Connect with us

Papo de Cinema

PAPO DE CINEMA | Clichês irritantes nos trailers

Published

on

 

Minhas primeiras experiências com cinemas foram com o já falecido VHS e com o moribundo DVD, e a experiência de ir buscar filmes em video-locadoras. E para mim, uma parte essencial da experiência de ver estes filmes eram os trailers. Odiava quando um filme alugado não apresentava ao menos um trailer, de qualquer filme que fosse.

Com a popularização da internet, os trailer saem dos cinemas e se tornam fundamentais como peças publicitárias das produções cada vez mais milionárias dos grandes estúdios. Me lembro bem do primeiro trailer que consegui baixar inteiro (Harry Potter e a Pedra Filosofal!)

Mas atualmente, muitos trailers tem caído em clichês cada vez mais irritantes, que podem inclusive estragar a experiência cinematográfica e matar todo um filme.

1. Mostrar toda a história do filme:

Confira os trailers da ficção-científica “In Time”, do drama “Cast Away” (nós até vemos Tom Hanks perder Wilson!), ou o novo Spider-Man e você verá que todos tem uma coisa em comum: os trailers basicamente revelam toda a trama.

Resultado de imagem para o naufrago cena trailer
O pior exemplo recente é o horrível “Terminator: Genisys”, que (alerta de spoiler no caso de você realmente se importar) revelou no trailer o absurdo do enredo que John Connor era 1) um cyborg e 2) na verdade, o vilão.

Então, por que as empresas de cinema permitem que toda a história do filme seja contado meses antes do filme estrear?

“Se alguém vai pagar US $ 20 para assistir o filme no fim de semana da estreia, vai querer saber se está fazendo um bom investimento”,

explica Matt Brubaker, presidente da empresa Trailer-Making Trailer Park. Então tá bom, né!

2. Se passar por outro filme

Você está sentado no cinema, prende a respiração enquanto o trailer de um novo filme do “Batman” começa … Mas não é Batman, é o filme do Scooby Doo!

Imagem relacionadaEnquanto às vezes esse dispositivo de copiar outro filme no trailer possa ser fofo – no caso de “Diário de um Banana” em que o personagem principal Greg se passa por um super-herói da Marvel – é mais do que um pouco irritante na maioria das vezes. Basta perguntar a todos os fãs que achavam que estavam vendo um trailer para o Hobbit e, em vez disso, conseguiram um para Dumb And Dumberer

 

 

3. Mostrar as piadas mais engraçadas do filme!

Resultado de imagem para spiderpigLembram de quão hilário era o pedaço de Spider-pig no trailer do “The Simpsons: o filme” ? E também se lembram de ver o filme e descobrir que o resto das piadas empalideceram em comparação com aquela que você já havia visto mil vezes (e que, por si só, não era engraçada)?

Esse é o problema de nos mostrar a piada mais engraçado no trailer, você a vê inúmeras vezes, e acaba gerando expectativas muito altas, e que quase sempre não são atingidas, como com os filmes da “Era do Gelo”, em que as piadas de “Scrat” dos trailers são melhores do que os filmes inteiros.

4. Criar filmes que não existem

Todo mundo que viu o trailer (e que foi exposto ao título claramente místico) de “Corpo Fechado”, sabe como é frustrante ver um trailer que transforma um filme em algo que ele não é. O que também é o caso de “Hancock”. O trailer é de um filme de um herói politicamente correto, já o produto real mostra uma comédia romântica sem pé nem cabeça (e não estou fazendo trocadilho com a cena mais impactante do trailer, que perde toda sua graça no filme!)

5. Incluir cenas que não estão no filme.

Uma das minhas maiores frustrações com trailers. Em uma cena cheia de emoção, “Wolverine” e “Tempestade” debatem se os jovens estudantes do “Instituto Xavier” estão prontos ou não para o combate final. Quando “Ororo” diz: “eles são crianças!”, um “Colossus” determinado, falando em nome do “Homem de Gelo” e “Kitty Pride” se coloca na frente e declara: “Não somos crianças. Não mais!”

Uma bela cena, carregada de significados não? Pois bem, ela só existe nos trailers!
Os trailers – especialmente os divertidos teasers – geralmente são feitos enquanto um filme ainda está em produção, para que possamos ver como é fácil incluir clipes que não fazem parte  do corte final do filme. É muito irritante, no entanto, mesmo que possamos ver alguns pedaços de filmes diferentes do filme.

Alguns dos piores infratores incluem o trailer de 2012 de “The Amazing Spider-Man” , com um clipe de Rhys Ifans desafiando Andrew Garfield que nunca fez parte do filme. O trailer de “X-Men Origins: Wolverine” nos dá um vislumbre de “Tempestade” como uma criança, mas ela não está no filme. Uma jovem Winona Ryder com o bebê “Spock” no trailer de 2009 de “Star Trek” , o primeiro trailer “Ghostbusters”, que tem pouca semelhança com o filme final (graças a Deus), e os vários trailers para “Star Wars: Rogue One” que apresentam 14 grandes cenas que foram rifadas do filme. 

6. Aumentar a ação desaparecendo para preto … repetidas vezes

Você quer transformar um filme qualquer em uma obra repleta de ação e senso de urgência? Faça transições e cortes rápidos de cenas, intercalados de frames em preto!

Este é o recurso mais irritantes dos trailers (olá Rogue One!), que tentam gerar grande expectativa e senso de aventura com cenas que no filme em si são sem graça e comuns. É chavão: coloque alguém com cara de assustado, alguém correndo, uma explosão qualquer e vários cortes rápidos e frames pretos e qualquer filme pode ser vendido como um novo clássico de ação (pelo menos até você ver o filme!)

7. A cena pós-crédito

A moda que ganhou força com a Marvel em seu primeiro “Homem de Ferro”, a cena pós crédito, tem se tornado quase uma obrigação atualmente. E agora a moda está chegando aos trailers! Não basta você gerar a expectativa com um trailer, você precisa colocar uma cena após os créditos(!) do trailer também. Todo mundo sabe que o “Superman” vai voltar em “Liga da Justiça”, mas os produtores acham necessário colocar uma cena final do trailer! Supernecessário!

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas “Vale a Maratona” e “Papo de Cinema”.

Click to comment

Deixe uma resposta ...

Papo de Cinema

PAPO DE CINEMA | (In)Feliz Dia das Crianças

Published

on

Crianças são inocentes, doces e alegres.

Nem sempre. Algumas crianças podem esconder o pior do ser humano, e o cinema faz questão de mostrar isso para nós pobres adultos.

Preparamos uma lista de 5 filmes em que o pior pesadelo pode ser uma criança inocente:

Resultado de imagem para anjo malvado

ANJO MALVADO (1993)

The Good Son
NOTA: 

Depois do estrondoso sucesso de Esqueceram de Mim, onde Macaulay Culkin interpreta o psicopata infantil adorável Kevin que tortura sadicamente apronta com dois ladrões ao ser propositadamente deixado para trás por ser um demônio encarnado no corpo de um garotinho esquecido em casa, nesta obra ele assume de vez seu lado malvado e cruel, ao interpretar Henry, primo do inocente Elijah Wood. Contando com a estupidez dos adultos e com a incompetência profissional de uma psicóloga, ele apronta todas suas crueldades e coloca a culpa no pobre Mark (Wood). Coisa que todo primo faz!

Resultado de imagem para ANJO MALDITO GIF

 

 

Resultado de imagem para A ÓRFÃA ÓRFÃ (2009)
Orphan

NOTA: 

O final poderia tirar este  filme da lista, afinal (spoiler, mas pô, o filme é de 2009) ela tecnicamente não é uma criança. Mas a trajetória da doce e meiga Esther faz dela apta a estar nesta lista. Adotada por Vera Farminga e Peter Sarsgaard, que perderam tragicamente um bebê, e possuem dois filhos pequenos, ela inferniza a vida das crianças, aterroriza freiras com martelos e conta com a incapacidade dos psicólogos infantis em perceber traços básicos e fundamentais de um paciente (sério a faculdade onde esses psicólogos de filmes se formam tem problemas).

 

 

Resultado de imagem para A PROFECIA GIFA PROFECIA (1976)
The Omen

NOTA: 

A criança maligna por excelência, o filho do tinhoso em pessoa (com uma chacal, o que coloca em dúvidas as preferências amorosas do mesmo). Fica a dica: se seu filho adotivo fica te encarando no escuro, com olhos parados, surta quando chega perto de uma igreja, se cães violentos e bestiais viram cordeirinhos perto dele, e o mais importante, se a babá oferecer um suicídio de presente de aniversário para ele, acho bom você pesquisar melhor a origem desta criança.

Resultado de imagem para A PROFECIA GIF

 

 

Resultado de imagem para COLHEITA MALDITA GIFCOLHEITA MALDITA (1984)
Children of the Corn

NOTA: 

Garotos não gostam de roupas de adultos. Se você chegar em uma comunidade onde so existem crianças e cujo líder é um menino de 10 anos que insiste em se vestir como um peregrino do século XVI recém-descido do Mayflower, fuja sem olhar para trás. Se em vez de brincar, eles estiverem plantando milho, a coisa é pior ainda!

 

 

Resultado de imagem para CEMITÉRIO MALDITO GIFCEMITÉRIO MALDITO (1989)
Pet Sematary

NOTA: 

Seu filhinho lindo de 3 anos é um protótipo de anjo. A não ser que você insista, após ele ter sido atropelado por um caminhão porque os irresponsáveis dos pais não fizeram uma cerca em casa e o deixaram brincar na rodovia, enterrá-lo em um macabro cemitério de animais indígena que traz os mortos à vida! Aí a coisa complica. Mas se você já fez o mesmo antes com o gato da família e o resultado foi desastroso, e ainda assim insistiu em fazer com o filho, merece cada facada que levar!

Resultado de imagem para CEMITÉRIO MALDITO GIF

 

E você leitor, qual sua criança malvada do cinema favorita? Comente conosco e nos siga em nossas redes sociais.

Continue Reading

Papo de Cinema

PAPO DE CINEMA | Arquétipos das estrelas

Published

on

 

Há apenas 7 de Estrelas de cinema – veja como identificar elas!

Obviamente, há mais de sete estrelas de cinema. O que estamos falando é arquétipo. Desde o início do cinema, cada geração retornou aos mesmos sete tipos de estrelas de cinema – e quanto mais se encaixa no arquétipo, mais sucesso terão (estamos definindo o sucesso aqui pelo critério brutal de Hollywood com a venda de ingressos!).

Se, tendo conseguido o sucesso, eles se desviam do tipo, geralmente terão menos sucesso até voltarem para o que são bons. (Não estamos endossando eles, apenas relatamos o que o público parece gostar.) Eis aqui estão os sete arquétipos e alguns dos atores que usaram o manto ao longo dos anos.

1. O Rogue (malandro em melhor tradução)

Ele é bonito (ou magnético pelo menos), mas é motivado amplamente por interesse próprio. Pode ser tanto um anti-herói carismático como um vilão sexy. Luta para tocar alguém com simpatia.

O clássico: Jack Nicholson. Você não confia nele, mas ele é apenas um cara legal, mas você sempre vai ficar com o pé atrás.
Atualmente: Leonardo DiCaprio se firmou nessa categoria, mas vem perdendo espaço para Michael Fassbender e Miles Teller.

2. The Girl Next Door

Um rosto desconhecido, adorável, engraçada, mas sem muitas emoções complicadas. Tem um prazo de validade de cerca de 35 anos de idade. Não quer ser sexy de propósito, mas é incrivelmente atraente.

O clássico: Meg Ryan, Renée Zellweger.

Atualmente: Jennifer Lawrence tenta, mas Emma Stone é a soberana.

3. A máquina de matar

Um exército de um só homem, ele é o cara que você envia para fazer o trabalho, especialmente se ele envolve um massacre. Balas não lhe causam nenhum dano duradouro e ele nunca morre.

Os clássicos: Clint Eastwood, John Wayne, Arnold Schwarzenegger.

Atualmente: Dwayne Johnson, pegando as rédeas de Bruce Willis e Will Smith.

4. A Sexy bomb

O equivalente feminino do Rogue – seus motivos são misteriosos, e ela usa seu poder de sedução e presença para sempre conseguir o que quer, e nem sempre isso é uma coisa boa.

Os clássicos: Lauren Bacall nos velhos tempos, Angelina Jolie, mais recentemente.
Atualmente: Scarlett Johannson, Margot Robbie. Mas Jennifer Lawrence parece estar sendo preparada pra isso.

5. O escoteiro

Quando eles entram nos conflitos, é a força moral deles que se vê. Não possuem a beleza nem a força bruta, mas geralmente são eles que ficam com a mocinha no final do filme.

O clássico: James Stewart.

Atualmente: ainda Tom Hanks, surpreendentemente, embora Matt Damon tenha conseguido também e Chris Pratt fez isso em Guardians of the Galaxy, onde ele era um escoteiro fingindo ser um Rogue.

6. O Palhaço

A única categoria que pode ser aplicada a ambos os sexos. O Palhaço tem que ser mais do que apenas um comediante, porque qualquer uma das outras categorias pode ser engraçada (talvez, The Sex Bomb). Ele ou ela usa comédia física para expressar uma espécie de anarquia mal contida.

Os clássicos: Jerry Lewis, Eddie Murphy, Jim Carrey e Mike Myers.

Atualmente: Melissa McCarthy, Kevin Hart e Ben Stiller.

7. O Deus perfeito

É o cara das fantasias de sua mãe. É o cara que vende o ingresso por verem seu nome nos cartazes.

O clássico: Cary Grant.

Atualmente: George Clooney, dando lugar à Tom Hiddleston. Ryan Gosling seria dono desta categoria se ele não insistisse em fazer todos aqueles filmes de arte de quem ninguém (além dos críticos) se importa.

7½. Categoria de bônus!

À medida que o século XXI continua acelerado, estamos vendo uma nova categoria emergir: A Heroína de Ação.
Jennifer Lawrence e Charlize Theron são as pioneiras aqui, embora pareça que Scarlett Johansson realmente quer lutar contra sua SexBombiness natural para levar essa categoria também.

Continue Reading

Papo de Cinema

PAPO DE CINEMA | Os zumbis de George A. Romero

Published

on

Por mais difícil de acreditar que possa parecer para muitos, não foi a série The Walking Dead a responsável por inundar a cultura pop de seres mortos-vivos sedentos de carne humana. Se hoje eles estão presentes no imaginário coletivo graças às aparições na TV, cinema, games e clipes musicais, um homem é o responsável: George A. Romero!

Resultado de imagem para thriller michael jackson

“Tá dizendo que eu não sou original?”

Não, ele não foi um cientista louco ou um feiticeiro vudu que trouxe a vida os mortos, mas a mente criativa por trás do primeiro filme do gênero, A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead), de 1968. Com o precedente aberto por ele, hoje podemos ter todo o tipo de morto vivo, dos lentos e descerebrados da já citada série, dos rápidos e imparáveis de Resident Evil e dos dançarinos do clipe Thriller, de Michael Jackson.

Resultado de imagem para bela lugosi white zombieNão, este não foi o primeiro filme onde os zumbis deram as caras (e aliás nem essa palavra é usada no filme)! O primeiro filme a trabalhar a ideia de mortos que voltam do túmulo apenas com os instintos básicos foi White Zombie, de 1932 , com o astro Bela Lugosi (o clássico monstro de Frankenstein) como um feiticeiro que transforma pessoas normais em zumbis acéfalos com uso de magia negra.

Mas o zumbi que conhecemos (e que dominou o mundo) veio mesmo com o Romero, junto com toda sua visão metafórica sobre a verdadeira natureza humana. O interessante dos filmes de Romero em sua “sextologia” dos mortos é que a humanidade consegue ser muitas vezes mais cruel que os próprios zumbis. Romero nunca tentou explicar o motivo dos mortos saírem dos túmulos. Por mais que ele deixe no ar algumas suspeitas (como um modulo espacial que caiu na terra ou experimentos militares), a verdadeira razão nunca foi suficientemente esclarecida. Isso gera um medo real, onde muitos podem gastar horas em discussões se é ou não possível uma epidemia zumbi no mundo real.

Além do terror, George foi hábil em transformar seus filmes em uma crítica ácida da sociedade, onde os problemas de convivência entres os vivos muitas vezes eram um problema muito maior que os mortos que andam.

A Noite dos Mortos-Vivos (1968) – Night of the Living Dead

 

Resultado de imagem para a noite dos mortos vivos 1968

Como tudo começou…

Em sua estreia no gênero, Romero não perde tempo explicando muita coisa. Os protagonistas são jogados em meio ao levantamento dos mortos do túmulos e se encontram em uma casa onde os mais diferentes tipos buscam a sobrevivência. Os conflitos dentro da casa refletem à sociedade americana da década de 1960, e o provocativo e intenso final em que o improvável protagonista negro se encontra com a realidade falou alto. 

Resultado de imagem para a noite dos mortos vivos 1968 cena final

Herói improvável: protagonista negro em 1968

Com este filme, Romero traça as linhas mestras do seu universo: seus zumbis são lentos, agem por instinto e muitas vezes em mamadas e só tem um objetivo: se alimentarem dos vivos; a noção do contágio através da mordida também é estabelecida nessa obra, e isso gera cenas dramáticas em saber que o ente querido está condenado a se tornar aquilo que todos estão combatendo.

Despertar dos Mortos (1978) – Dawn of the Dead

 

Resultado de imagem para despertar dos mortos 1978

“Praça de alimentação, por favor!”

Dando continuidade ao seu mundo apocalíptico, Romero brinca com a sociedade do american way of life. Qual o melhor lugar para representar a queda da sociedade americana que um shopping center. Os protagonistas se refugiam em um santuário, para onde todos os zumbis se dirigem, dando pistas de que os zumbis pudessem guardar memórias instintivas de suas vidas. 

Imagem relacionada

BLACK FRIDAY!

O embate com a gangue de motociclistas representa a última tentativa de manter uma ordem social funcionando em meio ao caos. Discussões sobre aborto e suicídio chocaram o público em uma época conservadora e o final sem esperanças dos protagonistas coroam o clima depressivo deste novo mundo. Esta obra ganhou um remake com grande sucesso em 2004, mas que desagradou Romero por ver no fato dos zumbis modernos serem seres extremamente ágeis, uma subversão aos seus princípios.

Dia dos Mortos (1985) – Day of the Dead

  

Resultado de imagem para DIA DOS MORTOS 1985

Minha banda favorita: SEPULTURA!

O filme que supostamente fecharia a trilogia dos mortos gira em torno do embate entre a ciência e a força bruta. Cientistas e militares, em um mundo dominado pelos zumbis, dividem um antigo abrigo nuclear, onde são feitos experimentos para tentar encontrar uma cura para os zumbis. Um dos cientistas porém começa a desenvolver a ideia de que os zumbis podem ser “adestrados”, e que possam reaprender a serem seres humanos. Quando um dos militares tornado zumbi é utilizado para os experimentos a tensão chega a seu limite, e os vivos se mostram um perigo muito maior que os mortos. Neste filme, Romero deixa no ar a possibilidade de os zumbis se desenvolverem intelectualmente.

Resultado de imagem para DIA DOS MORTOS 1985

“Vamos por partes…”

Terra dos Mortos (2005) – Land of the Dead

 

Imagem relacionada

O preço da gasolina tá de matar!

Vinte anos depois de Dia dos Mortos, Romero retorna a seu mundo decadente, e desta vez o embate gira em torno de como as classes econômicas e sociais teriam impacto em um mundo sem regras. Ricos vivem com luxo e mordomias em um prédio fortemente protegido enquanto os mais pobres precisam fazer de tudo para sobreviverem em meio ao fim do mundo. No meio deste embate de classes, os zumbis que eram criaturas desprovidas de qualquer capacidade intelectual, começam gradativamente reativarem pontos específicos do cérebro, onde os instintos aprendidos enquanto eram vivos começam a retornar. Os zumbis passam então a se organizarem como uma sociedade e parte pra cima da cidade humana, utilizando-se de maneira inteligente da sua incapacidade de respirar.

Imagem relacionada

Prenda a respiração!

Diário dos Mortos (2007) – Diary of the Dead

 

Resultado de imagem para diario do mortos 2007

“Mostra que você não é só mais um rostinho bonito do Youtuber!”

Funcionando meio que como uma atualização dos filmes para o novo século e novas mídias, Romero brinca com a ideia hoje batida do “uma câmera na mão”. Segundo o diretor, este filme se passaria ao mesmo tempo em que o Noite dos Mortos Vivos, e mostra o início da epidemia zumbi pela ótica dos viciados em exibição para as novas mídias, onde o se mostrar para a plateia é mais importante que a própria segurança. Um filme inteligente, que inclusive brinca com a noção de verdade e mentira dos vídeos “reais” que encontramos na internet. Nesta obra, Romero também coloca na boca de um dos personagens a sua crítica à versão de 2004 de Madrugada dos Mortos, ao explicar fisicamente por que seria impossível um morto vivo correr.

A Ilha dos Mortos (2009) – Survival of the Dead

 

Resultado de imagem para ilha dos mortos filme

“Deixa eu dar só uma mordidinha…”

O mais fraco dos filme de Romero dentro do universo zumbi, ele se passa em uma ilha onde duas famílias tem visões diferentes da forma de como enfrentar o problema. Um grupo de militares e cientistas (fica no ar se são os remanescentes do filme Dia dos Mortos) que querem tentar ensinar os mortos a se alimentarem de animais ao invés de seres humanos, e com isso diminuir os ataques a humanos. A tensão chega ao limite e o filme, como todos os demais, possuem um final deprimente.

Imagem relacionada

Agora você sabe de onde os walkers tiveram a ideia de comer o cabaço do Rick!

E você,  amigo viajante, qual seu filme de zumbi favorito? Deixe seu comentário e interaja conosco.

Resultado de imagem para george a romero

Continue Reading

Mais lidos da semana

Copyright © 2017 Nerdtrip. Theme by GNTK Inc., powered by Gancarteek.

%d blogueiros gostam disto: