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THE SCHROEDINGER SHOW | Resenha do livro de Carlos Orsi!

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The Schroedinger Show

O título The Schroedinger Show assusta muitas pessoas e não é pra menos, pois é uma mistura de Austríaco com Inglês e por tabela a narrativa é em Português, bizarro não?

O fato é que se trata de um conto de Carlos Orsi e é baseado numa experiência científica chamada “Schroedinger Cat” ou O “Gato de Schroedinger”. Trata-se de um experimento imaginário desenvolvido pelo Austríaco  Erwin Schrödinger, em 1935, na qual um gato é colocado numa caixa, não transparente, e a sua vida estaria à disposição de partículas radioativas.

Caso as partículas circulassem pelo interior da caixa o gato morreria e caso isso não acontecesse o gato viveria, no entanto, como saber se o animal estaria vivo ou não?

A loucura está nas teorias do mundo subatômico que ratifica que ambas as possibilidades são aceitas, ou seja, o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo. Agora, e se um curioso abrisse a caixa? Para esse curioso o gato estaria vivo ou morto, sem meias palavras, afinal, não dá pra ficar em cima do muro quando você olha para o animal.

 

 

Agora que você conhece um pouquinho dessa teoria maluca vamos ao que interessa, o conto “The Schroedinger Show”. O conto traz a história do protagonista “super-pop-megastar”, membros duma banda de rock, que ouviu sobre essa teoria e gostaria de aplicá-la em seus shows.

O grupo instala diversos palcos em vários locais espalhados pelo mundo e todos eles são cobertos por grossas cortinas. Um dos palcos teria a transmissão do show, por meio de sinais holográficos e restava saber qual deles seria, afinal, apenas o público poderia atestar esse fato quando as cortinas em determinado horário abrissem.

Ou seja, enquanto, as cortinas não abrissem o público tinha a certeza e ao mesmo tempo não que o grupo de rock estaria em todos os palcos, novamente bizarro não?

 

DNA da obra

O conto tem poucas páginas e a sua leitura não é tão simples assim, no entanto, o grande barato é esse, ou seja, o desafio de entender a história. Quando li pela primeira vez não entendi nada e tive que pesquisar a experiência “O Gato Schroedinger”.

Após entender um pouquinho sobre a teoria, reli novamente o conto e só depois que a ficha caiu,  o desafio foi vencido. O lance fenomenal de ler uma obra como essa é o entendimento de teorias e associá-las ao contexto da história. E esse conto permite isso.

Caso você não seja adepto a esses desafios nem tente ler “The Schroedinger Show”, pois você vai odiá-lo e se você aceitar ler o conto é porque você faz parte de um grupo seleto de leitores.

 

Notas sobre o autor

Carlos Orsi Marinho é um escritor de ficção científica, fantasia e horror que é especializado em divulgar a ciência. É um escritor importante da Ficção Cientifica brasileira e membro ativo do Clube de Leitores de Ficção Científica, CLFC.

Iniciou sua carreira com a publicação da novela “O Aprendizado” na revista Isaac Azimov Magazine número 24 publicado entre os anos 1990 e 1993. Seus trabalhos são compostos em sua maioria por contos e novelas.

Na sua lista de trabalhos publicados tem três romances: “Melissa, a Meretriz do Mal” (disponível online), “Guerra Justa” (Draco, 2010), “Nômade” (Autores Associados, 2010) e “As Dez Torres de Sangue” (Draco, 2012).

Para saber mais sobre o autor acesse o blog do Carlos Orsi e conheça os trabalhos desse importante escritor de divulgação da ficção científica.

Capa

Título: The Schroedinger Show

Autor: Carlos Orsi

ISBN: 5530000999191

Editora: Draco

Nota Skoob: 2,7

 

 

Via Super Interessante

 

 

Editor do blog http://www.estantedowilson.com.br/ e colaborador no blog http://www.nerdtrip.com.br/, Pós-graduado em Língua Portuguesa pela PUC/SP e viciado em Literatura e Cultura Pop.

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A NOIVA FANTASMA | Resenha da Viajante!

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Li Lan acabou de se tornar uma “Noiva Fantasma”. Após o falecimento de sua mãe, o pai de Li Lan entrou em depressão profunda e isso fez ele acabar abrindo falência.

Uma família falida passa por grandes dificuldades e por conta disso Li Lan acaba recebendo a proposta de casar-se com um homem morto, pois assim a alma dele pode ter o tão sonhado descanso.

Porém, ela não aceita tudo assim calada e aí que começa a história, pois ela começa a fazer viagens para o inferno, desvenda mistérios e conhece personagens simplesmente incríveis! Ela também conhece demônios e percebe que a vida no inferno pode se parecer muito com a vida na terra.

O livro fala um pouco sobre a crença da cultura oriental, mas lembrando que ele relata uma crença muito antiga! Ou seja, ela ainda existe em alguns casos, mas é muito raro alguém ainda acreditar nisso.

O mistério do livro é maravilhoso, os personagens são trabalhados duma ótima forma e o final é surpreendente. Portanto, esse livro é ótimo em todos os sentidos!

Nota para o livro: 5 / 5

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COMO (QUASE) NAMOREI ROBERT PATTINSON | Resenha da Viajante

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Duda é uma jovem de 19 anos que cursa jornalismo e é totalmente apaixonada pela Saga Crepúsculo. Mas ela é aquelas fãs que leva o livro para tudo que é lugar, sabe cada detalhe da vida dos personagens e sonha em casar com Robert Pattinson.

Mas o que ela nem imagina é que algo muito fora da realidade irá acontecer, ou seja, em uma viagem para Nova York, ela acaba conhecendo Miguel Defillippo.

Miguel é a cara de Robert Pattinson!! Ou seja, tudo em Miguel lembra o vampiro Robert. Miguel é um cara legal, bonito, sincero e possui uma vida complicada, alguns segredos e acaba se interessando por Duda, mas tudo indica que eles vão enfrentar alguns problemas.

O livro é extremamente divertido! Contém cenas leves, personagens engraçados e ao mesmo tempo extremamente inteligentes! É um livro para o público adolescente, mas qualquer fã da saga pode ler tranquilamente. Ou seja, é uma leitura leve e que fará o leitor fugir da realidade e dar boas risadas!

 

 

Nota para o livro:

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THE WITCHER | Melhor que o Senhor dos Anéis? (PARTE 1)

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Ok galera, sério, vocês estão sendo fera, ontem minha matéria sobre The Gifted ganhou alcance nacional (é muita gente pra agradecer e temos os problemas de propaganda, mas eu agradeço imensamente aos veículos e em especial a galera da Universo X-Men pela força). Mas hoje é sexta, vamo que vamo, e tem matéria pra passar.

A Europa hoje é um berço de criação, muitos dos melhores jogos, alguns dos melhores filmes e, principalmente, livros vêm de lá, com atenção as atuais ex-repúblicas soviéticas. Livre do controle pesado do Kremilin, essas nações estão agora exportando para o mundo o que de melhor eles têm, a sua cultura.

Em especial, Polska. É, a Polônia. Terra de Robert Lewandowski, craque do Bayern e ex Borussia Dortmund, hoje tem a oferecer muito mais ao mundo além do futebol (que é ótimo), através da companhia debutante CD Projeckt RED em 2007 trouxe a partir das histórias de Andrezj Sapkowski (considerado o Tolkien polonês) o jogo multipremiado The Witcher, um sucesso retumbante que fez no seu primeiro jogo 10 milhões de cópias vendidas, mesmo sendo um jogo considerado difícil por muitos gamers.

Mas não é pra isso que estamos aqui, o real assunto seria na verdade a mitologia criada por Andrezj. Superaria atualmente a Senhor dos Anéis e A Guerra dos Tronos de G.R.R. Martin? Para muitos fãs, sim, o universo de The Witcher realmente mostra que a criatura pode sim ter superado seus criadores (é sério). Juntando o importante acervo que tem de livros (todos excelentes), jogos (todos campeões de venda e crítica, um mito moderno), um card game (o famigerado Gwent) e até quadrinhos, o mundo do bruxeiro invadiu o Brasil. Hoje, no Facebook, juntando todas as comunidades estima em quase 2 milhões de fãs. É muita gente só aqui.

Eu não vou me ater a história (afinal teria que ser um post maior pra isso), mas vou falar dos livros e vamos (tentar) comparar, como em As Crônicas de Gelo e Fogo muita coisa fica nas entrelinhas, que fique claro que o bruxeiro Geralt de Rivia é um resolvedor de problemas e pouco liga de onde eles saem. É um Boba Fett, trabalha a preço fixo e se envolve nas tretas dos reinos mais por puro altruísmo mesmo.

Tudo começa em O Ultimo Desejo. Nele, Geralt tem os seus primeiros trabalhos como bruxeiro, e ao mesmo tempo discursa sobre o preço que pagou para se tornar um, o que remete as melhores histórias do Aranha, onde o poder se mistura com a responsabilidade, questões sobre o dinheiro e o altruísmo sempre presente do bruxão.

Qualquer semelhança do bruxeiro Geralt com samurais ou guerreiros chineses não é mera coincidência

O Último Desejo traz um sopro novo para o estilo, sem o didatismo de Silmarillon e o pragmatismo de Ned Stark em A Guerra dos Tronos, com um andamento que lembra O Hobbit em alguns momentos, os melhores momentos da fantasia estilo Grimm eslava estão brilhantemente presentes. O livro passa rapidinho, a leitura é leve, e quando você se dá conta, tá chegando no final. Aqui também já são colocadas as raízes do relacionamento conturbado entre Geralt e a feiticeira de Vergen, Yennefer, seu affair (e seu nêmesis também) no resto dos livros.

O segundo livro A Espada do Destino já deixa clara essa diferença, além de trazer mais sobre essa misteriosa personagem, há todo um clima de trevas no ar, semelhante a A Sociedade do Anel. Geralt parece impotente diante dos desafios, como Frodo no livro de Tolkien (aliás é muito prudente comparar o Bruxo ao tutorado de Gandalf), aliás são esses tropeços causados pela humanidade de Geralt que o torna um personagem tão singular.

O que nos leva a guerra total entre os metahumanos em O Sangue de Elfos. Retratada no jogo The Witcher, com cores bastante violentas, é pior ainda no livro, aqui como no fim de A Espada, entra em ação uma das personagens mais queridas da história do bruxeiro, Cirilla de Cintra, sua aprendiz e que conta como sua filha. Aqui a comparação cai com o Cão de Caça e Arya Stark, pois Ciri é de natureza guerreira como Arya tendo o “pai” Geralt como seu grande professor, a diferença para a jornada de Frodo contra as Duas Torres é que apesar do terror estar a espreita (o terror do preconceito), somente o treinamento árduo em um mundo que não admite perdedores pode preparar Ciri para os perigos inúmeros que cercarão a garota.

Outra comparação legal aqui seriam as histórias orientais de samurais, de mestre e discípulo filmadas pelo mestre Akira Kurosawa. A magia no mundo de The Witcher é traiçoeira e muitas vezes usada para fins obscuros o que mais uma vez aproxima o estilo de Sapkowski de G.R.R. Martin.

Bom como essa matéria ficou esticada além da conta, vou encerrar a primeira parte por aqui. Mas pretendo o mais rápido que eu puder terminar essa análise com as devidas comparações, abro aqui os comentários para que se você tem uma idéia que complemente ou melhore, ou discorde, nos interpele. Vou deixar um vídeo plus como sempre, e fique ligado na próxima análise.

 

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