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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | How I met your mother

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A primeira série a me fisgar, após a adolescência, foi FRIENDS.
A ponto de me fazer comprar as novidades que eram os boxes de DVDs que custavam os olhos da cara na época.

Sempre tive um carinho imenso por essa sitcom. Fiquei órfão quando ela acabou, mas pouco tempo depois saiu um novo seriado com moldes muito parecidos de Friends, mas com um nome estranhamente extenso:
HOW I MET YOUR MOTHER.

Não quis nem ver, não queria trair a minha turma do “Central Perk”, mas alguns anos depois, uma amiga minha chamada Netflix me indicou, minha filha reforçou a indicação, e comecei a flertar com a série.

Somente há algumas semanas iniciei a maratona. De cara, peguei um pouco de antipatia do exageradamente carente Ted. Mas insisti, pois tenho um lema de que dificilmente uma série começa boa, é sempre bom dar uma tolerância de alguns capítulos.E devagar fui aprendendo a apreciar aquela turma. Vamos então, a todas as minhas considerações.

A série tentou ter algumas camadas, o que até conseguiu, mas seus melhores momentos foram quando abraçaram um humor descompromissado, e ninguém foi melhor nisso do que Barney Stinson. Ele é um mito, com as suas dezenas de bordões, tanto que tornou-se durante anos um dos memes mais usados, mesmo por aqueles que nem sabiam de quem se tratava.

O casal Lily e Marshall traziam o porto seguro da série com seu relacionamento quase inabalável e divertido, tanto que um dos momentos de baixa qualidade da série é justamente quando tentam mexer com isso. Robin e sua jornada profissional e amadurecimento, rendeu boas lições e risadas enquanto Ted também foi ótimo quando tratou com mais temas, além do seu desespero em casar.

O par romântico principal da série se revela cedo, e isso engancha muito a série, fica uma enrolação chata, e quando ficam juntos, a série amorna. Quase pedindo pra acabar. Contudo, rapidamente, o seriado se recupera e fica viciante e agradável de assistir. Barney rouba a cena nas maioria das vezes, mas aí é que tá, mais adiante comete-se o erro de tentar mudar a essência desse querido “cafajeste”.

Um lenga-lenga começa, mas por sorte não se torna constante. Nas últimas temporadas, vemos o roteiro tornar-se escravo de si mesmo. O arco final está desgastado, e a última temporada torna-se a mais fraca de todas.

Dá-se uma forte guinada para baixo, a ponto de só assistirmos por compromisso com toda a dedicação até aqui. O encerramento é um pouco melancólico e percebe-se que a série virou refém de sua óbvia conclusão.

Entretanto, vale a pena acompanhar essa longa jornada de 9 temporadas, há capítulos e cenas memoráveis, e sua qualidade de produção e variações técnicas que raramente são vistas em séries de comédia impressionam. São usados ao longo da série, uma grande quantidade de formas de narração, de produção, e conceitos estéticos.

Há momentos em que o realismo é quase deixado de lado e a série abraça o humor galhofa, exibindo até bons musicais. Os momentos de drama são certeiros e marcantes.

Demorei, mas assisti!
Minha opinião final?
Apesar dos pesares, HIMYM é:
Legen- espera um pouquinho… dário!

Duração: 2005-2014
Criadores: Carter Bays, Craig Thomas
Elenco principal: Josh Radnor, Jason Segel, Cobie Smulders, Neil Patrick Harris, Alyson Hannigan

Paulistano, amo música, filmes, séries, e estou ressuscitando o amor por animes. Aprecio os filmes bons e me divirto debochando dos ruins (o que gerou o injusto apelido de Mestre Hater). Tento ter como característica, textos curtos e objetivos valorizando a informação. Escritor das colunas HATEANDO! Demorei, mas eu vi! Escondido na Netflix

Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | Alien: Covenant, quando o vilão toma a cena

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Olhe com atenção…

Atenção crianças, esse post não será para menores. O que é a natureza do mal? O que se entende ou subentende como mal? Cortando a cena e falando na seriedade, o mal não é pra amadores. E quando um fera como Ridley Scott resolve dar a sua versão, usando sua maior criação pra contar a história, é bom dar ouvidos ao velho matreiro.

Alien: Covenant (Scott Free/20th Century Fox, 2017) é um grande exemplo de que muitas vezes, boas intenções e o inferno andam de mãos dadas. Após os eventos de Prometheus (2012), a jornada iniciada pelo milionário Peter Weyland que acabou com toda a tripulação (jogada de paraquedas em uma realidade grande demais para reles seres humanos terem entendimento) e se reinicia 11 anos depois para mais uma missão tripulada (a nave Covenant, que dá título ao filme). Singrando o espaço em busca de um local remoto conhecido como Origae-6, a tripulação carrega contigo mais de mil embriões humanos para mais uma colonização. Até ai tudo certo, só que como sempre uns imprevistos acontecem.

Após entrarem em uma órbita de um planeta desconhecido, um evento ocorrido na atmosfera atinge a nave, que estava em repouso. Com isso muitas vidas são perdidas, o que faz que os tripulantes aceitem mudar o curso para um planeta desconhecido. Mal sabem eles que este planeta, é o mesmo da missão Prometheus e que o androide conhecido como David, os espera com bastante hospitalidade e com todo o terror que ele escondeu para os humanos.

Vc confiaria nele?

Apesar de ter sido criticado, Alien: Covenant é bem superior a Prometheus, vai direto ao assunto, e suas tramas são fáceis de serem entendidas. Brilha aqui a estrela de Michael Fassbender em uma atuação que se não é brilhante, fica muito próxima disso ao interpretar dois papéis, os androides Walter e David, o último citado é o malvado robô do filme (mesmo que David lembre muito Magneto em algumas cenas, faz parte). Algumas partes são excelentes, como a que David introduz na pobre população do planeta uma espécie de água negra que mata ao mínimo contato (e faz isso declamando poesia) e como ele através de seus estudos, criou a raça xenomórfica de sangue ácido que seria conhecida depois como Aliens.

Uma das melhores cenas do filme

Por esse motivo, não espere nesse filme um final feliz. Não vou contar tudo, mas Scott põe todas as fichas na atuação de Fassbender. É um Alien atípico. Há no fim uma insinuação de heroísmo, mas o que realmente fica é o comando mefistofélico de David que é o responsável por trazer uma ruína para a humanidade e para o universo. Há também uma certa homenagem a Bishop, o androide dos tempos da tenente Allen Ripley, que era interpretado por Lance Henrikssen. David abre um novo pormenor para a série, e demonstra que até o inferno tem seus heróis.

Nota para o filme: 4,5/5

Trailer:

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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | Vikings

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Demorei, mas eu vi a série Vikings, produzida pelo History Channel, tem como tema central os nórdicos e sua invasões, e se passa na Escandinávia do século VIII, região onde hoje se encontram Suécia, Dinamarca e Noruega.

O protagonista é Ragnar Lothbrook (Travis Fimmel), um viking com visão à frente de seu povo, inclusive de seu lorde, e que conduz os vikings à um período de conquistas impressionantes em terras nunca antes exploradas pelos escandinavos.

A série se inicia claramente com um orçamento modesto e apostando tudo num excelente roteiro. O figurino, as paisagens e o clima transmitido em tela é envolvente, e a maneira como a cultura e religião viking é trabalhada à cada episódio torna a série viciante.

Merece também destaque a abertura, com a música If I Had a Heart, da cantora Karin Dreijer Andersson (Fever Ray), que já nos faz entrar na atmosfera da série deixando uma sensação de guerra à porvir. Interessante observar algumas rápidas imagens que passam ao longo da abertura e que vão mudando no decorrer da série.

Outro ponto forte da série é seu elenco e a qualidade das atuações. Somos cativados por vários personagens que enriquecem a trama como o construtor de barcos Floki (Gustaf Skarsgård), Lagertha (Katheryn Winnick) esposa de Ragnar, Rollo (Clive Standen), o monge Athelstan (George Blagden), logo na primeira temporada. Com o decorrer de série, muitos outros são acrescentados.

A série é excelente para se maratonar. A 1° temporada é curta, tem excelentes 9 episódios, a segunda temporada não é tão boa quanto, mas seus 10 episódios e a temática “traição”, não comprometem a qualidade.

A terceira temporada também vem com 10 episódios, à partir daqui já nota-se um orçamento maior, que resulta em muitas cenas grandiosas. Os núcleos aqui são vários e todos muito ricos, com trama mais interessante, localizando-se em solo inglês. E pra quem quer mesmo é ver batalha, essa temporada é excelente. O episódio To the Gates!, traz maravilhosos 30 minutos de batalha intensa, sangrenta e empolgante, provavelmente a melhor sequência de batalha de toda a série.

A quarta temporada estica um pouco demais, aqui temos “20 episódios”, o dobro do que vinhamos tendo, e isso deixa a série um pouco arrastada e cansativa. Mas é interessante vermos uma postura diferente de vários personagens, principalmente de Ragnar. Sua trama é lenta e em boa parte do tempo sem sentido, mas os seus resultados mostram o brilhantismo desse viking. Essa temporada é mais interna, a família de Ragnar é o alvo, e daí novos personagens surgem de maneira a não deixar mais nada como está.

Demorei, mas eu vi!
E gostei muito de Vikings, é uma série que infelizmente caiu na mania comparativa de muitos, que insistem em fazer analogias com Game of Thrones, o que é uma injustiça pois a temática é totalmente outra. A série é competente, tem um rico roteiro, uma bela produção e figurinos, um elenco afinadíssimo e é feita na medida para ser maratonada. No momento a série está na metade da quinta temporada, as quatro primeiras estão disponíveis na Netflix, portanto, pegue seu machado e embarque nela.

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Demorei, mas eu vi!

DEMOREI, MAS EU VI! | As Excluídas, onde o esquisito pode ser incrível!

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As Excluídas (The Outcasts no original) foi lançado em fevereiro de 2017 e é um daqueles filmes de conflitos adolescentes do ensino médio que eu adoro. Após a Netflix recomendar em meu perfil eu resolvi assistir, o que me chamou bastante atenção para conferir é que nele trabalha a atriz Victoria Justice e o ator Avan Jogia da série Brilhante Vitória, ambos eram meus queridinhos no seriado da Nickelodeon

O longa conta a história de duas amigas, Jodi vivida pela Victoria Justice e Mindy que conta com a atuação da atriz Eden Sher, elas são inseparáveis desde a infância e nunca foram muito populares na escola. Porém, ao chegarem no ultimo ano do ensino médio, uma delas decide que precisam encarar a garota mais popular do colégio e convencê-la que está é a hora de agirem como adultas e deixarem as diferenças de lado. O tiro sai pela culatra e as duas decidem formar uma associação de “excluídos socialmente” para lutar contra a intolerância e a diversidade.

E quem são esses excluídos? Os jogadores de RPG, as garotas fortes e independentes que não são vítimas da moda, as super inteligentes que perdem espaço para as mais bonitas, além dos amantes da tecnologia. Tendo várias referências a cultura nerd/geek, é uma história muito divertida que acaba trazendo grandes lições para o público jovem.

Demorei de ver mas valeu a pena, não é uma superprodução e tem muito clichê, mas faz dar boas risadas. E pra quem esta na mesma faixa etária de idade dos personagens, vai rolar uma identificação, pra quem já não é tão jovem, sentirá uma gostosa nostalgia.

Sinopse:

Depois de serem vítimas de uma brincadeira muito humilhante pela menina mais popular da escola, Mindy e Jodi decidem se vingar e devolver todas as maldades que ela causou.

Elenco:

  • Ashley Rickards Virginia
  • Avan Jogia Dave
  • Eden Sher Mindy
  • Peyton List (II) Mackenzie
  • Victoria Justice Jodi
  • Claudia Lee Whitney
  • Frank Whaley Herb
  • Jazmyn Richardson Sugar
  • Katie Chang Claire
  • Nick Bailey Rick
  • Ted McGinley Principal Whitmore
  • Will Peltz Colin

Nota para o filme: 3,5 / 5

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