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Crônicas da Magia Profunda

CRÔNICAS DA MAGIA PROFUNDA | Diggory e a palavra que não poderia ser dita (Capítulo 2 – ‘O Vigia da Terra’)

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– Fui criada em Bhoruyos, área central da superfície lunar que faz face a Sout Klip, onde ficava o Estado de Israel e a Jordânia. Minha tribo tem a missão de vigiar esta parte da Terra, por isso aprendemos tudo o que se pratica ali. Seus costumes, suas tecnologias, buscamos compreendê-los para protegê-los. Quando sua mãe esteve grávida de você, meus mentores decidiram que era hora de me enviar. A princípio tive medo, mas, se esta era minha missão, deveria cumpri-la. Ao chegar à Terra, alterando os dados do sistema de seleções da empresa de seus pais, pude apresentar-me à sua mãe que logo teve grande simpatia por mim e me contratou para ser sua babá, antes mesmo que nascesse. Precisei cuidar primeiramente de sua mãe, pois a gravidez não foi fácil e cuidei de você quando sua mãe voltou as atividades e seu pai a empossou como presidente da GeneSix.

– Porque não me lembro do você? Questiona Diggory.

– Era muito pequeno para que hoje pudesse se recordar!

**

– Doutora Sohnie, a senhora acaba de retomar suas atividades na GeneSix após seu resguardo e logo é empossada presidente, cargo que pertencia a seu marido. Todos estes acontecimentos sucedem denúncias que apontam o doutor Schafur como responsável por experimentos considerados ilegais, não autorizados pela ONU. Existe uma ligação entre estes fatos? Quero dizer, este seria o real motivo que fez seu marido lhe entregar a presidência? – Questiona um dos jornalistas presentes na coletiva de imprensa realizada para apresentação de Sohnie como a nova presidente da empresa.

Ainda que muito desconfortável por não estar habituada a falar a um grande público, sobretudo à imprensa, na posição de presidente, Sohnie responde:

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– Apesar de nossas pesquisas envolvendo genética serem o carro-chefe da empresa e que este seguimento tenha maior repercussão midiática, é do conhecimento de todos aqui o fato de que, muito antes de compor uma das principais equipes desta empresa, eu, Doutora Sohnie Bavarius estive a frente de estudos que culminaram em vacinas que curam pessoas em todo o globo, como a “Bavarius 4” que zerou os índices de desnutrição em toda a Nuwe Afrika. Além disso, sou fundadora dos laboratórios e polos de estudos de Sout Klip em Tupi. Quero lembrá-los, senhores, que, era minha equipe quem explorava Atlântida, quando Hatte derreteu as últimas calotas de gelo que fizeram o sul de Pamplona Alta e a toda a região sul de Tupi, além de parte da região sudeste ficarem submersos até hoje. Eu mesma estava no submarino que os resgatou. Digo-vos isto, meus caros, para que se lembrem de que há competência em mim para ser nomeada a primeira mulher a presidir a GeneSix em seus cinquenta anos de existência e que o farei com maestria.

Ainda sendo aplaudida de pé por grande parte dos jornalistas, Sohnie se ausenta do saguão encerrando a coletiva. Subindo uma das escadas, parte para uma sala do corredor leste do castelo da Ilha Fiscal onde reside na sede da GeneSix. Antes que chegasse à sala, Bever e sua equipe se aproximam com uma expressão de satisfação.

– Meus parabéns, querida! Se saiu ainda melhor do que imaginei. – Bever beija-a no rosto, abraçando-a.

– Bem sei que tremeu em suas bases quando parei de seguir seu script. Poupe-me Schafur. – Soltando de seu abraço e manando-lhe um olhar frio de reprovação, a doutora adentra a sala. – Como ele está Luma?

– Dormiu há pouco tempo.

– E a febre.

– Está diminuindo gradualmente.

– Ah Luma! Obrigado por me ajudar com Diggory. Preciso manter o máximo de cuidado com ele até encontrar uma cura. Bever me prometeu que aceleraria as pesquisas. Este é o único motivo pelo qual me permiti participar deste circo.

– Fala da coletiva de imprensa, senhora?

– Sim. Não preciso da presidência, preciso do meu filho vivo!

**

– Todo alimento que dávamos a você era pouco, não nutria seu corpo. O próprio organismo rejeitava boa parte dos alimentos. Parecia que não se adaptava aos próprio planeta. – Com os olhos já molhados, Luma se emociona ao lembrar. – Era desesperador! Eu não sabia como te manter vivo – chora e soluça – e acompanhar todos os dias o sofrimento de sua mãe, começou a me fazer querer desistir da missão. Além disso, todos estranhavam a não exposição do herdeiro da GeneSix na mídia. Sua mãe tinha que responder perguntas sobre você em todas as entrevistas. Hatte já estava na Terra e logo perceberia algo incomum. Comecei a ficar aflita e pedi para que o vigia da Terra, autoridade máxima na Lua, me mandasse ajuda. A primeira parte da sétima profecia é fazer cessar o sofrimento que as outras seis profecias causarem ao planeta. Se perdêssemos você, o mundo sofreria eternamente. Foi por muito pouco que Hatte não destruiu Frothos quando o menino tinha apenas três mil anos. Não poderíamos correr este risco com você. O Vigia me disse para ir contando à sua mãe de onde eu vinha, porém, sem revelar minha missão. Por sorte sua mãe não duvidou de nada que falei e isso facilitou que o Vigia viesse ao castelo e entregasse a ela uma muda da árvore de Maná…

– A minha árvore que dá pão! – Lembra Diggory.

– Sim! – Sorri Luma. – (…) e a Água Perpétua.

– Eu sabia que aquele pote de água tinha algo de diferente. – Ri-se.

– Durante um bom tempo, a massa feita dos dois ingredientes, resolveu nossos problemas, mas, após os seis anos você começou a crescer muito e muito rápido. Tivemos que diminuir o acesso dos funcionários domésticos e dos pesquisadores do laboratório a você. Mas foi a pior atitude a tomarmos. Você convivia apenas com sua mãe e Vanok, pois sua mãe me incumbiu de supervisionar as pesquisas de seu pai. Com o tempo foi ficando cada vez mais inteligente, porém, solitário. Foi o que o fez querer frequentar uma escola quando fez dez anos. Era cada vez mais difícil te esconder.

**

– É apenas uma visita. Não vamos nos precipitar. – Avisa-os Bever enquanto dirige.

– Esta é a única opção que segue todas as regras que estabelecemos! – Impõe Sohnie. – Além do mais, nosso segredo está guardado, não é filho? Com a mamãe como diretora Diggory estará seguro.

– É papai. A vovó vai disser que eu vou ser o estagiário da escola e eu vou dizer que tenho quinze anos.

– Vinte, filho. Você cresceu muito depois da última visita da sua avó. – Corrige Sohnie.

– Chegamos. – Interrompe Bever.

Ao descer do carro Diggory vê o chão de piso de pedras vermelhas e cinzas. Simultaneamente ele e sua mãe se olham:

– Não pode pisar nas vermelhas! – Exclama Diggory.

– Não pode pisar nas cinzas! – Grita Sohnie. Ambos vão pulando pedras até chegar em Vohnie que os aguarda sorridente à porta do castelo da escola.

– Ganhei, mamãe!

– Meu neto é um campeão! Diz Vohnie, toda orgulhosa abraçando o neto.

– Vovó, fez batata frita?

– Fiz. Também fiz sorvete.

– De manga?

– De manga e de pistache. Na geladeira tem hot-dog, patê de atum… – Diggory arregala os olhos o máximo que pode enquanto passa a língua nos lábios. – Vá buscar, está na cozinha. – O menino sai correndo para dentro do castelo.

– Sabe que Diggory não pode comer estas coisas, Vohnie. – Reclama Bever.

– Na minha escola meu neto não é seu prisioneiro, doutor Bever. E fiz tudo com a massa e a água que você me mandou, filha. Não foi fácil transformar aquilo em algo gostoso.

– Mamãe. Que saudade!

– Oh, minha filha! Que bom que veio. Venha, vamos entrar antes que eu me irrite com isto aí que você chama de marido. Venha Bever!

Dentro da cozinha, Diggory, enquanto come lambuzando, percebe que não está sozinho no ambiente e fica envergonhado por estar com a boca, os dedos e as bochechas cheias de ketchup, maionese e patê de atum que comia com as batatas fritas.  Quando se virou, viu um menino que aparentava ser japonês de uns oito anos de idade que tentava entrar em uma das portas do armário.

– O que está fazendo? – Perguntou Diggory enquanto lambia os dedos e limpava a boca na manga da blusa. Com medo por Diggory tê-lo visto, o menino sai vagarosamente do armário e diz:

– Vai contar para alguém? –  Diggory sinaliza negativamente com a cabeça ainda lambendo outros dedos. – Quem é você?

– Sou estagiário, tenho vinte anos!

– Você tem um nome?

– Tenho!

Convencido de que Diggory não entendeu a intenção da pergunta, Herick puxa-o pela blusa, entra no armário e abre um fundo falso. Ambos entram e descem por uma escada ao porão.

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– Que lugar é este?

– Este é o meu laboratório.

– Sério?

– Na verdade, este era o laboratório da doutora Sohnie Bavarius, mas, agora o laboratório dela é mil vezes maior que este.

– Ah é.

– Eu chamo de “O laboratório do Herick”. Porque eu tenho um nome, me chamo Herick.

– É? Eu também tenho um nome.

– Você é do interior ou de algum outro lugar que não tenha muito contato com pessoas? – Diggory não dá muita atenção à pergunta por estar atento a cada detalhes do antigo laboratório.

– Tem algum espaço grande com uma saída grande para o solo aqui?

– Grande ou muito grande?

– Um que se possa abrigar um animal de uns quase dois metros e que tenha umas asas bem grandes e altas.

– Você tem um animal assim?

– Não! Mas se o tivesse, teria um lugar aqui para ele ficar?

– Tem um abrigo subterrâneo que fizeram para o caso de uma nova guerra.

– Mas onde fica a entrada? Porque o Dídimo não conseguiria entrar pela porta do armário. Na verdade, ele também não caberia na cozinha.

– Sim. Tem uma entrada pelos fundos da escola. Mas este animal que você tem…

– Não. Não tenho. – Diz distraído procurando o local.

– Mas, e o Dídimo?

– O que tem ele?

– Ele conseguiria entrar por uma passagem de uns cinco metros.

– Acho que sim. Ficaria um pouco apertado, mas, ele entraria.

– E onde o arranjou? Como conseguiu ter um animal assim?

– Não tenho. – Ainda distraído.

– Cara você é estranho! É um segredo?

– Sim.

– Quer que eu te ajude a guardar seu segredo aqui?

– Sim, por favor.

– E quando vai trazer?

– O que?

– Seu animal?

– Não. Não tenho um animal.

– Aff! Desisto! Quer ver um experimento que estou fazendo?

– Sim.

Herick puxa Diggory pela borda da blusa e leva-o à uma bancada extensa.

– Este é o veneno de uma planta do norte da Austrália chamada Gympie Gympie. Frio pode matá-lo antes que termine o primeiro gole, mas se aquecer. Tem gosto de refrigerante.

– Está brincando?

– É verdade.

– Esquente então!

– Não dá. Estou aprendendo a dominar a terra, mas faltei em quase todas as aulas de dominar fogo.

– Eu domino, Vanok me ensinou.

– Legal, faz fogo então.

– Não posso. Ainda não almocei.

– E daí?

– Vanok disse que se não tiver almoçado não posso gerar fogo, só manipular. Ou posso passar mal, gasta muita energia.

– Se eu acender um palito de fósforo, você consegue?

– Sim! – Herick acende o palito e Diggory se concentra. A chama começa a inclinar-se em direção a um dos dedos de Diggory. De repente as veias do seu corpo se tornam totalmente visíveis pois o fogo em baixo da pele faz o menino parecer uma brasa acesa. – Dê-me o frasco, Herick. – Tomando o frasco em uma das mãos, o líquido começa a fazer bolhas fervendo. Prontamente, Herick busca um termômetro para verificar a temperatura.

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– Pode parar! Diz Herick, impressionado.

– Já pode beber? – Diz suando.

– Sim, mas está quente. Depois bebemos.

– Enquanto isso esfria, preciso ir ver minha mãe. Deve estar preocupada.

– Vamos subir, então.

Os dois sobem pela entrada dos fundos do castelo e correm até a entrada principal, onde encontram outro garoto com quem apostam uma corrida até a sala de Vohnie. Lá, Sohnie e Bever conversam.

– Uau, que rápidos! – Brinca Sohnie.

– Diggory, você está suado. – Reclama Bever.

– Se chama brincar, se divertir, doutor Bever.

– Olha mamãe! Estes são meus amigos. Herick e…

– Frederich!

– Que bom que fez amigos! Viu só Bever. Fará muito bem a ele ficar aqui.

– Deixa, papai!

– Quero você em casa todo o verão. – Responde Bever completamente contrariado.

**

– Quando eu soube da visita à escola, seus pais já estavam de volta ao castelo, mas sem você. Eu não poderia estrar na escola, pois qualquer pessoa nova seria barrada segundo o acordo que fizeram com sua avó. Foi então que o Vigia da Terra se arrependeu de ter me enviado e me mandou voltar. Diante disso eu fiquei com vergonha do meu fracasso e não voltei. Fiquei acompanhando você até chegar aqui. – Luma começa a chorar compulsivamente.

– Acalme-se Luma. Olhe, eu estou bem. Você conseguiu! – Diz Diggory tentando a consolar.

– Oh, ele não sabe porque ela chora. Digam a eles, Bestas! – Entra Hatte às gargalhadas ladeado por dois monstros. Uma das bestas parece um leopardo, mas com pés de urso e boca de leão, com chifres sobre cada uma das sete cabeças e com pelos gotejando como seu estivesse saído das águas.

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A outra besta era semelhante, mas possui apenas dois chifres grandes e seu pelo parecia a areia fina do deserto. – A fracassada resolveu te entregar e quando você fez doze anos eu destruí toda a sua escola. Minhas bestas atacaram o castelo e o demoliram com todos os alunos dentro – Gargalha descontroladamente. – Mas, para minha surpresa você estava no porão com o japonês que os pais abandonaram na escola. Aposto que você nunca estranhou o porquê ele nunca comentava sobre os pais. Daí você deu a sorte de fugir logo para a Coréia. Mandei a Fúkzia inteira atrás de você. Mas quando a gente quer perfeito… é melhor não terceirizar o serviço. Quem diria, Luma? – Aplaude. – Duas profecias numa tacada só. Até que você não é tão fracassada assim. Ainda vou levar Malaga de brinde.

– Luma, como pôde! – Diz Malaga decepcionada e assustada, buscando proteger Frothus o abraçando.

– Iria acontecer, Malaga. Mais cedo ou mais tarde! – Luma, em prantos, afasta-se do grupo e vai a passos leves em direção a uma das feras.

– Eu até tenho todo o tempo do mundo para discutir a relação, querida Malaga. O que eu não tenho é paciência. Bestas! – exclama – Matem todos!

Num movimento intenso, como um cão sacode a água de seus pelos, a besta aquática inunda a caverna enquanto Hatte monta na besta da terra parte a atacar com uma espada vermelha que desembainha das costas para matar Diggory e Frothus. A corrente das águas segue para o fundo da caverna encurralando a todos. Cada um tenta se segurar como pode em rochas e galhos. Estendendo a mãos para chamar a besta aquática, Luma monta na mesma e entra na água. Quando a besta está para abocanhar Diggory, Dídimo solta uma das patas da rocha em que está segurando e com a ponta da asa direita decepa o monstro e derruba Luma que cai de cabeça e desmaia. As águas então perdem força e com Malaga quase se afogando, Diggory a puxa pela roupa e tomando impulso de uma rocha do alto da caverna, salta da água com a mesma nos braços. Hatte, com Frothus nas mãos e olhando em seus olhos com ar de vitorioso, atravessa o garoto com sua longa espada. Dídimo sem espaço para voar salta e ataca a besta terrestre derrubando Hatte que num desequilíbrio, solta a espada e cai. Com a besta ocupada, Diggory pega a espada vermelha e se aproxima de Hatte que está no chão para matá-lo. Despertando de seu desmaio, Luma parte para atacar Diggory mas, Dídimo lança a fera com toda sua força na direção de Luma. Diggory, virando-se, finca a espada na besta, matando também Luma.

– Parem de lutar! – Grita Hatte ofegante. – É inútil! – Ri-se cansado. – Podem ter destruído minhas bestas, mas apenas eu sou imortal aqui!

– Me parece que não consegue matar sem sua espada! – Supõe Diggory. – E estou certo que ainda que não o mate, a sua espada deve lhe fazer um grande estrago.

– Acha que não virei te buscar Diggory? Acha que é especial? Uma profecia já foi. Você é o próximo! Hatte desaparece cobrir-se com sua longa capa.

– Mãe! – Grita Frothus vestido com as roupas de Malaga e com a mesma nos braços vestida das roupas do filho. Malaga havia utilizado um feitiço de ilusão visual, se fazendo passar por seu filho nas mãos de Hatte – Não, mãe! Não me deixa. Porque você fez isso? – Chora amargamente. Diggory o abraça também chorando após entender que Malaga havia causado uma ilusão e morrido em lugar de seu filho.

– Ela salvou você, Frothus! Ela salvou você. – tenta consolar o garoto.

…CONTINUA

Leia o primeiro capítulo: CRÔNICAS DA MAGIA PROFUNDA | Diggory e a palavra que não poderia ser dita (capítulo 1)

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Na próxima segunda feira (17/12) será lançado o próximo capítulo da primeira crônica da Magia Profunda: “Diggory e a palavra que não poderia ser dita”, acompanhe e compartilhe. Você também pode participar da construção desta história. Deixe nos comentários a sua opinião sobre este capítulo e suas sugestões sobre o que poderia ser adicionado a história. 

Leia mais matérias sobre este assunto:

CRÔNICAS DA MAGIA PROFUNDA | Book Blog ganhará trilha sonora e publicação física em 2019

CRÔNICAS DA MAGIA PROFUNDA | Nerdtrip lançará história original em dezembro de 2018

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Sethe Gobê Nascido em 1991, santista, por naturalidade (e apenas por naturalidade), jornalista, escritor, publicitário, empresário e professor. De estilo hiponga, vegetariano e agnóstico, tem por suas maiores paixões os irmão: Lucas e Daniel. Compositor e letrista de mais de 500 canções, adepto a meditações e passeios a lugares simples e de contato com a natureza. Fundador da SHA ONE COMUNICAÇÕES e da CPR CONFERENCES, ama debates filosóficos, políticos e religiosos. Amante de historiologia, está em constante estudo de antropologia, teologia, psicologia e ciência política.

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