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REI ARTHUR: A LENDA DA ESPADA | Crítica do Viajante!

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Dinâmico, divertido, ousado e com incríveis efeitos especiais, o longa surpreende ao reinventar a lenda do reino de Camelot

Em ‘Rei Arthur: A lenda da Espada‘, o aclamado cineasta Guy Ritchie leva seu estilo dinâmico para a épica aventura de ação e fantasia Rei Arthur: A Lenda da Espada. Com Charlie Hunnam no papel principal, o filme é uma retomada iconoclasta do clássico mito da espada Excalibur, traçando a jornada de Arthur das ruas para o trono. O filme que usa escolhas estilísticas modernas e elementos do gênero pop, que visam trazer a lenda clássica de volta tornando-a atraente para o público contemporâneo.

Semelhante aos filmes anteriores de Ritchie, o longa traz um design e um estilo de produção ousado e a linha narrativa diferente, assim como desenvolvimento da história. O elenco talentoso do filme contribui para fazer a diferença na construção moderna, começando com Charlie Hunnam no seu auge, como um jovem ladrão honrado (sim, há honra entre ladrões) e relutante Arthur. Aliados experientes de Arthur são interpretados por atores de caráter confiável-como-sempre Djimon Hounsou como Sir Bedivere e Aiden Gillen (Mindinho de Game of Thrones) como Goosefat Bill Wilson (algo “Bill Ensebado”).

O filme tem diálogos muito bem construídos, foge do óbvio e faz os com que espectadores sejam imersos na trama – ao ver o filme você será totalmente envolvido na história de Arthur e seus companheiros. O roteiro faz com que a história triste e dramática, cheia de guerras e mortes seja impactante, mas sem perder a leveza e ser muito divertido. Logo no primeiro ato vemos a dinâmica do diretor ao mostrar o crescimento de forma célere e bem dinâmica e até mesmo ousada. 

A fotografia do filme também impressiona, nas cenas em florestas a saturação das cores é tão bem trabalhada quanto as cenas mais escuras e contrastantes no castelo. Os efeitos especiais são um show à parte, o 3D vale a pena neste filme, as cenas envolvendo altura e neblina garantem boas experiências. Os elementos lúdicos combinam bem com o ritmo do filme, fazendo com que a história seja explorada sem se perder em meio a tantas informações.

Embora esta reinvenção do universo de Arthur não se limite apenas a um blockbuster, a direção energética e inspirada e poderia integrar esse mundo num cenário de fantasia maior do filme. Juntando um épico de fantasia medieval com uma drama familiar, Guy Ritchie, nos oferece um filme surpreendentemente único – embora, é claro,  “único” por razões e escolhas ousadas. Aqueles que gostam do estilo dinâmico de Ritchie irão adorar o filme, encontrarão em “Rei Arthur: A Lenda de Espada” um filme emocionante, ao mesmo tempo pipoca e inteligente, mas sem perder a identidade de Ritchie. 

NOTA DO VIAJANTE:4/5.

TRAILER 1:

TRAILER 2:

Quando o pai do jovem Arthur é assassinado, Vortigern (Jude Law), seu tio, se apodera da coroa. Sem ter o que é seu por direito de nascimento e sem ideia de quem realmente é, Arthur cresce do jeito mais difícil nos becos da cidade. Mas, assim que ele remove a espada da pedra, sua vida muda completamente e ele é forçado a descobrir seu verdadeiro legado… goste ou não.

REI ARTHUR: A LENDA DA ESPADA estreia 18 de maio nos cinemas! Com Charlie Hunnam, Astrid Bergès-Frisbey, Djimon Hounsou, Aidan Gillen, Jude Law e Eric Bana.

CEO do Nerdtrip de GNTK INC., Engenheiro de Produção, amante da sétima e da nona arte. Apaixonado por música boa e amante dos Engenheiros do Hawaii. "Seja a pessoa que você quer ser."

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STAR TREK DISCOVERY | Episódio 05: “Choose your pain” – Crítica do Viajante

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Mudd original interpretado por Roger C. Carmel na década de 60.

E o episódio de “Star Trek: Discovery” dessa semana, denominado “Choose your pain” (escolha a sua dor) trouxe de volta um velho conhecido dos trekkers de plantão. Trata-se de um velho malandro espacial: “Harry Mudd“. Tal personagem apareceu pela primeira vez no episódio da série clássica “As mulheres de Mudd” e posteriormente em outro denominado “Eu, Mudd” em ambos interpretado por Roger C. Carmel em 1966 e 1967 (1º e 2º temporadas).

Harry Mudd era uma espécie de trapaceiro intergaláctico, mercador de mulheres. Na série original era um bufão, um personagem vilanesco e de certa forma cômico. Agora em “Choose your pain” volta mais sério, mais sombrio, porém sem deixar de ser um malandro nato, dessa vez interpretado pelo ator “Rainn Wilson”, que ficou conhecido por interpretar “Dwight Schrute” no sitcom “The Office“.

No episódio de ótimo roteiro, os “klingons” sequestram o capitão “Gabriel Lorca” (Jason Isaacs) interessados em seu poderoso motor de propulsão bio-quântica. É na cela que Lorca se encontra com Mudd e um pouco do passado do vilão é revelado. Não esquecendo que Discovery é cronológicamente anterior à série original, e portanto, o encontro retratado nesse episódio é anterior aos encontros de Mudd e Kirk.

Na U.S.S Discovery, a personagem “Michael Burnham” (Sonequa Martin-Green) deixa um pouco de ser o centro da trama, apesar de ainda ter grande presença em tela. Aliás essa foi uma das principais reclamações dos trekkers mais conservadores em relação aos primeiros episódios. O primeiro oficial “Saru” (Doug Jones) tem importância vital no episódio ao ser obrigado a assumir o comando da nave na ausência de seu capitão e por isso ter que tomar decisões cruciais e moralmente questionáveis. Na ponte de comando acabamos por conhecer pelo menos os nomes dos outros oficiais graduados para os quais “Saru” dirige suas ordens.

Outro que volta a ter destaque é o engenheiro-chefe “Paul Stamets” (Anthony Rapp), e pelo desfecho do episódio fica claro que sua participação e importância na trama só devem crescer daqui para frente. Anunciado como o primeiro oficial assumidamente homossexual de Star Trek, Stamets ainda não havia dado mostra de sua sexualidade até agora, quando descobrimos quem é seu cônjuge dentro da Discovery (não vou dar spoiler, amigo leitor, você terá que assistir ao episódio para saber). Só não foi dado o “beijo”, mas ficou muito clara a relação entre os dois homens. O beijo provavelmente foi evitado por receio da “rage” dos fãs mais conservadores, mas acredito que no futuro será sim mostrado.

A conclusão do episódio, politica e moralmente correta agradou aqueles fãs que reclamavam até então de que a nova série estava de certa forma danificando a visão de sociedade utópica do criador de Star Trek, Gene Rodenberry. Mas convenhamos, não se chegou àquela “maravilhosa” sociedade de “Star Trek: The Next Generation” sem uma fase de transição. Uma transfrormação desse porte não se faz de um dia para o outro. A federação de Kirk está muito aquém da federação de Piccard e nem está em “tempos de guerra” como está a de Lorca. Entendo que o clima sombrio de paranóia e desconfiança, com oficiais sorumbáticos e pouco amistosos que se estranham o tempo todo, é completamente plausível e até mesmo esperado em uma zona de conflito. E não é por isso que deixa de ser Star trek como os mais radicais andam gritando. Minha classificação para o show se mantém:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

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YOUR NAME | Um anime de encher os olhos – Crítica do Viajante

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Para um anime ter oportunidade em algumas salas de cinema é porque há algo de especial nele, e “Your Name” (Kimi no Na wa) tem esse algo – e de sobra!

Para se ter uma noção, ele já é a maior bilheteria da história dos animes no cinema com mais de US$ 355 milhões até agora, deixando para trás a Viagem de Chihiro (US$ 289 milhões). Não bastasse isso, já foi anunciado uma versão live-action com J.J. Abrams no comando.

A direção é do sempre competente Makoto Shinkai, que tem a cada obra superado a si mesmo e já é considerado um dos maiores nomes dos animes no Japão. A trilha sonora é outro espetáculo do filme, ela sempre entra no tom certo nos deixando com vontade de cantarolar, vale muito a pena ir atrás dessa trilha sonora e as conhecer melhor.

Mas vamos à história, o que é um baita desafio falar sem dar spoiler, mas o farei. Na trama, acompanhamos a vida de Mitsuha Miyamizu, uma adolescente insatisfeita por viver numa área rural do Japão com sua irmã menor e a sua avó; e Taki Tachibana, um adolescente que vive em Tóquio e se divide numa jornada dupla entre escola e um trabalho em um restaurante italiano.

Ambos têm constantemente sonhos estranhos, e aos poucos os dois descobrem que possuem uma laço inexplicável um com o outro, quando dia sim, dia não, eles trocam de corpos.

Chega, dizer mais do que isso é desnecessariamente arriscado.

Agora, falando da estrutura, começando pelos traços, o anime é muito bem desenhado, sendo suave e poético o tempo todo mas tendo a riqueza de detalhes beirando o realismo. Há certos momentos que fazem lembrar uma fotografia e somos envolvidos nos sentimentos e na história tão facilmente que acabamos nos aconchegando nas cenas no vilarejo e sentindo a sensação de Tóquio quando a trama lá se desenvolve.

O primeiro ato é de uma doçura e ternura que ficamos sentindo a sua falta quando ele se vai, o que mostra a competência do anime. Ele nos conquista em tudo. Seu singelo humor, embora repetitivo, é agradável e nos deixa com aquele sorriso bobo de paixonite adolescente na cara.

A segunda parte é onde habita o drama, é nesse momento que nos afundamos na poltrona e disfarçadamente enxugamos aquela “lágriminha” no canto do olho. O drama bate com força nessa etapa do filme e nos desperta para a trama.

A conclusão é onde particularmente me agradou menos, mas na medida que vai se digerindo o anime percebe-se que aquele era o viés a ser seguido.

Chegamos agora na parte mais desagradável para mim que é dar a cotação da obra. Não gosto disso, pois há certas obras que crescem os seus conceitos com o passar dos dias e o contrário também acontece, quando inicialmente nos empolgamos e depois o filme vai murchando com os dias. Mas, tentando ser o mais equilibrado possível, minha cotação estará logo abaixo.

Your Name, recomendo à todos essa obra prima!

Ps: há algumas obras de Makoto Shinkai na Netflix, não deixe de conferir.

Nota para o anime: 4,5 / 5

 

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GOTHAM | Bruce assume a sua segunda máscara! Crítica do 3º episódio (They Who Hide Behind Masks) 4º temporada

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O circo começa a ser orquestrado em Gotham, claro que este episódio teve poucas cenas de ação ou quase nenhuma, mas ele serviu como um episódio bastante rico no crescimento da “guerra civil” que ocorrerá e também com o jovem e bilionário Bruce Wayne.

Para ser um grande detetive, Bruce/Batman sempre explorou as suas duas máscaras (a máscara do Morcegão e também a do playboy que gasta o seu dinheiro sem dó), isso fica bem definido com os ensinamentos do seu maior parceiro, Alfred Pennyworth (interpretado brilhantemente por Sean Pertwee) que esta indo até pra rua para auxiliar o bat-mirim.

Em contrapartida, temos o retorno de Edward Nygma (o nosso querido Charada, interpretado por Cory Michael Smith) que parece estar com um parafuso a menos por causa do longo tempo em que ficou congelado. Esse descongelamento deixou o Pinguim doido e a guerra entre ele e a Barbara Kean (que retornou dos mortos por causa de um famoso poço) acabou ficando ainda mais aguçada a intromissão do jovem bilionário Bruce Wayne. Percebe-se que neste episódio todos os acontecimentos começam a ter ligação e percebemos que Ra’s Al Ghul (interpretado “estranhamente” por Alexander Siddig) esta manipulando todos os acontecimentos por debaixo dos panos.

Mesmo Gordon tentando pedir ajuda para o Falcone, ele acabou conseguindo esta ajuda, mas da filha dele, Sofia Falcone (interpretada pela belíssima atriz Crystal Reed, ex-Teen Wolf) que acaba vindo para Gotham reinar como mafiosa com o nome Falcone. Com tudo isso, Gotham teve um bom avanço no jogo de poder na cidade sombria, Gotham está demais!

Nota para o episódio: 4 / 5

Confira a promo do próximo episódio, “The Demon’s Head”:

 

 

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