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Listas

TOP 5 | Mães em Animes

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Dia das mães, segunda maior data comercial brasileira.

 

Apesar disso, e correndo o risco de estar colaborando com a chatice coletiva, vou aproveitar a data e o interesse das pessoas para falar de algumas mães dos animes. Algumas que todos gostariam de ter, outras nem tanto…

 

5) Usagi Tsukino – Sailor Moon

 

A bela e marinheira da lua também é mãe, princesa, salvadora da humanidade e nas horas vagas uma adolescente cabeça oca e volátil. Observar as estripulias da garota, especialmente no anime (no mangá, tudo isto é um pouco mais contido, além de haver amadurecimento), é ter a certeza de que estamos em péssimas mãos.

O ponto alto é quando sua filha vem do futuro e logicamente Usagi se vê incapaz de agir como uma mãe para Chibiusa, se tornando uma espécie de irmã mais velha e rival da própria filha pelo amor do namorado, que por um acaso será o pai da menina. Quando vemos sua pequena filha apontando uma arma para sua cabeça (tanto no anime quanto no mangá), sabemos que Sailor Moon está na vanguarda com uma obra que retrata tão bem como se tornaria o relacionamento entre pais e filhos num futuro nada distante. Em especial, as disputas entre mães e filhas. 

4)Rosa Ushiromiya – Umineke no Naku Koro ni

Rosa é mãe de Maria, aquela que fica chorando e fazendo “uuuuu, uuuuuu~”. Uma mãe terrível, diga-se de passagem. Não é que ela não ame a filha, mas Rosa tem atitudes desprezíveis para com ela, descontando na filha as suas frustrações. Rosa é a clássica mãe solteira em que o pai biológico desaparece abandonando a mulher após fazer a criança, que cresce tendo apenas um dos pais presente em sua vida. As mulheres de Umineko são fabulosas e Rosa não é diferente. Ela dá duro e enfrenta muitas dificuldades no dia-a-dia, tem resistência em abrir mão de sua vida de mulher sem reponsabilidades familiares e mesmo que sinta remorso por pensar assim, no fundo vê Maria como um fardo. Consequentemente, Maria é sempre reduzida a uma parcela insignificante em sua vida. Deixada sozinha diversas vezes, Maria cresce solitária e um tanto quanto problemática, enquanto Rosa continua com dificuldades de escutá-la e se irritando facilmente com seus choros, tomando atitudes violentas e erradas para conter a filha. Claro que como na maioria destes casos, Rosa também teve uma infância com distanciamento emotivo de seus pais. Mesmo assim, Rosa é apaixonante.

3) Junko Kaname – Puella Magi Madoka Magica

Ela é mãe de um deus. Na verdade, deusa: Godoka. A família da Godoka é o arquétipo de família pós-moderna, embora este lar onde o pai é a figura passiva e fica em casa cuidando da casa e dos filhos, enquanto a mulher é uma empresária bem remunerada que chega sempre tarde e constantemente bêbada, seja uma característica criada pelo autor para evidenciar o caráter matriarcal de um mundo protegido por um deus feminino. Desse modo, Junko é muito mais do que o pilar de sustentação de uma casa, ela é a figura representativa desse mundo matriarcal. Mesmo com dificuldades de acordar cedo e bebendo além da conta, Junko ainda se mostra uma ótima mãe, mantendo uma relação intimista com a sua filha. 

2) Ragyo Kiryuin – Kill la Kill

Minha mãe é uma alienigena!! Ou no mínimo, vendeu a alma para o diabo usando o sangue das filhas como sacrifício. Ragyo é sem dúvidas o retrato das piores mães que existem no mundo. Desmedidamente inescrupulosa e ambiciosa, até mesmo o ato “sagrado” da maternidade se torna uma moeda de troca para a mulher, que vê na filha a possibilidade de ampliar os negócios e alguém capaz de encabeçar a empresa da família. Como se já fosse pouco roubar a infância de sua filha Satsuki e moldar seu futuro, quando esta se rebela, ela não pensa duas vezes em deserdar a garota com dois chutes no bundão e abraçar Ryuuko; nova filha recém-descoberta, jogando na cara de Satsuki sua inferioridade frente às habilidades de Ryuuko. Não satisfeita, ainda jogou uma contra a outra. É, parece enredo de novela, e tirando as camadas de fantasia, também se parece com a nossa realidade em que os filhos nascem para atender as vontades e desejos dos pais. Comparando com muitas mães reais, as maldades de Ragyo se empalidecem. Numa das mais clássicas cenas da série , Ragyo toca sensualmente nas partes intimas da filhas, levando-a ao orgasmo, refletindo o poder e controle absoluto que nutria sobre Satsuki e suas emoções. Ou ao menos, que pensava ter sobre a garota. 

1) Haruko Kamio – Air tv

Mãe de Misuzu Kamio. Tecnicamente, Haruko é na verdade tia biológica da garota, mas a cria desde que era um bebê, se tornando na prática a sua verdadeira mãe. Haruko é uma mãe louca, simpática, amorosa, mas também muitas vezes não se mostra uma boa mãe para Misuzu. Ela pode se mostrar muito inconsequente, por muitas vezes pouco madura e tende a fugir com facilidade de seus problemas ao invés de enfrenta-los – o fato de ela adorar se entregar à bebida depois do trabalho é uma característica de denota essa fraqueza interna, pois, é depois de cumprir seu expediente e então voltar a ser uma mãe; retornando para casa, que ela defronta com seus maiores conflitos. A bebida então caracteriza um aspecto da personagem, que é o de agir de modo pouco maduro e medo de enfrentar a realidade.

Acontece que Haruko ama Misuzu, mas acaba mantendo uma relação distante – na maior parte do tempo – com a garota. Então, como assim ela ganhou a primeira posição? Oras, é justamente o fato de ser tão errante e manter uma relação tridimensional com a filha que torna a ela e esta relação muito humana. É o que se vê com frequência aqui fora, em relação a pais e filhos. É o medo de se tocarem, de se conhecerem, e por mais que haja vontade de ambas as partes, não conseguem quebrar a enorme muralha estabelecida, mantendo então uma relação fria e distante. Haruko tem dificuldades de lidar com várias questões envolvendo Misuzu, chega um momento em que a saúde de sua filha piora a um estado critico e ela acredita então que não tem condições de continuar criando a garota, entregando-a ao pai, ao acreditar que isto seria o melhor para ela.

O clímax deste intenso relacionamento acontece quando, impossibilitada de andar, Misuzu – como que por um milagre – foge dos braços fortes do pai e sai andando fragilmente em direção à mãe, que se dá conta que o local ideal para ela é em seus braços. O ato de Misuzu sair andando com suas pernas fragilizadas e antes incapazes de se moverem, demonstra a dificuldade de se romper essa enorme muralha estabelecida entre um pai e um filho, e o ato de Haruko de sacrificar a relação com a filha por se considerar incapaz, reflete a unilateralidade numa relação, onde não sabemos exatamente o que o outro pensa e por uma escassez de diálogos acabamos tomando atitudes que consideramos corretas e para o bem daquele que se ama, mas que na verdade está infligindo mais dor. Haruko é espetacular por ser tão conflitiva e plenamente capaz de superar seus conflitos, fazendo a única coisa possível nestes momentos: encarar de frente as próprias emoções, afinal, ficou mais do que provado que a própria Haruko era sua maior critica e rival, se auto-sabotando constantemente. Assim como na vida, em que adoramos nos sabotar!

Gostaram? querem mais top 5, comentem ai em baixo.

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