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Críticas

SENSE8 | Conheça a série por um ângulo diferente!

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O grito que eu dei! Como assim Wolfgang vai ficar finalmente com a Kala? Esperem por mais Spoiler nesse texto do gênero gonzo do jornalismo sobre a segunda temporada de Sense8.

Eu não lembro de ter lido a sinopse dessa série a qual gosto tanto. Na realidade, odeio sinopse, me sinto moldada ao assunto, odeio moldes. Acho que foi por isso que gostei tanto dessa série: nada de rótulos, apenas homo sapiens. Na verdade, essa temporada vem nos explicar o que acontece com esse povo que consegue fazer suruba mental. Aqui pra nós, geral ali é uma espécie diferente da nossa, uma mais legal.
Vamos começar pelo começo, com meu computador vermelho e minha ansiedade batendo no peito. Comecei em uma tarde de sábado a ‘maratonar’ a série com minha irmã. Aquela abertura ganhou mais tempo ou foi impressão minha? Porque olha… a musiquinha da agonia com imagens, super belas, estava durando uma eternidade, para ser mais especifica quase dois minutos.

Sou um ser péssimo de memória. Sendo assim, não sei como, nem quando, adotei alguns apelidos para os protagonistas. Segue meu minidicionário.

  • Tromba: Wolfgang (Max Rielmelt)
  • Indiana Samaritana: Kala (Tina Desai)
  • Policial Sensa: Will (Brian J. Smith)
  • Dj Smurf: Riley (Tuppence Middleton)
  • Dona da porra toda: Sun (Bae Donna)
  • Marombeiro sqn: Capheus (Toby onwumere)
  • Litozinho é só Xororô: Lito (Miguel Silvestre)
  • Nomu Nomu Nomu: Nomi (Jamie Clayton) – Se não entendeu pesquise Very 3x IOI no Youtube.

Misericórdia é gente com força, ave! Pegando essa linha de pensamento, gosto muito de como as irmãs Wachowski conseguem balancear todos os personagens, mostrando muito de todos. Sendo assim, por ser muitas vidas em minhas mãos vou fazer algo diferente, análise por dupla e em seguida algo mais geral.

INDIANA SAMARITANA E TROMBA:

Eles são meu OTP master! Apesar da minha pessoa shippar todos os seres que respiram. Na trama dessa segunda temporada a relação dos dois começa a ganhar cor, a se mostrar necessária. Junto a isso, algumas dificuldades que a Indiana tem em seu casamento com o Raj, descobrindo algumas posições meio erradas por parte dele e até mesmo nos deixando com um pouco de receio por ela. Por outro lado, o Gangue do Lobo ganha mais espaço na série com a entrada de uma nova personagem. Ela também é sensate e acaba querendo ter um envolvimento com o nosso lobo. Destacando outra mudança deste, o Alemão, que era o galã das novinhas, acaba por não querer nada além de Kala. No sense finale essa ligação dos dois parece ainda mais forte e deixa um gancho agoniante para a próxima temporada.

 POLICIAL SENSA E DJ SMURF:

Meu coração se partiu toda vez que eu via o Will sofrendo e vamos combinar que essa temporada botou para lascar nele. O Sussurros gosta muito do ex-policial e por esse motivo, o rapaz acaba usando heroína para conter o avanço do vilão caricato. Will também perdeu um ente querido (não disse quem para não aumentar o spoiler), o que destrói completamente a felicidade do rapaz. Entretanto, a força volta quando a necessidade de ajudar seus irmãos se faz muito mais necessária que suas particularidades. Enquanto isso, a Dj se machuca por conta do sofrimento do seu namorado, porém, consegue ter um papel super importante na descoberta de fatos necessários para derrotar o grande vilão da trama. Ela também é responsável por “pegar DST sensate”, como denominou, o que seria isso? Bom, após realização de um “chamado” em busca de outros como ela, Riley conseguiu isso e começa a receber visitas que por algumas vezes é desagradável.

 

DONA DA PORRA TODA E MAROMBA SQN:

A Sun é dona da porra toda mesmo! Logo no começo da temporada temos direito a tiro porrada e bomba, graças a nossa coreana fodona. O grito que eu dei também se encaixa na cena que ela dá uma surra no policial que chamo de Pãozinho. Só eu tenho essa doença de shippar o policial que quer ajudar a fugitiva? PORQUE OLHA PESSOAL EU SHIPPEI MUITO! Ela beijou o pãozinho e ganhou metade do season finale na sua treta em conseguir vingança. Sem falar das cenas mais legais que sempre a envolviam. E quem beijou também foi o Van Damme, Capheus. O meu motorista de ônibus favorito teve mais participação na série do que na primeira temporada, tomando um grande pedaço para o desenrolar de sua vida pessoal, teve até candidatura eleitoral e namoradinha jornalista. Ah! E mais treta, pois sense8 é treta com força! 

NOMU 3X E LITOZINHO É SÓ XORORÔ: 

Mais alguns acontecimentos emocionais e pessoais para os dois protagonistas LGBTQ. A cena que me fez chorar feito o Lito, foi o discurso da Nomi no casamento de sua irmã Cis, trazendo à tona todo o sofrimento desta em sua transição. Por outro lado, Lito o personagem mais choroso do século, se perde profissionalmente e por vezes tenta desistir de ser ator. E fica por conta dele também o alivio cômico da temporada, bem de leve mesmo. Já que Sense8 está longe de combinar com piadas. Uma cena linda que envolveu todos os sensates, mas principalmente Lito foi o grande discurso desse na parada gay em Sampa City.

  GRITEI MUITO COM A PLACA DE FORA TEMER QUE TINHA NO MEIO DA MULTIDÃO NA CENA.

Prometi um geralzão e vai ser esse: Meu coração parou no último episódio da temporada e fiquei muito puta da vida com aquele fim que contava os minutos para ver se dava tempo de acontecer mais coisas. Entretanto, foi um gancho forte e agoniante para a próxima temporada. E que, por favor, seja rápida! Não aguento esperar. A segunda temporada de Sense8 trouxe muito mais envolvimento entre os irmãos, levantou novos problemas e foi muito mais dinâmica que a anterior. Em alguns episódios exagerou na câmera lenta, mas nada que tirasse o brilho da bela sequência fotográfica da mesma.

O texto ficou um tanto diferente. É uma forma sensitiva de criticar a série, espero que tenham gostado e comentem o que acharam dessa temporada. Beijos de Luz e até a próxima!

UM BRINDE A SENSE8!

MINHA NOTA PARA A TEMPORADA DA SÉRIE: 4,5

Estudante de jornalismo, futura pesquisadora da nona arte e fãgirl do homem morcego. Devoradora de séries e leitora fiel da mulher gato. Uma Jedi misturada com sith, uma kpopper misturada com Mpb. Uma viagem em forma de serumaninho!

2 Comments

2 Comments

  1. alicerenise

    12 de maio de 2017 at 00:41

    Sense8 <3 Como lidar com mais dois anos de espera para a próxima temporada? Haha.

    Concordo com quase tudo o que você falou, tirando o lance do Lito. Sense8 combina SIM com humor. Embora o Lito seja o mais engraçadão mesmo do grupo, Amanita, Nomi e Bug protagonizam várias cenas divertidas também. Kala e Wolfgang (vulgo Tromba maravilhosa) também tem cenas engraçadas. Fora que quando o cluster todo resolve se divertir (surubinha, oi), a musiquinha toca e eu começo a chorar e sorrir ao mesmo tempo com eles. Sense8 não é só drama não, haha.

    Também achei o fim meio problemático. Tipo, esperei tanto para todos os sensates se encontrarem fisicamente para quando isso acontecer, ser tão rápido e banal. Espero que seja por um bom motivo, e que a terceira temporada explique essa bagunça toda.

    Mas se não explicar, tudo bem. Sense8 não é para entender, é para sentir.

    http://pequenaaventureira.blogspot.com.br/

    • Nycole Melo

      12 de maio de 2017 at 00:51

      Né isso! Eu fiquei toda nervosa naquele finalzinho. E sobre a questão cômica, acho que nesse nível está bom, nada mais nada menos. Eu particularmente sou a adoradora de drama e esse acaba se sobressaindo. Bem lembrado, a cena do cinema foi bastante engraçada. Obrigada por ler e comentar! Beijos de luz.

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STAR TREK DISCOVERY | Episódio 05: “Choose your pain” – Crítica do Viajante

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Mudd original interpretado por Roger C. Carmel na década de 60.

E o episódio de “Star Trek: Discovery” dessa semana, denominado “Choose your pain” (escolha a sua dor) trouxe de volta um velho conhecido dos trekkers de plantão. Trata-se de um velho malandro espacial: “Harry Mudd“. Tal personagem apareceu pela primeira vez no episódio da série clássica “As mulheres de Mudd” e posteriormente em outro denominado “Eu, Mudd” em ambos interpretado por Roger C. Carmel em 1966 e 1967 (1º e 2º temporadas).

Harry Mudd era uma espécie de trapaceiro intergaláctico, mercador de mulheres. Na série original era um bufão, um personagem vilanesco e de certa forma cômico. Agora em “Choose your pain” volta mais sério, mais sombrio, porém sem deixar de ser um malandro nato, dessa vez interpretado pelo ator “Rainn Wilson”, que ficou conhecido por interpretar “Dwight Schrute” no sitcom “The Office“.

No episódio de ótimo roteiro, os “klingons” sequestram o capitão “Gabriel Lorca” (Jason Isaacs) interessados em seu poderoso motor de propulsão bio-quântica. É na cela que Lorca se encontra com Mudd e um pouco do passado do vilão é revelado. Não esquecendo que Discovery é cronológicamente anterior à série original, e portanto, o encontro retratado nesse episódio é anterior aos encontros de Mudd e Kirk.

Na U.S.S Discovery, a personagem “Michael Burnham” (Sonequa Martin-Green) deixa um pouco de ser o centro da trama, apesar de ainda ter grande presença em tela. Aliás essa foi uma das principais reclamações dos trekkers mais conservadores em relação aos primeiros episódios. O primeiro oficial “Saru” (Doug Jones) tem importância vital no episódio ao ser obrigado a assumir o comando da nave na ausência de seu capitão e por isso ter que tomar decisões cruciais e moralmente questionáveis. Na ponte de comando acabamos por conhecer pelo menos os nomes dos outros oficiais graduados para os quais “Saru” dirige suas ordens.

Outro que volta a ter destaque é o engenheiro-chefe “Paul Stamets” (Anthony Rapp), e pelo desfecho do episódio fica claro que sua participação e importância na trama só devem crescer daqui para frente. Anunciado como o primeiro oficial assumidamente homossexual de Star Trek, Stamets ainda não havia dado mostra de sua sexualidade até agora, quando descobrimos quem é seu cônjuge dentro da Discovery (não vou dar spoiler, amigo leitor, você terá que assistir ao episódio para saber). Só não foi dado o “beijo”, mas ficou muito clara a relação entre os dois homens. O beijo provavelmente foi evitado por receio da “rage” dos fãs mais conservadores, mas acredito que no futuro será sim mostrado.

A conclusão do episódio, politica e moralmente correta agradou aqueles fãs que reclamavam até então de que a nova série estava de certa forma danificando a visão de sociedade utópica do criador de Star Trek, Gene Rodenberry. Mas convenhamos, não se chegou àquela “maravilhosa” sociedade de “Star Trek: The Next Generation” sem uma fase de transição. Uma transfrormação desse porte não se faz de um dia para o outro. A federação de Kirk está muito aquém da federação de Piccard e nem está em “tempos de guerra” como está a de Lorca. Entendo que o clima sombrio de paranóia e desconfiança, com oficiais sorumbáticos e pouco amistosos que se estranham o tempo todo, é completamente plausível e até mesmo esperado em uma zona de conflito. E não é por isso que deixa de ser Star trek como os mais radicais andam gritando. Minha classificação para o show se mantém:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

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GOTHAM | Bruce assume a sua segunda máscara! Crítica do 3º episódio (They Who Hide Behind Masks) 4º temporada

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O circo começa a ser orquestrado em Gotham, claro que este episódio teve poucas cenas de ação ou quase nenhuma, mas ele serviu como um episódio bastante rico no crescimento da “guerra civil” que ocorrerá e também com o jovem e bilionário Bruce Wayne.

Para ser um grande detetive, Bruce/Batman sempre explorou as suas duas máscaras (a máscara do Morcegão e também a do playboy que gasta o seu dinheiro sem dó), isso fica bem definido com os ensinamentos do seu maior parceiro, Alfred Pennyworth (interpretado brilhantemente por Sean Pertwee) que esta indo até pra rua para auxiliar o bat-mirim.

Em contrapartida, temos o retorno de Edward Nygma (o nosso querido Charada, interpretado por Cory Michael Smith) que parece estar com um parafuso a menos por causa do longo tempo em que ficou congelado. Esse descongelamento deixou o Pinguim doido e a guerra entre ele e a Barbara Kean (que retornou dos mortos por causa de um famoso poço) acabou ficando ainda mais aguçada a intromissão do jovem bilionário Bruce Wayne. Percebe-se que neste episódio todos os acontecimentos começam a ter ligação e percebemos que Ra’s Al Ghul (interpretado “estranhamente” por Alexander Siddig) esta manipulando todos os acontecimentos por debaixo dos panos.

Mesmo Gordon tentando pedir ajuda para o Falcone, ele acabou conseguindo esta ajuda, mas da filha dele, Sofia Falcone (interpretada pela belíssima atriz Crystal Reed, ex-Teen Wolf) que acaba vindo para Gotham reinar como mafiosa com o nome Falcone. Com tudo isso, Gotham teve um bom avanço no jogo de poder na cidade sombria, Gotham está demais!

Nota para o episódio: 4 / 5

Confira a promo do próximo episódio, “The Demon’s Head”:

 

 

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THE GOOD DOCTOR | Freddie Highmore passa ótima reflexão do seu personagem! Crítica do 2º episódio

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Após um episódio de estreia entre os mais assistidos da TV americana e que possuiu alguns erros e acertos, The Good Doctor teve o lançamento do seu segundo episódio, e que episódio meus amigos!

Confesso que a season Premiere não me conquistou 100% (pra ler ela, clique aqui), mas como eu percebi que poderia ter qualidade no restante da temporada (já que o canal que produz a série encomendou por completo a primeira temporada) eu acabei dando um sinal de esperança, mas eu não esperava que melhorasse tanto  logo em seguida.

Bem, nesse episódio vemos um pouco da difícil vida de Shaun (Freddie Highmore, que esta bem mais a vontade no papel neste episódio), todos os seus costumes e dilemas são lembrados e discutidos com os famosos flashbacks que explicam com extrema coesão o desenvolvimento da história deste doce garoto. Vemos aqui que Highmore faz o que ele entende bem, se sobressai sobre os outros atores que continuam bons também.

Na medida em que as cenas foram passando, Shaun tentou se segurar e aprender com o seu cirurgião-chefe (onde ele já deu várias patadas aka Dr.House), mas se pondera e insiste em fazer o bem, suas dicas e o seu conhecimento é bem acima dos demais e o personagem acaba sendo usado como esnobada peça de um tabuleiro voltado as ganancias da maioria dos médicos da unidade onde ele esta estagiando.

Toda esta mistura foi extremamente rica e bem amarrada e fez com que o roteiro desse segundo episódio fosse bem mais desenvolvido (em minha modesta opinião, foi bem melhor que a season première), conseguimos ficar ainda envolvidos com o protagonista e também com o que ele irá representar no hospital onde ele esta trabalhando, espero que o roteiro continue afiado e desafiador tanto para o publico apreciar e também para o protagonista que poderá ser um novo queridinho da TV, pois temos um grande ator que irá carregar a série nas costas (como Hugh Laurie carregou Dr.House com maestria) para que ela seja um enorme sucesso.

Nota para o episódio: 4,5 / 5

Confira a promo para o 3º episódio:

 

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