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Críticas

SUPERGIRL | 2º Temporada – Crítica do Viajante!

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Após uma boa primeira temporada em um canal que não dá chances às séries de TV com heróis, o futuro da Supergirl como uma produção televisiva era incerto. Entretanto, tivemos uma esperança, o canal CW que adapta os heróis Flash e Arqueiro Verde resolveu dar continuidade ao show e ainda de quebra fez um grande crossover entre esses poderosos heróis.

Superman e Supergirl

Qualidades à parte dessa união, a nova temporada estrelada por Melissa Benoist resolveu adaptar temas modernos e progressistas, claro que as cenas de ação não ficaram de lado, a introdução do primo da heroína, o escoteiro azul mais famoso das HQ’s como um coadjuvante gerou dúvidas, que logo foram bem aceitas por uma ótima atuação de Tyler Hoechlin no início e no final desta segunda temporada.

Mellissa Benoist (Supergirl) e Lynda Carter (a primeira Mulher-Maravilha atuando na série como presidente dos EUA)

Mellissa Benoist (Supergirl) e Lynda Carter (a primeira Mulher-Maravilha)

A série também trabalhou bem o lado pessoal dos principais personagens da série, por mais que tenha sido o lado mais difícil de engolir pela lentidão em que se foi trabalhado (isso infelizmente é culpa da temporada que contou com 22 episódios, muito grande!), tivemos uma grande evolução dos ideais envolvendo Kara Danvers (o lado esperançoso e de escoteiro azul do seu primo ficou evidente na personagem), Alex Danvers (que evoluiu com um lindo romance com uma policial local chamada Maggie), Mon-El (que surpreendeu pela boa evolução), James Olsen (que se tornou um herói), J’onn J’onzz (que encontrou seu amor?!) e Lena Luthor (que gerou dúvidas no começo e foi bem trabalhada).

 o cast de Supergirl na SDCC (Comic-Con), destaque no centro para o ator Tyler Hoechlin que é atuou como o Superman na série

O elenco principal de Supergirl na SDCC (Comic-Con)

Mesmo assim, essa temporada produzida pelo canal CW não viveu só de coisas boas, pois algumas coisas foram desenvolvidas e apresentadas com muitos equívocos, o maior exemplo foi a tentativa frustrada de balancear romance e ação, episódios focados em coadjuvantes foram raros, uma maior participação do Homem de Aço, a resolução de problemas óbvios e a presença de temas do cotidiano, que poderiam ter sido melhor trabalhados, não tiveram um grande capricho dos produtores.

Supergirl (Melissa Benoist) e Mon-El (Chris Wood)

Esses problemas não deram um déficit ao final da temporada e para o gancho surpresa da terceira temporada, que já está confirmada. No entanto, esses probleminhas acabaram incomodando bastante para acompanhar a longa segunda temporada da série que foi finalizada perfeitamente. E como esperar por essa nova temporada com os acontecimentos incríveis que envolveram o círculo de personagens principais da série, pois mesmo com alguns erros, os episódios finais conseguiram arrumar as pontas soltas e terminou com uma ação frenética que raramente você iria acompanhar em uma série com essa temática.

Calista Flockhart como a querida Cat Grant

Calista Flockhart como Cat Grant

Ainda tivemos a participação da atriz Calista Flockhart que, como sempre, atua super bem e a sua personagem é envolvente ao agregar uma boa qualidade no roteiro dos episódios, espero que a personagem volte a ter mais participações na terceira temporada, e ficamos no aguardo de que Kara Danvers e a sua trupe retornem logo com boas aventuras!

NOTA PARA A TEMPORADA: 3,5 / 5

Editor-Chefe do Nerdtrip e Professor de Biologia e Educação Física Escolar. Amante de Animações, Seriados, Games, Ficção, Mundo Mágico, HQs e lunático pela 7º Arte. Entendedor de Oscar e outras premiações frescurites que ninguém liga e repara nos filmes (aqueles detalhes bobos). Ama a 'Trindade' que é conhecida nos 7 cantos do mundo e nas horas vagas escuta aquela música eletrônica para ficar na vibe ou curte também aquele bom e velho rock'n'roll.

1 Comment

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  1. Vitor Lobo

    30 de maio de 2017 at 23:33

    Muito boa crítica. Nunca concordei tanto com uma crítica hahaha acho que esta temporada foi boa mais com alguns erros, como dito acima esta tentativa de balancear romance e ação realmente não deu certo, o único romance bom pra mim foi entre a Alex e Maggie, já os outros demoraram para convencer, Kara e James não tinham a menor química, Kara e Mon-el demoraram para se acertar no início era irritante, e Winn e Lyra foi meia boca pra mim. Também senti muita falta da personagem Kara em si, não ela como Supergirl, mas como repórter. Quando ela foi promovida pela Cat ao final da primeira temporada eu estava muito entusiasmado sobre o que viria na segunda, como Kara iria enfrentar esta nova vida de repórter. As dificuldades que ela teria, e como ela iria se resolver, afinal queria ver ela “se virar nos trinta”, improvisar no trabalho, como ela fazia na primeira temporada com a Cat. O Snapper Car é um excelente personagem poderiam usar mais ele, mas parece que foi caindo no esquecimento ao longo da temporada. De resto a temporada foi boa, com bons vilões, melhores do que os da temporada anterior penso eu. Esperando pela terceira temporada, tomara que eles consertem os erros cometidos nesta, pra mim faltou pouco para esta série sair do “bom” para o “ótimo”.

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STAR TREK DISCOVERY | Episódio 05: “Choose your pain” – Crítica do Viajante

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Mudd original interpretado por Roger C. Carmel na década de 60.

E o episódio de “Star Trek: Discovery” dessa semana, denominado “Choose your pain” (escolha a sua dor) trouxe de volta um velho conhecido dos trekkers de plantão. Trata-se de um velho malandro espacial: “Harry Mudd“. Tal personagem apareceu pela primeira vez no episódio da série clássica “As mulheres de Mudd” e posteriormente em outro denominado “Eu, Mudd” em ambos interpretado por Roger C. Carmel em 1966 e 1967 (1º e 2º temporadas).

Harry Mudd era uma espécie de trapaceiro intergaláctico, mercador de mulheres. Na série original era um bufão, um personagem vilanesco e de certa forma cômico. Agora em “Choose your pain” volta mais sério, mais sombrio, porém sem deixar de ser um malandro nato, dessa vez interpretado pelo ator “Rainn Wilson”, que ficou conhecido por interpretar “Dwight Schrute” no sitcom “The Office“.

No episódio de ótimo roteiro, os “klingons” sequestram o capitão “Gabriel Lorca” (Jason Isaacs) interessados em seu poderoso motor de propulsão bio-quântica. É na cela que Lorca se encontra com Mudd e um pouco do passado do vilão é revelado. Não esquecendo que Discovery é cronológicamente anterior à série original, e portanto, o encontro retratado nesse episódio é anterior aos encontros de Mudd e Kirk.

Na U.S.S Discovery, a personagem “Michael Burnham” (Sonequa Martin-Green) deixa um pouco de ser o centro da trama, apesar de ainda ter grande presença em tela. Aliás essa foi uma das principais reclamações dos trekkers mais conservadores em relação aos primeiros episódios. O primeiro oficial “Saru” (Doug Jones) tem importância vital no episódio ao ser obrigado a assumir o comando da nave na ausência de seu capitão e por isso ter que tomar decisões cruciais e moralmente questionáveis. Na ponte de comando acabamos por conhecer pelo menos os nomes dos outros oficiais graduados para os quais “Saru” dirige suas ordens.

Outro que volta a ter destaque é o engenheiro-chefe “Paul Stamets” (Anthony Rapp), e pelo desfecho do episódio fica claro que sua participação e importância na trama só devem crescer daqui para frente. Anunciado como o primeiro oficial assumidamente homossexual de Star Trek, Stamets ainda não havia dado mostra de sua sexualidade até agora, quando descobrimos quem é seu cônjuge dentro da Discovery (não vou dar spoiler, amigo leitor, você terá que assistir ao episódio para saber). Só não foi dado o “beijo”, mas ficou muito clara a relação entre os dois homens. O beijo provavelmente foi evitado por receio da “rage” dos fãs mais conservadores, mas acredito que no futuro será sim mostrado.

A conclusão do episódio, politica e moralmente correta agradou aqueles fãs que reclamavam até então de que a nova série estava de certa forma danificando a visão de sociedade utópica do criador de Star Trek, Gene Rodenberry. Mas convenhamos, não se chegou àquela “maravilhosa” sociedade de “Star Trek: The Next Generation” sem uma fase de transição. Uma transfrormação desse porte não se faz de um dia para o outro. A federação de Kirk está muito aquém da federação de Piccard e nem está em “tempos de guerra” como está a de Lorca. Entendo que o clima sombrio de paranóia e desconfiança, com oficiais sorumbáticos e pouco amistosos que se estranham o tempo todo, é completamente plausível e até mesmo esperado em uma zona de conflito. E não é por isso que deixa de ser Star trek como os mais radicais andam gritando. Minha classificação para o show se mantém:

Links para as críticas dos episódios anteriores:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

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YOUR NAME | Um anime de encher os olhos – Crítica do Viajante

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Para um anime ter oportunidade em algumas salas de cinema é porque há algo de especial nele, e “Your Name” (Kimi no Na wa) tem esse algo – e de sobra!

Para se ter uma noção, ele já é a maior bilheteria da história dos animes no cinema com mais de US$ 355 milhões até agora, deixando para trás a Viagem de Chihiro (US$ 289 milhões). Não bastasse isso, já foi anunciado uma versão live-action com J.J. Abrams no comando.

A direção é do sempre competente Makoto Shinkai, que tem a cada obra superado a si mesmo e já é considerado um dos maiores nomes dos animes no Japão. A trilha sonora é outro espetáculo do filme, ela sempre entra no tom certo nos deixando com vontade de cantarolar, vale muito a pena ir atrás dessa trilha sonora e as conhecer melhor.

Mas vamos à história, o que é um baita desafio falar sem dar spoiler, mas o farei. Na trama, acompanhamos a vida de Mitsuha Miyamizu, uma adolescente insatisfeita por viver numa área rural do Japão com sua irmã menor e a sua avó; e Taki Tachibana, um adolescente que vive em Tóquio e se divide numa jornada dupla entre escola e um trabalho em um restaurante italiano.

Ambos têm constantemente sonhos estranhos, e aos poucos os dois descobrem que possuem uma laço inexplicável um com o outro, quando dia sim, dia não, eles trocam de corpos.

Chega, dizer mais do que isso é desnecessariamente arriscado.

Agora, falando da estrutura, começando pelos traços, o anime é muito bem desenhado, sendo suave e poético o tempo todo mas tendo a riqueza de detalhes beirando o realismo. Há certos momentos que fazem lembrar uma fotografia e somos envolvidos nos sentimentos e na história tão facilmente que acabamos nos aconchegando nas cenas no vilarejo e sentindo a sensação de Tóquio quando a trama lá se desenvolve.

O primeiro ato é de uma doçura e ternura que ficamos sentindo a sua falta quando ele se vai, o que mostra a competência do anime. Ele nos conquista em tudo. Seu singelo humor, embora repetitivo, é agradável e nos deixa com aquele sorriso bobo de paixonite adolescente na cara.

A segunda parte é onde habita o drama, é nesse momento que nos afundamos na poltrona e disfarçadamente enxugamos aquela “lágriminha” no canto do olho. O drama bate com força nessa etapa do filme e nos desperta para a trama.

A conclusão é onde particularmente me agradou menos, mas na medida que vai se digerindo o anime percebe-se que aquele era o viés a ser seguido.

Chegamos agora na parte mais desagradável para mim que é dar a cotação da obra. Não gosto disso, pois há certas obras que crescem os seus conceitos com o passar dos dias e o contrário também acontece, quando inicialmente nos empolgamos e depois o filme vai murchando com os dias. Mas, tentando ser o mais equilibrado possível, minha cotação estará logo abaixo.

Your Name, recomendo à todos essa obra prima!

Ps: há algumas obras de Makoto Shinkai na Netflix, não deixe de conferir.

Nota para o anime: 4,5 / 5

 

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GOTHAM | Bruce assume a sua segunda máscara! Crítica do 3º episódio (They Who Hide Behind Masks) 4º temporada

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O circo começa a ser orquestrado em Gotham, claro que este episódio teve poucas cenas de ação ou quase nenhuma, mas ele serviu como um episódio bastante rico no crescimento da “guerra civil” que ocorrerá e também com o jovem e bilionário Bruce Wayne.

Para ser um grande detetive, Bruce/Batman sempre explorou as suas duas máscaras (a máscara do Morcegão e também a do playboy que gasta o seu dinheiro sem dó), isso fica bem definido com os ensinamentos do seu maior parceiro, Alfred Pennyworth (interpretado brilhantemente por Sean Pertwee) que esta indo até pra rua para auxiliar o bat-mirim.

Em contrapartida, temos o retorno de Edward Nygma (o nosso querido Charada, interpretado por Cory Michael Smith) que parece estar com um parafuso a menos por causa do longo tempo em que ficou congelado. Esse descongelamento deixou o Pinguim doido e a guerra entre ele e a Barbara Kean (que retornou dos mortos por causa de um famoso poço) acabou ficando ainda mais aguçada a intromissão do jovem bilionário Bruce Wayne. Percebe-se que neste episódio todos os acontecimentos começam a ter ligação e percebemos que Ra’s Al Ghul (interpretado “estranhamente” por Alexander Siddig) esta manipulando todos os acontecimentos por debaixo dos panos.

Mesmo Gordon tentando pedir ajuda para o Falcone, ele acabou conseguindo esta ajuda, mas da filha dele, Sofia Falcone (interpretada pela belíssima atriz Crystal Reed, ex-Teen Wolf) que acaba vindo para Gotham reinar como mafiosa com o nome Falcone. Com tudo isso, Gotham teve um bom avanço no jogo de poder na cidade sombria, Gotham está demais!

Nota para o episódio: 4 / 5

Confira a promo do próximo episódio, “The Demon’s Head”:

 

 

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