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RED SONJA | A lenda de Hirkânia! Conheça um pouco mais…

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15Robert E. Howard é um dos maiores autores deste século. O escritor norte americano que influenciou Tolkien foi o grande pai da fantasia medieval ou gênero espada e feitiçaria. Começou na revista Weird Tales (espécie de Wizard do início do século 20) onde começou a publicar suas primeiras histórias como A Lança e a Presa (Spear and Fang, 1924) que forneceram a base para a criação de um dos maiores cenários de fantasia, A Era Hiboriana, com suas histórias e divisão política entre os reinos. Tolkien em várias vezes afirmou ser fã de Howard e seus personagens.

Apesar das histórias do bárbaro Conan iniciadas na história A Fênix na Espada (The Phoenix on the Sword, 1932), atualmente uma outra personagem também criada pelo mesmo autor de histórias pulp (como Richard Conan Doyle e Edgar Allan Poe), mas que acabou fazendo sucesso nas mãos da Marvel Comics. Estou falando de Sonja, A Vermelha, ou Red Sonja. Inicialmente criada como uma espécie de guerreira amazona livremente adaptada do conto Red Sonya de Rogatino, conta a história de uma garota que tendo sua vila invadida por um grupo de mercenários para o qual seu pai trabalhava, é violentada (é uma história um tanto pesada) e deixada pra morrer em uma vila em chamas. Isso atrai a atenção de uma deusa piedosa que lhe presenteia com uma espada e uma maldição: Sonja só poderia ter relações com pessoas que a derrotassem em combate, tendo que levar uma vida quase casta. Dessa maneira ela focaria todas suas atenções no combate, cruzando espadas e se aliando ao bárbaro por muitas vezes.

Em 2013 a heroína caiu nas mãos da escritora Gail Simone (Vampirella, Grayson, X-Men, Supergirl)  agora pela editora Dynamite e ganhou finalmente uma nova origem, sendo adaptada aos novos tempos. Sonja mantém os seus títulos, “Demônio de Hirkânia” ou “Maldição de Hirkânia”, devido ao que aconteceu, mas Simone readaptou a heroína, com ela se comportando como uma bárbara (real por que a dona não tem muito estudo) e a aproximando mais do estilo de Conan, sendo mais liberal com a farra, a bebedeira e o sexo. A nova versão agradou os jovens em cheio, se tornando mesmo que para uma editora independente, um grande sucesso.

Na sua nova origem, Sonjita é uma aprendiz de arqueira que vive com a família nas florestas da Hirkânia e que é atacada por um grupo de mercenários liderados por um líder tribal chamado Rykar que assassina os pais da menina e foge. Usando as técnicas de arco que o pai lhe ensinou,  Sonjita mata um a um os mercenários até chegar no lider que tem sua cabeça decepada. O episódio faz com que a guerreira ganhe o nome pela qual ficou conhecida, devido aos cabelos naturalmente vermelhos. O seu nome completo ganha anos depois ao se tornar escrava de um rei sem escrúpulos, sendo usada como gladiadora juntamente com uma outra guerreira chamada Anisia Negra. Após a primeira apresentação ela passa a se apresentar como Red Sonja. O quadrinho, chamado pelos fãs de “versão V2” ou reboot se tornou um grande sucesso.

Atualmente Sonja continua sua saga, que rivaliza com a do colega bárbaro que também está em uma editora independente (Dark Horse Comics) e mesmo sendo um pouco difícil de encontrar (talvez versões encadernadas) continua sendo por aqui um grande sucesso.

O reinicio com arte de Amanda Conner na Dynamite

 

Com Conan onde na nova editora teve já várias parcerias

O reinicio com a edição 0

O passado nas mãos da Marvel

Uma foto mais…sensual da moça (escolha minha)

O lobo da noite. O nerd caçador.
Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta.
Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais.
Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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ZORRO | “Detrás das montanhas, vem chegando então o…” – Conheça um pouco mais…

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O estilo capa e espada ainda é um dos mais sensuais do cenário literário. Qual não seria a donzela (digo as das antigas, e pasmem até mesmo algumas mulheres e garotas de hoje!) que gostaria de ser salva por um herói mascarado que usa uma lâmina e capa. O estilo atravessa gerações e mesmo hoje ainda encontra fãs fiéis.

O herói em sua forma original

Baseado no romance de John Moulin Ridge (nome forte para um autor quase desconhecido), “A Vida e Aventuras de Joaquin Murietta” narrava as aventuras de um bandido mexicano que viveu na Califórnia em 1850. Criou não somente um mito literário, mas um ícone que atravessa o tempo, sendo referência para heróis como Batman (lembra dá clássica cena da Marca do Zorro?), Asa Noturna (Dick encarna praticamente o personagem para os tempos modernos), Pantera Negra (você achou que o estilo guardião ele tinha tirado de algum lugar, certo?), as séries de tv Justiça Final e O Renegado, etc.

A história quase todos conhecem. Devido as intrigas e aos mal tratos de um Governador de uma província da Califórnia (Dom Manuel ou Miguel, de acordo com a versão), um ladrão chamado Joaquin Murietta, resolve assumir a identidade de um aristocrata sedutor porém um tanto afeminado (Dom Diego de La Vega) e com uma máscara, uma roupa preta e um chapéu fino acompanhado de um chicote assume a identidade de um herói que luta contra os desmandos do Governador na província, uma lenda que ganha do povo o nome de Zorro.

A velha estratégia do aristocrata sedutor

A série, um grande sucesso da Disney, parece atual, até mesmo para os dias de hoje. O humor e suavização lá também estão presentes (principalmente nas presepadas do Sargento Garcia, o gordinho que persegue o herói), e o estilo mezzo western também. Zorro, já ganhou dois remasters para as novas gerações e volta e meia uma rede de tv nacional reprisa o seriado que foi grande sucesso do SBT nos anos 90 e agora passa na Rede Brasil as terças-feiras.

Apesar da luta contra o mal…piadas aqui e ali

Contando com uma ainda atual série de filmes com Antonio Banderas, o mascarado ainda irá como James Bond, figurar como uma lenda entre os vigilantes mais queridos por muito tempo.

Um clássico que resiste ao tempo

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HERETIC | Magia e danação – Conheça um pouco mais…

#heretic #oldgames #fps

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Alguns jogos podem ser considerados clássicos, mais uma vez eu, Marcos, tenho o prazer de trazer a vocês um dos jogaços da pré-história do fps. Com Wolfenstein 3D, a ID Software criou a primeira revolução dos chamados hoje jogos de tiro. Após esse início, vários jogos seguiram como a criação máxima desse quesito, Doom, dos mesmos criadores de Wolfenstein. Mas nesse cenário faltava um jogo que invocasse a época medieval, e foi aí que entrou a Raven Software, e seu jogo clássico Heretic (Raven Software, 1994, publicado pela ID Software).

Heretic é como o nome diz, uma grande heresia. Pense em um jogo demoníaco onde a magia não é sua aliada e Deus não está presente. Ande por catacumbas enfrentando com toda sorte monstros, demônios e magos malignos incluindo gárgulas, zumbis, lichs de ferro, dragões licantropos e por aí vai.

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O cartaz de lançamento na época do jogo

Heretic trouxe como novidade a possibilidade do uso de itens, não apenas para cura, mas também para melhorias do personagem com armas e vários tipos de personagem pela primeira vez, como em um RPG. Os ambientes são variados, mas podemos dizer que jogos como Diablo e Path of Exile, mesmo não sendo em primeira pessoa, beberam muito nessa fonte. As fases são recheadas de inimigos até a tampa como em Doom e também influenciaram outro velho campeão dos fps: Quake.

Apesar do gráfico aparentemente cru e datado para os dias de hoje, Heretic guarda surpresas interessantes, como o Ovo que transforma todos os inimigos em galinhas. Fora itens que permitem vôo, invulnerabilidade e invisibilidade. Vale tudo na sua caçada contra o mago D’Sparil, que assim como em Blood, é o inimigo central do jogo.

 

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STUDIO GHIBLI | Conheça um pouco mais…

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“Um coração estável é a única constante nesse mundo!”

Há muito tempo, quando vi um filme uma animação linda e que muito chamou minha atenção, por um inconveniente do destino não consegui terminar de ver e (cabeça de vento como sou) esqueci-me de pegar o nome do filme… Bom, o tempo passou e vi um filme com um traço bem parecido com aquele que não tinha conseguido ver todo, e este filme com o traço parecido também me encantou, fiquei fascinada e fiz uma extensa pesquisa sobre o filme (quando fico curiosa eu pesquiso tudo, é meio nerd d+) e com isso descobri um estúdio de animação para mim totalmente novo e acabei me apaixonando. Hoje irei compartilhar com vocês esse estúdio o qual sou apaixonada, espero que gostem… Hoje irei falar sobre o Studio Ghibli…

Isao Takahata ao lade de uma de suas personagens

Isao Takahata ao lade de uma de suas personagens

Para quem não sabe Studio Ghibli é um estúdio de animação japonês, sediado em Koganei, Tóquio. Fundado em 1985 que existe até hoje, seus criadores são Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o sucesso de Nausicaä do Vale do Vento {Kaze no Tani no Naushika-1984} um filme de somente de Hayao. O estúdio lançou seu primeiro filme, Laputa: O Castelo no Céu {Tenkû no Shiro Rapyuta-1986}.Dois anos depois a empresa lança Totoro, um personagem do filme Meu vizinho Totoro {Tonari no Totoro-1988}. Com exceção de seis produções, todos os filmes do estúdio foram dirigidos por Hayao Miyazaki e Isao Takahata. Toshio Suzuki, por sua vez, é o produtor da maioria destes filmes. Em 2001, o Museu Ghibli, um museu dedicado às obras do estúdio, foi inaugurado. As animações produzidas pelo estúdio receberam aclamação mundial da crítica e do público. Em especial por ‘Túmulo dos Vagalumes’ {Hotaru no Haka-1988} que é considerado um dos melhores filmes de guerra já feitos e ‘A Viagem de Chihiro’ {Sen to Chihiro no Kamikakushi-2001} é o único filme de língua não-inglesa a ganhar o Oscar de melhor filme de animação, e é considerado a 10ª melhor animação da história do cinema.

Toshio Suzuki em entrevista

Toshio Suzuki em entrevista

Embora ‘Nausicaä do Vale do Vento’ seja considerado um filme do Studio Ghibli (particularmente não considero ele um filme do estúdio), ele foi produzido antes da fundação do estúdio.

Há pouco tempo atrás, houve rumores e até uma declaração ao programa de TV japonês ‘Jonetsu Tairiku’, que rodou a Internet em traduções livres, dizendo que com a aposentadoria do cineasta Hayao Miyazaki, estúdio iria fechar suas portas, contudo, o produtor Toshio Suzuki na verdade trata o fechamento do Ghibli como uma possibilidade, outra possibilidade (muito maior) seria uma “reestruturação” ou “faxina” no curto prazo no estúdio.

Hayao Miyazaki, o homem por trás das grandes obras do estúdio

Hayao Miyazaki, o homem por trás das grandes obras do estúdio

Com mais de 20 filmes de animação, o estúdio continua produzindo filmes quase todos os anos, como são muitos os filmes do Studio, não vou falar deles aqui, mas vou fazer uma critica a cada filme (vai ser um sacrifício, mas por vocês eu irei rever esses filmes que tanto gosto), vou começar dos mais recentes aos mais antigos. Irei também deixar uma lista com todos os filmes…

Segue lista :

1986 – Laputa: O Castelo no Céu {Tenku no Shiro Rapyuta}
1988 – Meu vizinho Totoro {Tonari no Totoro}
1988 – Túmulo dos Vagalumes {Hotaru no Haka}
1989 – O Serviço de Entregas de Kiki {Majo no Takkyubin}
1991 – Memórias de Ontem {Omohide Poro Poro}
1992 – Porco Rosso:o último herói romântico {Kurenai no Buta}
1993 – Ocean Waves {Umi ga Kikoeru}
1994 – Pom Poko: a grande batalha dos guaxinins {Heisei Tanuki Gassen Pompoko}
1995 – O Sussurro do Coração {Mimi wo Sumaseba}
1997 – Princesa Mononoke {Mononoke Hime}
1999 – Meus vizinhos: Os Yamadas{Hohokekyo Tonari no Yamada-kun}
2001 – A Viagem de Chihiro {Sen to Chihiro no Kamikakushi}
2002 – O Reino dos Gatos {Neko no Ongaeshi}
2004 – O Castelo Animado {Hauru no ugoku shiro}
2006 – Contos de Terramar {Gedo Senki}
2008 – Ponyo, uma amizade que veio do mar {Gake no Ue no Ponyo}
2010 – O Mundo dos Pequeninos {Karigurashi no Arrietty}
2011 – Da Colina Kokuriko {Kokuriko-Zaka Kara}
2013 – Vidas ao Vento {Kaze Tachinu}
2013 – O Conto da Princesa Kaguya {Kaguya Hime no Monogatari}
2014 – Quando estou com Marnie {Omoide no Maanii}
2014 – Ronja, a Filha do Ladrão {Sanzoku no Musume}
2016 – A Tartaruga Vermelha {Reddo Tātoru: Aru Shima no Monogatari}

Até a próxima!

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