Master Chief ou John 117 para os íntimos. Em um breve período de paz, provavelmente após o jogo Halo 4 grande sucesso do XBox 360, Cortana começa a falar sobre as origens de todos os conflitos e toda a merda que, literalmente, os humanos fizeram.

O porquê de tudo é bem simples, a incapacidade humana de satisfação. A vontade que queima de explorar, colonizar, controlar, escravizar da nossa raça faz com que você se sinta até mal com o relato da moça fantasma.  Assim como Animatrix, é genial e realmente dá o que pensar.

Nessa bagunça criada pelos humanos (que assim como em Mass Effect, são barrados por uma raça alienígena), aparece uma raça (sejamos sinceros, de guerreiros honrados e puros) que se denomina os Covenant.  A luta entre os humanos e os Covenant acaba por atrair uma coisa muito pior, os parasitas chamados de “Dilúvio”, uma raça que lembra muito a assimilação da raça alien Zergs de Starcraft. Pra dar cabo dessa ameaça, no passado uma raça anciã de aliens superinteligentes criou como último recurso uma arma definitiva, Halo.

Halo é uma arma circular que paira no universo e emite um facho de luz forte o suficiente para libertar qualquer ser vivo das garras dos aliens parasitas. Porém, a sua criação significou o último ato de bravura dos aliens engenheiros (qualquer semelhança com Prometheus e Alien: Covenant não é coincidência) que foram consumidos no momento em que a arma foi acionada, aparentemente selando seu destino.

A partir daí, começam a ser mostrados diversos animes de vários estúdios japoneses diferentes (Studio 4°C, I.G., Bee Train, Bones e Toei Animation).

Primeiramente conta a história de Arbiter, um covenant que pressionado por um líder tirano teve que sacrificar a sua esposa (é isso que você tá lendo) em nome da busca religiosa da raça alienígena samurai. Arbiter, como

O melhor momento do anime

Drácula, fica possuído e invade um campo de batalha matando tudo e todos em seu caminho até que fica cara a cara com o líder – coisa linda ,já digo – digna dos melhores westerns já feitos, o melhor anime pra mim apesar do estilo de desenho um tanto estranho.

Seguindo, vamos ver a história de Daisy, uma das primeiras crianças recrutadas para o projeto Spartan (os supersoldados do mundo de Halo, tão fortes que fariam tremer o Capitão e o Batman juntos). Daisy tem flashbacks do lugar de sua infância e mesmo contra as ordens da UNSC (semelhante a UAC de Doom só pra dar um tom de comparação) resolve ir atrás de seu passado, enquanto ao mesmo tempo é mostrada a Spartan em uma batalha mortal contra os Covenant. O resultado, como todo bom anime japa, é óbvio e trágico, com um dos lados interferindo no outro, e serve legal para mostrar como, às vezes, um governo pode ser cruel em nome de um “propósito maior”.

Pausa pro café (e pra algumas risadas). Odd One Out conta a história do soldado mais atrapalhado da unidade de Master Chief…o Spartan 1337. Bom misturado a um estilo Dragon Ball (esse foi produzido pela Toei) e mostrando um lado mais caricato e bem humorado da luta dos Spartans, basicamente mostra a luta de 1337 contra o sentinela descerebrado covenant gorila, mais impagável, impossível.

Segue o jogo. Prototype conta a história de Ghost, um soldado da elite Spartan que devido a ter perdido todos seus companheiros em uma batalha, nunca deixa ninguém para trás. Quando soldados são acuados por uma horda de covenants em um planeta inóspito, Ghost, que tinha a missão de destruir um protótipo para que não caísse em mãos inimigas, o usa e entra em guerra com as hordas e o seu passado, interessante porque trata com bastante leveza de um assunto sério, chega até a ser bem emotivo em alguns momentos.

No próximo anime são apresentados os Helljumpers, uma espécie de fuzileiros navais paraquedistas, que são relativamente famosos pelo que fazem. São eles: Aspirante O’Brien, Sargento Cortez, Soldado Taylor Miles (Dutch) e Soldado Checkman. São escalados em uma missão, pra variar indigesta, assassinar um Prophet (espécie de guia espiritual dos Covenant) à distância com uma arma sniper. Pra servir como apoio, é mandada a Spartan Cal-141, para facilitar a missão, e a ajuda dela acaba realmente sendo necessária.

Pra começar, a descida dos Helljumpers é terrivelmente prejudicada ao terem que se camuflar em um cinturão de asteroides. Mais tarde na reentrada ainda têm que lidar com as ameaças do planeta, onde O’Brien tem que ser salvo por Cal em uma espécie de lodo movediço. Após enfrentarem toda sorte de perigos e dependerem de Cal (daí o nome “Babysitter”, babá), acaba rolando um revés e mais uma vez a crueza da guerra é mostrada, não vou falar mas vale muito assistir.

O último episódio traz o grande herói de Halo em toda sua magnitude, sim Master Chief ou John 117 acompanhado de um grupo de supersoldados Spartans, encarregados de resgatar um “pacote” em uma fragata espacial covenant que está emperrada em um lugar no espaço. Pra variar, como todas as missões de Chief, não será nada fácil, terão que passar por uma bateria de naves dos Covenant e ainda lidar com um Elite samurai treinado (a melhor luta do anime), isso fora a surpresa do “pacote”.

Tirando em termos, Halo Legends traz toda a história do jogo condensada em uma animação sincera e de grande qualidade, e pra melhorar pode ser vista com facilidade, por que se encontra no catálogo da Netflix.

 

Um lobo da noite. Um caçador urbano. Nerd de carteira assinada, acredita piamente que os Sith são do bem e querem apenas trazer paz a galáxia. Dcnauta desde sempre. Amante de William Gibson e Sapkowski. Acredita que a verdadeira revolução será feita pelas palavras.

1 Comment

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  1. Matheus Barbosa

    11 de outubro de 2017 at 23:03

    depois vou dar uma olhada na serie

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Escondido na Netflix

ESCONDIDO NA NETFLIX | O Ditador

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E cá estamos nós para mais uma dica da nossa coluna “Escondido na Netflix“.

A dica de hoje é bem arriscada, já que se trata de um filme repleto de humor negro e críticas políticas pra lá de ácidas, estamos falando de “O Ditador“.

Nele, Sacha Baron Cohen interpreta o almirante Geral Aladeen, governante da República da Wadiya (País fictício no norte da África). E está desenvolvendo armas nucleares e se recusa a permitir o acesso e a fiscalização militar norte-americana ao seu país.

A ONU então ameaça intervenção militar, a menos que ele viaje para os EUA e discurse no Conselho na sede da ONU em Nova York. Mas ao chegar é sequestrado e sofre a tortura de ter sua voluptuosa barba raspada.

Aladeen consegue escapar, mas ninguém o reconhece sem barba e nem acredita ser ele o líder de Wadiya, enquanto isso, ele acaba sendo substituído por um sósia que é apenas um fantoche nas mãos daquele que realmente tramou sua morte.

O Ditador não é apenas um filme de comédia, mas também de crítica política, ele ri da Direita e da Esquerda, ri de ditaduras e de democracias, ri da imprensa, enfim, não poupa ninguém. É uma comédia escrachada que é desfrutada por poucos.

É o típico filme que não se tem meio termo, ou você o ama, ou o odeia. Por ter curta duração, apenas 83 minutos, não deixa a peteca cair e não fica enrolado, o roteiro é simples e direto. O humor negro está presente basicamente em todas as cenas e diálogos, não espere uma mensagem inspiradora e reflexiva, mas aproveite e ria das sátiras.

O longa é mais uma parceria do ator com o diretor e comediante Larry Charles; outro ponto interessante do filme é a sua trilha sonora que traz versões árabes de sucessos americanos. Temos também várias participações especiais como Megan Fox, Edward Norton entre outros.

Cheio de sarcasmo, escrotice e escracho, O Ditador nos faz esquecer um pouco desse humor “politicamente correto” dos dias de hoje. Mas não se esqueça, assista logo pois a Netflix adiciona e remove filmes diariamente de seu catálogo, então corre.

Confira o trailer abaixo e até a próxima dica do “Escondido na Netflix“.

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ESCONDIDO NA NETFLIX | A Luta Pela Esperança

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E hoje no “Escondido na Netflix“, quero indicar o filme:

A Luta pela Esperança.

Esse é um daqueles filmes que inspiram, que motivam e que nos fazem ter esperança ao se identificar na tela com o boxeador James J. Braddock, interpretado por Russell Crowe.

O filme tem a direção de Ron Howard (Uma Mente Brilhante, Apollo 13), e conta também com as atuações de Renée Zellweger e Paul Giamatti em seus melhores dias, sendo até indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

O roteiro é de Akiva Goldsman, e conta o drama vivido pelo boxeador James J. Braddock e sua família durante os anos seguintes à Grande depressão (crise econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. É considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX).

E justamente nesse período, Braddock sofre uma sequência de derrotas (nunca por nocaute) e lesões, e acaba sendo afastado das grandes lutas, restando lhe apenas lutas menores e desvalorizadas, o que lhe faz rapidamente viver a falta de dinheiro, até acabar sendo afastado de vez do boxe profissional, e tendo de sobreviver de serviços temporários de baixíssimo pagamento e nem sempre possíveis no cais.

Acabamos sofrendo e vivendo junto os tantos obstáculo e percalços, (um dos mais dramáticos momentos se dá quando ele se humilha quase que pedindo esmola) e admirando o honrado homem, lutador e pai de família representado por James Braddock.

Até que surge a oportunidade de voltar aos ringues para uma última luta, uma despedida, contra o número 2 dos pesos pesados do mundo. E ele entra na luta apenas como um fantasma do grande lutador que um dia já foi, as apostas são apenas para saber em que round ele cairá. Mas… bem, vou deixar pra você conferir.

Os ângulos em que as lutas são filmadas chamam atenção por alternar a visão em primeira pessoa com outros planos mais abertos. Sendo assim nosso envolvimento torna-se maior.

As lutas são bem coreografadas, cada golpe parece bem real, mérito da boa direção, que falha apenas ao retratar de maneira injusta e caricata o lutador campeão mundial “Max Baer“. A família de Max Baer inclusive protestou contra o filme, já que Max na verdade foi uma excelente pessoa. Ron Howard acabou pedindo desculpas publicamente e alegou que retratou Max daquela forma para dar maior dramaticidade ao filme, o que nesse sentido funcionou.

Braddock na época foi apelidado de Cinderella-Man (Homem Cinderella) pelo cronista esportivo Damon Runyon, o que resume bem o conto de fadas real que é a história de Braddock e sua família, que inspirou toda a nação naquele difícil período.

Um homem que ao subir no ringue não lutava apenas contra outro boxeador, mas contra a fome, o frio e a necessidade e como ele mesmo disse:

Luto por leite!

Para interpretar o lutador, Crowe perdeu 23 quilos, submetido a um duro treinamento sob a supervisão de Angelo Dundee, que já foi técnico do Muhamad Ali, Sugar Ray Leonard e até do nosso Maguila.

A Luta Por Esperança está “Escondido na Netflix” e merece ser conferido o mais rápido possível já que quase diariamente títulos são removidos da Netflix.

E não deixe de voltar aqui e comentar o que achou do filme. Então, boa sessão, e até a próxima.

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ESCONDIDO NA NETFLIX | Man Up

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Comédias românticas tendem a ter muitas coisas em comum, e na medida que vamos ficando “macaco-véio”, fica tudo meio manjado e previsível nessa categoria de filme.

Mas “Man Up“(no Brasil ficou com o título de (Des)Encontro Perfeito), consegue fugir das obviedades e nos conquista, não pelo brilhantismo do roteiro (que é bom e não compromete), mas principalmente pela atuação do casal protagonista.

O filme gira em torno de Nancy (Lake Bell), uma desiludida sem sorte que desistiu de uma vida com romance, e Jack (Simon Pegg), um recém-divorciado que na tentativa de um encontro as cegas, confunde seu par com Nancy. A partir daí, várias coisas impensáveis – inclusive o amor – acontecem.

Dirigido por Ben Palmer (“The Inbetweeners: O Filme“, esse também vale a pena procurar, é engraçadíssimo), Man Up tem uma primeira parte que engana, dando a impressão de ser só um filminho romântico, mas pouco antes de sua meia-hora, fica tudo divertidamente de pernas pro ar.

Típica comédia britânica com diálogos ácidos, cheios de humor, ironia e com tudo quanto é situação constrangedora acontecendo, o filme se escora totalmente no casal protagonista, e eles não decepcionam.

O entrosamento entre Lake Bell e o ótimo Simon Pegg, garantem boas risadas até o fim.

Man Up consegue deixar satisfeito tanto os românticos, quanto os que só querem dar risadas descompromissadas, e estava “Escondido na Netflix“, mas agora que você descobriu, corre e assiste logo, pois filmes e séries são adicionados e removidos todos dias em seu catálogo.

E não deixe de comentar o que achou do filme e de deixar indicações, e até semana que vem com mais um “Escondido na Netflix“.

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