Connect with us

Críticas

POWER RANGERS | É hora de morfar com a crítica do filme!

Published

on

Você que foi um jovem nos anos 90, deve conhecer com toda certeza os Power Rangers. Uma marca famosa e extremamente explorada no mundo todo pela companhia do produtor Haim Saban, que acabou adaptando os heróis de um programa de tokusatsu japonês.

Com todo este investimento, o supergrupo acabou ganhando fama com os seus seriados que perduram até hoje. E diante de tudo disso, a Lionsgate resolveu investir neste universo e nos apresentou o novo filme dos Power Rangers, que segue a temática da série original onde o quinteto protagonista é formado pelos adolescentes: Jason, Kimberly, Billy, Zack e Trini (ou Didi, já que chamam ela por esse nome e ela não liga muito para isso).

O filme se inicia com uma grande obsessão e um caos formado por uma traição envolvendo um antigo grupo de Rangers na Era Mesozoica (está ai uma grande explicação do porque os Zords são praticamente robôs com uma fisionomia de Dinossauros) e com os dramas adolescentes que são mostrados logo de cara com o futuro Ranger Vermelho.

Jason se encaixa em um enredo bem interessante com Billy (futuro Ranger Azul), que é um dos personagens que mais se destaca e tem uma historia bem desenvolvida, sendo ele o grande alivio cômico do filme, e com Kimberly, que tem um enredo bobo e mesquinho, formando logo de cara uma estranha amizade entre o trio, que só os adolescentes devem entender.

Mesmo com essas estranhezas, os primeiros erros na historia começam a se destacar, com os clichês dos dramas juvenis de cada personagem, como o jogador de futebol que acabou indo para a prisão, o nerd que entende de tecnologia e perdeu seu pai, a menina popular na escola que causou intriga com os amigos, o marrento que não se importa com ninguém e só com a sua mãe e a jovem que está se descobrindo sexualmente ao ter relações homoafetivas que são totalmente ignoradas pelos seus pais.

Sim, um ou outro plot do quinteto é interessante, mas eles são mal executados, principalmente nas aparições não tão encaixadas de Zack e Trini que acabam incomodando bastante.

Outra coisa que me chateou foram os problemas iniciais que impediam ambos de fazerem algumas coisas da juventude, todo o drama é magicamente resolvido quando eles acabam ganhando os seus poderes.

Somente nessa parte que o filme começa a se desenvolver no que realmente queremos ver, os adolescentes se tornando os futuros heróis e com isso, a vilania de Rita Repulsa vai aparecendo em pequenos relances com uma pegada bem dark.

Mesmo sendo uma vilã estranha, ameaçadora e obsessiva por um objetivo clichê, percebemos que o roteiro não ajuda muito a personagem na sua real motivação e até faz com que ela acabe se tornando uma vilã um pouco caricata.

Por sorte, a atriz Elizabeth Banks consegue “tirar leite de pedra” (esse trocadilho não foi proposital e quando vocês assistirem o filme irão perceber o sentido!). Sua atuação não chega nem perto de ser vexatória, mesmo porque, a segunda metade do filme consegue dosar bem com o treinamento dos novos Power Rangers (para quem é fã irá gostar bastante desse desenvolvimento) para morfar com a “diferente armadura” e as ameaças sinistras da vilã aos adolescentes e cidadãos da pequena e saudosa “Alameda dos Anjos”.

Os jovens Rangers finalmente conseguem se morfar e isso acaba acontecendo graças ao ótimo plot twist que foi mais ou menos resolvido, mesmo com os problemas logo de inicio na história.

Zordon tem uma grande importância no desenvolvimento do supergrupo e ele quase acaba estragando o plot pelos erros do roteiro no meio do filme, mesmo assim, o personagem é interessante e toda a imponência de Bryan Cranston é demonstrada com uma boa atuação.

No final, temos uma batalha com ares quase nostálgicos, mesmo porque faltou a famosa faísca! As cenas de ação em si são bem aceitas, e temos um bom filme de apresentação dos personagens que estão lidando com algo grande e ameaçador.

As lutas também são boas entre os ótimos Zords de batalha envolvidos com uma rápida cantoria de “Go, Go Power Rangers” (sim, a clássica musica toca!) e o grande capanga de Rita Repulsa, Godard, que nos é apresentado de uma outra maneira que se encaixa bem com o filme ao enfrentar o imponente Mega Zord, que se torna um grande robô em uma cena bem previsível. E como dizem, “a união faz a força”, o grande Zord acaba derrotando facilmente o famoso capanga da vilã, que depois é derrotada de uma forma estranha e até simplista.

Mesmo com várias incoerências na história, o filme promete agradar a galera que está acostumada com filmes blockbusters e com personagens teen.

O diretor Dean Israelite trabalha muito bem com a sua câmera neste novo filme dos Power Rangers, o chefe de direção conseguiu balancear temas atuais (mesmo que mal executados) com a lembrança de elementos de “Mighty Morphin”.

Israelite também força, no bom sentido, alguns easter-eggs, com a aparição aclamada do dróide “Alpha 5”, que está repaginado mas que tem todos os trejeitos do “clássico Alpha”, usando ao menos duas vezes a famosa fala “Ai, ai, ai”, e também de dois atores da clássica série.

No final de tudo, Power Rangers irá agradar muitos e poderá incomodar outros, mas para você que adora ficar até o fim no cinema, temos uma “poderosa” cena pós-credito com um famoso personagem que irá deixar todos os fãs dos heróis com o hype nas alturas para os próximos filmes dessa que promete virar uma boa saga nos cinemas.

NOTA:

 

Editor-Chefe do Nerdtrip e Professor de Biologia e Educação Física Escolar.
Amante de Animações, Seriados, Games, Ficção, Mundo Mágico, HQs e lunático pela 7º Arte.
Entendedor de Oscar e outras premiações frescurites que ninguém liga e repara nos filmes (aqueles detalhes bobos).
Ama a ‘Trindade’ que é conhecida nos 7 cantos do mundo e nas horas vagas escuta aquela música eletrônica para ficar na vibe ou curte também aquele bom e velho rock’n’roll.

Click to comment

Deixe uma resposta ...

Críticas

AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA | Crítica do Mestre Hater

Published

on

Vivemos um tempo onde o humor está cada vez mais sendo enquadrado e as tramas e fórmulas de filmes, séries e desenhos estão cada vez mais repetitivas. Mas de vez em quando surge algo que se rebela e foge do lugar comum. As Aventuras do Capitão Cueca é um desses fugitivos.

A animação abraça o humor paspalho e não tem a mínima preocupação de passar vergonha desde o seu título infame. E isso deixa o desenho divertido, ele é apressado, acelerado e exagerado, sua trama não se explica e se lixa se faz sentido ou não.

Ele é baseado nos quadrinhos criado por Dav Pilkey, vamos à história:

Dois garotinhos, Harold e George, são melhores amigos desde muito cedo, e agora estão quase beirando a fase da pré-adolescência.

Eles são o inferno da vida do rígido e mal humorado diretor Sr. Krupp, que os persegue devido às suas incontáveis pegadinhas, mas o diretor nunca consegue provar que eles são os culpados.

E Harold e Jorge, além do talento para tanta molecagem, também se dedicam a desenhar e criar histórias do herói Capitão Cueca, até que um dia a casa cai e ambos são finalmente flagrados pelo diretor, que decide separar os dois de sala o que coloca em risco a amizade entre eles.

Num momento de desespero, eles apelam a hipnose, transformando o impaciente diretor no sempre alegre e disposto capitão cueca.

Daí em diante esqueça a lógica (que já quase não havia), é uma piada atropelando a outra, algumas acabam acertando, e no fim das contas, você acaba se divertindo. A animação é despretensiosa, não quer ser épica e nem grandiosa mas apenas rir de si mesma, e ela cumpre a sua missão.

A estética é bem agradável e a direção de David Soren (Turbo) é bem talentosa, ele brinca com outros estilos além da animação tridimensional que é a base e também usa fantoches e até animação feita à mão. O roteiro é escrito por Nicholas Stoller (Os Muppets e Vizinhos), um dos nomes da atualidade que se destacam para a comédia.

As Aventuras do Capitão Cueca é diversão certa para a galerinha, já para os mais velhos não é um deleite, mas dá pra rir um bocadinho também.

Nota: 3 / 5.

Continue Reading

Críticas

O JUSTICEIRO | Crítica sem spoilers

Published

on

A série mais bruta da parceria Marvel/Netflix.

Desde a segunda temporada de Demolidor, os fãs de Frank Castle estavam ansiosos por isso. E a Netflix acertou mais uma vez.

Passadas as séries de Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Defensores e as duas temporadas de Demolidor, chega a vez do anti-herói ter seu momento. E que momento!

Apesar de não termos um grande vilão como as demais séries já citadas, como o Rei do Crime, Killgrave ou Madame Gao, Justiceiro não deixa nada a desejar.

Sem dúvidas que a série é a mais sanguinária feita pela Marvel e Netflix, sendo possível deixar Tarantino orgulhoso ao ver tanto sangue na tela.

O Justiceiro é uma série que apesar de estar no mesmo universo Marvel/Netflix, funciona independente e com apenas Karen Page e alguns easter-eggs vindos das outras séries.

O que vemos é uma história de origem do personagem, com flashbacks do período em que Castle era dos fuzileiros, momentos com sua família e como ele é atormentado pela morte deles.

Ele recebe a ajuda de Micro (Ebon Moss-Bachrach), um hacker que também foi alvo dos mesmos homens que mataram a família de Castle. Também temos Dinah Madani (Amber Rose Revah), uma agente da NSA que busca os responsáveis pela morte de um amigo.

O grande vilão, o agente da CIA Rawlins (Paul Schulze) pouco aparece e não se mostra de fato uma ameaça real para Castle e Micro. Também temos a presença de Billy Russo, a.k.a. Jigsaw (Retalho),  muito bem interpretado por Ben Barnes, que pode aparecer em uma segunda temporada.

Jon Bernthal entrega uma interpretação fantástica, se tornando sem dúvidas O Justiceiro definitivo, uma máquina de matar e que também é humano, que dá um toque de realidade ao mostrar que Frank não tem super poderes e está todo quebrado durante o desenrolar da trama.

A série também toca em problemas reais presentes não somente nos Estados Unidos, mas em todo mundo, como o enfrentamento a terroristas, políticas de desarmamento e as ações militares um tanto quanto questionáveis.

O Justiceiro se iguala a Demolidor e se torna a melhor série do selo Marvel/Netflix, deixando suas outras “irmãs” no chinelo.

Nota para a primeira temporada da série: 4,5 / 5

 

 

Continue Reading

Críticas

THE ORVILLE | Ótimo episódio com distorção de realidade – Episódio 10: Firestorm – Crítica do viajante

Published

on

Está cada vez mais dificil não traçar paralelos entre “The Orville“, a série criada por Seth MacFarlane e que é, segundo as próprias palavras dele, uma homenagem a “Star Trek” e à própria franquia criada por Gene Roddenberry.

Episódios onde a realidade se distorce de alguma forma, onde no decorrer da história protagonistas morrem, outros se tornam insanos cometendo atos irremediáveis e coisas impossíveis cientificamente ocorrem, são recorrentes em todas as séries da franquia “Star Trek”. Os espectadores geralmente percebem que se trata de um episódio de realidade distorcida quando as consequências dos fatos ocorridos simplesmente não podem perdurar no próximo episódio, e ele sabe que tudo se mostrará de alguma forma falso até o final daquele capítulo onde tudo voltará ao normal. O suspense está em tentar se descobrir o que realmente está ocorrendo e como tudo se reverterá inevitavelmente.

E eis que “The Orville” nos brinda com uma trama desse tipo em seu décimo episódio: “Firestorm“. A espaçonave que dá título ao show passa por uma tempestade espacial que causa grandes danos à engenharia onde um de seus técnicos morre (podemos chamá-lo de “camisa vermelha?) diante da chefe de segurança “Alara Kitan (Halston Sage) que paralisa diante de uma fobia por fogo que a mesma desconhecia e a impede de salvá-lo.

Aparentemente o episódio segue na linha da personagem que se culpa por algo, e na tentativa dos outros em mostrar que não há culpa. Contudo, de repente, coisas estranhíssimas e impossíveis começam a ocorrer, como por exemplo um palhaço que corre pelos corredores da nave e em seguida desaparece, ou abismos que aparecem atrás de portas, onde deveria haver um aposento. É aí que percebemos que algo está muito errado e que se trata de um episódio de realidade distorcida.

O episódio todo é sensacional e consegue nos trazer aquela insegurança por não sabermos em momento nenhum o que é real e o que não é. Ficamos ansiosos por entender o que realmente está acontecendo e em que momento tudo virou de pernas pro ar. “Firestorm não deixa nada a dever a episódios semelhantes de “Star Trek”. O episódio também volta a fazer uso dos “holodecks”, outra homenagem à fraquia que a inspira. E eu digo “holodecks” porque realmente não me lembro se deram algum nome a essas salas de simulação de realidade em “The Orville”. Holodeck era o nome usado em Star Trek. A foto de capa dessa matéria traz o comandante “Borthus” (Peter Macom) vestido como um “pai da pátria” americano enquanto aguarda para participar de uma sessão recreativa no holodeck.

E continuando com o “fan-service”, tivemos também um veterano de Star Trek em “Firestorm”. Trata-se do ator Robert Picardo, que interpretou o saudoso holograma do “Doutor” pelas sete temporadas de “Star Trek: Voyager“. Em “The Orville”, Picardo interpreta o pai de Alara que tem preconceito contra humanos e os chama de “caipiras da galáxia”. A atriz Molly Hagan interpreta a mãe de Alara a seu lado.

“The Orville” está tão boa, que pessoalmente arrisco dizer que entre as mais de 30 séries que acompanho atualmente, é a minha preferida. “The Orville” me deixa sempre ansioso pelo próximo episódio, e quando chega o momento de assistir, passa tão rapidamente que a impressão que tenho é que se passaram apenas 10 minutos, e não os 40 que realmente dura. Faltando ainda dois episódios para encerrar-se a primeira temporada, já estou aborrecido por ter que esperar a segunda temporada prevista para o segundo semestre de 2018.

 

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio Piloto

Episódio 02

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Obs: Não há links para os episódios 05 e 06 porque eu estava fora de minha cidade na época em que foram exibidos e não tive tempo de escrever as críticas sobre ambos ainda.

Continue Reading

Mais lidos da semana

Copyright © 2017 Nerdtrip. Theme by GNTK Inc., powered by Gancarteek.

%d blogueiros gostam disto: