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PAPO DE CINEMA | Filmes que tiveram o espírito assassinado pelas continuações

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Um bom filme deve ser fiel à sua essência e mitologia. Seu plot deve estabelecer uma relação de honestidade com o espectador, e mesmo nos plot twists mais drásticos, a ideia deve ser coerente com o mostrado em tela. Uma continuação deve manter-se ainda mais fiel ao exposto no original, e mesmo que mude toda a história, alguns pontos chaves devem ser mantidos. Nos casos abaixo, temos continuações que foram completamente desonestas com o público, explorando o nome do original, mas chutando o balde da coerência.

(AVISO: CONTÉM SPOILERS!)

 

  • Lenda Urbana VS Lenda Urbana 3: Bloody Mary

Lenda Urbana não é um grande filme, mas vem embalado pelos slasher movies da década de noventa, gênero revitalizado pelo primeiro Pânico, de Wes Craven. O filme que tem uma das melhores cenas de introdução do gênero, trabalha a ideia de um assassino levando a cabo todas as melhores lendas urbanas como a força de eliminar jovens universitários em busca de vingança. O filme é redondinho, tem um final-surpresa padrão, as motivações do assassino são claras e relacionadas ao tema. Gerou uma continuação, desnecessária, que segue o mesmo estilo e com ligação direta a primeira história. 

Mas a terceira parte joga para o alto todo o conceito original da franquia ao trazer o sobrenatural para a trama, colocando um espírito vingativo como a justificativa para todas as mortes bizarras que desfilam pelo longa.

  • Marley & Eu VS Marley & Eu 2: filhote encrenqueiro

Marley, o pior cachorro do mundo, transforma a vida de seus donos, desde sua adoção como filhote de promoção até sua morte, como um gesto de amor de sua agora família. Uma história baseada em fatos reais, do best-seller autobiográfico do jornalista John Grugan, emociona e arranca lágrimas de todos que já tiveram um cachorro e tem um coração.

Pois eis que em 2011 surge uma “continuação” absurda, com piadas sobre pus, dentaduras e acidentes provocados por um Marley agora filhote, e ainda pior, que ‘FALA’ o filme todo. Um caça níquel desrespeitoso, tanto com o filme original quanto com a memória do real Marley. Lamentável.

  • Highlander – O Guerreiro Imortal VS Highlander 2 – A Ressurreição

A história do filme de 1986, que se tornou um clássico cult, conta a trajetória de uma raça de guerreiros imortais que travam entre si uma luta ao longo dos séculos em busca do prêmio prometido ao único dos guerreiros que sobrevivesse (a única maneira de se matar um highlander é cortando-lhe a cabeça). A saga de Connor MacLeod, Ramirez e Kurgan é redonda, simples e sem a necessidade de explicação. Ao vencer seu inimigo no final, MacLeod ganha o prêmio prometido, a imortalidade e pode amar.

Mas… veio a continuação, e a necessidade de explicar tudo! E a explicação era a pior possível: os highlander eram parte de uma raça alienígena. Não que filmes com raças alienígenas sejam um problema, mas o filme original não deixava nenhuma margem para esta interpretação. Fraco e desnecessário.

  • Sexta Feira 13 (Parte 1 e 2) VS Resto da Franquia

Os dois primeiros filmes fecham um ciclo de matança com coerência narrativa: o primeiro a mãe que enlouquece com a morte do filho e busca vingança, e que funciona como um bom filme de suspense, com a revelação final de quem realmente é o assassino sendo surpreendente.

O segundo ainda tem uma certa coerência com a historia do primeiro, ao dar a entender que o menino Jason sobreviveu e viveu na floresta sozinho, e com a morte de sua mãe se transforma em um assassino sanguinário. O final, com a sua última vítima usando o suéter de sua mãe é, na medida do possível em um filme de terror, tocante.

Já as sequências que se sucedem em busca de um punhado de dólares, dá poderes sobrenaturais a Jason e o torna em um assassino implacável, com métodos cada vez mais criativos para matar adolescentes em acampamentos, e que ressuscita mais que os irmãos Winchesters. A coerência foi mandada para o espaço nesta franquia (literalmente).

  • STAR WARS: Trilogia Clássica VS Trilogia Nova

Obi Wan explica em poucas palavras o ponto central de Star Wars, a Força: “É um campo de energia criado por todas os seres vivos, ela nos envolve e penetra. É o que mantém a Galáxia unida”. Simples, poético, belo. A força funciona como uma energia mística e quase divina, e dispensa qualquer explicação. Mestre Yoda leva esta interpretação quase religiosa ainda mais fundo: “A morte é uma parte natural da vida. Feliz fique por aqueles que na Força se transformam”. A grandiosidade estava justamente no desconhecido e inexplicável.

Mas George Lucas não satisfeito, resolve explicar a Força! E ai a coisa desanda, e desanda bonito. Os tais midi-chlorians jogam uma força inexplicável e misteriosa como algo físico, e portanto limitado. Dizer: “Que a Força esteja com você!” para alguém que não nasceu com os midi-chlorians em alta concentração nas células perdeu todo seu sentido.

 E você navegante? Qual filme, para você, teve o espírito assassinado pelas continuações? Deixe seu comentário e interaja conosco!

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas “Vale a Maratona” e “Papo de Cinema”.

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PAPO DE CINEMA | Quanto tempo preciso para rever todo o MCU?

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Resultado de imagem para guerra infinitaQuem ficou empolgado com o trailer (veja aqui) de Vingadores: Guerra Infinita, mas não se lembra bem de toda trama que envolve as dezenas de heróis que darão as caras no filme, e  quiser se preparar para a estreia da primeira parte de Guerra Infinita, em 4 de maio de 2018, pode separar  2.162 minutos de sua vida!

Imagem relacionadaIsso mesmo. São 36 horas seguidas de filmes (2 dias e meio assistindo direto) para colocar em dia todo o MCU ,antes de ver Thanos desembarcar na Terra, isso se deixarmos de lado todas as séries de TV. E ainda teremos que reservar mais duas horas pelo menos para Pantera Negra, com estreia programada para fevereiro de 2018. Quando estrear em maio de 2019 a segunda parte de Guerra Infinita, a Marvel terá concluído a fase dois de um dos projetos mais audaciosos (e bem sucedido) da história do cinema.

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Serão 11 anos de desenvolvimento de um universo coeso e complexo, distribuído em 22 filmes (considerando os ainda não lançados mais já em produção), dezenas de personagens distribuídos em mundos e universos distintos, que uniu da Segunda Guerra às Aventuras Galácticas; de Playboys Bilionários à Deuses Cósmicos.

 

Abaixo, um roteiro por ordem cronológica (até agora) da saga:

  • Capitão América: O Primeiro Vingador – 124 min
  • Homem de Ferro – 126 min
  • Homem de Ferro 2 – 124 min
  • O Incrível Hulk – 112 min
  • Thor – 115 min
  • Os Vingadores – 143 min
  • Homem de Ferro 3 – 130 min
  • Thor: O Mundo Sombrio – 112 min
  • Capitão América: – O Soldado Invernal 136 min
  • Guardiões da Galáxia – 121 min
  • Vingadores: Era de Ultron – 141 min
  • Homem-Formiga – 117 min
  • Capitão América: Guerra Civil – 147 min
  • Homem-Aranha: De Volta ao Lar – 133 min
  • Doutor Estranho –115 min
  • Guardiões da Galáxia 2 – 136 min
  • Thor: Ragnarok – 130 min
  • Pantera Negra: (duração ainda não confirmada)

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PAPO DE CINEMA | (In)Feliz Dia das Crianças

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Crianças são inocentes, doces e alegres.

Nem sempre. Algumas crianças podem esconder o pior do ser humano, e o cinema faz questão de mostrar isso para nós pobres adultos.

Preparamos uma lista de 5 filmes em que o pior pesadelo pode ser uma criança inocente:

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ANJO MALVADO (1993)

The Good Son
NOTA: 

Depois do estrondoso sucesso de Esqueceram de Mim, onde Macaulay Culkin interpreta o psicopata infantil adorável Kevin que tortura sadicamente apronta com dois ladrões ao ser propositadamente deixado para trás por ser um demônio encarnado no corpo de um garotinho esquecido em casa, nesta obra ele assume de vez seu lado malvado e cruel, ao interpretar Henry, primo do inocente Elijah Wood. Contando com a estupidez dos adultos e com a incompetência profissional de uma psicóloga, ele apronta todas suas crueldades e coloca a culpa no pobre Mark (Wood). Coisa que todo primo faz!

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Resultado de imagem para A ÓRFÃA ÓRFÃ (2009)
Orphan

NOTA: 

O final poderia tirar este  filme da lista, afinal (spoiler, mas pô, o filme é de 2009) ela tecnicamente não é uma criança. Mas a trajetória da doce e meiga Esther faz dela apta a estar nesta lista. Adotada por Vera Farminga e Peter Sarsgaard, que perderam tragicamente um bebê, e possuem dois filhos pequenos, ela inferniza a vida das crianças, aterroriza freiras com martelos e conta com a incapacidade dos psicólogos infantis em perceber traços básicos e fundamentais de um paciente (sério a faculdade onde esses psicólogos de filmes se formam tem problemas).

 

 

Resultado de imagem para A PROFECIA GIFA PROFECIA (1976)
The Omen

NOTA: 

A criança maligna por excelência, o filho do tinhoso em pessoa (com uma chacal, o que coloca em dúvidas as preferências amorosas do mesmo). Fica a dica: se seu filho adotivo fica te encarando no escuro, com olhos parados, surta quando chega perto de uma igreja, se cães violentos e bestiais viram cordeirinhos perto dele, e o mais importante, se a babá oferecer um suicídio de presente de aniversário para ele, acho bom você pesquisar melhor a origem desta criança.

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Resultado de imagem para COLHEITA MALDITA GIFCOLHEITA MALDITA (1984)
Children of the Corn

NOTA: 

Garotos não gostam de roupas de adultos. Se você chegar em uma comunidade onde so existem crianças e cujo líder é um menino de 10 anos que insiste em se vestir como um peregrino do século XVI recém-descido do Mayflower, fuja sem olhar para trás. Se em vez de brincar, eles estiverem plantando milho, a coisa é pior ainda!

 

 

Resultado de imagem para CEMITÉRIO MALDITO GIFCEMITÉRIO MALDITO (1989)
Pet Sematary

NOTA: 

Seu filhinho lindo de 3 anos é um protótipo de anjo. A não ser que você insista, após ele ter sido atropelado por um caminhão porque os irresponsáveis dos pais não fizeram uma cerca em casa e o deixaram brincar na rodovia, enterrá-lo em um macabro cemitério de animais indígena que traz os mortos à vida! Aí a coisa complica. Mas se você já fez o mesmo antes com o gato da família e o resultado foi desastroso, e ainda assim insistiu em fazer com o filho, merece cada facada que levar!

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E você leitor, qual sua criança malvada do cinema favorita? Comente conosco e nos siga em nossas redes sociais.

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PAPO DE CINEMA | Arquétipos das estrelas

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Há apenas 7 de Estrelas de cinema – veja como identificar elas!

Obviamente, há mais de sete estrelas de cinema. O que estamos falando é arquétipo. Desde o início do cinema, cada geração retornou aos mesmos sete tipos de estrelas de cinema – e quanto mais se encaixa no arquétipo, mais sucesso terão (estamos definindo o sucesso aqui pelo critério brutal de Hollywood com a venda de ingressos!).

Se, tendo conseguido o sucesso, eles se desviam do tipo, geralmente terão menos sucesso até voltarem para o que são bons. (Não estamos endossando eles, apenas relatamos o que o público parece gostar.) Eis aqui estão os sete arquétipos e alguns dos atores que usaram o manto ao longo dos anos.

1. O Rogue (malandro em melhor tradução)

Ele é bonito (ou magnético pelo menos), mas é motivado amplamente por interesse próprio. Pode ser tanto um anti-herói carismático como um vilão sexy. Luta para tocar alguém com simpatia.

O clássico: Jack Nicholson. Você não confia nele, mas ele é apenas um cara legal, mas você sempre vai ficar com o pé atrás.
Atualmente: Leonardo DiCaprio se firmou nessa categoria, mas vem perdendo espaço para Michael Fassbender e Miles Teller.

2. The Girl Next Door

Um rosto desconhecido, adorável, engraçada, mas sem muitas emoções complicadas. Tem um prazo de validade de cerca de 35 anos de idade. Não quer ser sexy de propósito, mas é incrivelmente atraente.

O clássico: Meg Ryan, Renée Zellweger.

Atualmente: Jennifer Lawrence tenta, mas Emma Stone é a soberana.

3. A máquina de matar

Um exército de um só homem, ele é o cara que você envia para fazer o trabalho, especialmente se ele envolve um massacre. Balas não lhe causam nenhum dano duradouro e ele nunca morre.

Os clássicos: Clint Eastwood, John Wayne, Arnold Schwarzenegger.

Atualmente: Dwayne Johnson, pegando as rédeas de Bruce Willis e Will Smith.

4. A Sexy bomb

O equivalente feminino do Rogue – seus motivos são misteriosos, e ela usa seu poder de sedução e presença para sempre conseguir o que quer, e nem sempre isso é uma coisa boa.

Os clássicos: Lauren Bacall nos velhos tempos, Angelina Jolie, mais recentemente.
Atualmente: Scarlett Johannson, Margot Robbie. Mas Jennifer Lawrence parece estar sendo preparada pra isso.

5. O escoteiro

Quando eles entram nos conflitos, é a força moral deles que se vê. Não possuem a beleza nem a força bruta, mas geralmente são eles que ficam com a mocinha no final do filme.

O clássico: James Stewart.

Atualmente: ainda Tom Hanks, surpreendentemente, embora Matt Damon tenha conseguido também e Chris Pratt fez isso em Guardians of the Galaxy, onde ele era um escoteiro fingindo ser um Rogue.

6. O Palhaço

A única categoria que pode ser aplicada a ambos os sexos. O Palhaço tem que ser mais do que apenas um comediante, porque qualquer uma das outras categorias pode ser engraçada (talvez, The Sex Bomb). Ele ou ela usa comédia física para expressar uma espécie de anarquia mal contida.

Os clássicos: Jerry Lewis, Eddie Murphy, Jim Carrey e Mike Myers.

Atualmente: Melissa McCarthy, Kevin Hart e Ben Stiller.

7. O Deus perfeito

É o cara das fantasias de sua mãe. É o cara que vende o ingresso por verem seu nome nos cartazes.

O clássico: Cary Grant.

Atualmente: George Clooney, dando lugar à Tom Hiddleston. Ryan Gosling seria dono desta categoria se ele não insistisse em fazer todos aqueles filmes de arte de quem ninguém (além dos críticos) se importa.

7½. Categoria de bônus!

À medida que o século XXI continua acelerado, estamos vendo uma nova categoria emergir: A Heroína de Ação.
Jennifer Lawrence e Charlize Theron são as pioneiras aqui, embora pareça que Scarlett Johansson realmente quer lutar contra sua SexBombiness natural para levar essa categoria também.

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