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AGATHA CHRISTIE: O MISTERIOSO CASO DE STYLES | Resenha da Viajante

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Queria compartilhar com vocês que estou lendo essa consagrada escritora de mistério na sequência em que ela lançou seus livros. Claro que, como fã de carteirinha, não posso deixar de citar que leio concomitantemente com o livro  “From My Heart”, que é a única biografia da autora escrita genuinamente em português pelo embaixador da nossa rainha do mistério no Brasil, o escritor Tito Prates.

Tive a honra de conhecê-lo em outubro passado, no Barueri Anime Fest. Onde inclusive, estarei presente neste ano também, com data marcada para os dias 29/10 e 30/10/17. O embaixador, e agora amigo, tem em sua casa, na cidade de São Paulo, um museu da Agatha e a maior coleção de seus livros no Brasil. Para os que amam esse gênero e a escritora, curtam a sua página oficial no Facebook Agatha Christie Brasil (https://www.facebook.com/groups/154978804593340/  e https://www.facebook.com/AgathaChristieBrasil/?ref=br_rs

Então vamos deixar de enrolação e falar de seu primeiro livro, The Mysterious Affair at Styles, de 1920 (O Misterioso Caso de Styles, com sua 1ª edição lançada no Brasil pela editora Edameris, em 1965). Este é o primeiro livro da autora e também o primeiro a contar com a participação do detetive belga Hercule Poirot, aqui ajudado por seu amigo, Capitão Hastings. O livro apresenta, ainda, o inspetor Japp, da Scotland Yard. Vale ressaltar que temos neste livro um Hercule muito arrogante e divertido, que foi delineado pela autora ao longo dos anos, ganhando esse “tipão” de arquétipo detetivesco, diferenciando-o em muito do nosso já conhecido na época, Sherlock Holmes, muito embora, sei que alguns discordarão de mim.

O romance é narrado em primeira pessoa, pelo Capitão Hastings, um personagem fantástico e muito inconstante sentimentalmente. Mas acalmem-se pois não é neste livro que ele conhece sua amada esposa. A história é ambientada em uma enorme e isolada casa de campo com alguns suspeitos, os quais escondem informações sobre suas próprias vidas. O livro inclui mapas da casa, bem como da cena do assassinato e uma parte do fragmento de um testamento. Há também uma boa quantidade de pistas falsas e mudanças surpreendentes na trama, e isso temos mesmo!

Enredo:

No meio da noite, os hóspedes da mansão Styles acordam assustados com o fato de que a rica proprietária da casa, Emily Inglethorp, passa aparentemente pelo que seria um ataque cardíaco com direito a acessos de convulsões, o que resulta no surgimento de nossa vítima. Para complicar tudo, as portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava tratar-se de morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Maneira pela qual a Nossa Alteza adorava usar em seus livros para assassinar suas vítimas indefesas (ou nem tão indefesas assim…). Todos os hóspedes da velha mansão, inclusive seu segundo esposo e seus enteados John e Lawrence, tinham motivos suficientemente bons para matar a Sra. Inglethorp, e nenhum deles possuía um álibi convincente.

Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot e seu fiel amigo Capitão Arthur Hastings, que fazem as suas estreias neste intrigante caso.

Vale ressaltar que o livro é escrito por uma mulher no início do século 20, época em que tínhamos pouca expressividade e menos ainda direitos. E ela sempre trazia personalidades femininas fortes e guerreiras para protagonizar suas aventuras. Agatha popularizou um novo gênero literário, em um período da história em que publicar mistério era quase uma “vergonha” para as editoras, que faziam selos novos para não publicar esses folhetins em sua marca principal.

Recomendo a leitura a todos os viajantes. Dou 4/5 timões para a obra.

 

Autora de A Senhora do Caos - A Viajante e o Dragão e coautora de Sociedade dos Corvos, com o conto Vida Perfeita. Nasci no Espírito Santo, mas vivo no interior paulista com minha família. Sou graduada em Pedagogia, atuo na área de administração de empresas, escritora e redatora do NerdTrip. Iniciei minha carreira literária publicando na plataforma de leitura online Wattpad e em 2016 lancei meu primeiro livro impresso. Com verdadeiro fascínio por histórias fantásticas, gibis, livros e pelo mundo nerd, sou jogadora assumida de RPG. Comecei a escrever por volta dos doze anos e convicta digo que os livros salvaram minha vida, tornaram-me um adulto mais completo e possibilitaram que obtivesse sucesso em minha carreira.

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V5 – VAMPIRE: THE MASQUERADE FIFTH EDITION | O aguardado e polêmico retorno de uma das maiores séries do RPG moderno

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Tire as crianças da sala.

Agora vamos falar sobre monstros, não sobre monstros da imaginação, mas sim monstros reais. É meus amigos hoje vamos falar a sério sobre vampiros, mais uma vez. Mas dessa vez trago a vocês (em primeira mão, antes até mesmo das revistas sobre RPG desse país) o retorno de um clássico. Vampire: The Masquerade – Fifth Edition ou V5 (Onyx Path/ “Paradox Entertainment”/ White Wolf, 2018, Role Playing Game ou “rpg de mesa”) traz o principal rpg dos anos 90 ao topo novamente, com a roupagem atual e fashion (haters please) das atuais séries americanas como The Vampire Diaries e por que não o odiado e amado, Crepúsculo (Twilight) e atuais encarnações da lenda dos sugadores de sangue.

Antes de qualquer coisa, Crepúsculo pode ser cruel? Sim, pode. O que V5 propõe é que o mundo que conhecemos não mudou, ficou pior. Apesar do estilo de games como Vampyr (menos Vampire Bloodlines dessa vez), temos criaturas monstruosas a ponto de torturarem suas vítimas, enclausurá-las e escondê-las do resto do mundo, que não, não assiste a tudo isso calado. O clima Constantine (a série com o loiro Matt) é total. O sobrenatural existe (lições aprendidas do ótimo Mundo das Trevas ou World of Darkness, o livro-de-regras da 4ª edição) mas uma pessoa comum, com certeza não vai querer se aproximar dele.

Vampiros fashion. E desalmados.

A mente pensante por trás da nova edição de Vampire vem pra variar, do frio. Com a queda do antigo Lobo Branco, assume a capitania a Onyx Path (laranja da Paradox Entertainment, de Mount and Blade e Pillars of Eternity, entre outros grandes sucessos dos rpgs eletrônicos), o sueco Martin Ericsson é o cabeça-mor desse novo pontapé dessa nova e restaurada White Wolf que ressurge das cinzas. Aproveitando a deixa dada por cabeças como Mark Rein Hagen e Stewart Wieck, Ericsson recria o Mundo das Trevas, adaptando a uma era de caos, incerteza, crueldade (principalmente por trás de um pano bonito) e pretenso glamour.

Imagens fortes. E muito pertubadoras.

A treta nesse novo Vampire é generalizada. Só pra começar, ser velho aqui virou passaporte para a tumba eterna. Os humanos finalmente acordaram e passaram a caçar os Cainitas (filhos de Cain, mais uma vez) mas dessa vez com o auxílio da arma humana mais temida pelos anciões, sim a informação. Com ela as principais agências de segurança globais, estatais ou particulares, começaram a trocar informações sobre o mundo Cainita e seus costumes. Com extrema crueldade, histeria e grandes perseguições os sanguessugas (antes reis da noite quase de maneira suprema) foram sendo lentamente exterminados. 

Após o assassinato ao vivo de um de seus maiores notáveis, a nobreza vampírica resolveu picar a mula, vazar na braquiara, do continente americano. Numa situação parecida com a das colônias norte americanas no século 17, o anarquismo tomou de conta do país, após a surpreendente debandada da Camarilla (a maior e mais organizada associação de vampiros) de volta ao Oriente. Nesse novo mundo, os novos vampiros (principalmente do século 19 e 20) são os novos donos da terra, e impõe suas novas leis (as vezes de maneiras escatológicas) com braço de ferro.

Só pra começar, o horror voltou. E com força. Se antes os vampiros eram criaturas super heróicas saídas dos romances de Anne Rice e com uma roupagem meio TVD, agora a coisa funciona meio no estilo Atividade Paranormal (que me perdoem mas uma série que restaurou o horror movie nos últimos anos), a fome é impossível de ser vencida (ao estilo Vampyr) e sempre será um problema para os Membros. A era dos Mutantes (quem lembrou de X-Men e Logan, pra ser mais claro) chegou aos vampiros, após séculos de incubação, a maldição vampírica mostrou que sim, Darwin estava certo. A fome que leva os vampiros a se separarem de suas frágeis naturezas humanas, vem para mostrar que todo o cuidado com a Máscara (o silêncio sobre a existência dos predadores cainitas) foi por água abaixo. 

Vampiros que são o que foram transformados pra ser…monstros.

Só pra entrar um pouco em sistemas de dados. A Fome é a principal estrela de V5. Apertados pelo fato de que ainda tentam não sucumbir a sua natureza ainda mais bestial, ou seja a sua Humanidade (que continua sendo um atributo importante), a fome agora se torna um problema ainda maior. Pra cada jogada de Disciplina (os poderes vampíricos) um cheque de Rouse é pedido, e isso também é feito no inicio de cada noite (dificuldade 6), falhou? Parabéns. Você ganha um nível de Fome (valores de 1 a 5) e tem de se virar nos 30 pra se alimentar o mais rápido que você puder (e não se esqueça da sua Humanidade) e agora com um nível de Fome a mais. Pode parecer pouco, mas imagina a alegria de um Narrador (o mestre que conduz a partida) ao saber disso. V5 encoraja os narradores a criar qualquer história da necessidade de fome dos jogadores, daí você já pode imaginar até onde o buraco pode levar a Alice…

Outra nova característica da nova edição são as Discrasias. Tudo por causa de um novo componente especial desse livro: a Ressonância. Em palavras claras, a Ressonância é o estado mental de uma vítima no momento da alimentação. Sim é possível atrair sangue apavorado (o mais comum), fantasioso (por ingestão de dorgas, baby), deprimido, colérico (sempre tem os que lutam pra não serem mordidos) e por ai vai. O problema é que a Ressonância altera a qualidade e traços do sangue e sim…vicia. O interessante disso (e monstruoso também) é que o vampiro ao notar que aquela pessoa produz aquela ressonância (que pode ser útil para ele conseguir um efeito sobre uma disciplina ou poder, por exemplo) é que o cainita poderá induzir a pessoa a aquele estado. Como? Bem trancando ela em algum porão escuro ao estilo Jogos Mortais (hey babe, I want to play a game), ou lavagem cerebral via afogamento ou drogas só pra dar um exemplo. O que cria um comportamento na vítima chamado Discrasia que é de longe a coisa mais escatológica de V5. É bom lembrar que ser um vampiro não é um passeio no parque e a WW recupera aqui brilhantemente essa tradição. É um jogo de horror pessoal baby, e se você não tem medo do sobrenatural, deveria ter.

O Mundo das Trevas, a base para a Quinta Edição

Outras coisas que são discutíveis em V5, são a adição de neo-nazis entre as fileiras, o papo aberto (aberto mesmo) sobre estupro, e o fortalecimento (por parte dos próprios editores) dessa natureza macabra dos vampiros. Apesar de tudo isso sim ainda é possível desenvolver amizades, porém como os anciões nessa edição saem de cena, sai a política e entra a luta contra a bestialidade crescente dentro dos próprios jogadores. É uma mudança radical de direção vista (para jogadores experientes) apenas na infame Third Edition que focava em monstros com ironia a beira do fim do mundo (o fim do milênio). Agora temos monstros fashion, com alma de ditadores, facínoras e reais psicopatas. A aproximação de sistemas macabros como Kult é muito bem vinda e sim pode trazer novos jogadores (provávelmente +18) e com certeza já acendeu o debate nas atuais comunidades de fãs inveterados que há muito tempo esperavam por noites mais brutais. E que esse grande sucesso seja trazido a terras tupiniquins o mais rápido possível. A caça aos humanos e a luta contra sua natureza bestial meus amigos…está só começando.

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VERONIKA DECIDE MORRER | Várias faces da loucura neste maravilhoso clássico de Paulo Coelho

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Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.

Veronika Decide Morrer conta a história de uma garota jovem e linda que aparentemente tinha uma vida perfeita porém, Ela não andava muito entusiasmada com a vida por diversos motivos que são descritos no decorrer dos capítulos dessa obra. Decidindo de uma vez por todas que era hora de acabar com sua vida, ela planeja o dia que irá morrer.

Para a infelicidade da jovem, o suicídio que tinha tudo para ser bem sucedido não aconteceu como foi planejado. Em seus planos Veronika vislumbrava uma morte rápida e sem dor, mais após alguns minutos de tomar os comprimidos escolhidos para alcançar a tão desejada morte a garota acorda em um sanatório.  

Villete era um sanatório recém-aberto na cidade, e um lugar onde jamais alguém havia fugido. Neste local Veronika irá lutar conta si mesma em meio de várias pessoas que deram entrada nesse lugar com diagnóstico de loucura, além de conhecer profundamente a história de algumas delas.

Este livro apesar do título sugerir que o assunto será a história de um suicídio, trás a temática sobre as diversas  doenças da mente como depressão, síndrome do pânico e outras deficiências, mostrando de forma detalhada a rotina cotidiana de um hospício. O renomado autor Paulo Coelho aborda o assunto de maneira bastante didática sobre a insanidade humana, que o leitor acaba se identificando com alguns aspectos da própria vida. “Será  possível que todos nós sejamos um pouco loucos?” 

A escrita é super envolvente, fluida e instiga bastante a curiosidade do leitor sobre qual será o final de cada personagem além de Veronika. A leitura nos trás muita fascinação ao tentarmos entender a loucura vendo pelo ângulo do “louco”.  

A obra foi publicada em 1998 pela editora Objetiva e relançada em 2017 pela Paralela, também houve uma adaptação para o cinema em 2009. O autor teve como inspiração para criar o livro ele mesmo após algumas internações psiquiátricas. 

Pontuação de 0 a 5

Nota 5

 


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O DIÁRIO DE JOHN WINCHESTER | A Bíblia dos irmãos caçadores da série Supernatural – Resenha da Viajante!

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Quem acompanha a série Supernatural com certeza já estão familiarizados com o diário que os irmãos Winchester sempre consultam nas primeiras temporadas pra saber mais como derrotar ou conhecer melhor sobre os demônios que estão lidando no momento.

O Diário de John Winchester é uma réplica do diário original usado na série. A obra conta com detalhes a caçada interminável do pai dos Hunters ao demônio responsável pelo assassinato de sua esposa, a mesma morreu queimada sobre o teto da casa misteriosamente no quarto do seu filho caçula quando era ainda um bebê. O viúvo começa sua jornada em busca de vingança, o seu alvo é o demônio do olho amarelo.

Ao aprofundar-se nesse mundo sombrio, John vai conhecer um universo de maldades sobrenaturais de todos os tipos, a origem deles, as lendas contadas através dos tempos e obtendo o conhecimento de como derrotar as forças demoníacas através de rituais bem macabros. Toda sua experiência é detalhadamente contada nas linhas de seu diário.   

A obra é super interessante pra quem é fã da série como eu, pois podemos ter um vislumbre do que se passava na cabeça de John, sua relação com Sam e Dean antes de deixa-los, e também sobre a infância dos irmãos Winchester mais a fundo, pois na série é contada com flashes curtos de maneira muito rasa.

Sinopse:

Baseado na série de TV Supernatural, “O Diário de John Winchester” é a reprodução fiel do livro-chave consultado pelos irmãos Dean e Sam Winchester nos episódios. Nele estão reunidos os muitos segredos colecionados por John para enfrentar a saga da família: ameaças sobrenaturais, demônios, fantasmas, espíritos, bruxas e vampiros estão minuciosamente descritos e detalhados nas centenas de ilustrações do Diário. Lançado com enorme sucesso em vários países, a tradução brasileira foi feita com cuidadosa pesquisa do universo sobrenatural. 

Essa obra foi lançada no ano de 2009 pela editora Gryphus e foi escrita pelo autor Alex Irvino.  O livro é Ilustrado e conta com um total de 218 páginas todas envelhecidas para que os leitores cheguem mais perto da semelhança com o original.  

Nota para o livro: 5/5  

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