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Livros

À SOMBRA DA LUA | Dica de leitura da Viajante

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Salve salve tripulantes!!! Tudo bem com vocês?

Esqueçam tudo que vocês já leram ou já assistiram sobre o Lobisomem pois o livro de terror “A Sombra da Lua” é a coisa mais macabra e horripilante que se pode ler na vida, juro que não imaginava que tomaria mais sustos lendo algo do gênero do que assistindo (medo). Esta obra é do Autor Marcos De Brito,  publicado pela Editora Roco.

Uma lenda jamais contada sobre o lobisomem é mostrada nesse livro, uma história que se passa na Vila Socorro no ano de 1920. A cidade interiorana já esta cansada de enterrar seus entes queridos, vítimas de mortes cruéis e misteriosas, pois os corpos das vítimas são sempre encontrados dilacerados nos arredores da floresta. O médico local juntamente com as autoridades da cidade procuram investigar incansavelmente na esperança de achar a causa de mortes tão bizarras sem muito sucesso nesse pequeno vilarejo em São Paulo.

Alvaro é um rapaz misterioso e muito calado, único sobrevivente de uma tragédia familiar que desde sua chegada na cidade vem arrancando suspiros não só das garotas do lugar mas da filha do médico mais famoso e rico dessa vila, ela chama-se Alana, e Alvaro corresponde timidamente esse sentimento avassalador dentro dele. No entanto, o futuro desse romance e da cidade são incertos, porque a população há muito tem se deparado com a sombra da morte em toda noite de lua cheia, qualquer um pode ser a próxima vítima.

A história contém narrativa de cenas bem pesadas e detalhadas de como a criatura mata suas vítimas, faz o leitor ter um arrepio do fio de cabelo até o dedão do pé com a riqueza destes detalhes, o inesperado é presente em cada morte e a luta para entender a lógica e o sobrenatural e travada pelas pessoas deste lugar com o intuito ainda que quase impossível capturar esse monstro.

Boa leitura e bons sustos.

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Baiana, apaixonada por cultura oriental, HQs, seriados de TV, livros, cinema e musica. Adora Pizza, pipoca, Hugh Jackman, Wolverine, visitar a Saraiva, shopping, maquiagem e leitura. Amores da vida, Filha, marido, família e Netflix Cristã, e fã do seriado Supernatural, tem o sonho de um dia conhecer os Winchesters e o Japão. Sonha no mundo real e vive na fantasia.

Resenhas

V5 – VAMPIRE: THE MASQUERADE FIFTH EDITION | O aguardado e polêmico retorno de uma das maiores séries do RPG moderno

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Tire as crianças da sala.

Agora vamos falar sobre monstros, não sobre monstros da imaginação, mas sim monstros reais. É meus amigos hoje vamos falar a sério sobre vampiros, mais uma vez. Mas dessa vez trago a vocês (em primeira mão, antes até mesmo das revistas sobre RPG desse país) o retorno de um clássico. Vampire: The Masquerade – Fifth Edition ou V5 (Onyx Path/ “Paradox Entertainment”/ White Wolf, 2018, Role Playing Game ou “rpg de mesa”) traz o principal rpg dos anos 90 ao topo novamente, com a roupagem atual e fashion (haters please) das atuais séries americanas como The Vampire Diaries e por que não o odiado e amado, Crepúsculo (Twilight) e atuais encarnações da lenda dos sugadores de sangue.

Antes de qualquer coisa, Crepúsculo pode ser cruel? Sim, pode. O que V5 propõe é que o mundo que conhecemos não mudou, ficou pior. Apesar do estilo de games como Vampyr (menos Vampire Bloodlines dessa vez), temos criaturas monstruosas a ponto de torturarem suas vítimas, enclausurá-las e escondê-las do resto do mundo, que não, não assiste a tudo isso calado. O clima Constantine (a série com o loiro Matt) é total. O sobrenatural existe (lições aprendidas do ótimo Mundo das Trevas ou World of Darkness, o livro-de-regras da 4ª edição) mas uma pessoa comum, com certeza não vai querer se aproximar dele.

Vampiros fashion. E desalmados.

A mente pensante por trás da nova edição de Vampire vem pra variar, do frio. Com a queda do antigo Lobo Branco, assume a capitania a Onyx Path (laranja da Paradox Entertainment, de Mount and Blade e Pillars of Eternity, entre outros grandes sucessos dos rpgs eletrônicos), o sueco Martin Ericsson é o cabeça-mor desse novo pontapé dessa nova e restaurada White Wolf que ressurge das cinzas. Aproveitando a deixa dada por cabeças como Mark Rein Hagen e Stewart Wieck, Ericsson recria o Mundo das Trevas, adaptando a uma era de caos, incerteza, crueldade (principalmente por trás de um pano bonito) e pretenso glamour.

Imagens fortes. E muito pertubadoras.

A treta nesse novo Vampire é generalizada. Só pra começar, ser velho aqui virou passaporte para a tumba eterna. Os humanos finalmente acordaram e passaram a caçar os Cainitas (filhos de Cain, mais uma vez) mas dessa vez com o auxílio da arma humana mais temida pelos anciões, sim a informação. Com ela as principais agências de segurança globais, estatais ou particulares, começaram a trocar informações sobre o mundo Cainita e seus costumes. Com extrema crueldade, histeria e grandes perseguições os sanguessugas (antes reis da noite quase de maneira suprema) foram sendo lentamente exterminados. 

Após o assassinato ao vivo de um de seus maiores notáveis, a nobreza vampírica resolveu picar a mula, vazar na braquiara, do continente americano. Numa situação parecida com a das colônias norte americanas no século 17, o anarquismo tomou de conta do país, após a surpreendente debandada da Camarilla (a maior e mais organizada associação de vampiros) de volta ao Oriente. Nesse novo mundo, os novos vampiros (principalmente do século 19 e 20) são os novos donos da terra, e impõe suas novas leis (as vezes de maneiras escatológicas) com braço de ferro.

Só pra começar, o horror voltou. E com força. Se antes os vampiros eram criaturas super heróicas saídas dos romances de Anne Rice e com uma roupagem meio TVD, agora a coisa funciona meio no estilo Atividade Paranormal (que me perdoem mas uma série que restaurou o horror movie nos últimos anos), a fome é impossível de ser vencida (ao estilo Vampyr) e sempre será um problema para os Membros. A era dos Mutantes (quem lembrou de X-Men e Logan, pra ser mais claro) chegou aos vampiros, após séculos de incubação, a maldição vampírica mostrou que sim, Darwin estava certo. A fome que leva os vampiros a se separarem de suas frágeis naturezas humanas, vem para mostrar que todo o cuidado com a Máscara (o silêncio sobre a existência dos predadores cainitas) foi por água abaixo. 

Vampiros que são o que foram transformados pra ser…monstros.

Só pra entrar um pouco em sistemas de dados. A Fome é a principal estrela de V5. Apertados pelo fato de que ainda tentam não sucumbir a sua natureza ainda mais bestial, ou seja a sua Humanidade (que continua sendo um atributo importante), a fome agora se torna um problema ainda maior. Pra cada jogada de Disciplina (os poderes vampíricos) um cheque de Rouse é pedido, e isso também é feito no inicio de cada noite (dificuldade 6), falhou? Parabéns. Você ganha um nível de Fome (valores de 1 a 5) e tem de se virar nos 30 pra se alimentar o mais rápido que você puder (e não se esqueça da sua Humanidade) e agora com um nível de Fome a mais. Pode parecer pouco, mas imagina a alegria de um Narrador (o mestre que conduz a partida) ao saber disso. V5 encoraja os narradores a criar qualquer história da necessidade de fome dos jogadores, daí você já pode imaginar até onde o buraco pode levar a Alice…

Outra nova característica da nova edição são as Discrasias. Tudo por causa de um novo componente especial desse livro: a Ressonância. Em palavras claras, a Ressonância é o estado mental de uma vítima no momento da alimentação. Sim é possível atrair sangue apavorado (o mais comum), fantasioso (por ingestão de dorgas, baby), deprimido, colérico (sempre tem os que lutam pra não serem mordidos) e por ai vai. O problema é que a Ressonância altera a qualidade e traços do sangue e sim…vicia. O interessante disso (e monstruoso também) é que o vampiro ao notar que aquela pessoa produz aquela ressonância (que pode ser útil para ele conseguir um efeito sobre uma disciplina ou poder, por exemplo) é que o cainita poderá induzir a pessoa a aquele estado. Como? Bem trancando ela em algum porão escuro ao estilo Jogos Mortais (hey babe, I want to play a game), ou lavagem cerebral via afogamento ou drogas só pra dar um exemplo. O que cria um comportamento na vítima chamado Discrasia que é de longe a coisa mais escatológica de V5. É bom lembrar que ser um vampiro não é um passeio no parque e a WW recupera aqui brilhantemente essa tradição. É um jogo de horror pessoal baby, e se você não tem medo do sobrenatural, deveria ter.

O Mundo das Trevas, a base para a Quinta Edição

Outras coisas que são discutíveis em V5, são a adição de neo-nazis entre as fileiras, o papo aberto (aberto mesmo) sobre estupro, e o fortalecimento (por parte dos próprios editores) dessa natureza macabra dos vampiros. Apesar de tudo isso sim ainda é possível desenvolver amizades, porém como os anciões nessa edição saem de cena, sai a política e entra a luta contra a bestialidade crescente dentro dos próprios jogadores. É uma mudança radical de direção vista (para jogadores experientes) apenas na infame Third Edition que focava em monstros com ironia a beira do fim do mundo (o fim do milênio). Agora temos monstros fashion, com alma de ditadores, facínoras e reais psicopatas. A aproximação de sistemas macabros como Kult é muito bem vinda e sim pode trazer novos jogadores (provávelmente +18) e com certeza já acendeu o debate nas atuais comunidades de fãs inveterados que há muito tempo esperavam por noites mais brutais. E que esse grande sucesso seja trazido a terras tupiniquins o mais rápido possível. A caça aos humanos e a luta contra sua natureza bestial meus amigos…está só começando.

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Livros

OUTSIDER | O lado mais sombrio de Stephen King

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Imagem: Divulgação

Stephen King está perto de alcançar uma marca histórica e única ao se aproximar de seu 60º romance. Cada livro que o autor lança é um sucesso de vendas, seus livros vendem quantias invejáveis ​​e King possui uma base de fãs devota que quer sempre mais histórias que o autor é famoso por contar. Então fica a pergunta, como surpreender seus leitores e arrecadar novos?

Stephen King sabe exatamente como fazer ao dar aos fãs o que eles querem ao mesmo tempo que insere idéias sombrias em Outsider. Um romance criminal bem pesquisado e bem escrito em boa parte do livro. A história muda da graciosa narrativa em terceira pessoa de King para uma transcrição das declarações oficiais dos personagens principais envolvidos no caso.

A história começa com um assassinato brutal de uma criança, a princípio o principal suspeito é Terry Maitland, treinador de beisebol da escola local e o encarregado da investigação é o detetive Ralph Anderson. O detetive Anderson decide prender Terry Maitland devido as testemunhas e as provas de DNA encontradas no local do crime, ele acredita ter  certeza de que tem o homem certo nas mãos. Anderson está tão convencido e tão enfurecido com o que possivelmente Terry fez, que decide romper com o protocolo e prender o suspeito da maneira mais humilhante possível, na frente dos cidadãos de Flint City, cidade fictícia criada por King.

Enquanto o detetive Anderson e o promotor estadual acumulam suas evidências, eles são então apresentados a uma nova evidência irrefutável. Terry não tem apenas um álibi, ele foi filmado em uma palestra de Harlan Coben(escritor muito famoso de mistérios) em outra cidade na hora exata em que o assassinato aconteceu. O livro é repleto de referências, desde a outras obras do autor como  “O Iluminado” até referências a Donald Trump. “Easter eggs” a parte, o livro Outsider é um mistério genuinamente intrigante, que usa muito de suspense e ciência forense em suas páginas.

Considerando que o livro chega a quase 500 páginas, a história é muito bem traçada, a primeira metade do livro em particular apresenta uma reviravolta surpreendente. Os elementos sobrenaturais tomam conta da segunda metade e vemos o detetive Anderson lutar com a ideia de que o que ele está lidando pode não ter uma explicação racional, apesar disso o livro não consegue manter o mesmo ímpeto da primeira metade, quando vemos a introdução do verdadeiro vilão do livro que é muito mal explicado, mas isso é um pequeno que detalhe já que ainda há muito o que apreciar até o livro atingir seu clímax.

King explora o medo do desconhecido com grande maestria em Outsider, um thriller arrepiante que atrai os leitores para seu mundo sombrio e inquietante.

O livro Outsider é publicado aqui no Brasil pela editora Suma.

Pontuação de 0 a 5.

Nota 4.5


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Resenhas

VERONIKA DECIDE MORRER | Várias faces da loucura neste maravilhoso clássico de Paulo Coelho

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Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.

Veronika Decide Morrer conta a história de uma garota jovem e linda que aparentemente tinha uma vida perfeita porém, Ela não andava muito entusiasmada com a vida por diversos motivos que são descritos no decorrer dos capítulos dessa obra. Decidindo de uma vez por todas que era hora de acabar com sua vida, ela planeja o dia que irá morrer.

Para a infelicidade da jovem, o suicídio que tinha tudo para ser bem sucedido não aconteceu como foi planejado. Em seus planos Veronika vislumbrava uma morte rápida e sem dor, mais após alguns minutos de tomar os comprimidos escolhidos para alcançar a tão desejada morte a garota acorda em um sanatório.  

Villete era um sanatório recém-aberto na cidade, e um lugar onde jamais alguém havia fugido. Neste local Veronika irá lutar conta si mesma em meio de várias pessoas que deram entrada nesse lugar com diagnóstico de loucura, além de conhecer profundamente a história de algumas delas.

Este livro apesar do título sugerir que o assunto será a história de um suicídio, trás a temática sobre as diversas  doenças da mente como depressão, síndrome do pânico e outras deficiências, mostrando de forma detalhada a rotina cotidiana de um hospício. O renomado autor Paulo Coelho aborda o assunto de maneira bastante didática sobre a insanidade humana, que o leitor acaba se identificando com alguns aspectos da própria vida. “Será  possível que todos nós sejamos um pouco loucos?” 

A escrita é super envolvente, fluida e instiga bastante a curiosidade do leitor sobre qual será o final de cada personagem além de Veronika. A leitura nos trás muita fascinação ao tentarmos entender a loucura vendo pelo ângulo do “louco”.  

A obra foi publicada em 1998 pela editora Objetiva e relançada em 2017 pela Paralela, também houve uma adaptação para o cinema em 2009. O autor teve como inspiração para criar o livro ele mesmo após algumas internações psiquiátricas. 

Pontuação de 0 a 5

Nota 5

 


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