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Críticas

MARVEL AGENTS OF SHIELD | 4º Temporada – Crítica do Viajante

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Salve, salve viajantes nerds!

Marvel Agents of Shield é uma série de TV produzida pelos estúdios da Marvel e exibida pela rede ABC desde 2013. Confesso que, quando estreou, achei fraca e imaginei que não duraria muitas temporadas. Porém, o programa veio evoluindo temporada a temporada, culminando nesta última que posso dizer, sem a menor dúvida, que foi de tirar o fôlego.

A proposta da série é mostrar o dia a dia da equipe principal da agência governamental fictícia “SHIELD”- um orgão paramilitar cujo objetivo é manter a segurança mundial.

A 4º temporada já chegou introduzindo logo no primeiro episódio o personagem “Motorista Fantasma” (Gabriel Luna). Isso fez com que muitos fãs conservadores torcessem o nariz por não ser o “Motoqueiro Fantasma” original “Johnny Blaze”, e sim “Robbie Reyes” que também existe nos HQs, porém pilota um carro e não uma moto. Os marvetes xiitas alegavam que a temática mística do personagem não combinava absolutamente com a temática mais tecnológica e “paramilitar” da Shield. Também achavam que os orçamentos mais modestos destinados a programas de TV deixariam a desejar no que diz respeito aos efeitos especiais necessários para dar vida ao personagem e seu crânio flamejante.

Motorista Fantasma

Enganaram-se duplamente, através do “Motorista Fantasma” e do livro místico “Darkhold”, os roteiristas da série introduziram as questões místicas no universo de “Marvel Agents of Shield” (que é compartilhada com o universo dos cinemas) de maneira sutil e convincente que, em minha opinião, ficou até melhor do que no fraco filme “Doutor Estranho”. A equipe de agentes liderada por Phil Coulson (Clark Gregg) lidou com esse novo elemento de forma tão natural, que não causou estranheza a quem costuma acompanhar os HQs e nem ficou fora de lugar dentro do enredo muito bem amarrado. E o CGI apresentado para o “Motorista Fantasma” foi até melhor do que aquele usado nos dois longas para o cinema que foram estrelados por Nicolas Cage.

Após o hiato de meio de temporada, o personagem do “Motorista Fantasma” foi posto de lado e a trama entrou em outro arco, onde por causa da personagem “Aida” (Mallory Jansen), uma andróide, os agentes acabaram indo parar em uma realidade virtual, em que a organização antagonista da Shield, a “Hydra”, havia dominado o mundo. No “Framework”, nome dado ao programa onde essa realidade estava inserida, os agentes de Coulson faziam a “resistência” ao regime ditatorial. O nome e o logo do programa mudaram temporariamente para “Agents of Hydra” numa bela jogada de marketing.

A trama foi muito bem amarrada, com destaque para o personagem “Leopold Fitz”, muito bem interpretado pelo ator Iain De Caestecker, que tem sua memória apagada

Leopold Fitz, o número 2 da Hydra

(assim como quase todos os agentes) e acaba por se tornar o número 2 da “Hydra”, ao lado de “Aida”, que assume a identidade de “Madame Hydra” – a grande comandante da organização. Caestecker consegue ser tão convincente no papel de vilão sanguinário quanto no de cientista tímido que fazia antes do “Framework”.

A temporada, apesar de ter 22 episódios, não se torna cansativa em momento algum. Não há “encheção de linguiça” como costuma haver em séries com temporadas mais longas. Os episódios são ágeis e sempre deixam ganchos que deixam os espectadores ansiosos pelo próximo. Quem não assistiu à série e pretende “maratoná-la” de uma só vez, não precisa se preocupar com o risco de ficar entediado. Isso não ocorrerá. Nem os problemas sentimentais ou românticos tiram o foco da narrativa ou se tornam aborrecidos. Pelo contrário, são tão bem introduzidos na história, que mesmo motes como a relação do agente Alphonso “Mack” Mackenzie com sua filha no “Framework” e a indecisão sobre sair ou não daquela realidade virtual ao saber que a criança já está morta há tempos na verdadeira realidade, não se tornam pedantes.

E para completar, a 4º temporada se fecha com um eletrizante episódio, que conta com o retorno triunfante do “Motorista Fantasma” que poderia muito bem ser o final da série, se não tivéssemos tido um gancho fantástico, daqueles de “explodir nossas cabeças” para a 5º temporada.

Lembro-me que, ao assistir ao último episódio da 4º temporada de “Breaking Bad”, e ao saber que haveria uma 5º, imaginei que provavelmente estragariam a série, pois a 4º temporada havia fechado muito bem a história toda que eu acompanhava desde o episódio piloto, e que mais uma temporada não só não fazia sentido, como também era desnecessária, pois eu achava que não poderia superar tudo aquilo que eu já assistira até ali. Enganei-me redondamente e a 5º temporada de Breaking Bad conseguiu ser tão fantástica quanto as anteriores. Confesso que ao terminar de assistir essa temporada de “Marvel Agents of Shield” tive a mesmíssima sensação. Um verdadeiro “Dejavú” de expectativa que novamente espero que seja destruída por uma ótima 5º temporada.

Finalizando, não sou de dar nota máxima a toa. Mas, essa 4 temporada mereceu:

NOTA PARA A TEMPORADA:  5/5

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

1 Comment

1 Comment

  1. João Júnior

    20 de maio de 2017 at 12:57

    Boa crítica, realmente a temporada foi foda D+++++, desenvolvimento dos personagens, ação, efeitos especiais…
    Não perde de forma alguma de nenhuma da “Marvel Netflix”, aliás, ganha da maioria!

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STAR TREK DISCOVERY | Episódio 05: “Choose your pain” – Crítica do Viajante

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Mudd original interpretado por Roger C. Carmel na década de 60.

E o episódio de “Star Trek: Discovery” dessa semana, denominado “Choose your pain” (escolha a sua dor) trouxe de volta um velho conhecido dos trekkers de plantão. Trata-se de um velho malandro espacial: “Harry Mudd“. Tal personagem apareceu pela primeira vez no episódio da série clássica “As mulheres de Mudd” e posteriormente em outro denominado “Eu, Mudd” em ambos interpretado por Roger C. Carmel em 1966 e 1967 (1º e 2º temporadas).

Harry Mudd era uma espécie de trapaceiro intergaláctico, mercador de mulheres. Na série original era um bufão, um personagem vilanesco e de certa forma cômico. Agora em “Choose your pain” volta mais sério, mais sombrio, porém sem deixar de ser um malandro nato, dessa vez interpretado pelo ator “Rainn Wilson”, que ficou conhecido por interpretar “Dwight Schrute” no sitcom “The Office“.

No episódio de ótimo roteiro, os “klingons” sequestram o capitão “Gabriel Lorca” (Jason Isaacs) interessados em seu poderoso motor de propulsão bio-quântica. É na cela que Lorca se encontra com Mudd e um pouco do passado do vilão é revelado. Não esquecendo que Discovery é cronológicamente anterior à série original, e portanto, o encontro retratado nesse episódio é anterior aos encontros de Mudd e Kirk.

Na U.S.S Discovery, a personagem “Michael Burnham” (Sonequa Martin-Green) deixa um pouco de ser o centro da trama, apesar de ainda ter grande presença em tela. Aliás essa foi uma das principais reclamações dos trekkers mais conservadores em relação aos primeiros episódios. O primeiro oficial “Saru” (Doug Jones) tem importância vital no episódio ao ser obrigado a assumir o comando da nave na ausência de seu capitão e por isso ter que tomar decisões cruciais e moralmente questionáveis. Na ponte de comando acabamos por conhecer pelo menos os nomes dos outros oficiais graduados para os quais “Saru” dirige suas ordens.

Outro que volta a ter destaque é o engenheiro-chefe “Paul Stamets” (Anthony Rapp), e pelo desfecho do episódio fica claro que sua participação e importância na trama só devem crescer daqui para frente. Anunciado como o primeiro oficial assumidamente homossexual de Star Trek, Stamets ainda não havia dado mostra de sua sexualidade até agora, quando descobrimos quem é seu cônjuge dentro da Discovery (não vou dar spoiler, amigo leitor, você terá que assistir ao episódio para saber). Só não foi dado o “beijo”, mas ficou muito clara a relação entre os dois homens. O beijo provavelmente foi evitado por receio da “rage” dos fãs mais conservadores, mas acredito que no futuro será sim mostrado.

A conclusão do episódio, politica e moralmente correta agradou aqueles fãs que reclamavam até então de que a nova série estava de certa forma danificando a visão de sociedade utópica do criador de Star Trek, Gene Rodenberry. Mas convenhamos, não se chegou àquela “maravilhosa” sociedade de “Star Trek: The Next Generation” sem uma fase de transição. Uma transfrormação desse porte não se faz de um dia para o outro. A federação de Kirk está muito aquém da federação de Piccard e nem está em “tempos de guerra” como está a de Lorca. Entendo que o clima sombrio de paranóia e desconfiança, com oficiais sorumbáticos e pouco amistosos que se estranham o tempo todo, é completamente plausível e até mesmo esperado em uma zona de conflito. E não é por isso que deixa de ser Star trek como os mais radicais andam gritando. Minha classificação para o show se mantém:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

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GOTHAM | Bruce assume a sua segunda máscara! Crítica do 3º episódio (They Who Hide Behind Masks) 4º temporada

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O circo começa a ser orquestrado em Gotham, claro que este episódio teve poucas cenas de ação ou quase nenhuma, mas ele serviu como um episódio bastante rico no crescimento da “guerra civil” que ocorrerá e também com o jovem e bilionário Bruce Wayne.

Para ser um grande detetive, Bruce/Batman sempre explorou as suas duas máscaras (a máscara do Morcegão e também a do playboy que gasta o seu dinheiro sem dó), isso fica bem definido com os ensinamentos do seu maior parceiro, Alfred Pennyworth (interpretado brilhantemente por Sean Pertwee) que esta indo até pra rua para auxiliar o bat-mirim.

Em contrapartida, temos o retorno de Edward Nygma (o nosso querido Charada, interpretado por Cory Michael Smith) que parece estar com um parafuso a menos por causa do longo tempo em que ficou congelado. Esse descongelamento deixou o Pinguim doido e a guerra entre ele e a Barbara Kean (que retornou dos mortos por causa de um famoso poço) acabou ficando ainda mais aguçada a intromissão do jovem bilionário Bruce Wayne. Percebe-se que neste episódio todos os acontecimentos começam a ter ligação e percebemos que Ra’s Al Ghul (interpretado “estranhamente” por Alexander Siddig) esta manipulando todos os acontecimentos por debaixo dos panos.

Mesmo Gordon tentando pedir ajuda para o Falcone, ele acabou conseguindo esta ajuda, mas da filha dele, Sofia Falcone (interpretada pela belíssima atriz Crystal Reed, ex-Teen Wolf) que acaba vindo para Gotham reinar como mafiosa com o nome Falcone. Com tudo isso, Gotham teve um bom avanço no jogo de poder na cidade sombria, Gotham está demais!

Nota para o episódio: 4 / 5

Confira a promo do próximo episódio, “The Demon’s Head”:

 

 

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THE GOOD DOCTOR | Freddie Highmore passa ótima reflexão do seu personagem! Crítica do 2º episódio

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Após um episódio de estreia entre os mais assistidos da TV americana e que possuiu alguns erros e acertos, The Good Doctor teve o lançamento do seu segundo episódio, e que episódio meus amigos!

Confesso que a season Premiere não me conquistou 100% (pra ler ela, clique aqui), mas como eu percebi que poderia ter qualidade no restante da temporada (já que o canal que produz a série encomendou por completo a primeira temporada) eu acabei dando um sinal de esperança, mas eu não esperava que melhorasse tanto  logo em seguida.

Bem, nesse episódio vemos um pouco da difícil vida de Shaun (Freddie Highmore, que esta bem mais a vontade no papel neste episódio), todos os seus costumes e dilemas são lembrados e discutidos com os famosos flashbacks que explicam com extrema coesão o desenvolvimento da história deste doce garoto. Vemos aqui que Highmore faz o que ele entende bem, se sobressai sobre os outros atores que continuam bons também.

Na medida em que as cenas foram passando, Shaun tentou se segurar e aprender com o seu cirurgião-chefe (onde ele já deu várias patadas aka Dr.House), mas se pondera e insiste em fazer o bem, suas dicas e o seu conhecimento é bem acima dos demais e o personagem acaba sendo usado como esnobada peça de um tabuleiro voltado as ganancias da maioria dos médicos da unidade onde ele esta estagiando.

Toda esta mistura foi extremamente rica e bem amarrada e fez com que o roteiro desse segundo episódio fosse bem mais desenvolvido (em minha modesta opinião, foi bem melhor que a season première), conseguimos ficar ainda envolvidos com o protagonista e também com o que ele irá representar no hospital onde ele esta trabalhando, espero que o roteiro continue afiado e desafiador tanto para o publico apreciar e também para o protagonista que poderá ser um novo queridinho da TV, pois temos um grande ator que irá carregar a série nas costas (como Hugh Laurie carregou Dr.House com maestria) para que ela seja um enorme sucesso.

Nota para o episódio: 4,5 / 5

Confira a promo para o 3º episódio:

 

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