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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | The Crown

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Quando a série da Netflix chegou de mansinho e arrebatou o Globo de Ouro de melhor série dramática, muita gente se questionou: ela é mesmo tudo isso?

A resposta é um contundente sim. O fascínio que a família real britânica exerce sobre o público não é à toa. Suas historias tem peso dramático suficiente para prender a atenção na temporada relativamente curta (apenas 14 episódios) sobre a trajetória da jovem princesa que tem sua vida transformada radicalmente com a morte repentina do rei Jorge VI.

A protagonista Elizabeth, interpretada com brilhantismo pela atriz Claire Foy, está insegura em sua nova tarefa como Rainha do poderoso Império Britânico, e ainda tem que lidar com as crises de seu marido, o príncipe Phillip da Grécia (Matt Smith) , e com os escândalos de sua irmã Margaret.Imagem relacionada

As intrigas políticas ainda estão rondando o palácio com a oposição velada de Winston Churchil, o primeiro-ministro com fama de herói de guerra, defendido com maestria por John Lithgow, e pela ameaça do ex-rei Eduardo VIII, tio da monarca que renunciou por amor.

É interessante vermos que a série, por mais que tenda a mostrar uma visão favorável à família real, não se nega a demonstrar a rainha como hesitante, e as vezes insegura, deixando que outros tomem decisões por ela. Este processo é interessante de se acompanhar, uma vez que a imagem que atualmente temos da já octogenária Elizabeth é de uma rainha que soube conduzir com maestria seu reinado, se tornando uma das monarcas que por mais tempo ocupou o trono da Inglaterra.

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Seu casamento com Phillip também oferece uma visão intrigante, em que ela tenta equilibrar o amor que sente pelo inseguro príncipe consorte, mas que ao mesmo tempo o protocolo real a obrigue a colocá-lo em uma posição de inferioridade perante a esposa. A atuação excelente de Claire Froy deixa este constrangimento visível em seu olhar quando ela é forçada a tomar decisões que contrariem sua vontade pessoal, quando por exemplo, é impedida de usar o nome do marido ou de ter que fazê-lo se ajoelhar perante ela na coroação.

Outro ponto que dá uma dimensão pessoal à trama é a relação intensa entre a rainha e sua irmã mais nova, a explosiva e intensa Margaret (Vanessa Kirby).  A irmã mais nova, mesmo que fique claro sua genuína veneração e amor pela irmã, é um forte contraponto. Enquanto os compromissos públicos parece ser um fardo pesado demais para Elizabeth, Margaret encara compromisso públicos como uma passeio de domingo, provocando uma crise no momento em que é escalada para substituir a irmã-rainha que está em viagens.

Se as séries históricas tendem a afastar o público, o mérito desta é ter uma protagonista real com uma vida feita sob medida para a ficção.

A Netflix  prometeu uma segunda temporada, mas considerando que Elizabeth já está completando mais de 6 décadas de reinado, temos material para muito mais.

The Crown

Emissora de televisão: NETFLIX
Transmissão original 2017
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 14

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

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Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas “Vale a Maratona” e “Papo de Cinema”.

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VALE A MARATONA? | Liga da Justiça: Os heróis mais poderosos da Terra!

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Não haveria momento melhor para criar uma análise como essa agora. Afinal, depois de uma década de planejamento finalmente o famigerado filme com os heróis DC saiu, e tem recebido boas e algumas não boas críticas.

Porém, mesmo com o lançamento do filme, nada consegue apagar (aliás o segredo da resistência da DC é seu mais que bem-sucedido universo animado) o brilho de uma animação que se tornou um dos marcos da editora/estúdio no atual século. Estou falando de Liga da Justiça, que foi sucedida por Liga da Justiça: Sem Limites (Justice League e Justice League Unlimeted, Warner/DC, 2001-2006).

Seriedade e temas adultos

Tudo começou com uma série, que nos anos 90, pavimentou todo o caminho, também um fenômeno, Batman – The Animated Series, com trilha do genial Danny Elfman e o roteiro do sensacional Paul Dini (que foi o grande responsável pelo morcego dos anos 80, junto com Norm Breyfogle nos pincéis). Com o estrondoso sucesso (não é exagero) da série animada que rendeu dois spin-off (inclusive com a entrada do Robin, Batgirl e Asa Noturna) e diversos filmes. Após o fim da série, Dini começou a criar a série do Superman (outro grande sucesso), daí para a criação da Liga foi um pulo.

O inicio, que deu origem a Liga

Com um enredo forte, e inteligente para uma série que abordava crianças e adolescentes, Liga da Justiça logo se tornou um sucesso. Dini amarrou direitinho todos os pontos e aos poucos para deter uma ameaça vinda do espaço, os heróis mais poderosos da Terra foram se juntando. Com uma fórmula que lembrava Star Trek pela simplicidade do roteiro, mas ao mesmo tempo pela sofisticação (afinal o show do seriado era as intensas origens dos personagens com suas complicadas vidas, a fórmula deu tão certo que até a Marvel copiou a idéia em Vingadores – Os Heróis mais Poderosos da Terra oito anos depois) e nessa tocada gloriosa simplesmente o melhor desenho americano de heróis de todos os tempos foi seguindo.

As tramas complexas lembram muito essa galera aqui

Percebam que é realmente difícil achar pontos negativos na série. É quase impossível achar erros, cada episódio segue como a saudosa série do Capitão Kirk, tendo momentos corajosos dentro do universo de heróis e vilões da DC, e mesmo quando a série entra em tons polêmicos (como um certo tom machista, as vezes), o roteiro e a ótima composição dos personagens faz com que as vezes pareça que você não está assistindo um desenho animado, sem pagar pau demais.

O gênio por trás de tudo

Todas as intrigas e nuances que cercam os personagens e vilões da trama, merecem ser saboreadas com uma maratona se possível. Liga da Justiça é tão bom, tão bom que o desenho chegou a influenciar os quadrinhos em muitas oportunidades. Portanto a minha dica, é depois que assistir o filme nos cinemas, faça depois uma maratona com esse seriado, vale a pena.

Nota para a série animada: 5 / 5

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VALE A MARATONA? | Grey’s Anatomy

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Resultado de imagem para grey's anatomyPegando carona no sucesso da primeira temporada de House M.D., Grey’s Anatony (que em sua exibição no SBT ganhou a tradução A Anatomia da Grey) estreou em 2005 como mais uma série médica. Porém a série vem, desde então, sabendo se renovar e chega forte a seu 300º episódio, coisa rara para uma série.

A história se passa em torno da protagonista (mais insuportável das séries), a interna Meredith Grey e seus companheiros no hospital Seatle Grace. Grey inicia sua história com um mistério sobre sua mãe, uma famosa cirurgiã que fez história no mesmo Hospital.

Resultado de imagem para grey's anatomyUma série que leva o nome da protagonista, como House, e que usa como recurso narrativo uma narração em off da mesma ao longo dos episódios, assim como Mohinder Suresh fazia e tornava Heroes detestável, em teoria deveria ter uma protagonista forte e as histórias girarem em torno dela. Mas não é o que ocorre aqui. Se fosse apenas pelos dramas de Meredith, a série já teria acabado há algum tempo.

Os produtores da série, diferentemente de House , souberam se desvincular da protagonista, dando espaços cada vez maiores aos personagens mais queridos, e até mesmo a ortopedista Callie que no início aparecia esporadicamente, vai se tornar uma das peças centrais do programa.

Outra vantagem para uma série tão longa se manter no ar é saber inserir novos personagens (como Owen Hunt, que aparece do nada em um episódio quase como um figurante e quando você percebe está no time dos protagonistas) e na capacidade de dizer adeus, mesmo à figuras queridas e extremamente importantes. A morte é uma constante dura, seja dos pacientes (e não há aqui aquele disparo mental final de House que tira uma cura do nada para a pior das doenças. Em Grey’s Anatomy os pacientes morrem, do nada, sem explicação, como na vida real) seja dos personagens recorrentes. Literalmente ninguém está à salvo.

Mais a grande marca da série são os relacionamentos, o sexo entre os médicos e a sua vida pessoal que se mistura com a profissional, e quase sempre se encontram no que parece ser o único bar de Seatle: o Joe’s. Intrigas, traições, divórcios e casamentos permeiam a série.

Mas o grande foco é ver a evolução dos personagens, que se no início só querem se dar bem a todo custo, com o tempo se tornam cada vez mais humanos, sensíveis aos pacientes e bem resolvidos com seus traumas que insistem em aparecer.

Claro que em um programa tão longevo, deslizes narrativos podem ser cometidos, temporadas mais fracas pode acontecer, mas nada que tire o prazer de acompanhar este universo tão incrível e com personagens tão fáceis de se apegar.

Com 14 temporadas (indo para a 15º) é uma série para muitas maratonas! (e se você é emotivo, prepare os lenços)

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Primeiro episódio: 27 de março de 2005
Número De Temporadas: 14
Emissora original: ABC
Disponível na Netflix: SIM (Até a 13ª temporada)
NOTA: 
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VALE A MARATONA? | O Nevoeiro – a nova aposta da Netflix

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Resultado de imagem para o nevoeiroO Nevoeiro, filme de 2007, é um grata surpresa. Totalmente despretensioso, a trama do pai de família que faz de tudo para salvar o filho enquanto a cidade é tomada por um estranho nevoeiro, onde criaturas sinistras se escondem, ao mesmo tempo em que precisa lutar contra a loucura que toma conta do supermercado onde se encontram. O encerramento, corajoso e cruel, funciona como um soco na boca de quem esperava um final feliz. Enfim, um ótimo filme, com seus defeitos claro, mas ainda sim uma obra de suspense psicológico acima da média.

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Resultado de imagem para o nevoeiroEis que 10 anos depois a Netflix resolve trazer de volta às telas, desta vez em forma de série, esta releitura do conto de Sthephen King.

O pano de fundo da história é exatamente a mesma do filme: em uma pequena cidade, um estranho nevoeiro toma conta de tudo. Porém, a série se distancia do livro, e do filme, e procura dar um tom mais pessoal e desenvolver um pouco os personagens que serão o núcleo central da historia. A família do escritor Kevin, sua esposa, a professora que questiona os valores locais chamada Eve, e a filha de ambos, Alex, a adolescente apaixonada pelo astro do time de futebol americano. Um evento traumático em uma festa envolvendo a filha, o seu amigo gay Adrian e Bryan, o jogador em questão, será o motivo deste núcleo se separar no início da crise, e a partir de então iremos acompanha a saga deles para se reunirem e sobreviverem ao nevoeiro.

Da mesma forma que o filme, a série aborda a questão religiosa e o perigo do medo aliado ao fanatismo religioso. Mas como estamos falando de uma série de 10 episódio e não apenas de um filme de 126 minutos, os motivos são melhor explorados. O embate entre a deísta Nathalie e o padre católico Romanov, culminando em um dos momentos mais interessantes da série, e as crises entre os refugiados no shopping, são em certo ponto compreensíveis dentro das circunstâncias.

Uma diferença grande entre as duas obras é a natureza do nevoeiro. No filme temos a presença de criaturas que são as responsáveis pelos ataques e mortes. Na série, a coisa é bem mais psicológica, e que tem relação direta com o medo e a história de cada personagem, o que acaba afetando a sanidade de cada um e de uma maneira bem diferente. Além disso, os próprios seres humanos acabam sendo um perigo para os outros, uma vez que confinados em uma situação de perigo, afloram seu lado mais negativo e sombrio.

Com personagens com histórias e desenvolvimentos interessantes, o Nevoeiro não poupa em violência gráfica e mortes chocantes, mas não é apenas isso. O interessante é acompanhar a revelação de quem realmente é cada um dos personagens. Ao longo da série, vamos ver realmente quem são cada um e quais suas verdadeiras motivações.

O interessante é o gancho no final, nos deixa angustiados para entender o que significa tudo aquilo, e quem é o real responsável pelo nevoeiro. Uma série para dar uma chance e ter bons momentos de diversão.

 

NOTA PARA A SÉRIE: 3 / 5

Emissora: NETFLIX
Transmissão original Agosto de 2017
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 10

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

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