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LOGAN | Crítica sem spoilers

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É com bastante alegria que finalmente podemos dizer: A FOX APRENDEU.

Depois de amargar inúmeros fracassos como: X-Men: O Confronto final, X-Men Origens: Wolverine, Wolverine Imortal, Dias de um Futuro Esquecido, e mais recentemente X-Men Apocalipse, entre outros, a Fox já não sabia mais como fazer um filme dos Mutantes que agradasse ao público, a critica e tivesse um retorno nas bilheterias que fizesse justiça aos “Filhos do Átomo”.

Até que ano passado, com uma proposta totalmente inovadora, produziu o mega sucesso DEADPOOL, que além de ser, praticamente uma unanimidade entre os fãs, obteve uma bilheteria mundial de US$775 Milhões de Dólares e deu o pontapé inicial para uma nova era do estúdio.

Encontrando seu caminho nos filmes mais adultos e com roteiros mais elaborados, a 20th Century Fox produz pelas mãos de James Mangold o melhor filme da franquia X-Men, um dos melhores filmes de heróis e talvez um dos melhores filmes do estúdio dos últimos tempos.

“LOGAN”, escrito por Michael Green, Scott Frank e pelo diretor James Mangold, tem pouco da Historia em Quadrinhos “Velho Logan”, até mesmo porque, vários personagens dos Comics, como o Gavião Arqueiro e o Hulk, não poderiam ser usados pelo estúdio por conta dos direitos dos personagens. Contudo, em nenhum momento isso faz falta, já que o longa desde o inicio, pega o espectador e o joga em meio a uma ótima trama, com incríveis personagens e com um roteiro eficiente, bem amarrado e emocionante.

James Mangold, que dirigiu o péssimo Wolverine Imortal, tem a chance de se redimir e faz isso com louvor, além de ter contribuído para o excelente roteiro, o diretor mostra todo seu talento extraindo o melhor de seus atores (produzindo cenas emocionantes e diálogos memoráveis) e criando cenas de ação de tirar o fôlego (finalmente podemos ver o “Velho Canadense” lutando como deveria, selvagem, brutal e extremamente feroz).

Na trama que se passa em 2029, mostra um Logan “quebrado”, cansado e que já não tem um fator de cura tão eficiente quanto no passado, fazendo com que o abuso do álcool, a idade e o tempo deixem marcas profundas no combalido Wolverine.

Devido a um desastroso incidente no condado de Westchester, em Nova York, que levou a morte de vários civis e alguns mutantes, os X-Men não existem mais e cabe ao mais rebelde dos alunos de Xavier, cuidar do envelhecido Professor “X”.

Trabalhando como motorista (pequena referência a “Velho Logan”), Wolverine tenta sobreviver aos novos tempos contando com a ajuda de “Caliban”(vivido de forma impecável por Stephen Merchant) para cuidar de um doente Charles Xavier, que com mais de 90 anos, sofre de problemas comuns a homens desta idade. O grande problema é que o maior telepata da terra é um dos mutantes mais poderosos do universo Marvel e se transforma em uma verdadeira “bomba relógio”, já que sua mente senil apresenta problemas como “Alzheimer” entre outros.

Em meio a esse cenário tenso e desgastado, somos apresentados a “X23”, uma garotinha chamada Laura, que apresenta capacidades similares as de Logan e está sendo perseguida pelo Cyborg  Donald Pierce (vivido por Boyd Holbrook), cabe então ao “velho” Logan e ao instável Professor “X” reviverem os tempos de glória dos X-Men’s, fazendo o que eles sabem fazer melhor.

As atuações são um dos principais pontos do longa, Hugh Jackman constrói sua melhor performance de Wolverine, conseguindo ser bruto, selvagem, mal humorado, beberrão, mas ao mesmo tempo mostrando sentimentos familiares, paternos e resquícios de sua honra de samurai. Se a academia de Hollywood não fosse tão conservadora, poderíamos esperar uma indicação de melhor ator para Jackman que está maravilhoso em todas as cenas e se despede do personagem de forma única e verdadeira, deixando um sentimento de dever cumprido e consolidando sua perfeita encarnação do amado “Carcaju”.

Patrick Stewart, mostra toda sua versatilidade construindo um Xavier como nunca tínhamos visto, amargurado, melancólico, doente, mas que em vários momentos, nós dá nuances da versão clássica do tutor dos X-Men’s mais um injustiçado pela academia que também mereceria uma indicação de melhor ator coadjuvante, tamanha é sua entrega ao longa.

Quando temos os dois pioneiros da franquia “X” em cena, presenciamos uma troca que só se concretiza quando temos dois ótimos atores que se conhecem mutuamente e estão muito confortáveis em seus papeis. O relacionamento de Logan e Xavier ao longo do filme consegue transmitir a essência dos “X-Men’s” de forma impecável e produzir diálogos maravilhosos, ora como Pai e filho, ora como Professor e aluno.

Mas um dos espetáculos a parte, é a jovem atriz Dafne Keen,no papel de Laura/X23, a capacidade de atuação da pequena “notável” é impressionante, com apenas 11 anos de idade, Dafne constrói sua personagem de forma sólida, tendo como ferramentas apenas sua ótima consciência corporal e suas marcantes expressões faciais. Para ontem um filme solo com a personagem e certamente é o que a Fox tem em mente.

James Mangold ainda dá um show nas cenas de ação muito bem coreografadas, onde finalmente podemos constatar o estrago que garras de adamantium podem fazer em carne humana, produzindo cenas de total selvageria, tanto do velho Logan, quanto da explosiva X23.

Um grande filme, que a exemplo de Vingadores, Cavaleiro das Trevas, Guardiões da Galáxia e Watchmen, elevam a brincadeira a outro patamar, entrando para o seleto grupo de excelentes filmes de “quadrinhos” e contribuindo de forma efetiva para a valorização do gênero.

Que venha a nova versão dos X-Men, pois a Fox deixou bem claro que aprendeu com seus erros e demonstra que iremos nos surpreender de forma positiva com as próximas produções do estúdio.

NOTA:

 

Giovanni Giugni (Don Giovanni) é o exército de um homem só, por trás da "Casa das Ideias Nerd". Teve a felicidade de ter como primeiras experiências cinematográficas, filmes do calibre de "Superman" de 1978 e "O Império Contra-ataca". Destemido desenhista e intrépido apaixonado por "Super-heróis", vive disfarçado como um pacato Professor de musculação.

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BATMAN: O RETORNO | Crítica sem spoilers

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Quando as pessoas começam a gritar pelo retorno ao passado, é por que alguma coisa está errada. Por mais que a DC hoje tenha a supremacia completa nos quadrinhos (e tem), os filmes infelizmente não seguem a mesma linha, a cinebiografia de seus heróis é cheia de altos e baixos (veja os filmes do Superman antigos e atuais e infelizmente…do Batman).

Burton, o visionário

Para ir direto ao assunto, pegue a última trilogia do herói feita por ninguém menos que Christian Nolan (filmes não faltam para definir o cara como O Grande Truque, Amnésia e A Origem), foi apresentada uma nova visão do morcego, real, sem subterfúgios, um detetive mascarado que usa o pânico e artimanhas de um ninja (como o teatro, intriga e ilusão) para aterrorizar os bandidos e combater o crime. Em Batman Begins (e em todos os jogos da série Arkham), esse Batman foi mostrado ao público.

Mas depois que a trilogia de sucesso saiu de cena, e a atual DC sob o comando do esforçado Zack Snyder (mas apenas esforçado) tentou estabelecer um novo parâmetro para o Morcego. Sai a teatralidade, entra um Batman mais truculento (e que parece um lutador de UFC) e mais violento (não como o Justiceiro, mas perto) que chega até a peitar o Superman (e vencer, o que é mais paradoxal), sim eu reconheço que ele fez um filme épico. Mas a nova base é cheia de falhas e por isso logicamente muitos fãs resolveram se alinhar ao passado. Nada mais lógico claro, mas o incrível é ver que esse passado é o de 20 ou mais anos atrás.

Cenas que o tempo não apaga

Batman Returns (Batman, O Retorno, Warner, 1992) foi um filme que trouxe como o primeiro e antológico filme da série (Batman, com Jack Nicholson) o que os fãs queriam ver. Uma Gotham teatral, gótica, sombria (mas mesmo assim com apelo estético), grandes atores (que se tornou a marca da série) e vilões fantásticos. Só pra começar a falar sobre o enredo, que é simples mas totalmente objetivo, o filme foi feito pelo grande Tim Burton (um diretor que nem sempre acerta, mas quando acerta, sai de baixo) que empreendeu a sua Gotham e ao seu Morcego, o visual das histórias dos anos 80 e 90, tudo com muito saudosismo (mas sem entrar no non-sense do cruzado de capa dos anos 60).

Para segurar o caneco dessa tarefa, Burton recrutou o cara mais improvável, um comediante stand-up. Sim vamos dizer que se Danilo Gentili fosse recrutado, do tipo “você vai ser o Batman”. Na ocasião do primeiro filme o cargo caiu em um mestre do humor inglês da nova geração, o talentoso (e foda) Michael Keaton. Keaton como o morcego foi muito criticado no primeiro momento (assim como essa gatinha que tá fazendo a Lara Croft por exemplo), mas com humor inglês e brilhantismo, conseguiu mesmo não sendo uma fortaleza de músculos ser considerado como o melhor Batman por críticos e mais críticos e boa parte do público. Até hoje.

Batman Returns conta a história do Pinguim (também antologicamente interpretado pelo gordinho Danny De Vito) e como ele, um monstro que se criou sozinho (lembrando até o lendário Solomon Grundy), que domina o submundo da cidade ganha uma nova chance através de um magnata em ascensão (o fodástico Christopher Walken como Max Shreck) na cidade de Gotham e como suas ações que envolvem (pra variar) a máfia e a política começam a sacudir a cidade como um todo, incluindo novos jogadores nesse jogo como a Mulher Gato (simplesmente Michelle Pfeiffer, definindo pra sempre a personagem) e trazendo ainda mais problemas para o Morcego.

O filme foi um sucesso, atingiu 80 milhões de caixa (até os dias atuais), e reforçou tudo que havia sido feito no estrondoso primeiro filme da série. Também catapultou ainda mais para o alto as carreiras de todos os envolvidos no longa, até hoje considerado o melhor filme envolvendo o universo de Batman (e meu favorito junto com Batman Begins), a trilha sonora composta pelo gênio Danny Elfman foi repetida em sua melhor versão animada (Batman – The Animated Series, também dos anos 90, base atual pra TODAS as animações da DC, inclusive a Liga). Os visuais góticos, e equipamentos como o Batmóvel são usados nos filmes até hoje. Isso fora o lendário cinto de utilidades e todas as engenhoqueiras do morcego.

Só para terminar e por ponto final na matéria. Recentemente Keaton foi perguntado se voltaria a interpretar o persoangem, e ele afirmou que apenas o faria se fosse com um retorno de Tim Burton a direção do personagem, Foi Tim que começou com a idéia de super-herói sombrio. Eu não continuei quando Joel Schumacher assumiu pois o projeto não era bom, tentei fazê-los entender que era um personagem anbiguo, mas ouvi “Tem mesmo que ser tão sombrio?”, e isso me fez recusar a proposta

Agora fique com o trailer original do filme de 1992.

 

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THE ORVILLE | Command Performance – Crítica do 2º Episódio

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E o segundo episódio de “The Orville” chega para reforçar as palavras de seu criador  Seth MacFarlane de que a série não é uma paródia pastelão de “Star Trek”. Muito pelo contrário, é uma homenagem na forma de um show de ficção científica nos mesmos moldes da série que serviu de inspiração, com um toque de humor sarcástico.

No episódio “Command Performance” somos apresentados ao tema de abertura que é muito semelhante ao de “Star Trek: Voyager” onde a U.S.S. Orville singra o espaço, passando por singularidades e fenômenos astronômicos enquanto os nomes dos atores aparecem um a um nos cantos da tela junto com o nome do respectivo personagem.

MacFarlane também sugere que “The Orville” seguirá o mesmo modelo das séries de “Star Trek” onde cada episódio foca em um ou dois personagens ditos “secundários” da tripulação da espaçonave, sendo que a trama do mesmo gira em torno da personalidade, qualidades e defeitos desse escolhido e de suas ações. Ao cabo de uma temporada, talvez menos, o espectador está bem familiarizado com todos eles que acabam se tornando tão importantes e queridos (ou odiados) quanto a dita dupla de “protagonistas”, no caso o capitão “Ed Mercer” (o próprio MacFarlane) e sua imediata e ex-esposa “Kelly Grayson” (Adrianne Palicki).

O uso dos sintetizadores, aparelhos comuns em Star Trek, também foi introduzido, porém utilizado de maneira, digamos, menos nobre e mais mundana, como para produzir maconha (aparentemente legalizada daqui 400 anos) e tequila em pleno horário de expediente.

As piadas, é claro, continuam presentes, mas sem exageros e sem “pastelão”. Porém, nesse segundo episódio, percebemos que MacFarlane não deixou de lado seu costume de fazer muitas homenagens ao universo pop/nerd, afinal, o rapaz não é só “trekker” de carteirinha, mas um verdadeiro nerd. “Dora a Aventureira”, “Caco, o Sapo” e “Obi-wan Kennobi” além de Elvis Presley foram alguns dos referenciados da vez.

Os convidados especiais também chamam a atenção. Para dirigir “Command Performance”, o diretor convidado foi  Robert Duncan McNeill, velho conhecido dos “trekkers” por ter interpretado o piloto “Tom Paris” da nave “Voyager” de “Star Trek: Voyager” durante as 7 temporadas da mesma. O ator Jeffrey Michael Tambor, o “Sid Garner” dos filmes da franquia “Se beber não case” e a atriz Holland Taylor, conhecida pelo papel de “Evelyn Harper” a megera mãe dos irmãos Harper na série “Two and a half men” interpretaram como convidados o casal de pais do capitão Mercer que o constrangem na frente de sua tripulação  através da tela de comunicações da nave.

Alara Kitan

A personagem “Alara Kitan” (Halston Sage), a jovem e inexperiente, porém superforte, chefe de segurança da nave é o destaque do episódio. Após o capitão e sua imediata serem sequestrados por uma raça alienígena para serem exibidos em uma espécie de zoológico alienígena e com o segundo imediato afastado de suas funções para chocar um ovo, Alara é obrigada a assumir o comando da Orville e por consequência tomar difíceis decisões como a de obedecer ou não as ordens diretas de um almirante da frota.

O segundo oficial Bortus (Peter Macon) afastado de suas funções para chocar um ovo.

O episódio é ao mesmo tempo engraçado e empolgante. Repito o que disse na crítica do piloto: Em muitos momentos esquecemos que se trata de uma série cômica e temos a impressão de estar assistindo sim, a um episódio de alguma das séries da franquia Star Trek.

 

Além disso, “Command Performance deixa um curioso gancho que atrai sem dúvidas nenhuma o espectador para o próximo. Diante de tudo isso, mantenho minha classificação da semana passada:

 

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NARCOS | 3° temporada impecável! Crítica sem spoiler

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Narcos, a série original da Netflix baseada em fatos reais que conta a história dos poderosos cartéis colombianos, do tráfico e do rastro de violência causada por eles chega em sua 3° temporada recheada de incógnitas, já que perdeu seus principais nomes (Wagner Moura como Pablo Escobar e Boyd Holbrook como o agente da D.E.A. Steve Murphy).

As duas temporadas anteriores foram bem ambientadas e estruturadas, a boa narrativa somada ao bom elenco, transformaram a série em um dos principais carros chefes do serviço de streaming, fazendo de Wagner Moura um nome mais conhecido e respeitado no cenário internacional.

A terceira temporada se reiventa e nos oferece um roteiro perfeito que nos sequestra a atenção desde o princípio. A série recomeça quase do zero, na narração agora está o agente Javier Peña (Pedro Pascal), que tem como alvo o Cartel de Cali.

A história flui, não se arrasta e seus 10 episódios não pesam e nem cansam, e uma coisa que se destaca muito nessa última temporada é que somos levados a nos preocupar e nos importar com vários personagens.

Ficamos apreensivos e na ponta do pé à medida que a história vai se afunilando, uma coisa é certa, essa não é uma série para se assistir e relaxar, muito pelo contrário.

O arco se inicia e se fecha nesse último ano, o que é plausível pois temos a impressão que esse foi um dos poucos erros das temporadas anteriores. As tramas não são muitas, fazendo com que tudo seja concentrado em poucos núcleos e muito bem resolvidos.

Um personagem que quase rouba nossa atenção totalmente é Jorge Salcedo (Matias Varela). Somos submetidos a altos níveis de aflição por ele e sua família, já que o roteiro nos compromete com esse competente coadjuvante que beira o protagonismo.

As cenas de ação e violência continuam presentes, e o jogo de gato e rato tão característico até aqui é ainda mais intensificado, nos deixando em suspense diversas vezes.

Narcos, uma série corajosa ao se desapergar de seus grandes feitos e nos oferecer outros ainda maiores que foi essa impecável 3° temporada, lembrando que a 4° temporada já nos está garantida.

Nota para a temporada: 5 / 5

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