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Quadrinhos

OS CORVOS DE MANA’OLANA | Review do Viajante

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Salve, salve tripulantes! Uma boa HQ é aquela que cativa o leitor logo no primeiro quadro. E foi exatamente isso que ocorreu comigo ao iniciar a leitura do arco “Os Corvos de Mana’Olana” que faz parte da série “The Few and Cursed” ou “Os Poucos & Amaldiçoados” em português.

Logo na primeira página, o balão de descrição diz:

“Em algum lugar do oceano Pacífico… Agora”

Porém a imagem que vislumbramos é a de um enorme deserto cheio de vales e montanhas, sob um sol escaldante e a silhueta de uma solitária cavaleira atravessando-o. Tal início bastou para prender minha atenção, amante que sou da temática pós-apocalíptica. A cavaleira em questão, conhecida apenas como “Ruiva”, é a protagonista dessa história que se passa em um mundo alternativo onde 90% da água do planeta simplesmente desapareceu no ano de 1840.

Faroeste em um mundo quase sem cavalos

A história se passa 70 anos depois e a ambientação é de faroeste, apesar de quase não existirem mais cavalos no planeta. Os trajes, armas e locais, tudo remete ao tema. Isso se explica por a escassez de água ter estagnado a evolução tecnológica da sociedade. Porém há algo mais. Há nitidamente um quê de sobrenatural. Ruiva é uma “Caçadora de Maldições” e ganha a vida enfrentando “amaldiçoados”. Logo na primeira edição enfrenta uma serpente gigante e em seguida saí atrás dos “corvos” do título, cuja lenda reza que possuem “asas do tamanho de bois”.

“The Few and Cursed” é uma série criada pelo roteirista Felipe Cagno e pelo desenhista Fabiano Neves e que capta recursos através do site de financiamento coletivo “Catarse”.

A Ruiva

“Os Corvos de Mana’Loana” foi lançado no final de 2015 e teve duas edições lançadas no Brasil pelo Catarse (as que eu li) e mais três no exterior pelo também site de financiamento “Kickstarter”. Agora, Cagno lançará as “Crônicas de The Few and Cursed”, também através do Catarse e contando com grandes nomes do HQ nacional como Luke Ross, José Luis, Pedro Mauro, Andrew Dalhouse, Adriano Di Benedetto, Sam Hart, Felipe Watanabe, Geraldo Borges entre outros. A ideia é contar 7 histórias de 7 páginas cada dentro do mesmo universo original de “Os Corvos de Mana’Olana”:

 

“Quando terminei o roteiro da terceira edição da série principal, Os Corvos de Mana’Olana, percebi que tinha criado alguns personagens interessantes que eu mesmo queria conhecer melhor. Além disso, tem todo um mundo além da Ruiva que também sofreu com o sumiço de 90% da água no planeta da noite pro dia. Eu não queria esperar a conclusão dos Corvos para só então explorar mais desse mundo e como já tive duas experiências bem positivas com antologias antes, surgiu a ideia das Crônicas.”

 

O desenhista Fabiano Neves e o roteirista Felipe Cagno

Sobre as duas edições que tive o prazer de ler, posso dizer que além da temática, temos uma protagonista também cativante. Ruiva é uma sobrevivente. A personagem me deu a impressão de ser uma mescla de “Jean Grey” e “Wolwerine”. Uma sedutora mulher de cabeleira vermelha, porém exímia lutadora e assassina de sangue frio. Porém, percebemos que as circunstâncias a levaram a ser dura e impiedosa, mas que no fundo, seu bom caráter prevalece. Preocupa-se em ser justa principalmente quando há inocentes e crianças envolvidas. Há um bom coração debaixo de sua aparência gélida e poeirenta.

Com poucos balões de descrição, como um HQ deve ser em minha opinião, a história se sustenta através dos diálogos e das detalhadas, porém limpas, sem grandes rebuscamentos desnecessários, ilustrações de Fabiano Neves. A história é contada no presente, mas também traz flashbacks que contam a trajetória de “Ruiva” até ali, porém sem entregar tudo, mantendo o mistério que qualquer história que envolva o sobrenatural necessita.

“The Few and Cursed” prova mais uma vez que a qualidade da HQ nacional não deixa nada a dever às grandes editoras internacionais como Marvel e DC, precisando apenas de um pouco mais de investimento.

Felipe Cagno já teve mais de 15 campanhas de financiamento coletivo bem sucedidas no Catarse e Kickstarter e quem apoiou qualquer trabalho dele sabe que pode esperar grandes surpresas como sobrecapa/pôster em gloss brilhante, imãs exclusivos e até cards colecionáveis. Tudo isso a custo zero para o apoiador através das “Metas Estendidas”.

 

“É só através do sucesso de um projeto no Catarse e indo além da meta inicial que podemos investir o excedente em produtos exclusivos e colecionáveis. Essa é a vantagem de se apostar numa pré-venda assim.” – revela Cagno

Quem quiser contribuir com “Crônicas de The Few and Cursed” tem até 07/08 apenas com pacotes de recompensas começando a partir de R$30,00. A HQ terá formato americano e no mínimo 64 páginas. É só acessar https://www.catarse.me/as_cronicas .

E a nota do viajante para as duas primeiras edições de “Os Corvos de Mana’Olana”:

 

 

 

 

 

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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Mangás

CAVALEIROS DO ZODÍACO | Reveladas informações do mangá “Episódio Zero”

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A nova edição da revista Champion Red será publicada oficialmente apenas no dia 19 deste mês, mas alguns assinantes já tiveram acesso a revista antecipadamente e nela é revelada novas informações do novo projeto envolvendo o mangá de Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya).

Confirmando especulações anteriores, o novo projeto será uma minissérie em mangá de 3 capítulos intitulada Episódio Zero, nela iremos ver os acontecimentos de quando Aiolos de Sagitário (ou Airolos para alguns) salvou a pequena deusa Atena.

Ainda não foi confirmada quando a nova minissérie da obra de Masami Kurumada irá começar a ser lançada no Japão.

Vale lembrar também que está não seria a primeira vez que um projeto relacionado a saga de Kurumada receberia o título de Episódio Zero, em 2005, antes do lançamento de Os Cavaleiros do Zodíaco: A Saga de Hades – Fase Inferno, foi lançado um episódio especial do anime intitulado Saint Seiya Episódio Zero, mostrando um compilado dos principais acontecimentos desde o início do anime.

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Mangás

INUYASHA | Projeto sobre relançamento do mangá está parado

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Em Julho desse ano no canal do youtube da JBC, o gerente de conteúdo da editora Cassius Medauar, falou a respeito do relançamento do mangá de Inuyasha que possivelmente sairia em 2018. Ele voltou a afirmar isso em uma entrevista no evento Anime Friends 2017 para o canal Crunchyroll Brasil, também do youtube.

Porém, neste ultimo domingo (12 de novembro) durante o evento anual da empresa chamada Henshin +, a JBC divulgou que tudo relacionado ao relançamento do anime esta parado.

Medauar fala ainda que as coisas mudam muito rápido e é preciso saber se adaptar ao momento. Segundo ele de dois anos para cá várias coisas mudaram e, até agora, a editora JBC não conseguiu chegar em um projeto viável para a volta de InuYasha, então, por enquanto, o projeto está parado e não tem prazo para lançar.

Apesar disso, o projeto não foi cancelado, os fãs só vão esperar mais um pouco pois tem toda uma burocracia sobre como será o formato e uma longa negociação com a Shogakukan (empresa japonesa), que ainda não chegaram a um acordo.

Assista o vídeo da entrevista clicando aqui

 

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Marvel Comics

MORTE DO X | Uma das sagas mais sombrias dos X-Men

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Pra falar de quadrinhos atuais, não tem jeito, as vezes você vai entrar em opiniões discordantes. Quando fiz um pout-pourri de tudo que rolou com os mutantes (tudo postado no meu blog pessoal, o Questão), eu falei muito pouco da saga, afinal ela tinha apenas começado e não tinha como dar um padrão geral, uma análise de verdade.

Hoje a idéia é outra, tenho o material em mãos e posso falar a respeito com calma (sem spoilers) e fazendo como deve ser feito. O problema é que essa saga mexe com um dos casais mais importantes dos quadrinhos dos últimos tempos (talvez seja o melhor casal da Marvel). Estou falando de Scott Summers, o Ciclope e Emma Frost, a Rainha Branca. E a saga que vou falar, trata de mal entendido, arrogância, e principalmente falta de pensamento ao próximo. Tô falando de Morte do X (Death of X, Marvel, 2016)

Contra capas assustadoras

Morte do X começa como uma missão normal dos X-Men, por um lado. De outro, uma comemoração de uma raça alien, que está ansiosa com o advento de uma nuvem com poderes de transformação, que irá ativar pessoas latentes que possuam o dna alienígena: os Inumanos. Até aí nada demais. Só que virando a história para o outro lado, os X-Men comandados por Ciclope chegam à Ilha Muir, base de pesquisa mutante, e encontram um cenário de terror (eu classificaria essa saga como 18, nos EUA ganhou Rated que seria 18 anos). Scott que é incansável e ótimo detetive, logo desconfia do pior e passa a procurar por Jamie Madrox, o Homem Múltiplo e suas cópias.

Enquanto isso as pessoas com o gene latente Inumano ao serem atingidos pela tal névoa, são postas em casúlos (é, isso que vc leu) e sofrem metamorfose. Mas eles não eram os únicos, soldados da Hydra resolvem aparecer para capturar os novos Inumanos, de alguma forma as pessoas aceitam o fato de serem transformadas em aliens (totalmente natural). Enquanto isso Ciclope descobre a terrível verdade, a tal névoa mata mutantes. Ao descobrir o corpo carcomido e podre de Madrox, que foi consumido por uma forma agressiva de varíola, ele entra na instalação e avisa Hank Mc Coy, o Fera, que a névoa dos Inumanos está matando mutantes. Após enviar uma amostra, ele cai, aparentemente por intoxicação pelos vapores nocivos, nos braços de Emma.

Apesar da guerra em si…

Charles Soule e Jeff Lemire deixam bem claro o tom de tragédia da saga. Capas promocionais mostram os X-Men em ampla desvantagem, e os Inumanos prosperando. Crias da DC, ex-roteiristas de Liga da Justiça Sombria, constroem uma saga que mostra de forma clara que ignorância pode sim significar a morte de pessoas, e que as vezes a alegria de alguns pode ser a ruína de outros, numa alusão pra mim bem clara as armas químicas e as drogas (aliás muito mais nesse segundo).

Qualquer semelhança com a liberação da maconha e o estado dos Inumanos (uma crítica clara à fuga da realidade) não é mera coincidência. O estado de letargia das pessoas relacionado aos poderes dos aliens, não passa despercebido. Lemire e Soule são sutis e cruéis ao mostrar o inferno mutante, que além dos humanos, lutam contra um inimigo invisível, que está no ar.

Aos Inumanos resta se surpreender com o resultado de suas ações, o desenrolar e consequências dos atos dos X-Men, que conseguem eliminar as ameaças à custa de sangue e lágrimas. O tom fúnebre continua até o desfecho, que acaba por ser o prenúncio de um conflito que infelizmente não teve o tom sarcástico de Morte do X (Inumanos vs X-Men, final de 2016).

Com esse tom A Sete Palmos, a saga termina com uma mensagem quase débil de esperança, que apesar de parecer exagerada, se torna o mantra deixado, não somente para a saga mas para todos os mutantes, nesses tempos de lutas por direitos de imagem, “Idéias nunca morrem”.

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