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PRINCE OF THORNS | Resenha do livro de Mark Lawrence!

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  Que Mark Lawrence manda muito bem já sabemos afinal o cara é autor dos livros “The Broken Empire” (no Brasil: Trilogia dos Espinhos) e “The Red Queen’s War” (no Brasil: A Guerra da Rainha Vermelha). Lawrence trabalhava como cientista de pesquisa no campo da inteligência artificial e ocupou cargos de nível secreto do governos dos EUA e do Reino Unido.

Seu primeiro trabalho foi  “Prince of Thorns” (lançado no Brasil em 2013 pela editora Darkside, com o título original) que foi publicado originalmente pela Ace/Voyager, em agosto de 2011 e foi finalista do “Prêmio Goodreads” de “Melhor Fantasia de 2011”, e dos prêmios “David Gemmell Morningstar” e “Prix Imaginales” (Roman étranger) em 2013. “Prince of Thorns” foi também um dos “Barnes and Nobles” de melhores lançamentos de fantasia de 2011.

Com esse prestígio todo, resolvi fazer uma resenha do seu primeiro livro Prince of Thorns. Então vamos nessa:

Sinopse do livro:

Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da rainha mãe e de seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, tampouco fugir do horror. Jogado à  própria sorte num arbusto de roseira-brava, permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos espinhos se vê então obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do “Império Destruído”, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.

Na minha opinião Prince Of Thorns não tem nada de suave, já dava pra notar isso pela capa (que por sinal é fantástica). Logo de cara percebemos que o universo que Lawrence criou se passa em uma época medieval, o que torna ainda mais sombria a jornada do personagem principal. A historia tem um humor negro fantástico, carregado de violência. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as referências à bíblia que são bastante exploradas. O império é formado com base no catolicismo e no misticismo. O personagem Jorg Ancrath vai além do anti-herói, é um protagonista que está mais para um vilão,  o que é fantástico, pois não estamos acostumados com isso e acaba por tornar a história mais interessante a cada página,  afinal, não é um livro com final previsível. Os fins justificam os meios e o livro é narrado pela visão de Jorg, que por sinal evolui muito sendo duas pessoas completamente diferentes no começo e no fim da história.

Queria muito falar mais sobre a obra, porém não existe uma forma de falar sem dar spoilers, e o legal desse livro é você ir descobrindo aos poucos como a historia irá se desenrolar.

Deixe nos comentários qual a sua opinião sobre o livro caso já o tenha lido. E se não leu, recomendo que leia pois é um livro fantástico e já estou ansiosa para ler o restante da trilogia.

E aqui vai o trecho que mais gostei no livro.

“Eu disse a Bovid Tor que aos quinze eu seria Rei. […] Agora estou dizendo que aos vinte anos serei Imperador.”

Como não amar né gente <3

Anyoung haseyo!Sou Carol Bustamante de Rio Branco - Acre ( e sim tem dinossauros ) formada em Administração, viciada em anime , animações, marvete de coração e colunista da C - pop

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AGATHA CHRISTIE: ASSASSINATO NO CAMPO DE GOLFE | Resenha da Viajante

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The Murder on the Links, publicado no Brasil como Assassinato no Campo de Golfe é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1923, e conta com a participação do detetive Hercule Poirot e seu fiel escudeiro e amigo Mr. Arthur Hastings.

Confesso que esse livro deu-me um tanto de trabalho para consegui-lo, e acabei lendo a versão lusitana da obra. Dei boas risadas com as diferenças que nosso idioma possui nos países em que é usado. Peguei-me por várias vezes pesquisando no google o que significava alguns termos, e alguns eu não encontrei mesmo. Vocês já sabiam que lá eles usam “pequeno almoço” para “café da manhã”? E que o delegado na verdade é juiz de instrução fazendo aqui o papel de um investigador de polícia? Às vezes isso nos confunde um pouco enquanto estamos lendo. Mas até aí tudo bem. A história é narrada pelo Capitão Hastings, o qual participa também de um enredo secundário (isso realmente foi incrível!)Resultado de imagem para Assassinato-no-Campo-de-Golfe

Poirot recebe uma carta da França, com um pedido de socorro de Sr. Renauld que teme que sua vida esteja em perigo, e sem deixar claro os detalhes da situação, pede ao sagaz investigador para se encontrarem para este investigue a questão. Poirot e seu amigo Hastings partem imediatamente para Merlinville-sur-mer, no litoral francês.

Porém, contudo, todavia e… entretanto, eles chegam atrasados e o infeliz Sr. Renauld fora assassinado na noite anterior. Seu corpo fora encontrado por alguns homens que estavam trabalhando na construção de um campo de golfe no terreno da mansão.

Mesmo não podendo mais falar diretamente com o seu cliente, Poirot decide investigar junto com a polícia francesa e um outro detetive, Giraud, cujos métodos são bem diferentes dos que Poirot utiliza e considera eficazes. Essas divergências de atuação trazem à trama situações pra lá de engraçadas e mexem com os mais recônditos sentimentos do nosso querido e arrogante detetive, gerando inclusive episódios de ciúmes entre os amigos. Uma vez que Hastings encanta-se com o outro investigador, isso traz a Poirot algo ainda não experimentado. Iniciando assim uma hilária disputa entre os dois experientes detetives.

A investigação tem início e grandes reviravoltas são magistralmente apresentadas. A autora resolveu deixar um tantinho de lado a “linha Sherlock Holmes” e inseriu pitadas de romance na trama. É neste livro que Hastings conhece a sua “Cinderela” e acredito que ficarão surpresos tanto quanto eu fiquei em como o capitão é arrebatado por um sentimento até então desconhecido.

Analisando apenas informações e recordando o passado e similaridades em outras investigações, Poirot resolverá o mistério e identificará o assassino? Ou teremos um desfecho onde Giraud, que despreza o pequeno belga, resolverá o caso? Preferindo uma linha de investigação mais palpável e guiando-se por pistas concretas, tais como pegadas, impressões digitais e fios de cabelo, seguindo os moldes da polícia de Paris, conseguirá o detetive superar nosso conhecido amigo e suas células cinzentas?

O livro é muito bom e recomendo a todos que leiam. Para continuar acompanhando as resenhas da obra da nossa querida Majestade do Crime, fiquem por aqui no Nerdtrip. Deixem suas opiniões e comentários e lembrem-se de compartilhar.

 

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AGATHA CHRISTIE: O ADVERSÁRIO SECRETO | Resenha da Viajante

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  Título original “The Secret Adversary”, publicado em 1922 (book) – UK. Originalmente publicado no Brasil como “O Inimigo Secreto” e atualmente como “O Adversário Secreto” é o segundo romance de espionagem de Agatha Christie. Este é o primeiro livro onde os protagonistas são o casal de detetives amadores Tommy (Thomas Beresford) e Tuppence (Prudence Cowley), que me conquistaram desde o primeiro momento.
   

No enredo, temos os dois, inicialmente desempregados e desejosos de viverem grandes aventuras e exporem-se ao perigo. O casal de “amigos” Tommy e Tuppence se envolve na busca de Jane Finn, uma garota desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a primeira guerra mundial. A jovem que está nessa frenética e desesperada busca possue um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para a Inglaterra e os países aliados. O que ocasiona uma “galerinha” atrás da pobrezinha! Não somente o governo, mas também um grupo de revolucionários querem sair na frente e ganhar os tais documentos, com o intuito de utilizar as informações em uma importante greve geral que estão organizando.

O livro mais uma vez, apresenta uma protagonista cheia de  garra e determinação, embora não seja uma garota de beleza extravagante, como costumamos ver nas mocinhas de nossos livros prediletos. A autora descreve belamente a época e o livro é praticamente uma viagem no tempo.

Numa sequencia eletrizante de raptos, assassinatos, perseguições, muitos enganos e enganações fazem com que Tommy e Tuppence não tenham absolutamente a menor chance de reclamarem sobre uma calmaria e monotonia neste primeiro caso que conseguem destrinchar. Muito ao contrário disso, passam por poucas e boas e o livro é repleto de reviravoltas.

Uma curiosidade sobre os protagonistas, é que diferente de Hercule Poirot e da Miss Marple, esse casal aparece ao longo da obra da autora e envelhecem com o passar dos anos. Podemos conferir a dupla nos livros Partners in Crime (Sócios no Crime, Brasil), N or M? (M ou N?, Brasil), By the Pricking of My Thumbs (Um Presentimento Funesto, Brasil) e no quinto e último livro deles, Postern of Fate (Portal do Destino, Brasil).

Vale muito a pena conferir os livros da nossa rainha do mistério. Aguardo o comentário de vocês aqui. Aquele Abraço.

 

 

 

 

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AGATHA CHRISTIE: O MISTERIOSO CASO DE STYLES | Resenha da Viajante

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Queria compartilhar com vocês que estou lendo essa consagrada escritora de mistério na sequência em que ela lançou seus livros. Claro que, como fã de carteirinha, não posso deixar de citar que leio concomitantemente com o livro  “From My Heart”, que é a única biografia da autora escrita genuinamente em português pelo embaixador da nossa rainha do mistério no Brasil, o escritor Tito Prates.

Tive a honra de conhecê-lo em outubro passado, no Barueri Anime Fest. Onde inclusive, estarei presente neste ano também, com data marcada para os dias 29/10 e 30/10/17. O embaixador, e agora amigo, tem em sua casa, na cidade de São Paulo, um museu da Agatha e a maior coleção de seus livros no Brasil. Para os que amam esse gênero e a escritora, curtam a sua página oficial no Facebook Agatha Christie Brasil (https://www.facebook.com/groups/154978804593340/  e https://www.facebook.com/AgathaChristieBrasil/?ref=br_rs

Então vamos deixar de enrolação e falar de seu primeiro livro, The Mysterious Affair at Styles, de 1920 (O Misterioso Caso de Styles, com sua 1ª edição lançada no Brasil pela editora Edameris, em 1965). Este é o primeiro livro da autora e também o primeiro a contar com a participação do detetive belga Hercule Poirot, aqui ajudado por seu amigo, Capitão Hastings. O livro apresenta, ainda, o inspetor Japp, da Scotland Yard. Vale ressaltar que temos neste livro um Hercule muito arrogante e divertido, que foi delineado pela autora ao longo dos anos, ganhando esse “tipão” de arquétipo detetivesco, diferenciando-o em muito do nosso já conhecido na época, Sherlock Holmes, muito embora, sei que alguns discordarão de mim.

O romance é narrado em primeira pessoa, pelo Capitão Hastings, um personagem fantástico e muito inconstante sentimentalmente. Mas acalmem-se pois não é neste livro que ele conhece sua amada esposa. A história é ambientada em uma enorme e isolada casa de campo com alguns suspeitos, os quais escondem informações sobre suas próprias vidas. O livro inclui mapas da casa, bem como da cena do assassinato e uma parte do fragmento de um testamento. Há também uma boa quantidade de pistas falsas e mudanças surpreendentes na trama, e isso temos mesmo!

Enredo:

No meio da noite, os hóspedes da mansão Styles acordam assustados com o fato de que a rica proprietária da casa, Emily Inglethorp, passa aparentemente pelo que seria um ataque cardíaco com direito a acessos de convulsões, o que resulta no surgimento de nossa vítima. Para complicar tudo, as portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava tratar-se de morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Maneira pela qual a Nossa Alteza adorava usar em seus livros para assassinar suas vítimas indefesas (ou nem tão indefesas assim…). Todos os hóspedes da velha mansão, inclusive seu segundo esposo e seus enteados John e Lawrence, tinham motivos suficientemente bons para matar a Sra. Inglethorp, e nenhum deles possuía um álibi convincente.

Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot e seu fiel amigo Capitão Arthur Hastings, que fazem as suas estreias neste intrigante caso.

Vale ressaltar que o livro é escrito por uma mulher no início do século 20, época em que tínhamos pouca expressividade e menos ainda direitos. E ela sempre trazia personalidades femininas fortes e guerreiras para protagonizar suas aventuras. Agatha popularizou um novo gênero literário, em um período da história em que publicar mistério era quase uma “vergonha” para as editoras, que faziam selos novos para não publicar esses folhetins em sua marca principal.

Recomendo a leitura a todos os viajantes. Dou 4/5 timões para a obra.

 

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