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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Modern Family

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Pensa em um dia de preguiça, em que você quer ficar em casa, deitado na cama vendo séries de comédia (sozinho ou acompanhado).

Uma boa pedida é Modern Family.

A série sobre três famílias unidas pelos laços de parentesco, cada uma com sua peculiaridade consegue te prender nas situações mais absurdas, e também factíveis de serem reconhecidas em nosso dia a dia.

Os episódios seguem o estilo “falso documentário”, onde vemos os personagens dando entrevistas ao longo da história que acompanha seus percalços na vida familiar. As situações absurdas (e hilárias) servem como fio condutor da história de uma família complexa, dividida em três núcleos: a do patriarca Jay e sua esposa (muito) mais nova, a explosiva colombiana Gloria e seu filho romântico Manny. Os filhos de Jay, Claire e Mitchel também possuem famílias peculiares. Claire casada com o atrapalhado corretor Phil e mãe de três adolescentes igualmente confusos. Já o advogado Mitchel é casado com o professor Cameron e no inicio da série anunciam a adoção da pequena vietnamita Lilly.

A série não é linear, portanto dá para aproveitar tranquilo episódios isolados. Porém existe uma continuidade, onde percebemos a evolução emocional, afetiva e física (no caso das crianças) dos personagens.

Outro ponto positivo da série é que seus episódios são bem curtos (cerca de 25 minutos), que são suficientes para evitar a saturação com as histórias, e ainda deixar com vontade de continuar o acompanhamento das histórias.

Os episódios têm sempre um tema, sobre o qual os personagens são entrevistados, e as tramas giram em torno desse mote inicial. O politicamente correto é praticamente proibido na série (uma mãe anotando na agenda da família:” 4:00 horas – Atirar no Luke” já deixa isso bem claro), e as situações que podem parecer absurdas, muitas vezes podem ser reconhecidas no dia a dia de uma família real.

Não espere uma história profunda, uma trama muito elaborada ou algo inovador. Isso não é o objetivo da série. Ela é, desde sua premissa, leve e despretensiosa, cujo objetivo inicial e claro é divertir. E isso ela faz com louvor!

NOTA PARA A SÉRIE: 4 / 5

MODERN FAMILY:

Emissora de televisão: ABC
Transmissão original 2017
N.º de temporadas 8 (renovada até a 10ª)
N.º de episódios 188

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM (até a 6ª)

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Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas “Vale a Maratona” e “Papo de Cinema”.

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Liga da Justiça: Os heróis mais poderosos da Terra!

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Não haveria momento melhor para criar uma análise como essa agora. Afinal, depois de uma década de planejamento finalmente o famigerado filme com os heróis DC saiu, e tem recebido boas e algumas não boas críticas.

Porém, mesmo com o lançamento do filme, nada consegue apagar (aliás o segredo da resistência da DC é seu mais que bem-sucedido universo animado) o brilho de uma animação que se tornou um dos marcos da editora/estúdio no atual século. Estou falando de Liga da Justiça, que foi sucedida por Liga da Justiça: Sem Limites (Justice League e Justice League Unlimeted, Warner/DC, 2001-2006).

Seriedade e temas adultos

Tudo começou com uma série, que nos anos 90, pavimentou todo o caminho, também um fenômeno, Batman – The Animated Series, com trilha do genial Danny Elfman e o roteiro do sensacional Paul Dini (que foi o grande responsável pelo morcego dos anos 80, junto com Norm Breyfogle nos pincéis). Com o estrondoso sucesso (não é exagero) da série animada que rendeu dois spin-off (inclusive com a entrada do Robin, Batgirl e Asa Noturna) e diversos filmes. Após o fim da série, Dini começou a criar a série do Superman (outro grande sucesso), daí para a criação da Liga foi um pulo.

O inicio, que deu origem a Liga

Com um enredo forte, e inteligente para uma série que abordava crianças e adolescentes, Liga da Justiça logo se tornou um sucesso. Dini amarrou direitinho todos os pontos e aos poucos para deter uma ameaça vinda do espaço, os heróis mais poderosos da Terra foram se juntando. Com uma fórmula que lembrava Star Trek pela simplicidade do roteiro, mas ao mesmo tempo pela sofisticação (afinal o show do seriado era as intensas origens dos personagens com suas complicadas vidas, a fórmula deu tão certo que até a Marvel copiou a idéia em Vingadores – Os Heróis mais Poderosos da Terra oito anos depois) e nessa tocada gloriosa simplesmente o melhor desenho americano de heróis de todos os tempos foi seguindo.

As tramas complexas lembram muito essa galera aqui

Percebam que é realmente difícil achar pontos negativos na série. É quase impossível achar erros, cada episódio segue como a saudosa série do Capitão Kirk, tendo momentos corajosos dentro do universo de heróis e vilões da DC, e mesmo quando a série entra em tons polêmicos (como um certo tom machista, as vezes), o roteiro e a ótima composição dos personagens faz com que as vezes pareça que você não está assistindo um desenho animado, sem pagar pau demais.

O gênio por trás de tudo

Todas as intrigas e nuances que cercam os personagens e vilões da trama, merecem ser saboreadas com uma maratona se possível. Liga da Justiça é tão bom, tão bom que o desenho chegou a influenciar os quadrinhos em muitas oportunidades. Portanto a minha dica, é depois que assistir o filme nos cinemas, faça depois uma maratona com esse seriado, vale a pena.

Nota para a série animada: 5 / 5

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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Grey’s Anatomy

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Resultado de imagem para grey's anatomyPegando carona no sucesso da primeira temporada de House M.D., Grey’s Anatony (que em sua exibição no SBT ganhou a tradução A Anatomia da Grey) estreou em 2005 como mais uma série médica. Porém a série vem, desde então, sabendo se renovar e chega forte a seu 300º episódio, coisa rara para uma série.

A história se passa em torno da protagonista (mais insuportável das séries), a interna Meredith Grey e seus companheiros no hospital Seatle Grace. Grey inicia sua história com um mistério sobre sua mãe, uma famosa cirurgiã que fez história no mesmo Hospital.

Resultado de imagem para grey's anatomyUma série que leva o nome da protagonista, como House, e que usa como recurso narrativo uma narração em off da mesma ao longo dos episódios, assim como Mohinder Suresh fazia e tornava Heroes detestável, em teoria deveria ter uma protagonista forte e as histórias girarem em torno dela. Mas não é o que ocorre aqui. Se fosse apenas pelos dramas de Meredith, a série já teria acabado há algum tempo.

Os produtores da série, diferentemente de House , souberam se desvincular da protagonista, dando espaços cada vez maiores aos personagens mais queridos, e até mesmo a ortopedista Callie que no início aparecia esporadicamente, vai se tornar uma das peças centrais do programa.

Outra vantagem para uma série tão longa se manter no ar é saber inserir novos personagens (como Owen Hunt, que aparece do nada em um episódio quase como um figurante e quando você percebe está no time dos protagonistas) e na capacidade de dizer adeus, mesmo à figuras queridas e extremamente importantes. A morte é uma constante dura, seja dos pacientes (e não há aqui aquele disparo mental final de House que tira uma cura do nada para a pior das doenças. Em Grey’s Anatomy os pacientes morrem, do nada, sem explicação, como na vida real) seja dos personagens recorrentes. Literalmente ninguém está à salvo.

Mais a grande marca da série são os relacionamentos, o sexo entre os médicos e a sua vida pessoal que se mistura com a profissional, e quase sempre se encontram no que parece ser o único bar de Seatle: o Joe’s. Intrigas, traições, divórcios e casamentos permeiam a série.

Mas o grande foco é ver a evolução dos personagens, que se no início só querem se dar bem a todo custo, com o tempo se tornam cada vez mais humanos, sensíveis aos pacientes e bem resolvidos com seus traumas que insistem em aparecer.

Claro que em um programa tão longevo, deslizes narrativos podem ser cometidos, temporadas mais fracas pode acontecer, mas nada que tire o prazer de acompanhar este universo tão incrível e com personagens tão fáceis de se apegar.

Com 14 temporadas (indo para a 15º) é uma série para muitas maratonas! (e se você é emotivo, prepare os lenços)

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Primeiro episódio: 27 de março de 2005
Número De Temporadas: 14
Emissora original: ABC
Disponível na Netflix: SIM (Até a 13ª temporada)
NOTA: 
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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | O Nevoeiro – a nova aposta da Netflix

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Resultado de imagem para o nevoeiroO Nevoeiro, filme de 2007, é um grata surpresa. Totalmente despretensioso, a trama do pai de família que faz de tudo para salvar o filho enquanto a cidade é tomada por um estranho nevoeiro, onde criaturas sinistras se escondem, ao mesmo tempo em que precisa lutar contra a loucura que toma conta do supermercado onde se encontram. O encerramento, corajoso e cruel, funciona como um soco na boca de quem esperava um final feliz. Enfim, um ótimo filme, com seus defeitos claro, mas ainda sim uma obra de suspense psicológico acima da média.

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Resultado de imagem para o nevoeiroEis que 10 anos depois a Netflix resolve trazer de volta às telas, desta vez em forma de série, esta releitura do conto de Sthephen King.

O pano de fundo da história é exatamente a mesma do filme: em uma pequena cidade, um estranho nevoeiro toma conta de tudo. Porém, a série se distancia do livro, e do filme, e procura dar um tom mais pessoal e desenvolver um pouco os personagens que serão o núcleo central da historia. A família do escritor Kevin, sua esposa, a professora que questiona os valores locais chamada Eve, e a filha de ambos, Alex, a adolescente apaixonada pelo astro do time de futebol americano. Um evento traumático em uma festa envolvendo a filha, o seu amigo gay Adrian e Bryan, o jogador em questão, será o motivo deste núcleo se separar no início da crise, e a partir de então iremos acompanha a saga deles para se reunirem e sobreviverem ao nevoeiro.

Da mesma forma que o filme, a série aborda a questão religiosa e o perigo do medo aliado ao fanatismo religioso. Mas como estamos falando de uma série de 10 episódio e não apenas de um filme de 126 minutos, os motivos são melhor explorados. O embate entre a deísta Nathalie e o padre católico Romanov, culminando em um dos momentos mais interessantes da série, e as crises entre os refugiados no shopping, são em certo ponto compreensíveis dentro das circunstâncias.

Uma diferença grande entre as duas obras é a natureza do nevoeiro. No filme temos a presença de criaturas que são as responsáveis pelos ataques e mortes. Na série, a coisa é bem mais psicológica, e que tem relação direta com o medo e a história de cada personagem, o que acaba afetando a sanidade de cada um e de uma maneira bem diferente. Além disso, os próprios seres humanos acabam sendo um perigo para os outros, uma vez que confinados em uma situação de perigo, afloram seu lado mais negativo e sombrio.

Com personagens com histórias e desenvolvimentos interessantes, o Nevoeiro não poupa em violência gráfica e mortes chocantes, mas não é apenas isso. O interessante é acompanhar a revelação de quem realmente é cada um dos personagens. Ao longo da série, vamos ver realmente quem são cada um e quais suas verdadeiras motivações.

O interessante é o gancho no final, nos deixa angustiados para entender o que significa tudo aquilo, e quem é o real responsável pelo nevoeiro. Uma série para dar uma chance e ter bons momentos de diversão.

 

NOTA PARA A SÉRIE: 3 / 5

Emissora: NETFLIX
Transmissão original Agosto de 2017
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 10

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

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