Críticas

LOVE | Crítica da 2ª temporada da série

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Hoje vamos falar sobre a série Love, que teve sua segunda temporada lançada há alguns dias pela Netflix e inclusive já está com a terceira temporada confirmada. Tentarei evitar ao máximo spoilers, mas é inevitável que um ou outro apareça.

A 2ª temporada de Love, que é criada por Judd Appatow (Ligeiramente Grávidos, O Virgem de 40 anos), Paul Rust (Eu te amo, Beth Cooper, Bastardos Inglórios) e Lesley Arfin (Girls, Brooklyn 9-9), mostra mais a fundo a relação entre Mickey (Gillian Jacobs) e Gus (Paul Rust), e também traz um olhar mais próximo aos demais personagens da série.

A trama retorna do exato ponto onde terminamos na primeira temporada, no estacionamento onde Mickey vai anunciar a Gus que é viciada em “Amor e Sexo” e quer ficar um ano sem relacionamentos, mas que quer continuar amiga de Gus e, quem sabe, tentar algo com ele após esse período.

Essa nova temporada explora mais, e de forma eficaz, alguns dos personagens secundários apresentados na primeira temporada. Em destaque temos a colega de quarto de Mickey, Bertie (Claudia O’Doherty), que começa a namorar um dos amigos de Gus, Randy (Mike Mitchell), dividindo as atenções dos expectadores entre esses dois casais.

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Outro personagem secundário que ganha mais destaque nessa nova temporada é Chris (Chris Witcomoke). Também vemos a mudança de rumo da trama, com alguns secundários deixando de aparecer tanto, como os produtores da série Witchita, onde Gus trabalha, e também o Dr. Greg (Brett Gelman), que perde um pouco de tempo de tela.

Mas no geral, essas mudanças tornaram a série mais fluida, uma vez que tivemos espaço para um maior desenvolvimento de personagens com potencial. Vemos como o relacionamento de Bertie e Randy faz um contraponto com Mickey e Gus. Enquanto o primeiro já avança rapidamente e logo engata um namoro, os dois protagonistas do seriado fazem um caminho contrário, tomando cada decisão de forma lenta e gradual.

A série traz a cada episódio, roteiro e diálogos muito bem elaborados, sendo notável a grande química nas cenas entre os protagonistas, Gus e Mickey.

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Seus relacionamentos pessoais e profissionais são desenvolvidos de forma eficaz e sem dar muitas voltas. Vemos Mickey progredir em seu trabalho, enquanto Gus continua tutelando a jovem atriz Arya (Iris Apatow), e novamente deixa escapar, de forma bastante inocente, outra boa oportunidade de se tornar roteirista.

Love nos mostra uma comédia romântica em sua 1ª temporada, que acaba por se tornar um drama romântico com alguns momentos cômicos nessa 2ª temporada.

Enquanto na 1ª temporada temos um olhar mais acentuado para Mickey e seus aparentes defeitos, mostrando o personagem Gus como o típico nerd, que se apaixona pela moça bonita e com problemas, e que é aquele carinha romântico que está lá para apoiá-la, nessa temporada Gus é mais desenvolvido, mostrando-se controlador e inseguro.

O que mais gosto em Love, é que nos mostra um relacionamento mais real, onde vemos de fato que as pessoas não são perfeitas e que seus relacionamentos também não são, onde as pessoas tomam decisões certas e também erradas, na maioria das vezes (não é mesmo Mickey!!!).

Como na 1ª temporada, essa também termina engatilhada para a próxima, que como falei no início do texto, já foi confirmada pela Netflix, e confesso que estou ansioso para descobrir o que acontecerá com Gus, Mickey, Bertie, Randy, Chris e companhia.

Nota: 


 

Sobre o autor

William Peloso

Sou redator, gamer, leitor convicto, em minha biblioteca possuo inúmeros livros. Gosto de games clássicos e novos, sejam eletrônicos ou até mesmo de tabuleiro. Assisto filmes e séries repetidamente e sempre me divirto como se estivesse vendo pela primeira vez. Grande fã de Harry Potter e também da Marvel e DC, sem esquecer é claro de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco.

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